Janaina Cruz

Janaina Cruz

A Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Sergipe, com o objetivo de trocar experiências, visando o combate às práticas delituosas que fazem uso de documentos públicos falsificados, especialmente aqueles que, supostamente, nascem nos serviços notariais e de registro, criou um Grupo de Trabalho composto por diversos órgãos. No dia 30 de agosto de 2011 aconteceu o primeiro encontro do grupo pelo integrado Tribunal Regional Eleitoral - TRE, Departamento de Defraudações e Combate à Pirataria da Polícia Civil de Sergipe, Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe - DETRAN, Instituto de Identificação de Sergipe, além do Titular do Cartório de Ofício Único do Distrito de Rosário de Catete e do Escrevente Substituto do Cartório do 5º Ofício da Comarca de Aracaju.

As principais fraudes, segundo a Polícia Civil do Estado de Sergipe, são as relacionadas à transferência de veículos, levantamento de quantias em estabelecimentos bancários por meio de procuração falsa, e alienação de imóveis por pessoas sem legitimidade para tanto.

A fiscalização judiciária dos atos notariais e de registro é exercida, concorrentemente, pela Corregedoria Geral da Justiça e pelos Juízes Corregedores Permanentes, que são os Juízes de Direito de cada comarca, observando-se as competências estabelecidas no Código de Organização Judiciária. Por este motivo, a Corregedoria decidiu coordenar o citado Grupo de Trabalho, já que, na maioria das vezes, atos cartorários, autênticos ou não, são instrumentos utilizados por fraudadores em seus golpes.

O Corregedor-Geral da Justiça do Estado de Sergipe, Des. Netônio Bezerra Machado, acompanhado do Juiz Corregedor, Rômulo Dantas Brandão, ao abrir a reunião, destacou a importância da iniciativa, que exprime os princípios constitucionais que albergam o interesse público.

É importante destacar o papel do Departamento de Defraudações e Combate à Pirataria da Superintendência da Polícia Civil do Estado de Sergipe, notadamente da Delegada de Polícia Maria Pureza Machado Soares Andrade, que percebendo o aumento vertiginoso de fraudes envolvendo documentos públicos oriundos dos Cartórios Extrajudiciais, procurou a Corregedoria propondo a criação de um sistema informatizado capaz de permitir que a população e as instituições públicas e privadas confirmem a autenticidade dos aludidos documentos.

A Corregedoria já estudava a possibilidade de instituir um Sistema que permitisse a confirmação da autenticidade dos atos cartorários, supostamente praticados pelos Serviços Notariais e de Registro de Sergipe. Entretanto, notou-se que era de fundamental importância que os notários e registradores, além de outras instituições públicas que recepcionam os documentos expedidos pelos primeiros, fossem ouvidos antes da elaboração de um sistema informatizado desta natureza.

Como resultado da primeira reunião, o Grupo de Trabalho apresentará sugestões à Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Sergipe relacionadas ao combate às fraudes em documentos públicos.

O Tribunal de Justiça de Sergipe, através do Memorial do Poder Judiciário, disponibilizou sua equipe, formada por historiadores e estagiários de História e Museologia, para desenvolver um projeto voltado para a recuperação e organização do acervo de fotos da OAB/SE. Na última segunda-feira, dia 12, foi entregue à Comissão de Assuntos Históricos e Culturais da OAB/SE, o primeiro lote de fotografias restauradas e digitalizadas, referente I Seminário Jurídico da Seccional Sergipe, realizado em agosto de 1975.

Manoel Belarmino, um dos historiadores responsáveis pelo trabalho de restauração, explica que boa parte dos magistrados do Judiciário sergipano são egressos da OAB/SE. "É possível encontrar neste vasto material a presença de juízes, desembargadores e até ministros de nossa terra. Para o Memorial do Judiciário, é uma oportunidade ímpar, tendo em vista a grande quantidade de fotos que compõe este fundo", ressalta.

Belarmino adianta que foi através de contato efetuado com o presidente da Comissão para Assuntos Históricos e Culturais da OAB/SE, José Rivadálvio Lima, que o Memorial firmou a parceria para o processo de restauração. As fotos do I Seminário Jurídico da OAB/SE foram higienizadas, acondicionadas, catalogadas, recebendo um código único, e digitalizadas para facilitação de manuseio do material trabalhado.

Para o presidente da Comissão de Assuntos Históricos e Culturais da OAB/SE, José Rivadálvio Lima, o trabalho desenvolvido pelo Memorial do Poder Judiciário foi de suma importância. "Este material técnico e humano que o tribunal nos ofertou foi imprescindível para restauração fotográfica do nosso acervo. Além disso, estas fotos digitalizadas ficarão disponíveis para consulta a pesquisadores, referente aos eventos e fatos da nossa Seccional, durante toda a sua existência. Este trabalho servirá de base para um futuro convênio de cooperação técnica entre a OAB/SE e o Judiciário".

O chefe do Arquivo Geral e do Memorial da Advocacia Sergipana e membro da Comissão de Assuntos Históricos e Culturais da OAB/SE, Alonso Júnior, disse que é extremamente salutar a colaboração do Poder Judiciário. "Esse trabalho possibilitará sem sombra de dúvidas o acesso à nossa História, e mostrando à sociedade de forma clara, sua participação através dos eventos promovidos ao longo de sua existência. Tenho a absoluta certeza, que esta será a primeira das várias parcerias que virão", destacou Alonso.

Nos próximos dias a OAB/SE irá formalizar um Termo de Cooperação Técnica com o Tribunal de Justiça para continuação dos trabalhos. Também participaram da reunião de entrega do primeiro lote fotográfico o historiador do Memorial do Judiciário, Manoel Leonardo Dantas, e o analista de Planejamento da OAB/SE, Rogério Pimentel Esteves.

 

Foi implantado o novo sistema de controle processual eletrônico na Vara Privativa de Assistência Judiciária da Comarca de São Cristóvão. Esta é mais uma Unidade Jurisdicional do Tribunal de Justiça de Sergipe a ser beneficiada com a celeridade, eficiência e a acessibilidade proporcionada pelo Processo Eletrônico. A virtualização dessa vara faz parte do Programa de Gestão e Otimização das Rotinas de Trabalho da Área Judicial, do Planejamento Estratégico do TJSE, instituído em 2009 com a Resolução 22.

O novo sistema de controle processual eletrônico implantado atende às necessidades específicas da unidade e reflete o esforço do TJSE no combate à morosidade da tramitação processual e melhoria na qualidade dos serviços prestados à população.

A informatização dos processos judiciais, disciplinada pela Lei 11.419/2006, já é realidade nos Juizados Especiais Cíveis de Aracaju e a Presidência do TJSE dá continuidade à expansão para as demais unidades jurisdicionais, nas quais os critérios técnicos são pré-determinados para o estabelecimento da ordem de virtualização.

"Damos sequência à adoção do processo eletrônico no Judiciário sergipano, como corolário de um processo rápido, transparente e acessível a todos. Pensamos sempre na sociedade que necessita do nosso empenho na busca pela Justiça, e daremos a ela todo o nosso empenho", afirmou o Presidente do TJSE, Des. José Alves Neto.

Para o Corregedor-Geral da Justiça, Des. Netônio Bezerra Machado, o implemento do processo eletrônico demonstra a seriedade com que o TJSE trata a prestação jurisdicional, preocupando-se não somente em dar acessibilidade ao ajuizamento da ação, mas sobretudo nos esforços em fazer com que o processo seja resolvido respeitando uma duração razoável, enquanto preceito fundamental do cidadão na Carta Política de 1988.

A Vara Privativa de São Cristóvão é a unidade "Piloto" do grupo "Privativas e Família". Na sequência virão as demais Varas Privativas de Assistência Judiciária do Estado de Sergipe e as Varas de Família e Sucessões da Comarca de Aracaju, onde se espera que, até o final do ano, sejam virtualizadas.

A divisão psicossocial do Tribunal de Justiça de Sergipe está dando continuidade ao Programa de Orientação para Aposentadoria (PROPA), que agora realiza suas atividades com um 2º grupo, cujo início está agendado para o dia 22 de setembro.

O PROPA visa orientar o servidor na preparação para uma nova etapa de sua vida, a fim de que estes descobram alternativas e projetos para a fase da pós-aposentadoria. O objetivo é que os servidores cheguem a esta fase com meios e condições que propiciem o bem-estar e a saúde física e emocional.

Na primeira reunião, prevista para o dia 22, às 9 horas, no auditório da Escola de Administração Judiciária - ESAJ, serão repassadas mais informações e o servidor poderá se vincular ao programa.

Os integrantes do 1º grupo aprovaram o PROPA, uma vez que participaram ativamente de todos os encontros e sugeriram temas para ampliar o conhecimento que incorpore o objetivo do Programa e com suas necessidades.

Os temas discutidos no 1º grupo incluíram o esclarecimento de dúvidas relativas à aposentadoria que foram prestadas pelo servidor Brúnio Pierre, Coordenador de Gestão, como também, orientações de como cuidar melhor da saúde, com a colaboração da Endocrinologista Francielle Temer. O fisioterapeuta José Lúcio repassou dicas de como, através de atividades físicas orientadas, pode-se prevenir problemas de saúde, além de garantir bem-estar à aposentadoria. Também o gerontologista Antônio Cláudio Neves prestou esclarecimentos sobre como conquistar a longevidade com qualidade.

"Concluímos o último encontro grupal, com um passeio para Xingó, local escolhido pelo grupo, no intuito de colocar em prática uma das principais matrizes condutoras do programa que é a identificação de atividades alternativas para a pós-aposentadoria. É importante deixar explícito que nenhum programa de orientação para aposentadoria, inclusive este, tem o intuito de levar o funcionário a entrar no processo de aposentadoria, uma vez que há tantos anos dedica sua vida a essa instituição. Participar do programa não implica na obrigatoriedade de desligar-se do Tribunal de Justiça", esclarecem as coordenadoras do PROPA, Maria Edvani Panta (assistente social) e Sheilla Tatiana de Oliveira (psicóloga).

Com este novo grupo serão discutidos temas como saúde e alimentação; Orçamento; Empreendedorismo; Dinâmica familiar; Pós-aposentadoria, entre outros. Para se inscrever basta ligar para o ramal 3892, das 08 às 12:00 horas.

O PROPA é uma oportunidade de:

-          Identificar alternativas de atividades pós-aposentadoria;

-          Discutir com servidores que estão vivenciando um momento semelhante, seus medos, ansiedades, sonhos e aspirações;

-          Informações adequadas sobre a aposentadoria e outros temas sugeridos.

O PROPA preza principalmente pela:

-          Participação voluntária;

-          Incentivo à autonomia nas decisões pessoais;

-         A participação do assistido na escolha dos temas a serem abordados.

Realizado no auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju, desde a noite da última quarta-feira, o I Congresso Internacional de Mediação foi encerrado hoje, dia 16, com a apresentação de importantes dados. O projeto piloto de pesquisa intitulado "Mediação Interdisciplinar: um caminho viável à autocomposição dos conflitos familiares", coordenado pela professora doutora Luciana Aboim Machado, da Universidade Federal de Sergipe, revelou índices de satisfação com a mediação que ultrapassaram 90%.

O projeto foi desenvolvido na Vara de Assistência Judiciária de São Cristóvão, sob a direção da Juíza Adelaide Moura. No local, 93% das pessoas que responderam o questionário logo após a mediação disseram que gostaram do método aplicado, entre outros dados positivos. Já no âmbito penal, a pesquisa aconteceu no Departamento de Apoio a Grupos Vulneráveis, sob a direção da Delegada Georlize Teles. Lá, meses após a mediação, a pesquisa foi feita mais uma vez e o nível de satisfação das partes chegou a 94%. Os questionários foram aplicados entre setembro de 2010 e março de 2011.

O primeiro painel da tarde de hoje falou sobre Mediação Penal. O Desembargador Luiz Mendonça foi o Presidente da Mesa e fez questão de destacar a presença do advogado Áureo Simões, classificando-o como primeiro mediador do Brasil. O advogado, de Curitiba (PR), agradeceu o título e retribuiu dizendo que Sergipe é um expoente na área de mediação. "Eu acho que Sergipe tem algo especial. Acontecer aqui o I Congresso Internacional de Mediação não é uma surpresa para mim. Existe um espírito inovador e uma energia que agrega coisas boas", disse Áureo, que há 12 anos dedica-se à mediação.

O segundo e último painel da tarde teve como tema a Mediação Cível. Para o Desembargador Osório Araújo, Vice-Presidente do TJSE, a mediação é uma forma de promover a agilidade na Justiça. "É muito interessante para o Estado de Sergipe sediar esse I Congresso Internacional de Mediação", acrescentou. A Juíza Auxiliar da Presidência do TJSE, Adelaide Moura, falou sobre a participação dos Magistrados na mediação.

Outro palestrante da tarde foi o deputado federal Laércio Oliveira, que falou sobre projetos de lei que tratam da mediação. "Antes de ser deputado, sou um cidadão brasileiro que acredita na Justiça. Mas, na condição de parlamentar na Câmara Federal, meu papel, entre outros, é o de cuidar dos projetos que tragam bem-estar à sociedade. As questões voltadas à área jurídica são importantes porque o Direito protege a sociedade de um modo geral", enfatizou o deputado.

Técnicas de mediação, mediação empresarial e mediação trabalhista foram alguns dos temas discutidos neste segundo dia do I Congresso Internacional de Mediação de Conflitos. O evento teve início na noite de ontem, dia 14, no auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju, e prossegue até amanhã. O assunto atraiu a atenção de estudantes de Direito, advogados, Magistrados, Promotores, Delegados de Polícia e outros operadores do Direito.

O primeiro painel da tarde de hoje teve como tema os aspectos gerais da mediação. A psicanalista e doutora em Direito Civil pela USP, Giselle Groeninga, falou sobre a formação do mediador. "A mais importante qualidade do mediador deve ser a empatia. Ele deve se colocar no lugar do outro, não necessariamente para aliviar o sofrimento, mas para compreender, abraçar e entender a angústia presente nos conflitos humanos", definiu.

Mediação comunitária e empresarial foi o tema do segundo painel da tarde. A advogada Aguida Arruda Barbosa falou sobre a mediação no planejamento sucessório e nas empresas familiares. "A mediação não pode ser vista apenas como uma resolução de conflitos porque ela não é uma conciliação. Nessa área, principalmente para as empresas familiares, a mediação pode ser vista como algo preventivo", esclareceu a palestrante. Ela falou ainda que o mediador deve ser alguém capacitado, com formação superior e uma visão multidisciplinar.

No terceiro e último painel de hoje foi discutida a mediação trabalhista e o relator foi o professor Domingos Zainaghi. "Na mediação, sobretudo na área empresarial, é utilizado um sistema de ganha-ganha, ou seja, os dois litigiantes devem sair de uma mesa de negociação com a sensação de que ganharam. Na mediação que eu trato, falo como as empresas podem melhorar a solução de conflitos com seus públicos interno e externo, sem o peso da mágoa, da raiva e do ódio", explicou Domingos.

A Presidente do Instituto Latino-Americano de Direito e Seguridade Social, Martha Monsalve, informou que a mediação para o direito laboral foi, inclusive, transformada em lei na Colômbia. "Tudo que se configura em um acordo entre as partes interessadas para solucionar um conflito é algo importante", acrescentou Martha, que falou sobre a mediação na perspectiva da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O advogado José Carlos Montalvão participou do Congresso e elogiou a iniciativa. "A importância maior desse evento é a interação entre a Universidade Federal de Sergipe e o Tribunal de Justiça, fazendo com que novas pessoas comecem a analisar a mediação como forma alternativa, evitando o Judiciário em todas questões que podem ser resolvidas com um diálogo, uma negociação", opinou o advogado, lembrando que em Sergipe existe, na área privada, a Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial, que atua junto à Associação Comercial de Sergipe.

Atendendo a solicitação do Juiz Titular da Vara Cível da Comarca de São Cristóvão, Manoel Costa Neto, os agentes de proteção vinculados ao Juízo, receberam, na tarde de ontem, capacitação realizada pela Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ).

O evento, que aconteceu no fórum local e contou com a presença de Manoel Costa Neto e da Juíza-Coordenadora, Vânia Ferreira de Barros, integra o Projeto de Capacitação dos Agentes de Proteção da Infância e da Juventude, iniciado pela CIJ no ano de 2009. O projeto busca aprimorar a atuação desses agentes e fortalecer a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente.

A palestra, ministrada por Josevanda Mendonça Franco, abordou, de forma destacada, os marcos norteadores do Sistema de Garantia e Defesa da Criança e do Adolescente, as atribuições do Agente e seu papel na Rede de Proteção.

Na ocasião, foi efetivada a entrega dos coletes e camisas, padronizados de acordo com o modelo estabelecido pela CIJ, para uso pelos agentes de proteção.

O treinamento segue disponível para todos os Juízos da capital e interior com competência na área da infância e juventude.

Dando continuidade aos trabalhos do I Congresso Internacional de Mediação de Conflitos, aconteceu na manhã desta quinta-feira, 15.09, no auditório da Escola de Administração Judiciária - ESAJ no Tribunal de Justiça de Sergipe - TJSE, a primeira etapa da Oficina Atualização sobre Mediação. Ministrada pelo Presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal, Prof. Juan Carlos Vezulla, o curso tem como conteúdos o relacionamento entre o serviço de mediação e o processo judicial, a mediação transformadora e a mediação acordista, a mediação familiar, a mediação com crianças e adolescentes, a mediação vítima-ofensor e a necessidade de interação do Fórum com a comunidade, a escola e a polícia.

Segundo o Prof. Juan Vezzulla, a oficina é direcionada para aqueles que querem se formar e tem a necessidade de introduzir a mediação no seu trabalho. "Temos muitos participantes que são do Judiciário e é importante eles conhecerem as técnicas de diálogo e solidariedade empregadas na mediação, onde as pessoas passam a resolver os seus problemas por si mesmas. É válido que os operadores do Direito conheçam tais métodos para que possam dar um outro atendimento à população", explicou o especialista.

Para o oficial de Justiça Cleriston Oliveira, a oficina proporciona o encontro com novas ideais e experiências já que o oficial de justiça também tem que ser uma espécie de mediador. "A mediação não deve ser exclusiva da instrução do processo. É papel do oficial também agir como mediador, utilizando-se de cautela, equilíbrio e paciência, para não potencializar ainda mais aquele conflito", argumentou.

A técnica judiciária do Núcleo de Mediação do TJSE, Márcia Loredo, explicou que o curso traz uma nova abordagem sobre a mediação para o Judiciário. "A oficina nos mostra uma nova visão diante de um conflito. A experiência do instrutor, inclusive com reconhecimento internacional, nos possibilita ampliar horizontes".

Para Maria Hortência Cardoso Lima, supervisora da Central de Conciliação do TJSE, "o conhecimento, o contato e o estudo das técnicas de mediação fazem com que consigamos, a longo prazo, uma maior pacificação social, na medida em que as pessoas passam a entender a importância do diálogo na resolução dos conflitos".

A segunda parte da oficina será realizada na manhã desta sexta-feira, 16.09. Na tarde de hoje, o evento contará, a partir da 13h30, com o painel "Aspectos Gerais da Mediação", tendo o Presidente do TJSE, Des. José Alves Neto como presidente de mesa. Em seguida serão realizados os painéis "Mediação Comunitária" e "Mediação Empresarial e Mediação Trabalhista".

Resolver problemas de forma autônoma, em que as próprias partes dialogam e buscam um acordo é o principal objetivo da mediação de conflitos, cultura de pacificação que cada vez mais ganha espaço no Poder Judiciário. Tanto que o Tribunal de Justiça de Sergipe e a Universidade Federal de Sergipe estão realizando, até sexta-feira, o I Congresso Internacional de Mediação: da teoria à prática.

A abertura do evento aconteceu na noite do dia 14, no auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju. O Presidente do TJSE, Desembargador José Alves, esteve presente e disse que o Judiciário sergipano está na contramão da discórdia. "Como integrante do Judiciário sergipano, com magistrados de grande porte e um corpo de funcionários de primeira qualidade, não poderia estar na contramão da paz e da harmonia. Quando fui procurado por um casal de professores da UFS me propus a dar todo apoio a este evento", destacou o presidente.

A coordenadora do Congresso, Professora Doutora Luciana Aboim, enfatizou que o objetivo do evento é disseminar a mediação e também apresentar os resultados do projeto de pesquisa "Mediação Interdisciplinar: um caminho viável à autocomposição dos conflitos familiares", realizado por ela em parceria com o TJSE. O projeto piloto foi desenvolvido na Vara de Assistência Judiciária de São Cristóvão, sob a direção da Juíza Adelaide Moura, e no âmbito penal, no Departamento de Apoio a Grupos Vulneráveis, sob a direção da Delegada Georlize Teles.

Para a Delegada de Polícia Georlize Teles, a mediação de conflitos é de suma importância para a sociedade. "Os problemas são resolvidos pela lógica do diálogo, restaurando a convivência. Estamos caminhando para a busca de uma outra forma de resolver os conflitos. Vejo isso com satisfação e felicidade porque teremos uma sociedade mais pacífica e justa", opinou a delegada. O evento foi aberto com o Hino Nacional, na voz da cantora Amorosa. Logo após, houve uma conferência sobre o tema do congresso.

O Professor Doutor Antônio Rodrigues de Freitas Júnior falou sobre o conceito de conflito. "Por conflito podemos designar uma série de coisas ou chamar uma circunstância em que dois sujeitos discutem e não são portadores da mesma visão sobre a forma justa de resolver aquela disputa. A ideia é ter um conceito de conflito que nos permita organizar nossos métodos e separar aquilo que requer uma intervenção específica. Nas hipóteses de Justiça, existem situações conflituais as quais melhor se ajustam um tratamento em nível de mediação do que propriamente intervenção jurisdicional", explicou Freitas.

Já o Professor Doutor Juan Carlos Vezzulla falou sobre a história da mediação e sua situação atual no mundo. "Em cada região de cada país, a mediação tem uma característica diferente. Os Estados Unidos e o Canadá foram os primeiros a desenvolver e aplicar a mediação, mas hoje em dia os países nórdicos têm um desenvolvimento importante. A mediação definitiva vem dos costumes de países da África e Ásia, onde a própria comunidade trabalha para resolver seus problemas", comentou.

A noite foi encerrada com a apresentação do Orquestra Sanfônica. O congresso prossegue, no Palácio da Justiça, nesta quinta e sexta-feira, com oficinas pela manhã e palestras à tarde.

Uma das ações do Projeto de Valorização das Carreiras Judiciárias contemplado no Planejamento Estratégico é o acolhimento funcional através de visitas às unidades, por uma equipe da Diretoria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça de Sergipe. Trata-se do "Conversando com o RH" que oportunizará ao quadro de servidores apresentar suas reivindicações e sugestões de melhoria, como também possibilitar a promoção do acompanhamento direcionado à otimização dos serviços desenvolvidos, não apenas no ambiente de trabalho, mas também no contexto organizacional.

A primeira Comarca visitada foi a de Nossa Senhora do Socorro. Nesta quinta-feira, dia 15, os servidores desta unidade judiciária continuarão recebendo as atividades do "Conversando com o RH".

"O Projeto tem como foco a necessidade de demonstrar para o quadro funcional a preocupação da instituição com os servidores e a sua importância como pessoa, e que os seus anseios poderão ser apresentados e transformados em ações, gerenciadas pela Diretoria de Gestão de Pessoas na busca da satisfação e valorização do quadro funcional", explicou a Diretora de Gestão de Pessoas, Tânia Denise Fonseca.

Outro foco é oportunizar a criação de contato presencial nas diversas unidades, com intuito de promover a valorização pessoal, demonstrada através da aproximação dos gestores de Recursos Humanos com os servidores, através de ações com intuito de:

- Diagnosticar anseios;

- Demonstrar a importância do servidor para a instituição;

- Levantar sugestões de melhorias;

- Promover a satisfação do servidor mediante os diagnósticos apresentados;

- Divulgar os programas e projetos em andamento na Diretoria de Gestão de Pessoas.

"Com a implantação do projeto, vários fatores serão agregados ao desenvolvimento das políticas de Recursos Humanos, sempre de forma estratégica alinhadas ao Planejamento Estratégico. Será oportunizada a proximidade com os servidores, assim como o fortalecimento da concretização de anseios e o direcionamento de ações que só poderão obter o alcance da identificação com o contato, que é favorável no desenvolvimento institucional", acrescentou Tânia Denise.

Informações através dos ramais: 3208, 3165,3462.

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