Janaina Cruz

Janaina Cruz

Terça, 26 Agosto 2003 13:23

TJ tem novo Desembargador

Toma posse hoje, dia 27 de agosto, no cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça, o Juiz de Direito Cláudio Dinart Deda Chagas. A Sessão Solene será comandada pelo Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Manuel Pascoal Nabuco D´Ávila, e terá inicio as 16 horas, no auditório Governador José Rollemberg Leite, no Centro Administrativo Governador Albano Franco.

A eleição - O Juiz Cláudio Deda foi eleito durante a reunião do Pleno do TJ no dia 06 de agosto. O Pleno do TJ se reuniu para escolher os nomes que deveriam constar numa lista tríplice que, em seguida, deveria passar pelo crivo do presidente do Tribunal , o Desembargador Pascoal Nabuco. A vaga que será ocupada pelo juiz pertencia ao ex-presidente do tribunal, o desembargador Antônio Góes, falecido no dia 21 de junho.

Curriculum - Natural do município de Simão Dias, casado, filho de Manoel Celestino Chagas e Zilda Deda Chagas, ingressou na magistratura no ano de 1980, após concurso neste Poder. Já nomeado Juiz, foi convidado para substituir o Juiz titular da Comarca de Aquidabã até o seu retorno.

Em 1983, assumiu suas funções de Juiz de Direito da Comarca de 1a. Entrância de Gararu. Após foi removido à pedido para responder pela Comarca de Laranjeiras-2a. Entrância, sendo promovido pelo critério de merecimento em 1987 para a Vara Criminal de Itabaiana.

Da sua trajetória jurídica consta ainda o tempo que passou nas Comarcas de Riachuelo São Cristóvão, Lagarto, Ribeirópolis e Boquim, antes das 2ª e 4a. Varas Criminais desta Capital. Em 1995 foi designado para exercer o cargo de Juiz corregedor da Justiça. Integrou o processo de atualização da 3a. Vara Cível da Comarca desta Capital, bem como o processo de regularização desta mesma Comarca.

Foi auxiliar de correição da Comarca de Nossa Senhora do Socorro e integrou ainda a Comissão Estadual Judiciária de adoção internacional. Foi membro da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais e fez parte do Conselho de coordenação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado de Sergipe.

Além de Juiz , foi convidado para responder no período de 01.08 a 30.11.2000 pelo cargo de Presidente do Tribunal Regional Eleitoral deste Estado em substituição ao Desembargador José Antônio de Andrade Góes.

O DEPLAM  Departamento de Planejamento e Modernização do Tribunal de Justiça realizou no último dia 26 de agosto no auditório da ESMESE, o lançamento do projeto Coleta Seletiva do Judiciário em parceria com a CARE  Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju.

A oportunidade serviu para dar o ponta-pé inicial a uma campanha de conscientização e educação sobre o tema para todos os servidores deste Poder que a partir de agora irão atuar também como colaboradores da Coleta Seletiva.

Segundo a Relações Públicas do DEPLAM e uma das coordenadoras do projeto no órgão, Izaura Maria dos Anjos, a idéia da Coleta Seletiva partiu da preocupação efetiva com o meio ambiente e a sobrevivência humana, em minimizar custos e em evitar desperdícios adotando a idéia de Lavoisier:  Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Izaura disse ainda que o objetivo principal do projeto é reduzir os gastos dentro do órgão e contribuir efetivamente para a sobrevivência humana das pessoas que vivem desse material que será coletado a partir de agora.  Partindo da conscientização do que vem a ser o lixo e sua importância para outras vidas, cada servidor terá a responsabilidade de coletar o material utilizado em recipientes que serão doados pela Empresa Torre e colocados em locais de fácil acesso na estrutura do órgão, além de aprenderem a separar o lixo do lixo, disse ela.

A coleta seletiva, conhecida como a separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis como papel e papelão, plástico, vidro e metal será o lixo transformado em Renda, Ocupação e Cidadania, reduzindo o custo do inútil, preservando a natureza e mantendo a cidade limpa. Através dessa visão, o coordenador do Projeto CARE, José Soares de Aragão Brito, também presente na ocasião, informou que a cooperativa foi criada com os catadores de lixo da Terra Dura desde o início de 1999 e a produção foi iniciada em junho de 2001.

De acordo com ele, desde então o trabalho vem sendo buscado através da coleta seletiva de lixo com instituições parceiras que contribuem com a doação de seus materiais utilizados. Atualmente, 33 famílias das 310 cadastradas na CARE, sobrevivem desse trabalho e, dele, tiram seu salário.  Precisamos aumentar nossa produção para que novas famílias sejam inseridas no projeto. Hoje nós temos capacidade de ter 100 famílias trabalhando, mas dependemos basicamente do aumento da produção. As parcerias são para nós um grande espaço aberto, enfatizou Aragão.

A CARE é um projeto de parceria coordenado pelo Ministério Público e tem como grande parceira a EMSURB  Empresa de Serviços Urbanos da Capital que é quem coleta o lixo em algumas comunidades, além de outros grandes parceiros que contribuem com outras doações.

Sobre a parceria com o Tribunal de Justiça, o coordenador informou ainda que será de grande valia e todo o material recolhido vai diretamente para a CARE, onde passará por um processo de recuperação, prensagem e enviado às fábricas.  O dinheiro arrecadado com esses materiais será repassado aos operários, finalizou Aragão.

Terça, 19 Agosto 2003 13:23

Projeto Justiça na Escola e Parceiros

A nível nacional todo Poder Judiciário tem projetos destinados à cidadania para divulgar todo seu feito. O do Tribunal de Justiça de Sergipe é o Justiça na Escola, que foi instituído há cinco anos, desenvolvendo nas escolas trabalhos voltados à comunidade estudantil, aos idosos e crianças.

Além de abordar temas como a violência, a questão do jovem fora da sala de aula e providências para a documentação de pessoas que ainda não possuem, assegura aos desprovidos seus direitos como cidadão.

No mês passado o idealizador do projeto, o pedagogo Paulo Roberto foi à Fundese a fim de firmar convênio com este órgão. Lá, conversou com a presidente da fundação, Gilnar Souza Xavier, a fim de mostrar como funcionará esse projeto e como será feita a parceria, até porque é essencial o aval dos órgãos públicos para facilitar a entrada nas escolas.

O projeto já está desenvolvendo suas atividades nas escolas e junto às comunidades carentes da capital e do interior do Estado. No mês de julho, foram iniciadas nas escolas e associações de moradores do Bairro América mais um trabalho. Intitulado Projeto Preservando o Meio Ambiente, tem o apoio da Secretária de Estado, Maria do Carmo Alves, que ministra palestras nas comunidades carentes de Aracaju como parceira do projeto da Secretaria do Estado do Combate à Pobreza, e da Assistência Social e do Trabalho junto às Casas de Família  FUNDESE. Sua continuidade será nos bairros Japãozinho, Santa Maria, Santa Gleide e Palestina.

Devido ao grande rendimento das palestras nas escolas em parceria com o Ministério Público e o Projeto Paiê-Censo Educacional em alguns bairros, como: Bairro Industrial, Santo Antônio, Siqueira Campos, dentre outros, ainda neste mês, o Projeto Justiça na Escola visitará o São Conrado de Araújo, desenvolvendo atividades nas escolas e o censo na comunidade em parceria com o Projeto PAIÊ-Ministério Público.

Terça, 12 Agosto 2003 13:23

Dia do Magistrado é comemorado no TJ

Uma sessão comemorativa ao Dia do Magistrado foi realizada no último dia 11 no auditório José Rollemberg Leite neste Tribunal de Justiça com a presença do Colegiado do Poder Judiciário , autoridades e magistrados sergipanos.

O evento serviu para homenagear todos os magistrados deste Poder inclusive os desembargadores aposentados Antônio Xavier de Assis Júnior, Antônio Machado, Belmiro da Silveira Góes, Luciano França Nabuco e Luiz Garcez Vieira, aos quais foi conferida a comenda Colar do Mérito Judiciário pelos relevantes serviços prestados à nossa Justiça por todos os anos dedicados na carreira jurídica

O Colar do Mérito Judiciário é um símbolo de distinção honorífica representado por uma insígnia, criado através da Resolução nº 27, de 27 de novembro de 1996. Até então, várias personalidades da área jurídica do nosso Estado, já foram agraciadas com essa comenda.

O Desembargador Antônio Xavieir de Assis Júnior não pode comparecer à solenidade por encontrar-se doente na oportunidade, mas enviou o seu discurso de agradecimento para ser lido durante a solenidade.

Após as homenagens, o Coral Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar, do Tribunal de Justiça deste Estado apresentou algumas das suas músicas, aproveitando o momento para prestar também sua homenagem aos magistrados pela data. Ao final das comemorações, o Presidente do TJ, Desembargador Manuel Pascoal, ofereceu aos presentes um coquetel no hall do Anexo Administrativo.

Veja na íntegra, o discurso do Presidente deste Poder, Desembargador Manuel Pascoal Nabuco DÁvila na sessão comemorativa ao Dia do Magistrado:

Senhoras e Senhores:

O Poder judiciário sergipano, nesta tarde, em reunião solene de seu Tribunal Pleno, se reúne para prestar uma justa e merecida homenagem a cinco dos seus mais lídimos integrantes que, no exercício da judicatura, souberam honrar a toga e dignificar a justiça brasileira.

Num pleito de reconhecimento o Tribunal outorga aos Desembargadores Antônio Xavier de Assis Júnior, Luciano França Nabuco, Antônio Machado, Belmiro da Silveira Góis e Luiz Garcez Vieira o Colar do Mérito Judiciário, a maior insígnia do Judiciário sergipano, deferida a quantos, como os homenageados, prestaram relevantes serviços à Justiça e ao Estado.

A Magistratura sergipana, em toda a sua história, tem contado com a valiosa participação dos seus integrantes e tem se afirmado no conceito nacional como uma Magistratura íntegra, eficiente e altaneira.

Os homenageados, a par do exercício de suas atividades como Juízes de conduta ilibada, souberam, também, no desempenho da chefia do Poder, assinalar, cada um a seu modo, sua passagem no comando do Judiciário com grandes realizações.

A propósito, é bom se dizer que as seguidas administrações do Poder, em todos os tempos procuraram dar continuidade às iniciativas dos seus antecessores e alguns, diante das circunstâncias históricas adversas, tiveram de arrostar dificuldades para dar seqüência e porque não dizer para afirmar a independência do Poder, diante da prepotência dos que tentaram, embora debaldes as tentativas, submeter a Magistratura aos interesses da elite dominante.

Todas os homenageados foram Juízes respeitados e quatro deles exerceram a Presidência do Tribunal em momentos difíceis da história do Judiciário brasileiro que, sem autonomia administrativa e financeira dependia em tudo do arbítrio do Poder Executivo, que nomeava os seus membros, decidia sobre suas promoções, fixava seus vencimentos e determinava o sistema salarial dos seus servidores, tudo ao sabor da sensibilidade do governante de plantão.

Tempos difíceis aqueles em que Juízes eram escolhidos por chefes políticos, que também decidiam sobre suas promoções e seus vencimentos, além de avaliarem suas necessidades operacionais, do móvel à máquina de escrever e até do papel que careciam para exercerem suas atividades judicantes.

Tempos difíceis aqueles em que Juízes trabalhavam nos salões das Prefeituras cedidos pelos Prefeitos e em que o Tribunal funcionava num prédio acanhado, no qual os Desembargadores não dispunham ao menos de uma saleta para oficiarem.

Neste contexto era extremamente difícil e sobremodo desgastante a função jurisdicional que em tudo dependia da vontade do Poder Executivo e do prestígio pessoal do Presidente junto aos governantes para comandar e dirigir a Instituição.

Inobstante todas essas dificuldades e dependência, não foram poucos os Juízes e Desembargadores que enfrentando o Poder Político, souberam deixar para a posteridade o exemplo de Magistrados independentes e Juízes dignos e honrados.

Senhoras Senhores:

Em sendo Sergipe pequeno e terra em que todos se conhecem, dispenso-me de enaltecer, com maiores detalhes, as qualidades pessoais dos homenageados, porque todos são nossos conhecidos. Assim que, quem desconhece as qualidades do Desembargador Xavier de Assis como homem, Juiz e Desembargador Presidente do Tribunal em duas administrações? Todos o reconhece como homem de fino trato, cortês, muitíssimo querido por colegas e subordinados. Foi em sua segunda administração que o Tribunal passou a dispor do prédio que hoje sedia o Poder. Quem não se recorda da postura enérgica, mas solícita, firme e justa do Desembargador Belmiro da Silveira Góis, Presidente do Tribunal numa fase tumultuada da nossa história republicana, ao se postar com independência no exercício da Presidência, evitando que injustiças fossem praticadas contra os vencidos do movimento de 1964? Quem não se recorda do Juiz sereno e eficiente das Comarcas de Simão Dias e Estância? De igual modo, quem não se recorda da figura austera e digna do Desembargador Luciano França Nabuco, a quem o Judiciário muito deve pela luta que encetou para expurgar da carreira trânfegos e maus Juízes? Quem não o reconhece como Magistrado independente e justo, que soube dignificar a Magistratura nacional? Quem, também, não conhece o Desembargador Antônio Machado, que após vitoriosa vida pública, tendo exercido várias funções da pública administração, além de ter exercido mandato de Deputado Estadual e por vários anos exercido a Advocacia, ingressou na Magistratura através de concurso público, tendo chegado à Presidência do Poder, em cuja administração criou o C.P.D., marco inicial da informatização do Judiciário sergipano e, por último, quem não se lembra do homem bom, do Juiz humano e sério que foi o Des. Luiz Garcez Vieira, ele que ingressou na Magistratura após ter exercido vários cargos públicos e o mandato de Deputado Estadual, com passagem pelo Ministério Público?

Em verdade, nenhum sergipano, entre seus contemporâneos os esquece, até porque suas ações e atitudes ficaram como exemplos a serem seguidos pelas gerações que o sucederam.

Esses, Senhoras e Senhores, os homenageados do Judiciário sergipano, nesta tarde festiva. Ao outorgar-lhes o Colar do Mérito Judiciário, o Tribunal de Justiça de Sergipe quer lhes dizer o quanto lhes somos gratos pelos relevantes serviços prestados ao Estado e à Justiça brasileira.

Ao reconhecer os seus méritos pessoais cumpre o Judiciário sergipano o dever cívico de reverenciá-los como cidadãos honrados e dignos que, no exercício da Magistratura, souberam grangear a admiração e o respeito dos seus concidadãos e, sobretudo, a gratidão eterna dos que fazem a Justiça em nosso Estado.

A outorga da comenda expressa, portanto a reverencia que todos nós lhes devemos nesta hora em que o Judiciário brasileiro sofre mais uma tentativa de restringir-lhe suas prerrogativas constitucionais.

Que os seus exemplos de Magistrados íntegros e honrados sirvam de farol para a Magistratura sergipana.

Segunda, 11 Agosto 2003 13:23

Lançamento do projeto Infância Cidadã

Em uma das solenidades alusivas ao dia do Magistrado ( último 11 de agosto), foi feito o lançamento do projeto  Infância Cidadã , no Fórum Des. Luiz Carlos Fontes de Alencar. Dentre os presentes, o juiz tutelar Dr. Ricardo Múcio de Abreu, o presidente da OAB, Manoel Cruz, o Presidente do TJ, Des.Manoel Pascoal Nabuco D Ávila, o Des. Aposentado Aloísio Abreu Lima, a Procuradora de Justiça Isabel Abreu, além dos funcionários do juizado, magistrados e servidores do TJ.

Este projeto foi uma iniciativa do Juizado da Infância e da Juventude, 16ª Vara Cível, juntamente com o apoio dos Conselhos Tutelares, Secretaria do Estado da Pobreza e Secretaria da Ação Social, além do imprescindível apoio do presidente do TJ, Des. Manuel Pascoal Nabuco D Ávila,  Esta solenidade marca, assinala o cumprimento de mais uma meta da atual administração do TJ, qual seja a de resgatar a importância do Juizado da Infância e da Adolescência em nosso Estado, disse.

Devido a necessidade de dispor à camada mais carente da comunidade um atendimento especial para crianças e adolescentes em situação de risco, foi criado esse projeto, o qual oferece serviços em uma unidade móvel ( ônibus) de registro civil de nascimento de crianças ( de até 12 anos), além de servir como posto avançado para o recebimento de denúncias de abusos sofridos, objetivando apontar novas possibilidades de convivência e inserção social com suas respectivas famílias. Esta unidade contará, ainda, com assistentes sociais, psicólogos, agentes de proteção, registrador civil e de servidores qualificados. A criação desse projeto foi uma maneira de mobilizar a sociedade e reestruturar esse juizado. Enfim , me sinto muito bem ao poder contribuir com a criança e adolescente do nosso Estado, disse o juiz tutelar, Ricardo Múcio de Abreu.

Ainda na solenidade, foi lançada a revista 33 perguntas sobre adoção, que é parte integrante do projeto, objetivando uma medida definitiva da colocação da criança em lar substituto, incentivando a adoção, além da total informatização do juizado com a implantação do sistema de segurança informatizado.

No final da solenidade houve um coquetel, confraternizando os presentes com a implementação deste programa que busca amenizar os problemas das crianças adolescentes do nosso Estado.

No dia 11 de agosto foi instalado o sistema de acesso privativo dos Advogados no Fórum Gumersindo Bessa, em atendimento a reivindicação do presidente da OAB, Manuel Cruz, que contou com total apoio do Tribunal Justiça do Estado de Sergipe.

Na solenidade de abertura estiveram presentes o presidente do Tribunal de Justiça, Des. Manuel Pascoal Nabuco DÁvila; o presidente da OAB, Manuel Cruz; a diretora administrativa do Fórum Gumersindo Bessa, Dra. Maria Helena; demais autoridades e funcionários deste Poder.

O Sistema de Acesso Privativo foi criado com a intenção de dar aos Advogados um acesso mais digno e mais seguro dentro do Judiciário sergipano: a finalidade de tudo isso é dar segurança em toda estrutura do Fórum Gumersindo Bessa, que na realidade vem crescendo muito e a tendência é aumentar ainda mais e, com isso a preocupação em dar tranqüilidade ao exercício do advogado, dos magistrados, dos promotores e de todos que fazem a Justiça, afirmou Manuel Cruz.

Para o acesso ao novo sistema, a OAB concedeu a aquisição de uma catraca eletrônica e um detector de metais, além de contar com o apoio do presidente do Tribunal de Justiça, Des. Manuel Pascoal Nabuco DÁvila.

Segundo o Des. Pascoal Nabuco, o objetivo do Judiciário ao atender a reivindicação da OAB em instalar um acesso privativo para os advogados é fornecer a esse profissional que trabalha ao lado da magistratura e do Ministério Público o conforto e a dignidade que lhes são merecedores, sem esquecer de proporcionar ao Fórum a segurança necessária para todos os cidadãos que ali freqüentam e também a dos próprios servidores.

Na oportunidade, o Des. Pascoal Nabuco falou também sobre os seus planos em implantar no Judiciário sergipano, antes de encerrar a sua administração, a instituição de um processo drive de distribuição de processos, em que o advogado distribuirá o seu processo sem precisar descer do carro e entrar no Fórum, facilitando assim o seu trabalho e o controle do Poder Judiciário no recebimento de processos. Esse sistema, além de beneficiar o exercício dos advogados de nosso Estado, beneficiará também os cidadãos que buscam os serviços da Justiça.

O serviço de atendimento psicológico foi implantado a partir da ampliação da Unidade I do Centro Médico Dr. José Machado Souza, localizado no Fórum Gumersindo Bessa no último dia 4 de agosto. O novo Centro além de ganhar três consultórios médicos, um odontológico, agora conta com um consultório psicológico. O intuito é atender, diagnosticar e orientar servidores e magistrados que procurem pelo serviço, disse a psicóloga Alba Abreu Lima. Ela atuará junto à equipe multiprofissional acompanhando o diagnóstico, tratamento e prognóstico, no qual haverá uma avaliação médica baseada no diagnóstico acerca da duração, evolução e termo de uma doença do paciente, e ainda, quando solicitado pelo Recursos Humanos, elaborar psicodiagnóstico ( testes psicológicos) e laudos.

Seu horário de funcionamento é pela manhã para facilitar a vida dos servidores que trabalham à tarde( em geral nos Fóruns que funcionam à tarde), sendo necessário marcar a consulta nesse horário.

A consulta é iniciada com uma avaliação psicodiagnóstica, na qual a psicóloga investigará a sintomatologia ( sintomas que indicam estados patológicos) apresentada pelo paciente através de entrevistas. Sua duração permeia entre 8 e 15 sessões, tendo como resultado uma entrevista de devolução. Outra forma de tratamento é por orientação ou aconselhamento psicológico visando encontrar soluções para problemas enfrentados pelo indivíduo( dramas, luto, situações de crise, doenças graves, sintomas psicopatológicos, por exemplo), e ainda a psicoterapia, na qual conduzida pelo processo de transferência, objetiva redimensionar o modo de funcionamento do sujeito falante, a partir da elaboração dos conflitos. Sua duração depende das características individuais de cada caso.

O Juiz Cláudio Dinard Deda Chagas é o novo desembargador do Tribunal de Justiça. Ele foi eleito durante a reunião do Pleno do TJ no dia 06 de agosto. o Pleno do TJ se reuniu para escolher os nomes que deveriam constar numa lista tríplice que, em seguida, deveria passar pelo crivo do presidente do Tribunal , o Desembargador Pascoal Nabuco. A vaga que será ocupada pelo juiz pertencia ao ex-presidente do tribunal, o desembargador Antônio Goes, falecido no dia 21 de junho.

A lista tríplice ficou composta pelo Juiz Cláudio Déda que recebeu a maior votação  dez votos -, pelo Juiz Osório Ramos que foi votado nove vezes e pela Juíza Aparecida Gama, com seis votos, o Juiz Rui Pinheiro também obteve seis votos mas perdeu no desempate pelo quesito de antiguidade. Como o Juiz Déda teve seu nome indicado outras duas vezes, mas não foi selecionado, a regra para a escolha do novo desembargador acabou beneficiando sua candidatura. Segundo a norma, o candidato preterido em duas últimas votações, se figurar na lista pela terceira vez, deve ser nomeado automaticamente, sem precisar ser indicado pelo presidente do TJ.

Terça, 05 Agosto 2003 13:23

Dia Internacional da Mulher

De que sofrem as mulheres?



Artigode Alba Abreu Lima

Psicóloga do TJ/SE


A instituição do Dia Internacional da Mulher nos permite crer que ainda temos o que comemorar e podemos comprovar esse fato em nossa própria casa, que hoje é presidida por uma mulher. No entanto, a data pode ser comemorada com reflexões sobre a condição da mulher e escolhemos comentar o sofrimento psíquico e suas modalidades clínicas, fruto do trabalho de nossa escuta cotidiana no Centro Médico.
O fim do século passado foi marcado por grandes avanços nos direitos da mulher, refletidos no Novo Código Civil e na participação ativa da produção no trabalho, na cultura e nos debates acadêmicos. O custo emocional foi muito grande e "novos" sintomas compareceram na clínica do feminino. Não que sejam verdadeiramente novos, pois o sintoma é uma patologia antiga, que carrega uma mensagem que o sujeito não consegue ler e precisa de um psicólogo para decifrar seu sentido, formalizar a queixa, tal qual um advogado escreve uma petição para seu cliente. O que modifica de tempos em tempos é a envoltura formal do sintoma que depende da cultura ao qual a pessoa está inserida e seus modismos.
Diante da competitividade, agressividade e demanda cada vez mais exigente das relações com a moderna civilização, a mulher responde não mais com o sintoma histérico de paralisia, tão comum no começo do século passado, mas com ataques de pânico, depressão e enfarte, antes "privilégio" do mundo masculino.
A anorexia, bulimia e obesidade são sintomas que cor(respondem) à exigência de um corpo jovem e perfeito difundido pela mídia. As frustrações de hoje são inversamente proporcionais às de nossas avós que se alimentavam para fabricarem corpos cheios e generosos, apreciados pelo masculino da época.
Educar filhos, lidar com filho adolescente e manter a posição feminina frente ao parceiro são muitas das inúmeras queixas que fazem sofrer a mulher contemporânea.
Longe de estar sozinha em seu sofrimento, hoje em dia o homem está cada vez mais "feminino", mais maternal e com isso, mais parceiro, companheiro de angústias e preocupações. Com isso,  o sofrimento psíquico que reclamava soluções imediatas, receitas prontas, passa a ser resolvido a partir do despertar de uma nova visão sobre o desejo feminino: as mulheres não querem apenas aquela tarefa histórica de objeto de cama e mesa, mas tomar parte na arbitragem de todos os processos históricos da humanidade.

Foi inaugurada no último dia 04 de agosto a reforma e ampliação das instalações da Unidade I do Centro Médico Odontológico Dr. José Machado de Souza, localizado no Fórum Gumercindo Bessa. Participaram da solenidade, o presidente do TJ, desembargador Pascoal Nabuco, a Corregedora-Geral, Josefa Paixão, juizes e servidores do Poder Judiciário.

O coordenador do Centro Médico Odontológico, o médico, José Antônio de Andrade Góes Filho, destacou a importância da reforma do Centro, que foi criado pelo desembargador falecido Antônio Góes. A semente germinou e ampliou-se com uma nova estrutura física, com equipamentos novos e um quadro funcional maior, enfatizou. O novo Centro tem 3 consultórios médicos, um consultório odontológico, um consultório psicológico, além de novos equipamentos e uma equipe médica de primeira qualidade.

O presidente do TJ, Pascoal Nabuco, aproveitou para lembrar da importância da ação administrativa do desembargador Antônio Góes, que criou o Centro. Agora atendemos a necessidade de ampliação do espaço físico, como também de equipamentos para melhor atender os servidores e seus familiares, disse para depois enaltecer o nome do médico José Machado de Souza homenageado com o nome do Centro Médico Odontológico. Um médico que é exemplo de vida para todos nós sergipanos, enfatizou o presidente. O filho do médico José Machado, Carlos Machado de Souza representou a família na solenidade.