Janaina Cruz

Janaina Cruz

Segunda, 09 Fevereiro 2009 11:53

Novos títulos nas Bibliotecas do TJSE

O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe informa que foi ampliado o acervo da  Biblioteca Central e Setorial. São 23 novos títulos que devem atender às necessidades da comunidade jurídica.

Confira os novos títulos:  

ALEXANDRINO, Marcelo.  Direito administrativo descomplicado.  16. ed. rev. atual. São Paulo :  Método, 2008. 744 p.  Acompanha caderno de questões.

 BENJAMIN, Antônio Herman V.   Manual de direito do consumidor.  2. tir.  São Paulo : RT,  2008. 411 p.

 CURSO avançado de processo civil.  Coord. Luiz  Rodrigues  Wambier.  10. ed. rev. ampl. atual.  São Paulo : RT,  2008. v. 2

 Curso avançado de processo civil.   Coord. Luiz Rodrigues  Wambier.  9. ed. rev. ampl. atual.  São Paulo : RT, 2008. v. 3

 LEI de execução fiscal : comentada e anotada : lei nº 6.830, de 22/09/1980 : doutrina : prática : jurisprudência.  Colab. Ricardo Cunha Chimenti... et al.  5. ed. rev. atual.  São Paulo : RT, 2008. 382 p.

 DIAS, Maria Berenice.  Manual das sucessões.   São Paulo : RT, 2008. 656 p.

 FRANCO, Alberto Silva.   Crimes hediondos : doutrina de acordo com a lei nº 11.464/2007 que modificou a lei dos crimes hediondos.   6. ed. rev. atual. ampl.   São Paulo : RT , 2008. 605 p.

 GOMES, Luiz Flávio.  Comentários às reformas do código de processo penal e da lei de trânsito.   São Paulo : RT, 2008. 397 p.

 HIRONAKA, Giselda M. F.  Teoria geral.  São Paulo : RT, 2008. v. 1  (Série direito civil)

 ___________.  Direito das obrigações.  São Paulo : RT, 2008. v. 2  (Série direito civil)

 ___________.  Direito dos contratos.  São Paulo : RT, 2008. v. 3 (Série direito civil)

 ___________.  Direito das coisas.  São Paulo : RT, 2008. v. 4 (Série direito civil)

 ___________.  Responsabilidade civil.  São Paulo : RT, 2008. v. 5 (Série direito civil)

 ___________.  Direito de empresas.  São Paulo : RT, 2008. v. 6 (Série direito civil)

 ___________.  Direito de família.  São Paulo : RT, 2008. v. 7 (Série direito civil)

 ___________.  Direito das sucessões.  São Paulo : RT, 2008. v. 8 (Série direito civil)

 LENZA, Pedro.  Direito constitucional esquematizado.  12. ed. rev. atual. ampl.  São Paulo : Saraiva, 2008. 811 p.

 LEI de execução fiscal : comentada e anotada : lei nº 6.830, de 22/09/1980 : doutrina : prática : jurisprudência.  Colab. Ricardo Cunha Chimenti... et al.  5. ed. rev. atual.  São Paulo : RT, 2008. 382 p.

 MACHADO, Antônio Cláudio da Costa.   Código de processo civil interpretado e anotado : artigo por artigo, parágrafo por parágrafo : normas processuais civis da CF interpretadas e anotadas : leis processuais civis extravagantes anotadas.  2. ed. rev. atual.  São Paulo :  Manole, 2008. 2611 p.

 MARINS, James.   Simples nacional : estatuto da microempresa e da empresa de pequeno porte comentado.  São Paulo : RT, 2007. 287 p.

 NERY JÚNIOR, Nelson.   Código civil comentado.   6. ed. rev. ampl.  atual.   São Paulo : RT, 2008. 1598 p.

 NUCCI, Guilherme de Souza.  Código de processo penal comentado.  8. ed. 2. tir. rev. atual. ampl.  São Paulo : RT, 2008. 1214 p.

 ______.   Manual de processo e execução penal.  5. ed. 2. tir. rev. atual. ampl.  São Paulo : RT, 2008. 1087 p.

A discente do VIII Curso de Preparação para Ingresso à Magistratura da Esmese, Patrícia Cunha Barreto de Carvalho, foi 1ª colocada no concurso público para o cargo de Juiz Substituto promovido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) em 2008. O resultado foi publicado na edição nº 2784 do Diário da Justiça da quarta-feira, dia 28 de janeiro de 2009 e homologado na sessão plenária do TJ/SE do dia 4 de fevereiro deste ano.

Para mim, foi a concretização de um sonho e uma vitória pessoal, pois me dediquei bastante. Agradeço a Deus por este momento. A partir de agora, só penso em manter o mesmo empenho nessa nova fase da minha vida, disse Patrícia Carvalho, lembrando também que foi preciso muita determinação e esforço para que esta conquista se tornasse realidade.

Segundo ela, foram necessários anos de estudo, persistência e disciplina. Ela acrescenta que o VIII Curso de Preparação para Ingresso à Magistratura de Sergipe, cursado em 2008, ano de realização do concurso, teve uma particularidade em sua aprovação.

As aulas presenciais, em especial, as de Prática de Sentença Penal, com o professor e Juiz de Direito da Bahia, Ricardo Schmitt, foram muito importantes, pois me forneceram uma segurança maior durante a prova e isso fez uma diferença bastante significativa na minha aprovação, acrescentou.

Deontologia da Ciência, ministrada pela Desembargadora Madeleine Alves de Souza Gouveia; Português Jurídico, pela Juíza Rosa Geane; Hermenêutica, pelo Juiz José Anselmo de Oliveira; Prática de Sentença Cível, pelo Juiz Antônio Henrique de Almeida; e Prática de Sentença Penal, pelo Juiz da Bahia Ricardo Schmitt, foram as disciplinas presenciais do Curso de Preparação para Ingresso à Magistratura, da Esmese, citadas por Patrícia Carvalho.

De acordo com ela, apesar de cansativo, todo o processo seletivo foi célere, ocorrendo como programado. A prova foi criteriosa, explorando e exigindo bastante os conhecimentos dos candidatos, salientou.

O concurso público destinado ao provimento de sete (7) cargos de Juiz Substituto foi promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe e realizado pelo CespeUNB (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília). Ao todo, foram classificados 55 candidatos.

A Escola de Administração Judiciária do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga que estão abertas as inscrições para o curso de  Atualização Processual 1º Grau, que a ESAJ promove nos dias 16, 17 e 18 deste mês.

Os interessados deverão solicitar suas pré-inscrições via e-mail,  por intermédio de sua chefia imediata, para o Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. , as quais serão analisadas e confirmadas via e-mail pela Escola de Administração Judiciária de Sergipe.

Facilitador: Mário José de Oliveira

Dias: 16/02 - Varas Cíveis;

        17/02 - Varas Criminais;

        18/02 - Interior;

Horário - das 14:30 h às 17:30 h;

Local: Laboratório da ESAJ, 4º andar do anexo administrativo.

 

Mais informações, entrar em contato com os ramais 3337, 3336 ou 3318.

O Princípio da Boa-Fé Objetiva no Código Civil de 2002, artigo jurídico de autoria do Juiz João Hora Neto, da 5ª Vara Cível da Comarca de Aracaju, foi citado como fonte de referência em recente Acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que tratava de causa de direito do consumidor referente a danos material e moral.

No Acórdão, a Desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi utilizou o seguinte trecho do artigo do Juiz: Segundo a lição de João Hora Neto, a boa-fé objetiva, também denominada boa-fé lealdade, significa o dever de agir de acordo com determinados padrões, socialmente recomendados, de correção, lisura e honestidade. Trata-se de uma regra de conduta, a ser seguida pelo contratante, pautada na honestidade, na retidão, na lealdade e, principalmente, na consideração para com os interesses legítimos e expectativas razoáveis do outro contratante, visto como membro do conjunto social.

O artigo do Magistrado João Hora Neto foi publicado na Revista da Escola Superior da Magistratura de Sergipe (Esmese), edição número 02, de 2002.

A citação do artigo do Juiz sergipano pode ser conferida nas páginas 7 e 8 da Apelação Cível de número 70024032716, encontrada no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O Programa de Apadrinhamento Ser Humano é uma iniciativa da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, que envolve a sociedade civil, o empresariado, instituições não governamentais e órgãos estatais em ações concretas para proporcionar apoio afetivo, auxílio material e acesso a serviços essenciais a crianças e adolescentes institucionalizados nos abrigos de Sergipe, cujos vínculos familiares estejam rompidos, parcial ou totalmente.

Trata-se de uma proposta de reforço à política de atendimento preconizada em lei, por meio da sensibilização de pessoas que, a partir de um compromisso social, assumam a condição de padrinhos ou madrinhas de crianças e adolescentes e contribuam para a formação plena de sua personalidade e melhoria de sua qualidade de vida.

Podem participar pessoas maiores de 18 anos, que se disponibilizem para o apadrinhamento:

- Afetivo: pessoas que demonstrem estabilidade emocional, familiar e que disponibilizem tempo para dedicação ao(a) afilhado(a).

- Provedor: pessoas que demonstrem condição financeira para a contribuição material sob a forma de dinheiro ou bens.

- Colaborador: profissionais dos segmentos de saúde, educação, esporte, cultura, lazer, transporte entre outros, que se disponibilizem para contribuir com a prestação de serviços nas instituições ou no seu próprio local de trabalho.

As empresas podem participar nas modalidades Provedor e Colaborador.

Nada impede a cumulação de mais de uma modalidade de apadrinhamento pela mesma pessoa.

Para o cadastramento os interessados devem procurar a Coordenadoria da Infância e da Juventude, no 3° andar do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, telefones 3226-3877 / 3226-3878, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Na manhã de hoje, dia 06, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Roberto Porto, recebeu a visita de cortesia do também Desembargador Antônio Carlos Cruvinel, membro da Corte da Justiça do Estado de Minas Gerais.

O Desembargador Antônio Cruvinel veio a Sergipe para participar da solenidade de posse da mesa diretora do TJSE para o biênio 2009-2011, representando o Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Sérgio Resende. Na oportunidade, o visitante transmitiu ao Desembargador-Presidente Roberto Porto votos de uma gestão bem-sucedida e empenhada em uma melhor prestação jurisdicional.

A informatização do Judiciário fluminense ganhou novo fôlego com a posse, terça-feira, dia 3, do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Desembargador Luiz Zveiter. Durante a solenidade, no Órgão Especial do TJ, no Centro, Zveiter e o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, assinaram termo de cooperação técnica para estudo, desenvolvimento e implantação do chamado processo virtual nas varas de execuções. O presidente também tem a intenção de prestigiar a primeira instância, aumentar as instalações de trabalho, valorizar o atendimento ao público e o desempenho dos serventuários.

"Estou ciente do profundo descontentamento da sociedade para com o Judiciário, muitas vezes injusto, porém, em alguns momentos, motivado na demora a se dar respostas imediatas aos seus anseios", discursou Zveiter.

O novo presidente foi elogiado pelo Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha, que apontou a administração de Zveiter à frente da Corregedoria Geral da Justiça fluminense como a melhor do país. Zveiter unificou o sistema de escuta telefônica e os juizados especiais nos estádios de futebol - que recebeu o Prêmio Innovare. Também instituiu o Protocolo Geral das Varas (Proger), que no ano passado recebeu 3 milhões de petições, média de 13 mil por dia.

"Já é hora de se pensar o Judiciário que o povo precisa, e não mais impor o que o Estado entende como adequado ou possível", defendeu Zveiter.

A Vara Virtual de Execuções Penais foi uma das medidas anunciadas por Zveiter a ser implantada durante o seu biênio - 2009 e 2010. O objetivo é agilizar a tramitação dos processos criminais no Estado, dentro do trabalho feito pelo Conselho Nacional de Justiça para aperfeiçoar as varas de execuções penais em todo o Brasil. O processo já está em funcionamento nos Tribunais de Justiça do Pará e da Bahia e deve ser implantado no Maranhão, Piauí e na Paraíba, a partir de software desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe.

"O acordo possibilitará maior rapidez, qualidade, segurança, eficiência e transparência no trâmite processual, no controle, na análise e concessão de benefícios e na tarefa de ressocialização do apenado", explicou Zveiter.

Outra vantagem é facilitar o intercâmbio gratuito e a divulgação dos benefícios proporcionados pelo uso das novas tecnologias.

Para Gilmar Mendes, a vara virtual garante celeridade efetiva aos direitos previstos na Lei de Execuções Penais e maior controle em relação a todos os atos do processo de execução, permitindo maior eficiência em termos de prestação jurisdicional.

O termo de cooperação também prevê a contratação de psicólogos para a Vara de Execuções ter condições de montar o perfil psicológico dos presos antes da concessão de progressão de regime.

"A concessão não pode se basear, apenas, no cumprimento de parte da pena. A periculosidade do preso deve ser avaliada" disse.

Acabar com a influência das milícias na apuração dos crimes e na punição de criminosos é outra preocupação do novo presidente. Já na próxima semana, as duas varas criminais de Campo Grande serão transferidas para o Fórum Central. Também está confirmada a transferência do Tribunal do Júri de Bangu, ainda sem data.

"Se existe esse problema (milícias), pode acontecer alguma influência. Não é uma questão de intimidação, porque quem é da vida pública está preparado e não se intimida", justificou Zveiter.

A nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça de Sergipe para o biênio 2009-2011 tomou posse hoje, dia 04, no início da noite, no auditório do Palácio de Justiça Tobias Barreto. O Desembargador Roberto Porto assumiu a Presidência, o Vice é o Desembargador Cezário Siqueira Neto e a Corregedora Geral da Justiça, a Desembargadora Aparecida Gama. Durante entrevista coletiva à imprensa, o Desembargador Roberto Porto disse que dará continuidade aos bons projetos de gestões anteriores, investirá em modernização e realizará concurso para o TJ ainda no primeiro semestre deste ano.

O recém-empossado Presidente informou que a demanda de servidores em cartórios e varas cresceu nos últimos anos e, por isso, deverão ser abertas mais de 90 vagas no próximo concurso. Além disso, ele garantiu que manterá um bom relacionamento com os servidores. Em relação às melhorias da prestação jurisdicional, o Presidente do TJSE lembrou que existe no Poder Judiciário uma Comissão de Modernização, que presta relevantes serviços, inclusive apresentando processos bem-sucedidos no Conselho Nacional de Justiça.

O Desembargador Cezário Siqueira Neto, que assumiu a Vice-Presidência do TJSE, disse que está orgulhoso em compor a Mesa Diretora com colegas de larga experiência. Já a Desembargadora Aparecida Gama, que ficará à frente da Corregedoria Geral da Justiça, ressaltou que cumprirá sua missão com empenho. É um cargo muito difícil porque vamos lidar com servidores e colegas Magistrados, mas estou bastante disposta, ressaltou a Desembargadora.

Os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo também estiveram presentes. Para o Governador Marcelo Déda, o Desembargador Roberto Porto integra uma nova geração, a qual ele também pertence, e que começa a ocupar espaços importantes nos três Poderes. Tenho certeza que ele conduzirá com respeito, dignidade e responsabilidade os destinos do Poder Judiciário, tranquilizando a sociedade em relação a um serviço indispensável para a manutenção da democracia, opinou o Governador.

Já o Presidente da Assembléia Legislativa de Sergipe, Deputado Estadual Ulisses Andrade, lembrou que o Desembargador Roberto Porto tem uma trajetória significativa nos serviços prestados à Justiça sergipana. Ele contribuiu para a modernização da Procuradoria Geral do Estado quando por lá passou e fez um grande trabalho como advogado, elogiou Ulisses Andrade.

Antes da leitura do termo de posse, a Desembargadora Célia Pinheiro  que assumiu a Presidência em julho de 2008 após a aposentadoria do Desembargador Artêmio Barreto  discursou sobre a posse e fez um resumo das atividades realizadas durante a gestão Semeando em Terreno Fértil.  As solenidades de posse têm mágico poder de simultaneidade: despedida e chegada. De agradecimento pelo que passou e esperança pelo que virá, disse, continuando o discurso com uma alusão aos sobrenomes dela  Pinheiro  e do novo Presidente  Porto: Sólida embarcação que se encontra.

A Desembargadora Célia Pinheiro fez também um resumo sobre suas atividades, destacando a virtualização da 16ª Vara Cível  Juizado da Infância e Juventude, criação do Portal da Infância e Juventude, articulação com órgãos governamentais e não governamentais para o tratamento de jovens dependentes químicos, reordenamento dos abrigos, discussão com os Prefeitos eleitos para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes, convênios firmados com a Unit e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, programas de estímulo à adoção, cursos, seminários, entre outros.

A solenidade de transmissão da Mesa Diretora contou ainda com o discurso da Procuradora Geral de Justiça, Maria Cristina Foz Mendonça. Ela disse que o Desembargador Roberto Porto tem personalidade aberta e cordial e que as características dos outros componentes da Mesa não deixam dúvidas de que eles conduzirão os destinos do Judiciário de forma harmônica e equilibrada.

Já o Presidente em exercício da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Paulo César Cavalcante Macedo, disse que teve a honra de acompanhar o trabalho do Desembargador Roberto Porto frente à Escola Superior da Magistratura de Sergipe (Esmese). Pude observar seu zelo pela coisa pública e pela Magistratura. O Desembargador Roberto Porto tem uma característica marcante, que é a habilidade em lidar com gente, conquistar e honrar a confiança das pessoas, ressaltou o Juiz.

O último a discursar antes do Presidente do TJSE foi o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe, Henri Clay Andrade. Ele falou que a solenidade é histórica porque leva à Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe um advogado. Emblematicamente a advocacia presidirá o Judiciário porque, pela primeira vez, toma posse um advogado indicado em lista sêxtupla, através de eleição direta entre os advogados. O Desembargador Roberto Porto representa os sonhos dos advogados , já que na sua essência é um advogado, um sacerdote da cidadania, disse Henri Clay.


Confira na íntegra o discurso de posse do Presidente do TJSE, Desembargador Roberto Porto:

Minhas senhoras e meus senhores,

Numa rotina que se repete a cada biênio de sua existência, reúne-se hoje este Tribunal em sessão solene para a posse de sua nova direção.

Assumo o comando do Judiciário Sergipano com muita honra e imbuído dos melhores propósitos de bem servir ao Estado e ao seu povo.

Há vinte anos tomava posse nessa mesma Corte de Justiça, no cargo de Presidente o Desembargador Fernando Ribeiro Franco, Membro integrante do quinto constitucional e oriundo da advocacia sergipana, amigo de saudosa memória e sempre lembrado pelos Servidores deste Tribunal pelo seu exitoso desempenho administrativo.

Hoje a história se repete com a assunção de mais um Membro advindo da classe dos advogados ao maior posto da Magistratura Estadual.

É, sem dúvida, um grande momento para a advocacia e para mim que fui eleito para integrar a lista sêxtupla da OAB/SE na primeira eleição direta promovida pela instituição, oportunidade onde todos os advogados puderam escolher seu representante.

Chego à Presidência numa época de grande expansão e desenvolvimento do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Isso graças aos Desembargadores e Desembargadoras que me antecederam e que bem souberam investir na máquina judiciária com a criação de Comarcas, construção de fóruns, compra de equipamentos, informatização das Serventias e Gabinetes, e a contratação de Servidores através de concurso público.

Mesmo diante de tantas realizações, há espaço para a construção de novos projetos e o fortalecimento das ações já efetivadas por gestões anteriores em respeito à afirmação e presteza do serviço judiciário vigorante.

A nossa Carta Magna de 1988, com mais de vinte anos de vigência, consignou de forma aberta no inciso XXXV do artigo 5º, o acesso à justiça como direito fundamental.

Esse acesso exige, tal como defendido por CAPPELLETTI, um sistema pelo qual as pessoas possam reivindicar seus direitos e/ou resolver seus litígios sob os auspícios do Estado, devendo esse sistema ser igualmente acessível a todos e produzir resultados que sejam individual e socialmente justos.

É preciso encarar o processo não mais a partir do aspecto interno representado pelos atos e relações em que se envolvem seus protagonistas, mas sim pelo ângulo externo do qual seja possível sentir sua utilidade.

Daí falar CAPELLETTI na indispensabilidade de analisar o sistema processual pela ótica do consumidor dos serviços judiciários e não mais pensando exclusivamente nos seus operadores.

O usuário do serviço judiciário, por sua vez, está mais ciente dos seus direitos. Temos uma Constituição Federal rica em direitos fundamentais, norteada pelo princípio da dignidade da pessoa humana.

Com ela vieram várias leis infraconstitucionais que possibilitaram mais ainda o acesso à justiça. O Código de Defesa do Consumidor é o exemplo mais claro dessa expansão.

Entretanto, como bem disse o Ministro César Asfor Rocha em seu discurso de posse na Presidência do Superior Tribunal de Justiça: Ampliamos o acesso à Justiça, mas pouco fizemos para alargar a sua saída. Sabemos quando a demanda começa, todavia não sabemos quando processo termina. Essa é uma angústia cotidiana, experimentada pelos Magistrados, pelos Advogados e pelos litigantes de todas as classes sociais.

Em nível infraconstitucional, várias leis reformistas foram publicadas no intuito de oferecer alternativas para aceleração do processo, visando agilizar o procedimento, evitar ou ao menos reduzir os males do processo, aprimorar a qualidade dos julgamentos e dar efetividade à tutela jurisdicional.

Surgiram as audiências preliminares de conciliação, a antecipação de tutela, a ampliação da competência dos Chefes de Cartório para os atos ordinatórios, o cumprimento de sentença, a retenção dos agravos, a proibição da remessa obrigatória em razão do valor da condenação, a ampliação dos poderes do Relator, as restrições ao conhecimento dos embargos infringentes, dos recursos especial e extraordinário, a súmula vinculante, a repercussão geral, e tantas outras modificações.

Apesar dessas tentativas, o excesso de formalismos de alguns julgadores, a insistente e infundada utilização de recursos pelas partes e a permanência de ações repetitivas com questões já superadas pela jurisprudência formada e consolidada nos Tribunais acabam comprometendo o resultado útil do processo.

Penso que o grande desafio está em tornar o processo um instrumento de resultados, porque sem bons e efetivos resultados o sistema não se legitima.

O que desejo e tentarei fazer à frente do Judiciário é torná-lo cada vez mais próximo da sociedade com medidas administrativas voltadas para a integração de Servidores e Magistrados e para a eficiência da prestação jurisdicional.

Não adianta mudar as leis se não houver a preparação do homem.

Torna-se imprescindível desenvolver um modelo de organização administrativa onde se possa superar a rigidez lógico-formal, valorizando a produtividade e qualidade dos Servidores e Magistrados e sua capacidade de desenvolver e criar ações de grupo voltadas para eficácia do serviço judiciário.

É preciso dar legitimidade àqueles que estão em cargos de Chefia com autonomia e responsabilidade inerentes às funções que desenvolvem.

É preciso que os Servidores compreendam a real finalidade de cada órgão e célula que integra a Estrutura Administrativa deste Poder e que somente com ações conjuntas e interligadas suplantaremos os gargalos da burocracia.

Isto porque, como já dizia Rui Cirne Lima: o fim  não a vontade  domina todas as forma de administração. 

Isso também inclui uma visão atualizada de todos nós, Magistrados e Servidores, com deveres de participação e diálogo e com empenhada responsabilidade pelo modo como as nossas atividades repercutirão na vida dos usuários do sistema.

É com essa mentalidade que chego à direção do órgão máximo deste Poder, ciente da lição de Santo Agostinho, segundo a qual o importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre.

À integração deve ser adicionada a implantação de tecnologias inovadoras que permitam trazer produtividade e qualidade do serviço judiciário com custos razoáveis, de modo a propiciar um ciclo de investimento sustentável.

O crescimento desenfreado das ações judiciais em primeira instância com reflexo no Tribunal está a exigir a adoção de políticas públicas que identifiquem com maior rapidez os pontos de estrangulamento, diante das especificidades de cada órgão jurisdicional e das novas exigências impostas pela sociedade.

É imprescindível e urgente a apresentação de um modelo de informatização que ajude Magistrados, Servidores, Promotores e Advogados no desempenho de suas atividades; a solução de sistemas que permitam a redução de tempo e garantam a uniformidade de procedimento, que facilitem o acesso dos advogados na ligação direta com as Serventias Judiciais, que garantam à sociedade informações detalhadas sobre o processo, tornando-o uma ferramenta de fácil interlocução com os seus usuários.

Investir ainda mais no processo virtual, compreendendo-se que se trata de uma realidade irreversível, dirigido à inovação e modernização do Poder Judiciário, e ao mesmo tempo instrumento apto a atender os anseios da sociedade por uma justiça célere e efetiva.

Não se deve negar que a expansão do processo eletrônico passa por uma reestruturação técnica e ideológica de seus usuários e portanto está a exigir um diálogo prévio com os atores do processo, permitindo-se que os projetos sejam efetivados sem atropelos.

É necessário cada vez mais ouvir aqueles que estão à frente de suas Varas e Comarcas. É certo que existem procedimentos administrativos uniformes que devem e continuarão sendo a realidade de um serviço público mais rápido e eficiente. Por outro lado, é inegável que as especialidades de cada órgão jurisdicional impõem estudos diferencidados de natureza física, técnica e de servidores. Um exemplo disso é a reavaliação de distribuição de funcionários por cada Vara de unidade jurisdicional.

Cada setor deste Tribunal deve estar preparado para receber suas tarefas e realizar as metas conferidas pelos órgãos superiores e de fiscalização.

Essa nova roupagem sugere também a mudança de paradigma no ponto inicial de cada processo que é a conciliação. Como já disse a Ministra Ellen Gracie, responsável pelo movimento que cresce em nível nacional, o grande ganho da conciliação é a mudança de mentalidade, com a adoção de uma forma nova de se fazer justiça.

A conciliação proporciona benefícios diretos e indiretos, quando desburocratiza a Justiça, reduz o número de pendências judiciais, acelera a tramitação dos processos e resulta em acordos satisfatórios para as partes litigantes.

Dessa forma, os agentes públicos responsáveis pela condução desses processos  juízes, advogados e promotores - devem ter plena consciência da responsabilidade do seu custo e dos prejuízos que poderão causar à parte credora em relação à duração da demanda.

De nossa parte, temos a obrigação de treinar profissionais que possam utilizar técnicas modernas de conciliação, com métodos inovadores de gestão administrativa, visando superar rotinas burocráticas enraizadas há anos no serviço público.

Meus Colegas Magistrados,

Completei oito anos de Desembargadoria. Nesse período exerci os cargos de Vice-Presidente deste Tribunal,  Diretor da Escola Superior da Magistratura de Sergipe, Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral.

Foi a oportunidade que tive para conhecê-los pessoalmente.

E quanto mais os conheço, mais tenho orgulho de nossa Magistratura que é composta por homens e mulheres notáveis e de grande espírito público.

Sei da luta de cada um por uma prestação jurisdicional eficiente porque sempre busquei o diálogo como forma de interação e conhecimento.

Em cada um de vocês se deposita a esperança por uma Justiça que corresponda às expectativas da sociedade, seguindo a  recomendação de Chiovenda de que o processo deve dar a quem tem um direito, na medida do que for possível na prática, tudo aquilo e precisamente aquilo que ele tem o direito de obter.

Não me furtarei em motivá-los para a construção de uma onda crescente de julgamentos que permita ao Judiciário Sergipano manter-se na linha de ponta da Justiça Brasileira.

Quero promover um canal aberto com todos Colegas para juntos traçarmos ações que contribuam ainda mais para a unidade e modernização da Magistratura.

Senhores Membros do Ministério Público,

Não poderia deixar de externar minha admiração pelos membros dessa instituição e pelo trabalho que vem desenvolvendo a ilustre Procuradora Geral de Justiça Maria Cristina Foz Mendonça.
Espero contar com a participação de todos e com a continuidade das parcerias firmadas com a instituição em prol da sociedade.

Meus Colegas Advogados,

Fui advogado militante por 20 anos e sei da luta da OAB/SE, sob o comando do Presidente Heny Clay Andrade, por uma melhor prestação jurisdicional.

Conheço seus Dirigentes e seus Conselheiros, homens e mulheres que dedicam parte do seu labor diário para essa instituição de inegável contribuição para o fortalecimento da democracia do nosso país.

Penso que a maior contribuição que posso dar para a advocacia é integrá-la cada vez mais nesse projeto de diálogo e ações conjuntas com os demais atores do processo.

Como já afirmei, o problema do Judiciário não está em resolver apenas as falhas de sua estrutura orgânica. Há um vazio que precisa ser preenchido e que tem um valor imenso na busca de soluções mais efetivas para o serviço judiciário.

Devemos superar as barreiras da vaidade, do egoísmo e da individualidade e abrir as portas para o sentimento coletivo e para a unidade.

Não se compreende mais na Administração Moderna, pessoas trabalhando num mesmo ambiente com soluções distintas de resultados.

Nesse contexto, a participação do advogado no debate de questões sobre a racionalidade do processo é imprescindível porque a Constituição Federal assim o elegeu como partícipe da Administração da Justiça.

É preciso preservar suas prerrogativas com garantias de acesso ao processo, independência de atuação e interlocução direta com os auxiliares da justiça.

Quero compartilhar esse momento com os Senhores e Senhoras, Advogados, Advogados da União, Procuradores do Estado, meus colegas por quase 20 anos, de onde guardo gratas recordações, Procuradores dos Municípios, Defensores Públicos da União e do Estado e agradecer pela presença de todos.

Ilustres Servidores desta Casa,

A estrutura de pessoal do Poder Judiciário cresceu para acompanhar a forte demanda de processos.

Para isso foi deflagrado Concurso Público e hoje temos um quadro de pessoal com mais de 2.200 Servidores.

Há a necessidade premente de preenchimento de vagas abertas e a implantação de um plano de cargos e salários compatível com os desejos da classe.

Quero dizer que tudo farei para o engrandecimento dos Servidores que integram este Poder, empenhando-me na busca de solução para o atendimento de antigas e justas reivindicações.

E assim agirei dentro de uma política responsável e embasada nos princípios da transparência e do equilíbrio das contas públicas.

Necessitamos ainda investir cada vez mais na qualificação dos Senhores com a promoção de cursos e eventos ligados às funções adminstrativas e judiciais desempanhadas, de modo a propiciar maior qualidade ao serviço judiciário.

Vejo também que é preciso promover um canal de abertura para o diálogo entre juízes e seus cartórios, de modo que encontrem melhores soluções com vista ao desenvolvimento do trabalho a ser realizado. Um espaço para a integração de ideias voltadas para a humanização do Judiciário.

Caro Governador do Estado Marcelo Déda,

Estamos vivendo um cenário de turbulência na economia mundial com reflexo em nosso país.

Em várias entrevistas concedidas a setores da imprensa, Sua Excelência tem acenado para a redução de despesas e racionalização de custos, diante do inevitável impacto da crise mundial em nosso Estado.

O Poder Judiciário não está imune a esse novo quadro.

Temos a responsabilidade conjunta de manter a eficiência da máquina dentro de uma equação econômica sustentável.

Não há espaço para precipitação. O momento exige cautela e forte empenho daqueles que acreditam no nosso país e nosso Estado.

O Poder Executivo tem sedimentado, ao longo dos anos, uma convivência harmônica com o Poder Judiciário, respeitando suas iniciativas e firmando um regime de parcerias com ações conjuntas em prol da sociedade.

Neste Governo, as propostas orçamentárias encaminhadas foram atendidas sem cortes, numa nítida demonstração de credibilidade e respeito que devem nortear as relações de poder.

Tenho certeza que esse convívio harmônico persistirá e dele a sociedade sergipana, que se serve do Judiciário, colherá bons frutos.

Meus Colegas Desembargadores e integrantes da Mesa,

Nesse momento único de minha vida profissional, quero agradecer a confiança de Suas Excelências por terem sufragado meu nome, por unanimidade, para a condução da Chefia deste Poder.

Devo registrar a minha admiração por todos os integrantes desta Corte e espero, sinceramente, contar com as experiências e sugestões de cada um.

Meus Caros Desembargadores Cezário Siqueira Neto e Aparecida Gama,

Tenho a honra de dividir a direção desta Casa com dois Desembargadores compromissados com a causa da Justiça. Desembargadores que, além do exercício da Magistratura de forma brilhante, já vivenciaram a experiência administrativa neste mesmo Tribunal como Juízes Auxiliares e que bem sabem das dificuldades que enfrentaremos.

Rogo a Deus que nos proteja e conceda a oportunidade de realizarmos projetos estruturantes que possam bem servir a nossa sociedade.

Deixo aqui registrado o meu apreço pela imprensa sergipana, na certeza de que ela será importante canal com a sociedade no tocante à divulgação das atividades do Poder Judiciário.

Barbosa Lima Sobrinho sabiamente ensina que: O Direito de Informação constitui, para a imprensa, um dever, ao passo que para o público é um direito que ele pode exigir das instituições que se dedicam a sua tarefa, para que fique habilitado a agir com o conhecimento dos fatos indispensáveis à sua orientação.

Entendo que o bom funcionamento da comunicação social do Tribunal de Justiça será um fator de enorme importância estratégica. Justamente por isso nossa assessoria de imprensa estará vigilante, fazendo chegar ao Presidente a demanda dos senhores jornalistas e radialistas.

Confesso que, particularmente, será meu dever zelar pelo bom relacionamento entre a imprensa e o Judiciário, não tenham dúvida.

Minha Colega e Desembargora Célia Pinheiro,

Apesar do curto espaço à frente da Presidência, devo consignar o empenho de Sua Excelência na realização de projetos estruturantes para a criança e adolescente desassistidos, a exemplo dos Projetos Semear e Familiarizar, com a participação do Governo do Estado, Prefeituras e entidades civis, dando efetivo cumprimento ao seu discurso de posse.

Eu não poderia deixar de manifestar, já chegando ao final dessa fala, os meus sinceros agradecimentos à família que tenho.

Reverencio a memória da minha mãe, Maria Aurélia, mulher culta, exemplo de dedicação à família; de meu irmão, Francisco, amigo e companheiro de boas lembranças.

Ao meu pai, Lauro Porto, médico e professor universitário, exemplo de profissional humano e comprometido com a profissão que abraçou e que exerceu por mais de sessenta e cinco anos, tendo deixado a medicina somente aos noventa e dois anos de idade quando ainda frequentava o seu querido Hospital de Cirurgia para o atendimento da população carente. Hoje, com mais de noventa e sete anos, tenho a honra de usufruir a sua companhia, lucidez e ensinamentos em longos passeios e viagens que realizamos juntos.

Compartilho também este momento com as minhas irmãs, Laura, Patrícia e Maria Aurélia, que nunca me faltaram com o seu carinho e apoio.

Por fim, dedico o que sou e tudo o que conquistei a minha querida esposa Ana Stella, e as minhas filhas, Marcela e Roberta, que nunca me faltaram com o seu amor, com a sua compreensão e companheirismo.

Deus realmente foi muito generoso ao me abençoar com esta família linda.

Manifesto ainda meus agradecimentos aos oradores que me saudaram, como representantes, respectivamente, do Tribunal, do Ministério Público, da Associação dos Magistrados e da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Sergipe.

Que Deus nos ilumine e nos conceda a oportunidade de conduzir o Poder Judiciário do meu Estado de forma serena, buscando sempre a integração e a eficiência da prestação jurisdicional.

Agradecendo a presença ....

Muito Obrigado !

Na última quinta-feira, dia 29, o futuro Presidente do TJSE, Desembargador Roberto Porto, recebeu, em seu gabinete,  a diretoria do SINDISERJ  Sindicato dos Servidores do Judiciário no Estado de Sergipe. No encontro, os dirigentes do sindicato dialogaram com o Desembargador a respeito de uma série de reivindicações feitas pela entidade sindical, a exemplo do PCS  Plano de Cargos e Salários.

O Presidente do Sindicato, Hélcio Albuquerque, revelou que havia um desagrado muito grande devido a não aprovação do PCS no dia 19 de dezembro de 2008. Por sua vez, o Desembargador Roberto Porto deixou claro que entre as suas prioridades como Presidente do Tribunal de Justiça está a valorização do servidor da Casa, e isso inclui, evidentemente, questões relacionadas a melhorias salariais. 

Segundo ele, a reunião de quinta-feira passada foi a primeira de uma série de outras que deverão acontecer na sua gestão porque ele está aberto ao diálogo e disposto a atender o que for possível e estiver dentro das possibilidades orçamentárias do Poder Judiciário.

Ainda na reunião, o Desembargador Roberto Porto acenou com a possibilidade de manter estudos que viabilizem o pagamento da URV, questão que vem sendo discutida há mais de 15 anos.

Os dirigentes do sindicato saíram satisfeitos da reunião, tendo inclusive acertado que após a posse do novo Presidente do TJ será enviado um documento enumerando as reivindicações da categoria e também algumas sugestões.

A Desembargadora Célia Pinheiro se despediu na manhã desta quarta-feira, dia 04, da Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe. A Desembargadora recebeu homenagem dos pares durante a Sessão Plenária do TJSE. Os desembargadores reconheceram o trabalho de Célia Pinheiro que ao assumir a presidência desta Casa elegeu como foco da gestão a infância e a adolescência.

A Presidente que se despede agradeceu aos colegas o carinho e atenção dispensados durante o curto período que esteve no comando da Corte O exercício desta missão que me foi outorgada por meus Pares, ajudou-me a compreender o alcance da lição do notável escritor, permitindo-me encontrar e viver a harmonia, no trânsito frequente, entre opiniões contraditórias (...)  E quando os debates por mim presididos se tornaram acalorados, por conta do crepitar do idealismo que sempre animou os Magistrados que integram este Colegiado, pude perceber florescendo em cada voto o respeito pelo outro, sustentado na beleza e na dignidade de cada ser humano, quer como integrante desta Corte quer como parte, aguardando a prestação jurisdicional ,ressaltou Pinheiro.

A gestão que teve como slogan Semeando em terreno fértil e convocou  a participação da sociedade civil para contribuir na implantação e desenvolvimento dos programas que foram lançados durante a administração, tentando viabilizar uma vida mais digna para crianças e adolescentes.

A Desembargadora Clara Leite ressaltou que a Desembargadora Célia cumpriu com grandeza e de forma valorosa o papel de Presidente da Corte sergipana é importante frisar que no seu comando, o Judiciário foi pioneiro ao se sensibilizar com o problema da infância. A Desembargadora Clara Leite ainda destacou aspectos pessoais da personalidade de Célia Pinheiro: Uma pessoa de livre acesso, aberta ao dialogo. Você engrandeceu o Judiciário e cumpriu sua missão.

Outro a homenagear a Desembargadora-Presidente foi o Desembargador Netonio Machado:  sua trajetória como Juíza, Desembargadora e Presidente teve e continuará tendo uma marca de sua personalidade: a generosidade e força ao distribuir carinhos e criar empatias com o povo, finalizou Netônio.

 

Página 627 de 1031