Janaina Cruz
Abertura de inscrições: curso Noções Básicas de Custas Processuais à Luz da Lei 8.943/21 (EAD)
A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse) informa que estão abertas as inscrições para o curso abaixo:
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Curso: |
Noções Básicas de Custas Processuais à Luz da Lei 8.943/21, |
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Período: |
10 de fevereiro a 24 de março de 2025 |
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Inscrições: |
INÍCIO: 05 de fevereiro de 2025 às 09h TÉRMINO: 10 de fevereiro de 2025 às 23h59 As inscrições podem ser encerradas antes do período acima indicado caso haja o preenchimento total das vagas disponíveis. |
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Público-alvo: |
Servidores e servidoras do TJSE |
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Como se inscrever: |
O servidor ou a servidora deverá acessar o site http://www.eadejuse.tjse.jus.br/ead e no local do nome do usuário inserir o número do CPF (com todos os números inclusive os zeros) e utilizar os 6(seis) primeiros números do seu CPF como senha, caso seja a primeira vez que acessa o portal. |
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Objetivo: |
O Curso Noções Básicas de Custas Processuais à Luz da Lei 8.943/21, tem como objetivo capacitar, formar e aperfeiçoar os servidores e as servidoras do TJSE no tocante ao suporte e atendimento aos usuários que necessitam dos serviços relacionados a custas processuais.
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Carga horária: |
40 horas/aulas |
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Facilitador(a): |
Thiago Augusto Almeida Maynard é graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Tiradentes (UNIT), pós-graduado pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá – especializado em Gestão Pública. |
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Realização: |
Coordenadoria de Cursos para Servidores e Divisão de Ensino a Distância |
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Conteúdo programático: |
Módulo I 1-Introdução, 2-Diretoria de sistema de arrecadação e gestão fiscal, 3 – Fundo especial de recursos e de despesas – FERD, 4-Custas Judiciais, 5-Taxa Judiciária, 6-Regulamentação das custas para tribunais superiores e 7-Considerações relativas sobre pagamento de custas Módulo II 1- Da gratuidade da justiça, 2- Devolução de custas processuais, 2.1 – Instrução normativa N°02/2019, 3- Inscrição em dívida ativa, 4- Publicação de editais de proclamas, 5- Litisconsórcio , 6- Ato atentatório à dignidade da justiça, 7- Litigância de má-fé e 8 – Cejusc – Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. Módulo III 1- Guias de custas processuais, 2- Assistente ou litisconsórcio ativo voluntário ulterior, 3- Reconvenção ou ações originárias de segunda instância, 4- Inventário, separação, divórcio e partilha de bens, 5 – Guias complementares, 6- Guias finais, 7- Guias de Preparo, 8- Guia de recolhimento de juizado (recurso), 9- Atos processuais, 10- Taxa administrativa, 11- Serviços não previstos na Lei 8.943 de 29 de dezembro de 2021, 12- Consulta detalhes da guia, 13- Guia final – alterar vencimento, 14- Associar uma nova guia a um processo já existente, 15- Registrar baixa de guias antigas, 16- Parcelamento das custas, 17 – Ato atentatório à dignidade da justiça, 18- Litigância de má-fé, 19- Custas processuais na Fazenda Pública e 20- Tabela de Custas (Lei n° 8.943/2021)
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Vagas: |
150 vagas |
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Mais informações: |
3226-3336, 3226-4217 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. |
Plantão Judiciário Semanal: 03 a 09/02/2025
A Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga nos links abaixo a Tabela do Plantão Semanal.
Nova Mesa Diretora do TJSE toma posse sob a presidência da desembargadora Iolanda Guimarães
Até janeiro de 2027, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) terá uma mulher como presidente, a desembargadora Iolanda Santos Guimarães. A posse da nova mesa diretora do Poder Judiciário sergipano, composta também pelos desembargadores Etélio de Carvalho Prado Júnior, como vice-presidente, e Edivaldo dos Santos, no cargo de corregedor-geral da Justiça, aconteceu na manhã desta segunda-feira, 03/02, no auditório do Palácio da Justiça. Clique aqui e confira o discurso completo da desembargadora Iolanda Guimarães.
Em entrevista coletiva à imprensa, a desembargadora Iolanda Guimarães informou que é a quarta mulher a assumir a presidência do TJSE. Antes vieram as desembargadoras Clara Leite de Rezende, Marilza Maynard e Célia Pinheiro. “É uma grande responsabilidade a ascensão de mulheres a cargos de poder e estou aqui para fazer o meu melhor nesses dois anos”, garantiu. A nova presidente falou ainda sobre as prioridades da sua gestão.
“Melhorar a prestação jurisdicional e com isso quem ganha é a sociedade, com julgamentos céleres, com uma justiça mais inclusiva e combatendo os preconceitos. Preconceitos esses que têm que ser enfrentados, não só dentro do tribunal, mas fora também. Priorizar o investimento em tecnologia, com o aprimoramento da inteligência artificial, que hoje já é uma realidade”, acrescentou a desembargadora Iolanda Guimarães.
Antes do início da solenidade, os convidados foram recepcionados com muita animação, na entrada do Palácio da Justiça, pelo grupo Batalá Sergipe, especializado em música afro-brasileira e samba-reggae. Ainda houve a apresentação da camerata da Orquestra Jovem de Sergipe, que foi criada em 2014 e atende a 260 crianças e adolescentes dos bairros Santa Maria e 17 de Março. Os Hinos Nacional e de Sergipe foram executados pela cantora Winnie Souza, que seguiu com uma apresentação musical durante os cumprimentos.
A cerimônia de posse foi iniciada com um discurso do desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, que fez um resumo do trabalho desenvolvido durante o biênio 2023-2025. “Nomeamos 120 servidores, criamos duas vagas de desembargadores, movimentamos a carreira da magistratura, demos manutenção em prédios do interior. Tudo isso repercute no atendimento ao jurisdicionado. Mas um fato interessante foi o pagamento de R$ 1,1 bilhão em precatórios. Então, eu deixo a presidência não só com a sensação do dever cumprido, mas saio realizado porque, modéstia à parte, fiz um bom serviço”, salientou o desembargador Ricardo à imprensa.
Logo em seguida, os novos membros da mesa diretora prometeram cumprir fielmente suas funções e assinaram o termo de posse. Por fim, a desembargadora Iolanda discursou, falando como pretende conduzir o Judiciário durante dois anos. Natural de Aracaju (SE), ela bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1985. Tomou posse como juíza do TJSE em 26 de dezembro de 1989 e chegou ao 2º Grau em junho de 2014, pelo critério de merecimento. Foi vice-presidente e corregedora do TRE no biênio 2020-2022; ouvidora-geral do TJSE no biênio 2015-2017; corregedora-geral na gestão de 2017-2019; e ocupava o cargo de diretora da Escola Judicial de Sergipe (Ejuse) desde maio de 2022.
Em seu discurso, a nova presidente do TJSE falou sobre intolerância e como os ataques de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foram prejudiciais à democracia; destacou o relevante papel da arte e da cultura, lembrando da importância do filme ‘Ainda Estou Aqui’, que concorre ao Oscar em três categorias; disse que o Judiciário tem como missão compreender a realidade social e que será uma árdua defensora do Poder Judiciário e da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A desembargadora Iolanda Guimarães afirmou que pretende combater as desigualdades sociais. “Racismo, machismo, homofobia, intolerância religiosa e tantas outras formas de discriminação são entraves que devemos combater com firmeza. Não podemos aceitar retrocessos na área de direitos humanos e igualdade. Precisamos seguir promovendo uma justiça inclusiva, em que toda a diversidade possa encontrar oportunidades iguais para contribuir para uma sociedade mais justa”, enfatizou a nova presidente do TJSE em seu discurso de posse.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi representado na solenidade pelo ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. “O poder se renova e com isso se renova a prestação jurisdicional. Aqui em Sergipe, ainda temos o fato de a mesa ser liderada por uma mulher e isso representa inclusão, diversidade e reafirmação da cidadania, algo muito importante para o povo sergipano e para a prestação da justiça. O tribunal de Sergipe tem um bom nome dentre os tribunais do país e isso honra o Estado”, considerou o ministro Marcelo Navarro.
Outras autoridades também compareceram à cerimônia de posse, entre elas o governador de Sergipe. “A gente tem uma expectativa muito alta com a chegada dessa nova mesa. Doutora Iolanda vem trazer o olhar da mulher, um olhar diferenciado. Esperamos manter a harmonia entre os poderes, a boa relação para que possamos continuar construindo os avanços”, disse Fábio Mitidieri, que destacou ainda o trabalho dos outros membros da mesa diretora.
O desembargador Etélio de Carvalho Prado Júnior, agora vice-presidente do TJSE, nasceu em Aracaju (SE) e bacharelou-se em Direito pela UFS. Iniciou sua carreira jurídica no próprio TJSE, tendo sido escrivão e assessor de desembargadores. Ingressou no Ministério Público de Sergipe em 2003 e foi escolhido para desembargador pelo Quinto Constitucional, na vaga destinada ao MPSE. Tomou posse no dia 29 de novembro de 2023.
Já o desembargador Edivaldo dos Santos, corregedor-geral da Justiça, nasceu na cidade de Pirambu (SE) e bacharelou-se em Direito pela UFS, em 1988. Tomou posse como juiz do TJSE em 5 de abril de 1994. Foi membro titular do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE) e também atuou como juiz convocado para substituir desembargadores. Tomou posse como desembargador, pelo critério de merecimento, no dia 29 de maio de 2023.
*matéria alterada às 11h26, de 04/02/2025, para acréscimo do discurso
Corregedoria divulga relatório do biênio 2023-2025
Foi divulgado no Portal da Corregedoria-Geral da Justiça o Relatório da Gestão 2023-2025. O documento, produzido ao final de cada gestão, traz o balanço das atividades realizadas pelo órgão correcional, ao longo dos dois anos sob o comando da desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade. Clique aqui para acessar o relatório.
Plantão Judiciário Semanal: 27/01 a 02/02/2025
A Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga nos links abaixo a Tabela do Plantão Semanal.
Transparência: divulgado Relatório da Gestão 2023-2025 do TJSE
Foi divulgado no Portal da Transparência o Relatório da Gestão 2023-2025 do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O documento, produzido ao final de cada gestão, traz o balanço das atividades realizadas pelos diversos setores do tribunal, ao longo dos dois anos em que o desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima presidiu a mesa diretora. Clique aqui para acessar o relatório.
“A administração do TJSE no biênio 2023-2025 teve como principal compromisso oferecer aos sergipanos um Judiciário cada vez melhor e mais eficiente. Os números comprovam isso”, disse o presidente em sua mensagem, acrescentando que deixa o cargo feliz e transmite para a próxima gestão a casa organizada e com as contas em dia.
O relatório apresenta, logo após a mensagem do presidente, um resumo das ações e investimentos. No setor de precatórios, por exemplo, mais de 14 mil credores foram beneficiados com o pagamento R$ 1,1 bilhão, marca nunca antes atingida na história do TJSE. Foram convocados mais de 120 aprovados no último concurso; aberto edital de concurso para juiz substituto; instaladas as 1ª e 2ª Turmas Recursais e da Turma de Uniformização e criado um segundo Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na Comarca de Aracaju.
Pagamento de mais de R$ 1,1 bilhão em precatórios contribui para o aumento do PIB em Sergipe
‘O Pagamento de Precatórios como indutor para o Desenvolvimento Local’ foi o tema de um estudo apresentado na manhã desta quinta, 30/01, no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). A análise do pagamento de precatórios, entre os anos de 2019 a 2024, foi realizada pela Agência de Desenvolvimento de Sergipe (Desenvolve-SE). Somente durante a gestão 2023-2025, foram pagos mais de R$ 1,1 bilhão em precatórios, a cerca de 14 mil credores. Segundo a Desenvolve-SE, isso contribuiu para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) sergipano em 2024, cuja previsão dos economistas era de um crescimento de 1,7%, mas chegou a 3,6%. Acesse aqui o estudo completo.
“Temos monitorado a economia sergipana e Sergipe tem surpreendido pelo momento econômico que vive. Todos os economistas e previsões do mercado colocavam Sergipe com 1,7% de crescimento do PIB em 2024. Embora essa fosse a previsão, crescemos 3,6%. E nós, como membros de uma entidade que monitora e fomenta o desenvolvimento, temos a obrigação de entender o que aconteceu para que possamos repetir os acertos e corrigir eventuais erros para superarmos sempre as expectativas”, disse Milton Andrade, presidente do Desenvolve-SE.
Ele explicou que alguns aspectos contribuíram para o aumento do PIB, entre eles uma maior produtividade de grãos; valorização do concentrado do suco de laranja, principal item de exportação; e valorização da comódite do café. “Mas o principal de todos foi a liberação dos precatórios. Isso não estava no radar de ninguém. Isso fez com que a gente mais do que dobrasse nossa previsão de crescimento”, completou o presidente do Desenvolve-SE.
Para o presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, o valor nunca antes alcançado no pagamento de precatórios foi uma das principais marcas da gestão 2023-2025. “Porque, além desse impacto econômico e social, devolvemos dignidade a muitas famílias e demos esperança a vários advogados. Foi uma situação que se resolveu. Vocês estão vendo um homem realizado porque disse que queria fazer o bem e fiz o bem”, comentou o presidente do TJSE.
Segundo o juiz responsável pelo Departamento de Precatórios do TJSE, Leonardo Almeida, alguns ajustes foram feitos para a que marca inédita fosse alcançada. “Ajustamos fluxos de trabalho, investimos em tecnologia e, para isso, contamos com o apoio irrestrito da presidência do Tribunal, na pessoa do desembargador Ricardo Múcio, que sempre nos apoiou. E por conta desses ajustes e de um efetivo planejamento estratégico desde o início da gestão, alcançamos esse resultado tão significativo para a sociedade sergipana”, informou o gestor da pasta, que ao final do evento, juntamente com o presidente do TJSE, foi homenageado pela equipe do setor.
O estudo foi apresentado pela economista do Desenvolve-SE, Sudanês Barbosa Pereira. Ela informou que foram analisados dados nacionais e regionais. “Sergipe é o segundo Estado que tem a menor dívida de precatórios. E o Tribunal de Justiça de Sergipe foi muito assertivo porque os pagamentos de precatórios aumentaram muito. Então, isso é muito bom para o Estado”, informou Sudanês, lembrando que “quando o Estado paga uma dívida aos credores, ele está indiretamente injetando recursos na economia”.
“O perfil dos credores – predominantemente compostos por pequenos empresários, profissionais liberais, aposentados e outros grupos correlatos – sugere um impacto econômico capilarizado e potencialmente transformador. A injeção direta de R$ 814 milhões na economia sergipana em 2024 representa mais do que uma transferência financeira, significa uma oportunidade de estímulo a múltiplos setores, desde o comércio local até serviços personalizados, com potencial para gerar efeitos multiplicadores de desenvolvimento econômico e social”, apontou o relatório.
O Banese também compareceu à apresentação, já que é o banco que tem a exclusividade, no âmbito do Estado de Sergipe, para o pagamento de depósitos judiciais e precatórios. “Nos sentimos honrados por sermos o banco escolhido pelo Tribunal de Justiça para realizar esses pagamentos. Hoje, estamos celebrando um fato inédito promovido pelo Tribunal, que é atingir o pagamento de mais de R$ 1 bilhão em precatórios no biênio. Isso é uma verdadeira intervenção no domínio econômico, gerando mais riqueza para sociedade”, analisou Marco Antônio Queiroz, presidente do Banese.
Precatórios são títulos emitidos em favor daqueles que venceram alguma ação na Justiça contra o poder público, seja a União, os Estados, os Municípios ou o Distrito Federal, decorrentes de sentenças definitivas condenatórias ao pagamento de quantias em dinheiro. Já a A Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE) tem como missão executar a política de desenvolvimento socioeconômico do Estado de Sergipe, através da geração de ambiente propício à viabilização de novos negócios e investimentos, contribuindo para o avanço da competitividade dos setores econômicos, com equidade, inovação e sustentabilidade.
Maria Angélica Garcia Moreno Franco é a nova desembargadora do TJSE
“Dedicação, senso de responsabilidade e doação ao Poder Judiciário”. Essas foram as características citadas pela juíza Maria Angélica Garcia Moreno Franco ao responder à imprensa sobre o que a levou ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) pelo critério de merecimento. A solenidade de posse aconteceu na manhã dessa quarta, 29/01, no auditório do Palácio da Justiça, que ficou lotado de familiares, amigos, autoridades e profissionais do Direito.
Ainda durante a coletiva, a magistrada disse aos jornalistas que o sentimento de hoje é de gratidão e que vai se empenhar ainda mais na prestação jurisdicional. “Temos um grande volume de processos, temos metas a cumprir, tanto pelo CNJ quanto pelo Estado de Sergipe, e temos os jurisdicionados esperando as soluções que ficam nas nossas mãos. Essa engrenagem servidor-juiz conta para que tenhamos um resultado positivo e justo”, analisou a empossada.
Após prestar o juramento e assinar o termo de posse, Maria Angélica foi saudada pelo desembargador José Pereira Neto, que assumiu o cargo em abril de 2024. “O Tribunal de Justiça hoje se ilumina com a presença da desembargadora Maria Angélica. Determinada ao trabalho, certamente contribuirá e muito para as decisões dessa Casa”, disse o desembargador José Pereira.
Em seu discurso de posse, a nova desembargadora citou o filme ‘Ainda estou aqui’, indicado a três categorias do Oscar. “Eu não esperei estar aqui. No entanto, aqui estou. Uma das melhores surpresas que minha trajetória profissional me conferiu. Um reconhecimento do Tribunal ao meu esforço, dedicação, comprometimento e disciplina. Então, estar aqui é o meu Globo de Ouro. Oxalá, como diz o desembargador João Hora Neto, o meu Oscar”, comparou a magistrada.
Ainda durante o discurso, ela citou uma coincidência. Quando assumiu o cargo de juíza substituta, em 5 de abril de 1994, foi empossada pelo então presidente do TJSE, desembargador Aloisio de Abreu Lima, pai do atual chefe da mesa diretora, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima. “É uma feliz coincidência. A desembargadora Angélica é uma juíza técnica, honesta, honrada, que vai trazer oxigenação, seriedade e uma movimentação muito mais rápida ao nosso Tribunal. Vamos aprender muito com ela”, apontou o presidente do TJSE.
Outras autoridades destacaram a presença feminina no Pleno, que das 15 vagas agora conta com cinco mulheres. “Isso é muito bom porque mostra que cada vez mais vem crescendo o número de mulheres na magistratura. Nessa eleição, tivemos só mulheres candidatas”, lembrou a desembargadora Iolanda Guimarães, diretora da Escola Judicial de Sergipe (Ejuse) e que, na segunda-feira, 03/02, assume a presidência do TJSE.
Além das desembargadoras Iolanda e Angélica, compõem o Colegiado as desembargadoras Ana Bernadete Leite de Carvalho, Ana Lúcia Freire dos Anjos e Simone Fraga. “Cada vez mais a gente trabalha para trazer paridade aos espaços de poder. A OAB Sergipe vem agora com um modelo vanguardista no sentido de trazer paridade também para eleição do Quinto Constitucional. A gente sabe o quanto a doutora Maria Angélica é capacitada tecnicamente e tenho certeza que vai colaborar para o aprimoramento do sistema de justiça”, destacou Danniel Costa, presidente da OAB/SE.
O governador Fábio Mitidieri compareceu à solenidade e disse que não só o Tribunal de Justiça, mas os sergipanos ganham com a posse da nova desembargadora. “Ela tem um alto nível de capacidade. Por onde passou fez um grande trabalho. O TJ ganha muito com a sua chegada e é mais uma representatividade feminina. Fico feliz, faço questão de estar aqui hoje e dar os parabéns a ela. E acho que a sociedade toda sergipana se sente bem representada hoje”, apontou o governador.
Maria Angélica Garcia Moreno Franco é natural de Aracaju (SE). Em seu discurso, contou que inicialmente pensou em cursar Letras, chegou a prestar vestibular, mas por sugestão do pai, decidiu mudar para Direito. Formada pela Universidade Tiradentes, tomou posse como juíza do TJSE em abril de 1994. Passou pelas Comarcas de Gararu, Maruim e Nossa Senhora do Socorro. Atuou ainda na Turma Recursal, no biênio 2007-2008. Assumiu como juíza titular da 13a Vara Cível em 2008 e, desde 2023, tem substituído diversos desembargadores. Ocupa a vaga aberta após a aposentadoria do desembargador Ruy Pinheiro, em novembro de 2024.
Coordenadoria da Mulher e parceiros realizam aula inaugural do curso ‘Elas empreendem’
‘Quando uma mulher conquista sua autonomia, toda a sociedade avança rumo à igualdade’. Essa foi uma das frases ditas durante a aula inaugural do curso ‘Elas empreendem’, uma ação do projeto Caminhos da Esperança, desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O curso é uma parceria entre os Poderes Judiciário e Executivo, através da Secretaria de Estado do Trabalho, e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe (Fecomércio), com cursos profissionalizantes ofertados pelo Senac.
O presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, abriu o evento e agradeceu aos parceiros. “Parabenizo mais essa iniciativa da Coordenadoria da Mulher. Estar ao lado do povo, é para isso que serve qualquer exercício de poder. Espero que hoje as senhoras sejam felizes e que essa nova capacitação faça um diferencial nas suas vidas”, desejou o presidente do TJSE.
A juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE, explicou que o projeto Caminhos da Esperança pretende estimular a autonomia financeira de mulheres vítimas de violência. “O objetivo é fazer com que elas sejam independentes financeiramente e assim tenham o direito de escolher o que querem fazer da vida. E esse curso foi uma ideia do secretário de Estado do Trabalho, que sabendo da capacitação ofereceu para os Crams onde há fábricas, a de chocolates, em Laranjeiras; e a de doces, em Japaratuba; um curso de marketing, ensinando a elas a vender seus produtos”, explicou a magistrada.
Conforme o secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, além de capacitar as mulheres para a venda da produção, o governo garantirá espaços de comercialização em grandes eventos. “Hoje é uma política pública, todo evento que o governo do Estado promove ou patrocina, há sempre um espaço dedicado ao artesanato e à economia solidária. Em eventos como as Vilas da Páscoa, do Natal e do Forró, nós teremos um espaço dedicado a essas mulheres”, garantiu o secretário.
Para Marcos Andrade, presidente da Fecomércio, a parceria entre TJSE e Senac vem mudando a vida de inúmeras mulheres. “Estamos chegando onde ninguém chega com a profissionalização das mulheres vítimas de seus maridos. O objetivo maior é qualificá-las para que cheguem ao mercado e façam a diferença”, disse Marcos, lembrando que o Senac promoveu, em 2024, cursos em Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) de 30 municípios sergipanos.
Após a abertura do curso com as autoridades, houve uma palestra com o diácono Rômulo Canuto. “O tema da palestra foi a importância a inclusão. Mostrar a essas mulheres que elas vieram de uma situação de risco, de violência, mas essa oportunidade de hoje abre um mundo novo. O Brasil precisa de mulheres empreendedoras”, comentou.
Uma dessas mulheres que participou da aula inaugural e conseguiu se libertar do ciclo da violência foi Jane Maria de Jesus, hoje conhecida como Jane dos Temperos. Ela foi casada, sempre sofreu agressões do companheiro e decidiu sair de vez do relacionamento quando foi vítima de uma tentativa de feminicídio.
“Eu já fazia temperos para meu uso próprio. Depois, eu vi que era um meio de me levantar. Comecei a mostrar às pessoas e graças a Deus foi ótimo. Tive também ajuda do Cram, que me apoiou e me levou para fazer aulas de como entrar no comércio. E com esse apoio tive forças para continuar meu trabalho. Hoje eu vivo disso. O que eu digo para outras mulheres é que se empoderem, não se calem, denunciem. Quando a gente quer, a gente consegue. Olhe eu aqui contando minha história”, declarou Jane.
Juíza Maria Angélica Franco será empossada desembargadora nessa quarta, 29/01
A sessão solene de posse da juíza Maria Angélica Garcia Moreno Franco como nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) acontecerá na próxima quarta-feira, 29/01, às 10 horas, no auditório do Palácio da Justiça, localizado à Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju. A juíza ascende ao 2º Grau pelo critério de merecimento.
Maria Angélica Garcia Moreno Franco é formada em Direito pela Universidade Tiradentes e ingressou na magistratura sergipana em 1994. Passou pelas Comarcas de Gararu, Maruim e Nossa Senhora do Socorro. Atuou ainda na Turma Recursal, no biênio 2007-2008 e, desde 2023, tem substituído diversos desembargadores.
Natural de Aracaju (SE), ela é juíza titular da 13a Vara Cível de Aracaju desde fevereiro de 2008 e ocupará a vaga aberta após a aposentadoria do desembargador Ruy Pinheiro, em novembro de 2024. A escolha aconteceu na sessão do Pleno do último dia 22 de janeiro.




