Janaina Cruz
Poder Judiciário estuda criação de tabelas processuais padronizadas
Desde ontem, 28, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem estudado juntamente com os tribunais de Justiça uma forma de padronizar tabelas processuais. O encontro está sendo realizado na Escola Superior da Magistratura de Sergipe (ESMESE), localizada nas dependências do Poder Judiciário sergipano. Estão participando os Tribunais de Justiça de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul, além do Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Justiça Federal da 4ª e 5ª Regiões e do Conselho da Justiça Federal.
O objetivo é lançar uma programação estratégica de atuação do Poder Judiciário a partir do desenvolvimento de tabelas padronizadas de movimentos, assuntos e classes processuais. Dessa forma, serão identificados com maior precisão os assuntos mais utilizados no Poder Judiciário e definidos os métodos que resultem em maior celeridade. De acordo com o Juiz Auxiliar do CNJ, Rubens Curado Silveira, o jurisdicionado será o beneficiário direto desse projeto, porque poderá contar com uma prestação jurisdicional mais célere e efetiva.
Para o Juiz Auxiliar do TJSE, Francisco Alves Jr, a participação de Sergipe neste grupo de trabalho é o reconhecimento de que o Estado, ao longo dos anos, vem construindo uma imagem de referência em termos tecnológicos aplicados à Justiça. Conforme explicação, a criação de uma tabela única processual no Poder Judiciário permite que haja dados estatísticos mais confiáveis e uma unificação dos Sistemas de Controle Processual (SCPs) dos diferentes Estados, para enfim, haver um exame por parte do CNJ.
A Justiça Federal já desenvolve projetos nesse sentido desde 2001, quando o sistema nacional de padronização foi implantado em algumas de suas unidades. O Juiz Federal Marcelo De Nardi externou que é desejo da Justiça Federal que os benefícios da padronização sejam estendidos para todas as especialidades da Justiça. É preciso que a padronização dos dados se difunda por todo o Brasil, para que tenhamos um padrão firme e útil para todos os ramos do Judiciário brasileiro destacou.
Tribunal de Justiça fará seleção para estágio
O Tribunal de Justiça de Sergipe vai abrir inscrições para o Processo Seletivo de Estágio. Serão oferecidas vagas para estudantes de Direito, Psicologia, Serviço Social, História e Informática. O processo seletivo será feito mediante aplicação de uma prova com 30 questões, conforme conteúdo programático.
Os aprovados terão uma carga de atividades de 20 horas semanais. O estágio terá duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano. As inscrições serão feitas através da internet e as vagas são para a capital e interior do Estado.
Para concorrer, o estudante precisa ter cursado 50% dos créditos do curso universitário e ter média geral ponderada de 5,0 ou maior. O Ato comunicando a realização da seleção e a liberação do edital será publicado nos próximos dias, no Diário da Justiça.
Presidente do TJ participa do Programa 2 + 1
O Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador José Artêmio Barreto, participou na manhã desta sexta-feira, dia 25, da gravação do programa 2 + 1, na TV Cidade, canal 20 da NET.
O 2+1, que é um programa de formato original e bem humorado, é apresentado por Hugo Julião e Gélio Albuquerque. Durante a entrevista, o presidente conversou sobre a criação dos poderes públicos, a Constituição de 1946, o nascimento da democracia, a ditadura e a redemocratização brasileira. A atual Constituição também foi destacada durante o programa, principalmente pela forma como ela vem sendo exercida com a criação de medidas provisórias que concedem um poder maior para o Executivo.
Ainda no 2+1, o Presidente do TJ declarou sua preocupação com a inversão dos valores morais e éticos, que foram descaracterizados com o mundo moderno. Ao ser questionado sobre a vida política brasileira, o Presidente do TJ afirmou: para mim, os políticos são bons, nós é que, nem sempre, sabemos escolher.
O desembargador falou também da importância do Judiciário e da seriedade do Poder, precisamos mostrar à sociedade que a Justiça não é um ou dois que se desviaram do caminho.
O apresentador Gélio Albuquerque agradeceu a presença do Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, destacando as características pessoais do Desembargador Artêmio Barreto.
A entrevista irá ao ar no sábado, dia 02 de junho, às 18h.
Treinamento foi produtivo para os participantes
No encerramento do treinamento para conciliadores, os participantes avaliaram como bastante produtivo o conteúdo programático. As técnicas e métodos inovadores dentro de todo o processo de conciliação foram passadas de forma dinâmica e transparente com o objetivo único de restabelecer a harmonia entre as partes. A declaração foi do Juiz Geovanni Magalhães Souza, que já atuou por um ano e 10 meses em Sergipe e agora presta seus serviços na Justiça paraibana.
O treinamento enfocou diversas maneiras de lidar com o impasse na conciliação. Serviu para estimular os profissionais a atuarem de forma eficiente dentro desse processo, completou ele.
Para Luzivando Pessoa Pinto, juiz da cidade de Patos, 330 km de João Pessoa, a iniciativa do CNJ foi louvável, preocupou-se com o trato entre as partes envolvidas num conflito e enfatizou a humanização. Apesar deste princípio já existir, o treinamento nos passou a forma como melhor organizar nossas ações e atitudes, identificando interesses com reconhecimento e validação de sentimentos, disse.
A Juíza Laís Mendonça da Comarca de Aracaju disse que esta é a primeira vez que participa de um treinamento na cidade onde mora, mas avaliou todo o curso como uma grande oportunidade de captação de novas experiências e aperfeiçoamento. Tudo o que foi passado, além do que já conseguimos resolver no nosso dia-a-dia, teve um papel importante, principalmente no tocante à parte social de um conflito, enfatizou .
Já Eulálio Figueiredo, Juiz do Juizado de Trânsito de São Luís (MA), destacou a importância do comportamento do conciliador, como um dos pontos mais debatidos durante o treinamento. Numa conciliação, visa-se a solução e com isso, o fim de um problema. O que importa nessa hora é a técnica de conciliar, levando em conta a compreensão das partes envolvidas, finalizou.
Último dia de treinamento para conciliadores
Nesta quinta-feira, 24, o treinamento para conciliadores, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, entra em fase final. Uma aula prática que aborda as técnicas utilizadas pelo conciliador introduziu o debate com os participantes da Região Nordeste.
Através de um vídeo ilustrativo foram focadas as etapas da conciliação e o desafio do conciliador em fechar um acordo, quando uma das partes se coloca resistente. Segundo o palestrante André Gomma, a intenção do vídeo é criar nos conciliadores uma visão autocrítica quanto ao seu posicionamento no processo de conciliação. Baseado na experiência do vídeo, Gomma concluiu que cabe aos conciliadores aproveitar as oportunidades de introduzir um Rappot positivo, ou seja, um avançado nível de relacionamento com as partes, que se inicia com a linguagem e o tipo de abordagem.
Magistrados e conciliadores debateram passo a passo o processo autocompositivo. O conciliador sergipano Romualdo Prado Jr destacou que o curso incentiva a valorização da conciliação como uma forma de desafogar o Judiciário de forma objetiva, desconcentrando da mão do juiz e concentrando na mão de quem interessa, parte autora e parte ré. Para ele, o CNJ trouxe uma caixa de ferramentas, das quais 90% poderão ser aplicadas em Sergipe, como o comportamento do conciliador, a análise da linguagem corporal, os aspectos objetivos da conciliação, dentre outras.
Recursos que tramitam no STJ podem ser consultados pelo site do TJ/SE
Facilitar, principalmente, o trabalho dos advogados é o objetivo do novo serviço de consulta processual, que entrou em funcionamento na última terça-feira, 22, no site do Tribunal de Justiça de Sergipe. Através do número do processo, do nome de uma das partes ou do advogado, é possível acessar os recursos especiais que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A boa notícia é que Sergipe é o pioneiro nesse serviço.
Trata-se de mais um serviço à disposição dos interessados e que consolida a tradição de excelência tecnológica de Sergipe na área judiciária. A integração de sistemas de controle processual, com o objetivo de facilitar a informação e agilizar a tramitação de processos é uma tendência cada vez mais forte no Judiciário e o nosso Estado se afirma como celeiro de novas e interessantes experiências nesse aspecto, enfatizou Francisco Alves Júnior, Juiz Auxiliar da Presidência do TJ/SE.
De acordo com José Augusto Rocha Júnior, Chefe da Divisão de Sistemas de 2º Grau do TJ/SE, a inovação partiu de uma antiga reclamação dos advogados, que acabavam fazendo duas consultas. Agora, só acessando a página do Tribunal de Justiça de Sergipe, ele vê o trâmite do processo aqui e no STJ, explica. Logo no início da consulta é possível ver Processos Autuados no STJ. Abaixo haverá um link no número do processo, o nome do Ministro Relator e a data da Autuação.
Clicando no número do processo autuado no STJ, automaticamente uma nova página será aberta, dessa vez a do STJ, com inúmeras informações: registro, autuação, recorrente, recorrido, relator, assunto, localização, fase atual, números de origem, partes e advogados, petições e fases. Antes não havia essa integração entre os dois sistemas, acrescenta Anízio Torres, Secretário de Tecnologia da Informação do TJ/SE.
A segunda grande vantagem, de acordo com o Chefe da Divisão de Sistemas de 2º Grau do TJ/SE, é a comprovação de que a Justiça sergipana está bem avançada na área de tecnologia em relação a outros Estados. Estávamos buscando essa parceria com o STJ há um bom tempo. Essa mudança só mostra a integração entre os dois órgãos. E o melhor é que Sergipe é o pioneiro nesse tipo de serviço, comemorou Augusto Júnior.
Treinamento para conciliadores entra no segundo dia
No segundo dia do curso para capacitação de multiplicadores de conciliação, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça, o tema exposto foi os diferentes modelos de resolução de conflitos. O que é o conflito e de que forma deve-se lidar com ele compôs a pauta de debates entre palestrantes e participantes.
Segundo Roberto Bacellar, o conflito deve ser trabalhado de forma que a posição das partes seja de flexibilização. Ele lembrou que conflitos gerados por valores morais denunciam uma difícil negociação, e possivelmente, conciliação. Já interesses incomuns, encontram na conciliação, uma compatibilidade de decisões, ou seja, um cede um pouco, o outro também, e assim sucessivamente, até que o acordo seja alcançado.
Cabe ao conciliador adotar uma postura imparcial e confiável, além de criar um ambiente de liberdade para que haja um grau de relacionamento positivo com os usuários. Bacellar também mostrou que o ser humano necessita de estímulos. Nesse sentido, a tendência à conciliação pode ser influenciada por diversos aspectos, dentre os quais: formalidades, cores e aromas do ambiente, musicalidade e mobília adequada para que todos recebam a mesma oportunidade.
Os participantes expuseram dúvidas quanto à satisfação do usuário diante do método já aplicado em seus respectivos Estados. Para o Juiz de Direito Giovani Magalhães Porto, de Campina Grande, os métodos repassados pelo CNJ podem ser aplicados tanto na área de família como juizados, e também no tratamento terapêutico de usuários de drogas. Assim, tem-se uma visão nova do papel do juiz, que não é apenas de reprimir, mas de recuperar a pessoa para a sociedade.
Análise Interativa
À tarde, os participantes do curso continuaram os trabalhos iniciados na manhã de hoje. Através das dúvidas expostas, os professores Roberto Bacellar e André Gomma passaram para os conciliadores um pouco da teoria e da prática da conciliação através de uma análise interativa do comportamento humano.
Pontos importantes que envolvem a negociação, integração e distribuição do valor com estratégias e transformação de adversários em parceiros dentro de uma conciliação foram expostos através da veiculação de um filme, que cedeu espaço a posterior debate.
Segundo os palestrantes, já se pode avaliar pelo grau de desenvoltura dos participantes no debate, que o aproveitamento das palestras está sendo positivo. De acordo com o professor Roberto Bacellar, todo e qualquer processo que necessite de conciliação visa a solução de conflitos para a sua conclusão, o que implica em informar que, sendo a conciliação um meio alternativo para esse fim, nada é mais proveitoso do que avaliar cada detalhe do comportamento humano. Uma negociação, um acordo entre as partes tem o efetivo poder de solucionar o mais complexo problema. O ideal é se fazer um estudo preliminar da situação, levando em consideração as características de cada uma das partes, disse ele.
O treinamento será encerrado amanhã com temas que envolvem procedimento autocompositivo, envolvendo técnicas que podem ser aplicadas no relacionamento com as pessoas através de um tratamento humanizado. Para isso, as palestras enfocarão pontos fundamentais que envolvem inversão de papéis, produção de opções e teste de realidade com análise de árvores de decisão.
CNJ inicia treinamento para conciliadores no TJ/SE
Na manhã de hoje, 22, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu início ao curso para capacitação de multiplicadores de conciliação, com a participação de 45 moderadores do Direito da Região Nordeste. A abertura dos trabalhos foi feita pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, no auditório da Esmese.
O Presidente do TJ/SE disse estar honrado em sediar o evento. A palavra conciliação traz um alento enorme. Durante muitos anos, os brasileiros não foram incentivados a desenvolver a conciliação, um método eficaz, especialmente se aplicado no Direito de Família, comentou o Desembargador Artêmio Barreto.
Na primeira fase do treinamento foram mostradas técnicas autocompositivas e transmitidos conhecimentos pedagógicos para que o curso seja multiplicado em cada Estado. O palestrante André Gomma liderou com interatividade o debate, demonstrando que o jurisdicionado sente-se mais satisfeito quando consegue fechar o acordo.
Segundo Gomma, a idéia principal da Conciliação é trabalhar o conflito como característica natural da sociedade e, como tal, pode ser bem ou mal trabalhado. Sendo bem desenvolvido, o conflito pode gerar satisfação das partes e o entendimento desejado, acrescentou o especialista. Também esteve presente ao treinamento Justino Teles, Desembargador do TJ da Bahia, onde já existe um Núcleo de Conciliação de 2º Grau.
Entre métodos autocompositivos abordados destaca-se o uso da matemática aplicada, empregada em casos de litígio e separação de bens. Outra forma eficiente é o elevado grau de envolvimento do conciliador com o conflito, a fim de se estabelecer a imparcialidade. Por fim, a postura do autocompositor no desenvolvimento da conciliação sempre em prol da satisfação do usuário.
Proximidade entre Poder Judiciário e a sociedade
No início da tarde, temas como Teoria dos Jogos e Teoria do Conflito foram abordados de forma didática. O palestrante Roberto Bacellar expôs a construção de obstáculos na relação Judiciário e sociedade. Aspectos como alto custo, demora, formalismo, linguagem, excesso de recursos, atendimento ao público e ineficácia das decisões, têm constantemente afastado o povo da Justiça. O que não é desejável num processo de conciliação.
A eficácia dos Juizados Especiais como um ponto importante no projeto Conciliar é Legal, do CNJ, foi um dos aspectos destacados. De acordo com Bacellar, o fundamental em relação à questão da conciliação é o cidadão se sentir acolhido pelo Poder Judiciário. Nesta relação, os Juizados Especiais deram um passo importante, porque se tornaram uma porta aberta ao cidadão na busca por uma solução mais rápida para o conflito. Além de ser onde a conciliação ocorre com mais intensidade, uma vez que o princípio maior dos juizados é a participação social, relatou.
O treinamento prossegue com a exposição das ferramentas mais desenvolvidas no mundo, em termos de conciliação. Uma das técnicas autocompositivas é a percepção de que no relacionamento com as pessoas, o tratamento deve ser diferenciado e humanizado.
Treinamento para conciliadores do Nordeste será realizado em Aracaju
O Tribunal de Justiça de Sergipe vai sediar, de 22 a 24 de maio, um curso para capacitação de multiplicadores de conciliação da Região Nordeste. A iniciativa é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que no ano passado deflagrou o Movimento pela Conciliação. O curso tem como objetivo capacitar conciliadores, instrutores e juízes para técnicas alternativas de solução de litígios.
Ao todo serão 45 participantes dos nove Estados da Região Nordeste. As palestras acontecerão das 9 às 18 horas, com intervalos para o almoço e café, no auditório da Esmese, que fica no 7º andar do Anexo do Palácio da Justiça. Os palestrantes serão os professores André Gomma e Roberto Bacellar.
A Justiça de Conciliação favorece o processo de paz social ao fomentar a cultura do diálogo e tornar a Justiça mais efetiva e ágil, com a redução do número de conflitos litigiosos e do tempo para a análise dos processos judiciais. Atualmente, a taxa de conciliação no Brasil ainda é baixa, entre 30% e 35%, enquanto nos países desenvolvidos esse índice chega a 70%.
Para reverter essa situação, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, no ano passado, o Movimento pela Conciliação, com o propósito de difundir uma nova cultura no país para a resolução de conflitos. O primeiro Dia Nacional da Conciliação aconteceu em 8 de dezembro de 2006. Em Sergipe, o Tribunal de Justiça teve 1.870 audiências designadas, 1.598 realizadas e 462 acordos obtidos.
O que é
A Conciliação é um meio alternativo de resolução de conflitos em que as partes confiam a uma terceira pessoa (neutra), o conciliador, a função de aproximá-las e orientá-las na construção de um acordo. O conciliador é uma pessoa da sociedade que atua, de forma voluntária e após treinamento específico, como facilitador do acordo entre os envolvidos, criando um contexto propício ao entendimento mútuo, à aproximação de interesses e à harmonização das relações.
Conforme o momento em que for feito o acordo, a conciliação pode se dar na forma processual, quando a lide já está instaurada, ou pré-processual, também denominada informal, quando os conflitos ainda não foram jurisdicionalizados.
No caso da conciliação judicial, o procedimento é iniciado pelo magistrado ou por requerimento da parte, com a designação de audiência e a intimação das partes para o comparecimento.
Na conciliação pré-processual, a parte comparece à unidade do Poder Judiciário apta a atendê-la, no caso as unidades de conciliação já instaladas ou os Juizados Especiais, que marca uma sessão na qual a outra parte é convidada a comparecer. Na efetivação do acordo, o termo da audiência se transforma em título judicial. Na falta de acordo, é dado o encaminhamento para o ingresso em juízo pelas vias normais.
Portal do Advogado e Juizado Virtual são debatidos na OAB
Membros do Tribunal de Justiça, da OAB e advogados reuniram-se, ontem à noite, dia 17, para esclarecer dúvidas a respeito do funcionamento do Portal do Advogado e Juizado Virtual. Os advogados que participaram do encontro, realizado no auditório da OAB, disseram que as explicações foram muito proveitosas. Para a Juíza do 3º Juizado Especial Cível, Elbe Maria Franco, o evento comprovou que há uma integração entre Poder Judiciário e a OAB Sergipe.
O encontro foi aberto pelo Presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade. Em recente audiência com o Presidente do TJ, Desembargador Artêmio Barreto, relatamos o sentimento da classe no tocante às dificuldades de acesso ao sistema, consulta de processos e ajuizamento de ações, explicou. A partir daí surgiu a idéia do encontro entre advogados e técnicos do Tribunal de Justiça, com o apoio da OAB.
Estamos aqui para somar com os senhores e trabalharmos em prol dos jurisdicionados, com um processo célere e eficiente, garantiu a Juíza Elbe Maria Franco. Após as explicações dela, o Chefe da Divisão dos Juizados Especiais, Romualdo Prado Júnior, falou sobre as vantagens do Juizado Virtual, como a eliminação do papel e transmissão de peças processuais pela via eletrônica.
Segundo ele, o Juizado Virtual é também uma oportunidade de maior celeridade do processo. Do nascedouro ao julgamento o trâmite caiu de 45 a 60 dias para 30 dias, em média. O Secretário de Tecnologia da Informação do TJ, Anízio Torres, fez esclarecimentos necessários sobre os procedimentos técnicos do Juizado Virtual e colheu as sugestões apresentadas pelos advogados para aprimorar o serviço. Queremos ouvir os reclames de todos os advogados para que possamos evoluir, comentou.
Em relação ao Portal do Advogado, foram citadas inúmeras facilidades, como a consulta processual, controle de protocolos e juntada de petições gerais. O único limite para os advogados é o credenciamento, que é muito importante porque dá uma maior segurança. Por isso, não aconselhamos que a senha de acesso seja repassada para assessores, advertiu Romualdo.
O advogado Antonio Fábio Ferreira Franco disse que o curso serviu para aprofundar conhecimentos. A OAB de Sergipe teve uma iniciativa proveitosa para enriquecer conhecimentos. Os advogados deveriam prestigiar mais e também termos mais palestras como esta porque a prática é o que faz com que haja aperfeiçoamento, observou. A advogada Simone Andrade Azevedo falou que o curso serviu para esclarecer as dúvidas. Foi muito proveitoso, resumiu.




