Janaina Cruz
Assinado termo de cooperação para aprendizagem profissional de adolescentes
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Ministério Público do Trabalho em Sergipe, Ministério Público de Sergipe (MPSE) e Ministério da Economia, por meio da Superintendência Regional do Trabalho (SRT/SE), assinaram um termo de cooperação técnica para articulação e interação de atividades voltadas ao cumprimento da aprendizagem profissional de adolescentes, priorizando a inclusão dos que se encontram em situação de vulnerabilidade ou risco social. A assinatura ocorreu no Ministério Público de Sergipe, na manhã desta segunda-feira, 30/05.
Na ocasião, cerca de 14 jovens receberam os certificados de participação no programa de aprendizagem profissional do MPSE, que já vem sendo desenvolvido no local desde 2020. “Todos nós temos uma oportunidade na vida e não devemos deixá-la passar. Estar no Ministério Público ou em outro lugar como esse é algo a ser abraçado. Espero que vocês compreendam isso e tenham fé. Se a gente acredita no nosso sonho, ele se realiza”, disse aos jovens o Desembargador Edson Ulisses, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe.
E foi isso que fez uma das adolescentes que encerrou hoje o programa de aprendizagem. Com 16 anos e aluna do 1º ano do ensino médio, após estagiar no Ministério Público, ela já pensa em cursar Direito. “Foi meu primeiro estágio e mudou muita coisa na minha vida, como frequentar lugares importantes, assim como é o Ministério Público. Além da parte financeira e da aprendizagem, foi ótima a convivência com todos aqui”, revelou. Ela fez um curso de Assistente Administrativo pelo Sest/Senat e estagiou no gabinete da Promotora de Justiça Lilian Carvalho, recebendo mensalmente uma bolsa de meio salário mínimo.
“Atuo na área da infância e adolescência há cerca de 20 anos e o que percebia era que muitas vezes os adolescentes que estão no sistema socioeducativo, nas unidades de acolhimento e em programas sociais não tinham a oportunidade de ressignificar a vida através da inclusão. Em 2018, começamos a articular isso com o Ministério Público do Trabalho e com a rede de proteção. Então, passamos a assinar termos de adesão e, mesmo com a pandemia, desde 2020, já conseguimos incluir no projeto 213 adolescentes”, destacou Lilian Carvalho, Promotora de Justiça da 8ª Promotoria dos Direitos do Cidadão do MPSE, especializada na tutela coletiva dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O Procurador-Geral de Justiça, Manoel Cabral Machado, logo após assinar o convênio, falou aos jovens sobre a alegria de recebê-los no MP. “Estou muito feliz por colocar a gestão para contribuir com vocês, para que conheçam outros ambientes e se profissionalizem. Espero que aqui tenha sido uma escola. Há oportunidades para que todos busquem espaços na sociedade e vençam desafios”, considerou o Procurador.
“Acho a formalização dessa cooperação técnica extremamente importante, sobretudo para o adolescente que está institucionalizado, tanto na proteção quanto na socioeducação. Dessa forma contribuímos para a prevenção e erradicação do trabalho infantil. Com a aprendizagem profissional o jovem adquire articulação argumentativa, competências relacionais e laborais para o ingresso no mercado de trabalho”, apontou a Juíza Iracy Mangueira, Coordenadora da Infância e Juventude do TJSE.
A fiscalização da aprendizagem profissional dos adolescentes cabe à Superintendência Regional do Trabalho. “Desde 2018, existe um decreto que prevê o cumprimento alternativo de cota para a prática da aprendizagem, não só em empresas, mas em órgãos públicos e organizações não governamentais. Então, fiscalizamos se os termos de compromisso estão sendo cumpridos pelas empresas e instituições, acompanhando o desenvolvimento desse contrato de trabalho desde o seu surgimento até a sua extensão, com pagamento das verbas rescisórias”, explicou Thiago Laporte, Chefe de Fiscalização da SRT/SE.
Pelo convênio, caberá ao TJSE receber nas suas unidades, como entidade receptora da experiência prática do aprendiz, sem ônus, visando à formação de adolescentes dentro das cotas sociais; monitorar o desenvolvimento da experiência prática, através da CIJ, que deverá interagir com as entidades que executam programas de acolhimento, de socioeducação e programas sociais; participar de reuniões de avaliação e monitoramento das ações, fazendo sugestões que possam contribuir com o desenvolvimento das ações; e destinar, quando possível, equipamentos, computadores, multas e indenizações coletivas aos projetos.
Inscrições abertas: Formação e aperfeiçoamento de pregoeiros
A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, informa que estão abertas as inscrições para o curso:
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Curso: |
FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PREGOEIROS |
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Período e Horário: |
13, 14, 20 E 21 DE JUNHO de 2022 8h às 12h |
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Local: |
Coordenadoria de Cursos para Servidores - EJUSE Sala 2 Anexo 2, 7º andar |
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Inscrições: |
30 DE MAIO A 06 DE JUNHO DE 2022 As inscrições podem ser encerradas antes do período indicado, caso haja o preenchimento das vagas disponíveis. |
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Público-alvo: |
Servidores do TJSE. |
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Como se inscrever: |
Portal EJUSE WEB, www.tjse.jus.br/ejuseweb/- O SERVIDOR DEVERÁ UTILIZAR A MESMA SENHA DE ACESSO AO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES – SEI. |
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Objetivo: |
Capacitar e aperfeiçoar os servidores em relação ao tema abordado, em conformidade com as principais decisões jurisprudenciais, entendimentos doutrinários, aspectos polêmicos e dilemas da atuação prática. O curso será focado em guiar o pregoeiro na correta condução do processo e análise dos principais problemas a serem enfrentados, com suporte na legislação correlata, bem como na doutrina e jurisprudência. Além disso, serão pontuadas questões relativas à nova lei de licitações com ênfase na prática. |
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Carga horária: |
16 horas/aula |
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Facilitador: |
Bruno Maciel de Santana, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Estado de Sergipe (EPPGG/SE). Ex-analista judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe, com 11 anos de experiência em compras públicas. Neste tem presidência da Comissão Permanente de Licitações e da Comissão de Apuração e Sanção de Licitantes e Contratados. Atuou como pregoeiro por 02 anos. Ministra cursos de licitações e contratos desde 2015 na Escola Judicial de Sergipe. Ministra cursos desde 2020, na Pós-graduação da FAMA. Autor do livro: "O mínimo para você entender licitações e contratos", vol. 1 - Introdução às compras públicas. Responsável técnico pela Jornada de Estudos, com sede em Porto Alegre, empresa de treinamentos presenciais e a distância. |
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Realização: |
COORDENADORIA DE CURSOS PARA SERVIDORES |
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Conteúdo programático: |
CONVIVÊNCIA ENTRE O REGIME ATUAL E O NOVO • Quem está obrigado à nova Lei de Licitações? • Quais leis foram/serão alteradas e revogadas? • Data de entrada em vigor da nova Lei e o período de convivência entre o regime atual e novo – Repercussões práticas FASE PREPARATÓRIA / PLANEJAMENTO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E SUA IMPORTÂNCIA • Governança das contratações – Responsabilidade da alta administração • A importância aos documentos e das providências do planejamento • Planejamento estratégico • Plano Anual de Contratação • As três fases do processo de contratação pública e a importância de uma visão sistêmica e coordenada dessas fases e do processo de contratação • Etapas do planejamento - Estudos preliminares - Gerenciamento de riscos - Termo de referência Procedimentos iniciais – Formalização da demanda • Objetivo • Departamento/agentes responsáveis Estudos técnicos preliminares • Tratativa dos normativos vigentes (Decreto nº 10.024/2019) e da nova Lei – Mesma lógica ou tratamentos muito distantes? • Identificação e justificativa da necessidade • Requisitos técnicos da contratação - O que pode ou não ser exigido? - Participação fundamental da área técnica/requisitante - Como garantir a qualidade? - Prova de qualidade do produto: cumprimento de normas técnicas, certificação, protótipo, amostra, prova de conceito, carta de solidariedade, indicação e vedação de marca – • Quantificação do objeto – Agrupamento do objeto em itens ou lotes TERMO DE REFERÊNCIA • Documentos e providências anteriores – Estudos técnicos preliminares + Gerenciamento de riscos • Refinamento da pesquisa de preços Regime de execução de bens e serviços Definição de critérios de aceitabilidade preço - Definição dos preços estimado e máximo - Definição dos valores máximos unitários e global - Preço excessivo e preço inexequível • Divulgação dos valores estimado e máximo no edital – Orçamento sigiloso – Disciplina do Decreto nº 10.024/2019 e da nova Lei • Conteúdo das propostas - Descrição técnica – O que deve constar na proposta do licitante e a possibilidade de realização de diligências no julgamento • Definição da modalidade de licitação, do critério de julgamento e dos modos de disputa – Novidades da nova Lei Definição dos documentos de habilitação - Vedações de ordem pessoal - Exigências de regularidade jurídica - Exigências de regularidade fiscal, social e trabalhista - Exigências de capacidade técnica - Exigências de capacidade financeira - Trabalho do menor - Forma de comprovação das condições exigidas • Critérios de preferência e aplicação do regime da Lei Complementar nº123/2006 para microempresa e empresa de pequeno porte – Novidades da nova Lei INSTRUÇÃO PROCESSUAL I - estudo técnico preliminar, quando necessário; II - termo de referência; III - planilha estimativa de despesa; IV - previsão dos recursos orçamentários necessários, com a indicação das rubricas, exceto na hipótese de pregão para registro de preços; V - autorização de abertura da licitação; VI - designação do pregoeiro e da equipe de apoio; VII - edital e respectivos anexos; VIII - minuta do termo do contrato, ou instrumento equivalente, ou minuta da ata de registro de preços, conforme o caso; IX - parecer jurídico; X - documentação exigida e apresentada para a habilitação; XI - proposta de preços do licitante; XII - ata da sessão pública, que conterá os seguintes registros, entre outros: a) os licitantes participantes; b) as propostas apresentadas; c) os avisos, os esclarecimentos e as impugnações; d) os lances ofertados, na ordem de classificação; e) a suspensão e o reinício da sessão, se for o caso; f) a aceitabilidade da proposta de preço; g) a habilitação; h) a decisão sobre o saneamento de erros ou falhas na proposta ou na documentação; i) os recursos interpostos, as respectivas análises e as decisões; e j) o resultado da licitação; XIII - comprovantes das publicações: a) do aviso do edital; b) do extrato do contrato; e c) dos demais atos cuja publicidade seja exigida; e XIV - ato de homologação. DA PUBLICAÇÃO DO AVISO DO EDITAL Publicação do edital Modificação do edital - Pedido de esclarecimentos - Impugnação APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA E DA HABILITAÇÃO Prazo Perda do prazo: desclassificação ou possibilidade de complementação (jurisprudência do TCU) É possível desclassificar antes da sessão de lances? SESSÃO PÚBLICA Os modos de disputa: aberto, fechado e aberto-fechado Critérios de desempate Negociação da proposta Julgamento da proposta - Amostra e prova de conceito Análise dos documentos de habilitação DO RECURSO Prazos Intenção de recorrer Razões e contrarrazões ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO Diferenças e repercussões práticas |
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Vagas: |
30 vagas |
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Mais informações: |
Projeto Toda Mulher merece sorrir é tema de reunião da Coordenadoria da Mulher
Um projeto de atendimento odontológico à mulher vítima de violência doméstica e familiar foi o tema de uma reunião realizada na manhã da última quinta-feira, 26/05, entre a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Conselho Regional de Odontologia (CRO/SE) e Secretaria Municipal de Saúde de Nossa Senhora do Socorro.
“Tivemos algumas reuniões de articulação de políticas públicas com o Município de Nossa Senhora do Socorro, sendo uma delas realizada no dia 02 de agosto de 2021, quando debatemos sobre a necessidade de criação do Centro de Atendimento Integral e Integrado às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e seus dependentes, do Centro de Educação e Reabilitação dos Agressores e de outros equipamentos e serviços de atendimento naquele Município. Na ocasião, o Secretário de Saúde Enock Ribeiro imediatamente disponibilizou uma psicóloga para atender exclusivamente a essas mulheres”, explicou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE.
Na reunião da última quinta, o Secretário Enock Ribeiro apresentou o avanço do atendimento odontológico à mulher vítima de violência doméstica. “Parabenizamos o Secretário de Saúde Enock Ribeiro por mais esse serviço ofertado e esperamos que o Município de Nossa Senhora do Socorro complete a rede de atendimento às mulheres e de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Parabenizo também a Dra. Anna Tereza, Presidente do CROSE, pelo excelente Projeto. O Município de Nossa Senhora do Socorro tem tudo em suas mãos para implementar esses serviços de forma excelente, o que será uma grande conquista para a população daquela cidade”, comentou a magistrada.
“Sabemos que a mulher precisa procurar ajuda e se empoderar para sair do ciclo de violência. Esses serviços contribuirão muito para isso. Estou com grande expectativa para fecharmos o convênio com o Município de Socorro para oferecimento desses serviços, dentre eles o Centro de Atendimento Integral e Integrado à Mulher e aos seus dependentes e do Centro de Educação e Reabilitação dos Agressores. O atendimento odontológico hoje apresentado integra o serviço de atendimento às mulheres. Criar um serviço não é fácil, mas podemos ir melhorando esse atendimento exclusivo às mulheres, de forma que outros municípios poderão se inspirar e implantar mais serviços. Já visitamos 16 Comarcas e os gestores municipais e pretendemos visitar todas as demais. Assim, teremos excelentes resultados em todo Estado. Vamos também continuar divulgando as boas práticas das cidades nessa área para incentivar os demais Municípios ”, salientou Rosa Geane.
Segundo Enock Ribeiro, Secretário de Saúde de Socorro, o serviço já está sendo ofertado. “Em Socorro, colocamos uma psicóloga para atender somente mulheres vítimas de violência, após a demanda da Coordenadoria da Mulher do Tribunal, que está à frente desse movimento. Estamos disponibilizando odontólogos, toda sexta do mês, manhã e tarde, na UBS José de Carvalho Peixoto, no conjunto Neuzice Barreto”, explicou o Secretário, que também é Presidente Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de Sergipe.
O Projeto ‘Toda Mulher merece sorrir’ foi idealizado pela atual gestão do CRO/SE. “É importante pensarmos em saúde bucal se quisermos pensar na saúde como um todo. Socorro acreditou nessa ideia e certamente será o pioneiro. Vamos sensibilizar os Secretários de Saúde de outros municípios para abraçarem essa ideia”, comentou Anna Tereza Azevedo Lima, Presidente do CRO/SE.
Veja a palestra ‘Assédio é imoral’ no canal TJSE Eventos do YouTube
‘Assédio é Imoral’ foi o tema da palestra virtual realizada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por meio da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, na manhã desta sexta-feira, 27/05. Ministrada pelo Procurador do Trabalho da 20ª Região, no Estado de Sergipe, Ricardo José das Mercês Carneiro, a palestra foi transmitida pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravada.
“Tenho uma preocupação muito grande com a incompreensão do que seja assédio, para não transformarmos esse conceito num instrumento de afastamento das pessoas. Somos seres humanos e temos que socializar, mas com respeito e consentimento de cada um, sem gerar constrangimentos. Por isso, é preciso educar a população a respeito disso. Para combater esse mal, precisamos conhecê-lo”, opinou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, ao abrir a palestra.
O Procurador do Trabalho definiu como se configura o assédio moral. “O assédio moral é conduta abusiva, que por sua repetição ou sistematização atente contra a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu trabalho, degradando o clima de trabalho. É preciso que haja, para caracterizar o assédio moral, degradação deliberada das condições de trabalho”, esclareceu, lembrando que o assédio moral demanda direção para uma ou algumas pessoas de um grupo.
Durante a palestra, o Procurador citou alguns exemplos de como o assédio moral pode ser classificado. “Não raro vejo denúncias, tanto no setor público quanto no privado, pelo uso de câmera no ambiente de trabalho. Esse uso só vai se configurar ilícito, e nem estou falando em assédio moral, quando a câmera estiver direcionada para algum propósito que não seja justificável do ponto de vista administrativo. Mas se tiver justificado não é, sequer, conduta ilícita”, explicou o palestrante.
Ele destacou ainda que o assédio moral pode ser coletivo. “Basicamente tem em comum com o assédio individual o fato de que se trata de uma prática sistemática, abusiva, sutil, explícita algumas vezes, implícita em outras, mas cujo propósito é controlar a subjetividade dos trabalhadores. O grande problema do assédio moral coletivo é porque o assediador não aparece”, salientou o Procurador.
A Presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TJSE, Desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, acompanhou a palestra. “Parabenizo o senhor pela aula que nos deu a respeito do tema. Foram trazidas para nós questões esclarecedoras. Uma palestra enriquecedora”, agradeceu a magistrada, lembrando que a Comissão do TJSE está preparada para receber denúncias de assédio moral, tendo uma conduta cuidadosa ao analisar o fundamento delas.
"No dia a dia, temos que lidar com situações e abordagens desse tipo. Então, uma palestra como essa é muito boa porque nos dá a oportunidade até de saber como podemos enfrentar isso", destacou Ana Cristina Machado Silva, Diretora de Gestão de Pessoas do TJSE. A Juíza Auxiliar da Presidência do TJSE, Maria da Conceição da Silva Santos, agradeceu a disponibilidade do palestrante e disse que as informações repassadas por ele são fundamentais para a Comissão do TJSE.
Cidadão Aracajuano: título para General Costa Moura é prestigiado pelo Presidente do TJSE
O Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo, compareceu à sessão solene da Câmara de Vereadores da capital, na tarde de ontem, 26/05, para prestigiar a entrega do Título de Cidadão Aracajuano ao General de Exército da reserva Artur Costa Moura. A propositura da homenagem foi do vereador Josenito Vitale.
“Natural da Bahia, o General Costa Moura prestou relevantes serviços à pátria, servindo ao Exército desde a década de 1970, chegando a ocupar importantes cargos, como Comandante da 6ª Região Militar, em Salvador; e Comandante Militar do Nordeste. Então, esse título é mais que merecido”, disse o Desembargador Edson Ulisses. Entre outras autoridades, também compareceu à solenidade o ex-Presidente do TJSE, Des. José Artêmio Barreto.
Quinta Juriscultural chega à décima edição celebrando 200 anos da Independência de Sergipe
O Quinta Juriscultural, que integra o portfólio de projetos da gestão 2021-2023 do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), chegou à décima edição após ser iniciado em julho do ano passado. Dessa vez, os 200 anos da independência de Sergipe, que ocorreu em 8 de julho de 2020, foi o tema do evento realizado no final da tarde desta quinta-feira, 26/05, no Memorial do Judiciário, Centro de Aracaju. Além do lançamento de livro sobre o tema, houve apresentação do grupo folclórico Samba de Pareia da Mussuca (Laranjeiras/SE).
“Sergipe guarda importantes tradições e tem grandes vultos. Então, esse evento em que se comemora a história de Sergipe deve ser realmente prestigiado por todos que gostam do nosso querido Estado. O Projeto Quinta Juriscultural vem dado certo porque o público tem acolhido e valorizado a cultura e a arte de Sergipe. E o Poder Judiciário está consciente que só se legitima com a participação da população nos seus eventos”, comentou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe.
O livro lançado hoje, ‘Clio Digital: Memórias e Histórias de Sergipe - 200 anos da independência de Sergipe, Volume I’, foi organizado pelo prof. Dr. Antonio Lindvaldo Sousa, do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A obra é resultado do evento Clio Digital, realizado em 2020 durante as comemorações dos 200 anos da emancipação política de Sergipe.
“Em 2020, vários autores aliaram-se em torno do tema. O professor Lindvaldo coordenou, por diversos sábados, o Clio Digital, com palestras de pesquisadores que foram transformadas em artigos. Hoje, está sendo publicado o Volume I. Mais uma vez, o Memorial abre suas portas junto à academia para levar informação para os sergipanos. Há dois anos, estamos trabalhando nesse projeto dos 200 anos de Sergipe, não só com esse livro, mas também com oficinas de paleografia, exposições e eventos”, disse Sayonara Viana, Diretora do Memorial do Judiciário.
O livro contém textos que versam sobre temáticas da formação inicial de Sergipe. Um deles foi escrito pela professora doutra da Universidade de Évora, Maria de Deus Manso, no qual enxerga a Capitania de Sergipe como uma localidade pertencente ao império português. Outros textos oferecem leituras diferenciadas sobre a conquista de Sergipe em 1590, sujeitos e distinções sociais, povos indígenas, arqueologia e religiosidades.
O artigo do professor Lindvaldo faz um apanhado dos clássicos a respeito da história de Sergipe. “O meu artigo dialoga com uma frase de Felisbelo Freire. No final do século XIX, ele escreveu que a história de Sergipe deveria ser conhecida pelo mundo. De lá para cá, vários livros foram publicados mas, infelizmente, essa máxima dele ainda não aconteceu. A historiografia do Brasil e do Império Português desconhece Sergipe, escreve muito mais para o eixo Rio-São Paulo e, quando chega próximo da gente, sobre Bahia e Pernambuco. Então, esse artigo procura colocar Sergipe num lugar importante da história do Brasil”, informou o professor.
Após a mesa-redonda com a participação dos organizadores e autores do livro, foi realizada uma sessão de autógrafos. “Essa parceria com o Poder Judiciário vem de muito tempo. Foi sempre importante com outros diretores do Memorial e agora com Sayonara. Quando falamos do Memorial e do Arquivo Judiciário, estamos falando também da história de Sergipe”, destacou o professor, lembrando que já foi estagiário do Arquivo Judiciário.
O evento foi finalizado apresentação do grupo folclórico Samba de Pareia da Mussuca. O Projeto Quinta Juriscultural, que acontece sempre às últimas quintas-feiras de cada mês, teve sua primeira edição em julho de 2021. Tem como objetivo valorizar e levar ao público todas as expressões artísticas e culturais de Sergipe nas suas mais variadas formas, tais como música, artes plásticas, literatura, dança, fotografia, artesanato e folclore. Além disso, cultuar e propagar valores e figuras exponenciais de Sergipe ligadas às artes e à cultura jurídica.
Professor da UnB lança livro no Tribunal de Justiça de Sergipe
Foi lançado na manhã desta quinta-feira, 26/05, no hall do Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes, no Centro de Aracaju, o livro ‘Direito à Informação - Repercussões no Direito do Consumidor’, de autoria do advogado e Professor aracajuano João Pedro Leite Barros. O evento foi prestigiado por magistrados, autoridades, familiares, amigos e também pelo Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo.
“O Tribunal de Justiça abre as portas para acolher esse jovem escritor, que nos traz um produto novo relativo ao direito à informação. É uma matéria muito atual e o Tribunal de Justiça se sente satisfeito por ter sido escolhido para acolher o lançamento desse livro. É dever do Judiciário acolher os que têm iniciativa de escrever sobre o direito porque a vida do Poder Judiciário é exatamente baseada no direito”, comentou o Presidente.
O autor do livro é Doutor em Direito Civil pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Direito Civil pela Universidade de Lisboa, Professor em Direito do Consumidor na UnB e Membro da Comissão Especial de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
“É uma honra para mim, como aracajuano que sou, estar aqui com meus familiares e amigos. O Direito à Informação foi nosso mote de estudo durante cinco anos do doutorado. É algo que realmente avança por todos os caminhos, seja ele no direito privado, no direito público e que é hoje senão o protagonista do nosso do nosso sistema jurídico. Sem dúvida alguma, vou contar com as críticas, ponderações e com as sugestões de vocês”, disse o professor na solenidade.
A obra
Elaborado a partir de estudos doutrinários e jurisprudenciais, a obra objetiva proceder a análise e debates acerca do redimensionamento da informação na relação de consumo, notadamente em seu conteúdo, sua extensão e sua forma transmitida, cotejando elementos subjetivos e objetivos, a fim de alcançar uma informação justa, na perspectiva de Mauro Cappelletti. O tema é transversal às diversas áreas do Direito e, sobretudo, tem suscitado inúmeras reflexões pelos doutrinadores e pela própria jurisprudência das Cortes pelo país.
O livro é prefaciado pela Ministra Nancy Andrigh, do Superior Tribunal de Justiça: “a obra, de inegável atualidade, induz o leitor a uma profunda reflexão, sempre necessária, sobre o dever de informação e a figura do contrato de adesão na sociedade contemporânea, representando, além de consulta obrigatória para os mais variados profissionais do Direito, relevante contribuição para as letras jurídicas, encerrando o anúncio de um futuro promissor para os grandes institutos do Direito Civil, que se mostram capazes de atender ao chamado da vida real do séc. XXI, garantindo soluções justas para os conflitos intersubjetivos de interesses”.
Já a apresentação é do Professor Dr. Dário Moura Vicente, Catedrático da Universidade de Lisboa: “a literatura jurídica de língua portuguesa fica deste modo enriquecida com um contributo fundamental para a identificação e conceitualização, numa ótica comparada, de um dever de conduta de inequívoca centralidade no regime contemporâneo dos contratos”.
CIJ capacita profissionais que atuam em unidades de acolhimento
A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe iniciou ontem, 24/05, uma capacitação voltada a profissionais que atuam em unidades de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em Sergipe. Serão capacitados, até segunda-feira, 31/05, coordenadores, psicólogos e assistentes sociais de cerca de 40 unidades, da capital e interior, no auditório da CIJ, no Anexo I ao Palácio da Justiça.
“Exatamente no Dia Nacional da Adoção, nada melhor que ofertar uma ação formativa para o acolhimento institucional, procurando fortalecer a rede de atendimento protetivo à criança e ao adolescente. Ação, inclusive, que está ligada ao Programa de Ações Integradas para o Fortalecimento do Sistema de Garantia e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescentes, o Praif-SGD, que é uma articulação promovida pela CIJ com o objetivo de capacitar a rede de proteção”, explicou a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ.
A oficina de apoio técnico sobre o ‘Protocolo Interinstitucional para Acolhimento de Crianças e Adolescentes’ é destinada à coordenação e equipe técnica das unidades de acolhimento para crianças e adolescentes de Sergipe. É uma parceria entre instituições que compõem a rede de alta complexidade: CIJ/TJSE, Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA), do Ministério Público de Sergipe.
“Nessa capacitação, mostramos o protocolo que regula justamente a prestação do atendimento protetivo. No ano passado, a Corregedoria Geral da Justiça editou o Provimento 09, transformando em ato normativo o protocolo interinstitucional que organiza o atendimento protetivo no Estado, assinado pelo Ministério Público, Tribunal, enfim, todo o sistema de justiça e representações assistenciais, como o Colegiado de Gestores e Conselhos de Assistência Social”, esclareceu Iracy Mangueira.
Um dos participantes da capacitação foi Erisvaldo dos Santos, Assistente Social da Casa Lar de Santa Luzia do Itanhy. “Algumas vezes, como somos do interior, ficamos muito distantes da realidade. Então, é de sua importância trabalhar com Judiciário e com essas pessoas de outras cidades. Assim, fortalecemos a rede, ficamos mais confortáveis e confiantes em relação ao nosso trabalho”, comentou Erisvaldo.
Para a Psicóloga Leydjane Carvalho, da Casa Lar Promotor de Justiça Emerson Oliveira Andrade, de Canindé do São Francisco, o momento é de aprendizado. “É uma oportunidade de fortalecer a rede e potencializar melhorias ao nosso trabalho. Passamos por uma experiência, recentemente, na qual tivemos que promover a transferência de um acolhido e a capacitação nos ajudou a dirimir algumas dificuldades que surgiram durante esse processo. Em uma situação futura, poderemos intervir com mais fluidez”, salientou a psicóloga.
Plantão Judiciário Semanal: 23 a 29/05/2022
A Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga nos links abaixo a Tabela do Plantão Semanal.
Abertura de inscrições: Curso Gestão Socioambiental (EAD)
A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores e Divisão de Ensino a Distância, informa que estão abertas as inscrições para o curso abaixo:
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Curso: |
Curso Gestão Socioambiental no TJSE, na modalidade a distância |
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Período: |
30 de maio a 27 de junho 2022 |
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Inscrições: |
INÍCIO: 25 maio às 09h TÉRMINO: 30 de maio às 23h59min As inscrições podem ser encerradas antes do período acima indicado caso haja o preenchimento total das vagas disponíveis. |
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Público-alvo: |
Servidores e servidoras do TJSE |
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Como se inscrever: |
O servidor ou a servidora deverá acessar o site http://www.eadejuse.tjse.jus.br/ead e no local do nome do usuário inserir o número do CPF (com todos os números inclusive os zeros) e utilizar os 6(seis) primeiros números do seu CPF como senha, caso seja a primeira vez que acessa o portal. |
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Objetivo: |
O curso tem como objetivo capacitar e formar os servidores do TJSE, em relação ao modelo sistêmico de Gestão Socioambiental o qual servirá de referência para as unidades deste Tribunal estabelecerem seus programas nesta área. |
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Carga horária: |
24 horas/aulas |
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Facilitador(a): |
Autoinstrucional |
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Realização: |
Coordenadoria de Cursos para Servidores e Divisão de Ensino a Distância |
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Conteúdo programático: |
MÓDULO I Histórico da Responsabilidade Socioambiental, Conceitos Relacionados Ao Tema – Glossário Básico. Módulo II Conceito de gestão pública socioambiental; Normativos sobre gestão pública socioambiental; A3P: o que é, como surgiu, como funciona, objetivos e eixos temáticos; Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário. Módulo III A Utilização Responsável dos Recursos Naturais E Bens Públicos, A Correta Administração de Resíduos Gerados, Qualidade de Vida No Ambiente de Trabalho, Sensibilização E Capacitação, Licitações Sustentáveis. Módulo IV Alguns Conceitos de Serviço Público e Servidor Público, O Papel do Servidor Público na Gestão Socioambiental, Relevância da Gestão Pública Socioambiental Na Administração Pública, A Importância dos Servidores do Judiciário na Disseminação de Politicas Sustentáveis |
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Vagas: |
200 vagas |
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Mais informações: |
3226-3336, 3226-4217 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. |




