Nesta quinta-feira, 24, o treinamento para conciliadores, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, entra em fase final. Uma aula prática que aborda as técnicas utilizadas pelo conciliador introduziu o debate com os participantes da Região Nordeste.
Através de um vídeo ilustrativo foram focadas as etapas da conciliação e o desafio do conciliador em fechar um acordo, quando uma das partes se coloca resistente. Segundo o palestrante André Gomma, a intenção do vídeo é criar nos conciliadores uma visão autocrítica quanto ao seu posicionamento no processo de conciliação. Baseado na experiência do vídeo, Gomma concluiu que cabe aos conciliadores aproveitar as oportunidades de introduzir um Rappot positivo, ou seja, um avançado nível de relacionamento com as partes, que se inicia com a linguagem e o tipo de abordagem.
Magistrados e conciliadores debateram passo a passo o processo autocompositivo. O conciliador sergipano Romualdo Prado Jr destacou que o curso incentiva a valorização da conciliação como uma forma de desafogar o Judiciário de forma objetiva, desconcentrando da mão do juiz e concentrando na mão de quem interessa, parte autora e parte ré. Para ele, o CNJ trouxe uma caixa de ferramentas, das quais 90% poderão ser aplicadas em Sergipe, como o comportamento do conciliador, a análise da linguagem corporal, os aspectos objetivos da conciliação, dentre outras.




