Janaina Cruz
CIJ realiza quarto curso para postulantes à adoção de 2021
A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou na manhã desta segunda-feira, 23/08, a quarta edição de 2021 do Curso de Preparação Psicossocial e Jurídica para Pretendentes à Adoção, por meio de videoconferência. O objetivo é prestar informações sobre direitos, deveres, legislação e sobre o que é necessário para a construção de uma relação afetiva entre o adotado e a nova família.
A Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ, deu as boas-vindas aos participantes. “Tenho a certeza que será uma manhã enriquecedora no sentido de esclarecimento das dúvidas a respeito do processo de adoção. Serão tratadas questões não só de ordem jurídica, mas também psicológica e social. Espero que vocês concluam esse curso tendo ainda mais certeza do que desejam”, salientou a magistrada.
Logo em seguida, foi exibido um vídeo do Juiz Paulo Macedo, Titular da 4ª Vara Cível de Nossa Senhora do Socorro. Ele fez uma retrospectiva sobre adoção ao longo dos últimos séculos no mundo e falou também sobre as leis brasileiras relacionadas ao tema. A assistente social Sandra Feitosa, do 4º Núcleo de Serviço Social e Psicologia do TJSE, falou sobre os aspectos sociais da adoção e sobre fatores que levam crianças e adolescentes para o acolhimento.
Entre eles, dependência química ou alcoólica dos pais, situação de rua, transtornos mentais, abandono, negligência, maus tratos, abuso e falta de interesse ou condições socioeconômicas da família extensa, entre outros. “Se a criança está acolhida é porque passou por alguma situação dessa. Então, ela vem carente de muitas coisas”, disse.
A palestra sobre os aspectos psicológicos foi ministrada por Joana Cerqueira, também do 4º Núcleo de Serviço Social e Psicologia do TJSE. “Muito se fala que adoção é um ato de amor. Mas adoção é também é uma escolha, que implica em responsabilidades. A adoção pode ter um fim jurídico, mas é um processo para vida inteira”, alertou Joana. Já o psicólogo da CIJ, Sérgio Lessa, falou sobre o Sistema Nacional de Adoção (SNA).
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina, em seu artigo 50, parágrafo 3º, que a inscrição de postulantes à adoção deve ser precedida de um período de preparação psicossocial e jurídica. Em 2020, após o início da pandemia da Covid-19, foram realizadas quatro edições do curso por meio de videoconferência, contando, no total, com a participação de 105 postulantes. Este ano, as edições do curso aconteceram em 15 de março, 24 de maio e 21 de junho.
Dois projetos do TJSE são destaques no Prêmio Prioridade Absoluta do CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, no último dia 17, o resultado do Prêmio Prioridade Absoluta, que dissemina ações em prol da infância e juventude. No Eixo Infracional - Categoria Tribunal - o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) foi o 1º colocado, com o Programa de Ações Integradas para o Fortalecimento do Sistema de Garantia e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (PRAIF/SGD) na Execução das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto. Já no Eixo Protetivo - também Categoria Tribunal - o TJSE conquistou o 2º lugar, com o Familiarizar.
“Esse prêmio é mais uma prova da excelência do trabalho do Tribunal de Justiça de Sergipe. Continuaremos nos dedicando e fazendo o melhor em prol das crianças e adolescentes”, comemorou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe. Os projetos do TJSE classificados no prêmio são desenvolvidos pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), que tem como gestora a Juíza Iracy Mangueira. “O resultado mostra o comprometimento de todas colegas que já passaram pela CIJ e a dedicação dos servidores do Tribunal”, complementou a magistrada.
Para a Conselheira do CNJ e Presidente do Fórum Nacional de Infância e da Juventude (Foninj), Flávia Pessoa, o prêmio é mais uma das inúmeras ações do Judiciário para promoção da prioridade no atendimento às demandas infantojuvenis. “Proteger e garantir os direitos da criança e do adolescente é dever da família, da sociedade e do Estado. A eles é garantido o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. É nesse contexto que se insere a realização do prêmio”, explicou a Conselheira.
Ela destacou que devem ser difundidas as experiências exitosas em Tribunais, Ministério Público, Defensoria Pública e demais instituições que participam do Sistema de Justiça; assim como em empresas, sociedade civil e poder público. O Prêmio Prioridade Absoluta dissemina ações ou programas voltados aos direitos das crianças e jovens, determinados na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Marco Legal da Primeira Infância.
“Ficamos muito honrados diante do reconhecimento que foi conferido pelo Prêmio Prioridade Absoluta ao PRAIF e ao Familiarizar, que são programas de execução continuada, alinhados ao Planejamento Estratégico do nosso Tribunal”, salientou Sérgio Lessa, Psicólogo da CIJ. “Nosso dever é oferecer a melhor prestação jurisdicional para a infância e juventude e a premiação não deixa dúvidas de que estamos no caminho certo”, complementou Conceição Prado, assistente social da CIJ.
Essa foi a primeira edição do Prêmio, criado por meio da Resolução 355/2020, do CNJ. Mais de 100 práticas foram analisadas e passaram por duas etapas: uma eliminatória, em que foi analisado o atendimento aos requisitos formais previstos no Regulamento; e outra classificatória, com a verificação dos critérios também estipulados no Regulamento. A premiação está prevista para ocorrer em solenidade no dia 1º de dezembro, com as respectivas ações inseridas no Portal de Boas Práticas do CNJ. O prêmio é realizado pelo CNJ, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
PRAIF
O Programa de Ações Integradas para o Fortalecimento do Sistema de Garantia e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (PRAIF/SGD) foi concebido pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do TJSE, no ano de 2013. O objetivo é articular ações entre o Poder Judiciário, o Executivo e o Ministério Público para a operacionalização qualificada da rede de proteção aos direitos da criança e do adolescente.
Um dos resultados do programa foi a ampliação da oferta do serviço de acolhimento institucional, que passou a ser oferecido em todo Estado, juntamente com a expansão da rede de Centros de Referência Especializados da Assistência Social, hoje instalados em quase todos Municípios.
Em 2013, havia em todo Estado 20 unidades de acolhimento, sendo 10 na capital e 10 no interior. Atualmente, são 39 unidades que abrangem os 75 municípios sergipanos; sendo 6 na capital e 33 no interior. Vencida a etapa de estruturação da rede, o PRAIF passou a ser executado através da promoção de palestras, seminários e reuniões intersetoriais, privilegiando o diálogo sobre atribuições e procedimentos, o compartilhamento de experiências exitosas e a divulgação de fluxos de trabalho.
Familiarizar
O Projeto Familiarizar consiste em um conjunto de ações comprometidas com o princípio da proteção integral definido no artigo 227 da Constituição Federal e no artigo 3º do ECA. Tem por objetivo a reintegração familiar e comunitária ou a colocação em família substituta de crianças e adolescentes acolhidos nas Entidades de Acolhimento Institucional de Sergipe, reduzindo o tempo de acolhimento institucional e favorecendo a agilização dos processos.
Com a edição da Resolução nº 06/2010 do TJSE, que seguiu a recomendação da Corregedoria Nacional de Justiça contida na Instrução Normativa nº 02/2010, foi incorporada à metodologia do Projeto Familiarizar a realização de audiências concentradas, preferencialmente nas entidades, para reavaliação da medida de acolhimento. A CIJ oferece o suporte necessário aos juízos competentes e encaminha documento único à Presidência e à Corregedoria-Geral da Justiça, apresentando os resultados da Reavaliação da Medida de Acolhimento.
Com informações do CNJ
Inscrições abertas: Curso SEI básico e as novas funcionalidades (via Zoom)
A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, informa que estão abertas as inscrições para o curso abaixo:
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Curso: |
SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÃO – SEI BÁSICO E AS NOVAS FUNCIONALIDADES_ 3ª TURMA 2021 (modalidade online ao vivo – PLATAFORMA ZOOM) |
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Período: Horário: |
31 de agosto de 2021 e 01 e 02 de setembro de 2021 14 h às 17 h |
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Local: |
PLATAFORMA ZOOM (aulas síncronas) |
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Inscrições: |
23 a 26 de agosto de 2021 As inscrições podem ser encerradas antes do período indicado, caso haja o preenchimento total das vagas disponíveis. |
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Público-alvo: |
Servidores do TJSE |
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Como se inscrever: |
Portal EJUSE WEB: https://www.tjse.jus.br/ejuseweb/ PARA SE INSCREVER: O SERVIDOR DEVERÁ UTILIZAR A MESMA SENHA DE ACESSO AO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES - SEI |
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Objetivo: |
O curso proposto faz parte do Cronograma de Capacitação dos servidores previsto por esta Escola e visa atender solicitação do Levantamento de Necessidades realizado pela Ejuse. Proporcionará aos servidores do Tribunal de Justiça conhecimentos, habilidades e atitudes para lidar com os desafios, cujo objetivo é aprimorar as relações de parceria e cooperação, em que predomine a comunicação eficaz no âmbito institucional. |
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Carga horária: |
09 horas/aula |
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Facilitadora: |
MÁRCIA SIERRA DA SILVA: Graduada em Direito pela Faculdade Estácio de Sergipe; Pós-Graduação Latu Sensu em Direito Administrativo na área de conhecimento de Ciências Sociais Aplicadas, pela Faculdade Internacional Signorelli; Pós-Graduação em Licitações e Contratações Públicas pela faculdade CERS; Pós-Graduação em Terceirização de mão de obra pela faculdade Unyleya; Instrutora do Curso SEI na fase de implantação; Atua como facilitadora nos cursos sobre Sistema Eletrônico da Informação - SEI realizados através da Ejuse. |
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Realização: |
COORDENADORIA DE CURSOS PARA SERVIDORES |
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Conteúdo Programático: |
1 Ambientação; 2 Mudanças culturais nos procedimentos; 3 Experiência do Processo Judicial Eletrônico; 4 Valorização do Conhecimento X Valorização de tarefas manuais; 5 Transparência, celeridade e inovação continuada; 6 Visão Geral do SEI. BOAS PRÁTICAS DO SEI: 1 Padronizar procedimentos – implementar normas (Resolução n. 20/2016 do TJSE e Portaria) e rotinas de trabalho em cada unidade; 2 Acesso Público como regra e sigilo como exceção – transparência do fluxo de informações e trabalho corporativo; 3 Dar preferência ao editor do SEI – utilizar, como regra, os modelos criados para a produção dos documentos formais. FACILIDADES DO SEI 1 Vídeos Tutoriais; 2 Acesso ao Sistema; 3 Alteração de senha; 4 Barra de Ferramentas; 5 Para saber mais; 6 Menu; 7 Pesquisa; 8 Caixa de seleção de Unidade; 9 Controle de Processos; 10 Marcadores; 11 Anotação; 12 Paginação de Processos; 13 Gestão de Contatos; 14 Novidades; 15 Usuário; 16 Configurações do Sistema; 17 Sair do Sistema; 18 Iniciando um processo; 19 Restrição de Acesso (processos público, restrito e sigiloso); 20 Incluir documento; 21 Árvore de Documentos do Processo; 22 Tipos de documentos; 23 Editando documentos; 24 Ferramentas de edição de documentos; 25 Versões de documentos; 26 Referenciar Documentos ou Processos; 27 Textos Padrão; 28 Modelos de Documentos favoritos; 29 Excluir Documentos; 30 Cancelar Documento; 31 Alterar nível de acesso de documentos; 32 Processo Sigiloso; 33 Credenciais de Assinatura em processo sigiloso; 34 Duplicar processo; 35 Iniciar processo relacionado; 36 Documentos externos; 37 Concluir processo; 38 Reabrir processo; 39 Excluir Processos; 40 Gerar PDF do Processo; 41 Receber Processos na Unidade; 42 Atribuir Processos a um Usuário; 43 Enviar Processos para outra Unidade; 44 Grupos de Envio; 45 Retorno Programado; 46 Relacionamento entre processos; 47 Ciências; 48 Sobrestar Processo; 49 Histórico; 50 Acompanhamento Especial; 51 Métodos de Pesquisa; 52 Pesquisa estruturada; 53 Bloco de Reunião; 54 Bloco de Assinatura |
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Vagas: |
35 vagas |
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Mais informações: |
3226-4204/3318/3337 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.@tjse.jus.br |
Ejuse informa alteração de datas do Curso Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (via Zoom)
A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, informa que continuam abertas as inscrições para o curso NOVA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS, até o dia 03 de setembro.
OBS: Em atenção ao pedido de um dos facilitadores, a Ejuse informa que foi necessário alterar as duas primeiras datas do curso NOVA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Seguem as informações atualizadas sobre o curso:
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Curso: |
NOVA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS (Modalidade online ao vivo - Plataforma Zoom) |
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Período e Horário: |
14, 21 e 27 de setembro e 04 de outubro de 2021 - 14h às 17h. |
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Local: |
AMBIENTE VIRTUAL - PLATAFORMA ZOOM (AULAS SÍNCRONAS) |
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Inscrições: |
23 de agosto a 03 de setembro de 2021. |
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Público-alvo: |
Magistrados e Servidores do TJSE. |
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Como se inscrever: |
Portal EJUSE WEB: www.tjse.jus.br/ejuseweb/ - |
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Objetivo: |
Atualizar sobre a alteração da Lei de Licitações, haja vista que surgirão demandas envolvendo a interpretação da nova lei, tornando-se indispensável o conhecimento de sua aplicação sistemática. |
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Carga horária: |
16 horas/aula. |
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Facilitadores: |
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Realização: |
COORDENADORIA DE CURSOS PARA SERVIDORES |
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Conteúdo programático: |
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Vagas: |
200 vagas |
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Mais informações: |
3226-4204/3318/3337 ou e-mail ejuseservidor@tjse.jus.br |
Servidores do TJSE cumpriram 154.175 atos entre 16 e 22 de agosto
De 16 a 22 de agosto, os magistrados do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) produziram 5.755 sentenças, 4.847 decisões e 18.123 despachos. Os servidores, nesse período, cumpriram 154.175 atos. Os dados relativos à produtividade de magistrados e servidores são divulgados, semanalmente, pela Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento do TJSE.
Com relação à movimentação administrativa do TJSE, ou seja, todos os processos e documentos gerados e recebidos via Sistema Eletrônico de Informações (SEI), no mesmo período, foram gerados 463 processos e 3.782 documentos; além de 2.056 documentos recebidos via SEI.
O TJSE ampliou a Retomada das Atividades Presenciais no Judiciário sergipano de 01 a 31/08, atendidos os eixos temáticos de Distanciamento Social, Sanitização de Ambientes, Higiene/Proteção Pessoal, Comunicação Efetiva e Monitoramento. Os Atendimentos Gerais, Distribuição de 1º e 2º Graus, Protocolos Integrados e setores correlatos passam a atender ao público presencial independente de agendamento prévio.
Clique aqui e confira todas as informações sobre o retorno das atividades presenciais no TJSE.
Unidades de acolhimento do interior recebem orientações da CIJ sobre Protocolo Interinstitucional
Com o objetivo de viabilizar a implementação e orientar sobre o Protocolo Interinstitucional para o Acolhimento de Crianças e Adolescentes em Sergipe, a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou reuniões on-line, no último dia 17, durante a manhã e tarde, com gestores de inúmeras unidades. Além da presença da equipe da CIJ e dos abrigos, também participou da reunião um técnico de referência da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS).
Durante a manhã, participaram das reuniões as unidades de acolhimento de Lagarto, Abrigo Girassol; Pacatuba, Brejo Grande e Ilha das Flores, Casa-lar Acolher e Amar; Itabaianinha, Casa-lar Ester Batista de Jesus; Carira, Casa-lar Mãe Carira; São Cristóvão, Abrigo Nossa Senhora da Vitória; Itabaiana, Casa-lar Esperança; Boquim, Abrigo Anjos do Futuro; Indiaroba, Casa-lar Mãos Que Cuidam; Santa Luzia Do Itanhy, Casa-lar Reconstruindo Sonhos; e Estância, Abrigo Zilda Arns.
Já à tarde, as reuniões foram realizadas com os municípios de Barra dos Coqueiros, Casa-lar Travessia; Neópolis e Santana de São Francisco, Casa lar Neópolis; Riachão do Dantas, Arauá Pedrinhas, Casa-lar Alegria de Viver; Nossa Senhora de Lourdes, Canhoba, Gararu e Itabi, Casa-lar Lindaura Araújo; Nossa Senhora das Dores, Cumbe, Siriri, Aquidabã, Porto da Folha e Capela, Abrigo Municipal Regionalizado; Areia Branca e Macambira, Abrigo Dona Dadaça; Riachuelo, Santo Amaro das Brotas e Maruim, Casa lar Regionalizada; Tobias Barreto, Abrigo Dona Raimundinha Felipe; Japaratuba e Pirambu, Abrigo Municipal Regionalizado; Simão Dias e Poço Verde, Abrigo Municipal Regionalizado Mateus da Cruz Matos.
A Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ, lembrou que compete à Coordenadoria promover a articulação e interlocução entre o Tribunal de Justiça e os Juízes de Direito com jurisdição na área da Infância e da Juventude, e também com organizações governamentais e não governamentais, nacionais e estrangeiras, visando à melhoria da prestação jurisdicional nessa área.
Ela também destacou que a CIJ já desenvolve, desde 2009, o Programa Familiarizar, que consiste em um conjunto de ações comprometidas com o princípio da proteção integral definido no artigo 227 da Constituição Federal e nos artigos 3º e 19º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Familiarizar é pautado em regramentos legais que estabeleceram, entre outros direitos, o de toda criança ou adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária.
O Protocolo Interinstitucional para o Acolhimento de Crianças e Adolescentes em Sergipe foi assinado no dia 28 de maio deste ano e tem como objetivo orientar a rede assistencial e o sistema de justiça acerca da organização dos serviços de acolhimento institucional. O acolhimento institucional que implica o afastamento da criança ou do adolescente de sua família somente deve ser aplicado excepcionalmente. Isso porque os vínculos familiares e comunitários devem ser preservados e fomentados pela rede de atenção.
CIJ discute aplicação de Programa de Apadrinhamento com Abrigo de Estância
A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou, no último dia 18, um treinamento para aplicação do Programa de Apadrinhamento. Participaram da atividade a coordenação e equipe técnica da Casa Acolhedora Estância Solidária Zilda Arns.
Segundo a Juíza Iracy Mangueira, Coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, o treinamento ocorreu por solicitação do Promotor de Justiça José Lucas da Silva Gois, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Estância.
O encontro da semana passada, foi um complemento à primeira capacitação dos operadores do sistema de garantia e defesa de direitos de Estância, ocorrida em 2018. Desta vez, o foco foi discutir os aspectos técnicos e práticos da operacionalização de um programa de apadrinhamento, que será executado pelo abrigo local.
Estância implementou um Programa de Apadrinhamento próprio por meio da Lei Municipal 1940/2017. O Programa possibilita o envolvimento de pessoas físicas e empresas na prestação de serviços, auxílio material e apoio afetivo a crianças e adolescentes assistidos pela Casa Acolhedora Estância Solidária Zilda Arns.
CNJ e AMB participam do Fórum da Rede de Combate à Violência Doméstica de Sergipe
Após cinco dias de muita troca de informação entre inúmeros representantes dos Poderes Judiciário, Executivo, Legislativo e sociedade civil, foi encerrado na manhã desta sexta-feira, 20/08, o VI Encontro do Fórum Estadual da Rede de Prevenção, Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sergipe. O evento, organizado pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e que teve como tema os ‘15 anos da Lei Maria da Penha: Avanços, Desafios e Fazeres’, foi transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, onde toda a programação ficou gravada. Neste último dia, contou com a presença de membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).
O quinto dia do encontro foi aberto pela Desembargadora Ana Lúcia Freire dos Anjos, Vice-Presidente do TJSE e Presidente do Comitê Gestor da Equidade de Gênero e Raça do Tribunal (Comeger). “Quero registrar minha alegria em participar desse evento, enaltecendo o trabalho e dedicação da doutora Rosa Geane frente a Coordenadoria da Mulher do Tribunal”, destacou. Em seguida, a Conselheira Flávia Pessoa, do CNJ, ressaltou a importância do trabalho em rede e atuação do sistema de Justiça em prol da mulher vítima.
“O objeto da minha fala hoje é a Casa da Mulher Brasileira. Vi que os encaminhamentos estão muito favoráveis no sentido de efetivar realmente a implantação em Sergipe. O Tribunal de Justiça abraçou a ideia, com muita luta. Para além da construção da Casa em si, há necessidade de o sistema de Justiça se integrar, dentro dessa linha da atuação em rede”, disse a Conselheira do CNJ. Já há verba destinada para a construção da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe, bem como local definido, no Centro Administrativo de Aracaju, próximo ao Fórum Gumersindo Bessa.
Os magistrados foram representados no evento, inicialmente com o Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Roberto Alcântara. “A dificuldade de manter e compor uma rede que possa prevenir e combater a violência doméstica é um trabalho hercúleo, mas que vem sendo exercido com maestria pela colega Rosa Geane”, elogiou. Já a Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (AMB), Renata Gil, falou sobre a relevância da Campanha Sinal Vermelho, na qual um ‘x’ vermelho na mão de uma mulher significa um pedido de socorro.
“Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos é vítima de violência nesse país. Isso é assustador, demanda de nós uma união de esforços e uma união interinstitucional. Não conseguiremos debelar essa pandemia que é a violência contra a mulher se não estivermos todos unidos num mesmo propósito. Para isso, além de todas as ações que a AMB adotou, propusemos ao Ministério da Justiça a criação de uma estratégia nacional de combate à violência contra a mulher”, informou Renata Gil.
Do Ministério Público de Sergipe, participou do evento João Rodrigues Neto, Presidente da Associação Sergipana do MP. “Recentemente, demos um passo importante, criando no nosso estatuto a Diretoria Setorial da Mulher, que tem como finalidade maior concentrar toda as ações que envolvem o tema violência doméstica”, revelou. Em seguida, a Vice-Governadora Eliane Aquino disse que trabalhar em parceria com o Judiciário é um ganho para a concretização de políticas públicas. “É extremamente importante para nós que estamos na gestão pública o papel de vocês, principalmente a doutora Rosa Geane, que nos move o tempo inteiro”, agradeceu.
O Presidente do Poder Judiciário, Desembargador Edson Ulisses de Melo, lembrou que um dos eixos da gestão dele é justamente a luta pelos direitos humanos e defesa da mulher. “Sempre defendi a constitucionalidade da Lei Maria da Penha e que as ações de violência doméstica deveriam tramitar em um Juizado específico”, contou. Inclusive, a Juíza Eliane Magalhães, magistrada titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Aracaju, também participou do evento. “É gratificante receber o apoio que a Coordenadoria da Mulher nos tem dado. Trabalhamos com quase dois mil processos, todos urgentes, e a parceria da Coordenadoria é fundamental”, salientou a magistrada.
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE), esteve representada no fórum pela Vice-Presidente, Ana Lúcia Aguiar. “Esse fórum conta com uma rede de proteção que dá às mulheres a coragem e confiança de denunciar os maus tratos e violência”, comentou a advogada, que, ao final da apresentação, apresentou na mão um “x” vermelho, em homenagem à campanha da AMB e CNJ. Em seguida, a Desembargadora Ana Lúcia voltou a falar. “Mais que a Semana da Justiça pela Paz em Casa, esse evento mostra que toda mulher tem o direito de viver sem medo”, salientou a Desembargadora.
Por fim, o Juiz Haroldo Rigo, falou sobre a atuação da Comissão de Implementação, Difusão e Execução da Justiça Restaurativa (Cidejure) do TJSE. “O Desembargador Edson Ulisses vem potencializando várias ações e carregando a bandeira da Justiça Restaurativa”, agradeceu. O evento foi encerrado pelo Presidente do Poder Judiciário. “Estamos no caminho certo, cumprindo a nossa parte e devemos acelerar o processo educacional, como foi dito e repetido por quase todas as falas apresentadas aqui”, considerou o Desembargador Edson Ulisses.
A Juíza Rosa Geane Nascimento agradeceu e parabenizou aos (às) palestrantes, às mediadoras, aos (às) participantes do Fórum e ao Presidente, às Desembargadoras e ao Juiz e Juízas que abriram e encerram cada dia do evento, bem como agradeceu as palavras a ela dirigidas, dizendo que cada pessoa deixou uma importante contribuição.
“O Brasil é o quinto país do mundo em assassinato de mulheres e o primeiro em assassinato de pessoas trans, embora tenha a terceira melhor lei do mundo na matéria, assim considerada pela ONU. São as mulheres negras as mais assassinadas. Há falta de estrutura nos órgãos especializados de atendimento à mulher e ao agressor, ou ausência deles. É preciso e urgente uma mudança dessa realidade. Também é necessário que, cumprido o seu papel, a Lei Maria da Penha se despeça do nosso ordenamento jurídico, tendo eliminado, ou diminuído muito os índices da violência doméstica e familiar no nosso país”, comentou Rosa Geane.
Ele destacou que a violência doméstica é uma pandemia dentro da pandemia. “O aumento dessa violência nesse contexto é alarmante. Estamos fazendo nossa parte e articulando com essa rede a necessária e urgente mudança dessa realidade violenta. A farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes não se calou e foi pioneira nessa luta contra a violência doméstica e familiar contra a mulher, como o homenageado e as homenageadas nesse evento. Segundo Maria da Penha, ‘a vida começa quando a violência acaba’. Assim, é preciso que essa vergonhosa violência acabe e que tenhamos respeito e empatia. Creio que podemos começar pela educação com uma cultura de paz para transformar essa realidade. Maria da Penha transformou a sua dor em ação e é isso que inspira o nosso fazer diário: a ação transformadora. Para que, parafraseando a linda canção de Milton Nascimento, ‘Maria Maria’, citada no início desse encontro, as milhares de ‘Marias’ no mundo possam viver e amar como outra qualquer do planeta”, concluiu a magistrada.
Homenagens
Ainda durante o evento, a Coordenadoria da Mulher homenageou autoridades, “em reconhecimento aos valorosos trabalhos desenvolvidos na prevenção, no combate e no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”. Receberão, posteriormente, uma placada de agradecimento o Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Des. Edson Ulisses de Melo; Cristiane Britto, Secretária Nacional de Políticas para Mulheres; Eliane Aquino, Vice-Governadora de Sergipe; Senadora Maria do Carmo Alves, que destinou a verba para construção da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe; Flávia Pessoa, Conselheira do CNJ; Renata Gil, Presidente da AMB; e Eliane Magalhães, magistrada titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Paz em Casa: Presidente do Poder Judiciário fala sobre Lei Maria da Penha
‘Questões controvertidas da Lei Maria da Penha’ foi o tema da palestra ministrada na tarde desta quinta-feira, 19/08, pelo Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo. O evento on-line integrou a programação da 18ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e foi transmitida no canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravado. A mediadora da palestra foi a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
A Coordenadora iniciou o evento lembrando que este mês é chamado de Agosto Lilás por ser dedicado ao enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Em seguida, ela leu um trecho de um voto antigo do Desembargador Edson Ulisses, que à época foi vencido, relacionado à Lei Maria da Penha.
“Assevero que a Lei Maria da Penha é considerada uma importante conquista no combate à violência doméstica e familiar contra as mulheres, que resultou de uma luta histórica da sociedade civil organizada, consciente de que a brutalidade a qual essas mulheres são submetidas nesse país, precisa terminar”, salientava o voto do Desembargador.
Assim que iniciou a palestra, o Presidente do Poder Judiciário destacou que sempre defendeu a legalidade da Lei Maria da Penha e lamentou por mais um feminicídio registrado em Aracaju, nesta quinta-feira, quando uma mulher grávida de 8 meses foi assassinada pelo marido, no Robalo, Zona de Expansão da capital. “O que eu espero é que caminhemos para relacionamentos de respeito, dignidade, coerência, aceitação e empatia em relação ao outro e, em especial, à mulher”, destacou.
Durante a palestra, o Presidente também lembrou que havia nas delegacias uma cultura de não levar adiante as denúncias. “Achava-se que deveriam contornar o problema, fazendo acordos entre o agressor e a vítima, naquele suposto de que em briga de marido e mulher não se deve meter a colher. E isso perdurou muito tempo até que se formou um jargão invertido. Na briga de marido e mulher, o Estado deve sim meter a colher”, ressaltou o Desembargador.
A mediadora questionou o palestrante sobre equipamentos que precisam ser instalados em prol da vítima, a exemplo da Casa da Mulher Brasileira. Em Sergipe, há destinação de verba para instalação da Casa e também o terreno, localizado no Centro Administrativo de Aracaju, próximo ao Fórum Gumersindo Bessa. “A Casa da Mulher vai oferecer uma possibilidade real de acolhimento à mulher vítima, que se vê discriminada até em momentos em que vai prestar uma reclamação. Na Casa, ela terá um atendimento diferenciado para historiar a ocorrência”, comentou o Presidente.
A palestra também abordou outros temas, a exemplo de grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica e familiar e a campanha Sinal Vermelho. “Vejo essa campanha como um encorajamento às mulheres. É mais uma conquista, uma possibilidade de a mulher poder denunciar, sabendo que estará protegida. Assumimos essa campanha porque está dentro da nossa proposta de gestão, direcionada aos direitos humanos, por um mundo melhor e mais justo”, disse o Presidente.
Ainda durante a Semana da Justiça pela Paz em Casa, que ocorre em todo Brasil, será realizado amanhã, o quinto e último dia do VI Encontro do Fórum Estadual da Rede de Prevenção, Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O fórum também é transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, a partir das 9 horas.
Fórum da Rede de Combate à Violência Doméstica: educação e sociedade civil são temas do 3º dia
Ontem, 18/08, no terceiro dia do VI Encontro do Fórum Estadual da Rede de Prevenção, Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sergipe foram discutidos projetos desenvolvidos nas áreas de Educação e pela sociedade civil. O evento, organizado pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e que tem como tema os ‘15 anos da Lei Maria da Penha: Avanços, Desafios e Fazeres’, está sendo transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, a partir das 9 horas, até a sexta-feira, 20/08.
A Desembargadora Maria Angélica França e Souza abriu o evento. “Em seu nome, minha amiga Rosa Geane, cumprimento todas essas guerreiras. Conheço essa sua batalha em prol dos direitos das mulheres e dou as boas-vindas a todos que estão participando desse encontro”, saudou a magistrada. A Juíza Rosa Geane Nascimento, que é a Coordenadora da Mulher do TJSE, lembrou que no primeiro encontro do fórum foi discutida a necessidade de implantação em Sergipe de grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher. “Se o homem faz parte do problema tem que, necessariamente, fazer parte da solução”, considerou Rosa Geane.
O eixo Educação foi iniciado com a apresentação de Maíra Nascimento, Coordenadora de Políticas Educacionais para Diversidade da Secretaria de Educação de Aracaju. Ela falou sobre o Projeto Pega a Visão, que dialoga com alunos da rede municipal de ensino sobre questões de gênero e violência doméstica. Já a Maria Aparecida Couto, da Secretaria de Estado da Educação, apresentou ações desenvolvidas nas escolas estaduais, entre elas o curso Promoção da Cultura de Paz, que tem módulos sobre direitos humanos, violências e papel da escola, e comunicação não-violenta.
Em seguida, a professora Grasiele Vieira, da Universidade Tiradentes, discorreu sobre os avanços da Lei Maria da Penha. “No eixo prevenção da lei, podemos destacar a educação em gênero, uma das mais relevantes políticas, mediante a inclusão nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, a temática da equidade de gênero e violência”, considerou a professora, que é autora do livro ‘Grupos reflexivos para autores de violência doméstica: responsabilização e restauração’, que está na segunda edição.
O Projeto Ressignificando Laços, da Faculdade Pio Décimo, foi apresentado pela professora Mônica Silveira. “É um trabalho feito com casais, no qual mulheres que, em algum momento, foram vítimas de violência denunciaram seus parceiros, mas escolheram continuar a relação por entenderem que ainda existiam vínculos”, explicou a professora, informando que, semestralmente, são atendidos cerca de 20 casais, no Centro de Prática e Ensino de Psicologia da Faculdade.
Uma ação semelhante é realizada pela Faculdade Estácio. De acordo com o professor Igor Vieira, o Projeto Viver Família já atendeu mais de 400 homens autores de violência contra a mulher, desde 2015. “Os homens são encaminhados pelo Judiciário para grupos reflexivos e têm que participar, obrigatoriamente, de dez encontros, duas vezes por semana. Cada grupo tem, no máximo, 10 participantes”, informou. Dados mostram que a reincidência de ações violentas contra a mulher chega a cair de 60% para 2% após participação dos homens nos grupos reflexivos.
Da Universidade Federal de Sergipe, participaram do fórum as professoras Catarina Oliveira e Claudiene Santos, que recordou um feminicídio ocorrido no restaurante da UFS, em 19 de agosto de 2013. Na ocasião, Daniele Bispo foi assassinada com 17 facadas, na cozinha do restaurante, onde passavam cerca de mil pessoas diariamente. A vítima levava no bolso uma medida protetiva que ordenava ao agressor que se mantivesse afastado dela. Conforme a professora, depois desse episódio, foram organizados cursos de sensibilização para funcionários, uma ação realizada pelo Grupo de Pesquisa Gênero, Sexualidade e Estudos Culturais, em parceria com a UFS e CNPq.
Sociedade Civil
No eixo Sociedade Civil, a primeira a falar foi a advogada Valdilene Martins, do Instituto Ressurgir, que este mês completa dois anos. Ela apresentou inúmeros projetos desenvolvidos pelo instituto, que tem como objetivo fortalecer o combate e a prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 2020, o Ressurgir realizou 163 lives relacionadas a questões de gênero. No próximo dia 26, às 20 horas, a live do instituto abordará o tema empreendedorismo, apresentando produtos e serviços de cinco mulheres. Valdilene informou que qualquer dúvida ou pedido de auxílio pode ser solicitado ao Ressurgir através do WhatsApp (79) 98852-1850.
Por fim, Talita Silva apresentou o trabalho da ONG Agatha, que atua em prol da mulher há seis anos. “Atendemos mais de 200 famílias e temos 35 voluntários. Nosso objetivo é que as mulheres sejam autoras da sua própria história”, enfatizou Talita, que falou sobre alguns programas desenvolvidos pela ONG. Entre eles, o Elas por Elas, de atendimento psicossocial e jurídico a mulheres vítimas de violência; e o Sua vida vale mais, de ações preventivas à violência doméstica e tráfico de pessoas.
Mutirões
O evento foi encerrado pela Juíza-Corregedora do TJSE, Brígida Declerc Fink. Ela anunciou a realização de três mutirões, que vão totalizar 88 audiências de instrução relacionadas à violência contra a mulher. Audiências essas que estavam agendadas para o próximo ano. O primeiro mutirão, com 30 audiências, ocorrerá de 1 a 3 de setembro, na 1a Vara Criminal de Socorro; e o segundo, no mesmo local, com 54 audiências, no mês de outubro. O terceiro mutirão, de 3 a 18 de novembro, ocorrerá no Juizado de Violência Doméstica de Aracaju, com audiências de instrução relativas a processos distribuídos em 2019.
“Dessa forma, pretendemos avançar ainda mais na realização de outros mutirões e agilizar a prestação jurisdicional. Assim, estaremos contribuindo para se alcançar a rápida resposta almejada pelo jurisdicionado e pela sociedade”, salientou a Juíza-Corregedora, lembrando que a parceria com Ministério Público, Defensoria e Ejuse está sendo fundamental para realização dos mutirões. Ela disse ainda que ficou feliz por participar do fórum justamente no dia dedicado à Educação e Sociedade Civil. “Tive a oportunidade de conhecer vários projetos que eu não conhecia e o olho brilha. O olho brilha porque estou sempre muito engajada nesse tema”, contou.




