Janaina Cruz

Janaina Cruz

A Corregedoria Nacional de Justiça iniciou ontem, 03/6, a Semana do Solo Seguro Favela 2024, que tem como um dos objetivos a entrega dos títulos de propriedade, registrados em cartórios, a moradores de comunidades. Em Sergipe, o evento, denominado ReguLARize-SE, foi organizado pela Corregedoria-Geral da Justiça. O município de Aracaju participou da abertura da Semana fazendo a entrega de 224 títulos de propriedade, com a participação de moradores do bairro 17 de Março, em Aracaju.

“Essa mobilização nacional tem como objetivo a interlocução do Poder Judiciário com os municípios, registradores e população, mostrando a importância da regularização fundiária. É uma política pública permanente e que atende a toda sociedade. A partir do momento que as pessoas têm seus imóveis registrados, regularizados com escrituras públicas, elas têm acesso a créditos, a financiamentos e conseguem reformar seus imóveis”, destacou a desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, Corregedora-Geral da Justiça do Estado de Sergipe.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em todo o país, durante essa semana, deverão ser entregues mais de 17 mil títulos. Conforme a desembargadora Ana Bernadete, a ação beneficia não só os proprietários. “É bom para o poder público, que terá um mapeamento dos imóveis e assim realizará políticas públicas mais ordenadas. E é bom para os registradores, porque embora essa regularização seja gratuita, ela gera um título e a partir desse momento todas as negociações vão ser feitas através dos cartórios imobiliários”, acrescentou.

Durante o evento, foi instituído o Núcleo de Regularização Fundiária Urbana. Também foram assinados termos de cooperação técnica entre a Corregedoria-Geral da Justiça, Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames) e Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE). O objetivo dos termos é a articulação institucional e conjugação de esforços voltados à implantação e desenvolvimento de ações de regularização fundiária em Sergipe.

Ainda pela manhã, o procurador do Estado Pedro Dias ministrou uma palestra sobre a lei federal 13.465/2017, que dispõe sobre a regularização fundiária rural e urbana. “Temos exemplos no Brasil e América Latina de que a regularização fundiária bem-feita traz benefícios econômicos à população. Temos o caso do Rio de Janeiro, que após seis anos que a população recebeu o título teve um aumento de 20% a 30% na sua renda familiar. A regularização fundiária faz também com que as pessoas reformem suas casas e quando fazem isso terminam aquecendo mercado de bens de consumo e prestação de serviços”, explicou Pedro Dias, lembrando que em Sergipe existem cerca de 150 mil imóveis a serem regularizados.

Prestigiaram a abertura do evento, o presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima; Érica Mitidieri, secretária de Estado da Assistência Social e Cidadania; Silvany Mamlak, vice-presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames); Manoel Cabral Machado Neto, procurador-geral de Justiça; Daniel Costa, presidente da OAB/SE; Gabriel Souza, presidente da Associação dos Notários e Registradores de Sergipe (Anoreg-SE); Mariana Belchior, defensora pública; Milton Andrade, diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento de Sergipe; e Silvia Pelloso, superintendente da Rede Sergipe da Caixa Econômica Federal.

Criado pela Corregedoria Nacional de Justiça, por meio do Provimento 158/2023, o Programa Permanente de Regularização Fundiária Plena de Núcleos Urbanos Informais e Favelas pretende assegurar direitos sociais e econômicos, como inclusão social, segurança jurídica, desenvolvimento econômico e preservação ambiental. O projeto conta com a parceria das Corregedorias dos Tribunais de Justiça, com os cartórios de registro de imóveis, que possibilitam a verificação da documentação apresentada, certificam a legalidade da posse e registram os títulos, bem como dos Estados e Municípios.

Beneficiados

Uma das pessoas que recebeu hoje o título do imóvel onde reside foi o soldador Alexsandro Neves. Ele morou por mais de três anos em um barraco, em uma ocupação no bairro 17 de Março, em Aracaju, até ser contemplado com um imóvel no local. “Hoje em dia para você ter um imóvel comprado mesmo é muito difícil, né? É muito dinheiro. E graças a Deus hoje eu realizo esse sonho. Era um direito, um direito garantido até pela Constituição”, comemorou Alexsandro.

A cuidadora Sara dos Santos também foi contemplada. Ela aguardava a titularização do apartamento há 15 anos, desde que o local onde morava foi desapropriado para a construção de uma nova ponte de acesso ao conjunto Augusto Franco. “Vinha pedindo que essa graça viesse logo para valorizar lá os prédios. Então, hoje é uma alegria porque só Deus sabe o quanto a gente está esperando. A gente agradece por receber essa escritura depois de tanto tempo para poder colocar uma empresa para cuidar dos prédios. É o que a gente mais sonha, organizar ali e deixar tudo bonitinho”, planejou Sara.

“É importante esse trabalho do Tribunal de Justiça, da Corregedoria-Geral, que movimentou os prefeitos de todo o Estado fazendo com que a gente possa cada vez mais avançar. Eu não tenho dúvida que a partir disso vai aumentar ainda mais a entrega de títulos urbanos”, salientou Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju, lembrando que os imóveis, geralmente, são titularizados em nome das mulheres. “Elas se preocupam mais com a família”, completou.

Tarde

A programação prosseguiu durante a tarde, iniciando com o painel ‘Perspectivas e experiências nas regularizações fundiárias urbanas’, mediado pelo juiz-corregedor Francisco Alves Junior. Participaram do painel Leandro Maia Alves Dias, vice-diretor de Regularização Fundiária Rural do Registro de Imóveis do Brasil (RIB) e registrador de imóveis do 1º Ofício da Comarca de Itabaiana (SE); Eliane Peixoto, assessora especial do município de Itabaiana; Franklin Freire, prefeito de Amparo do São Francisco (SE); e Shirley Dantas, coordenadora do Projetar-SE.

“O Projetar-SE chega com essa expertise de entender o cenário, a dificuldade das prefeituras de desenvolver projetos para que a posse das áreas seja de fato destinada a quem ocupa essas áreas há tantos anos e tem uma insegurança jurídica, urbanística e em relação a se sentir pertencente à cidade, pelo fato de não ter a posse da sua própria residência. Então, o Projetar-SE entra com um parceiro da área técnica para ajudar a prefeituras, em parceria com o Tribunal de Justiça, que vai chamar as prefeituras para conscientizá-las sobre a importância desse trabalho”, explicou Shirley Dantas.

Durante o painel, foi lançado e distribuído aos presentes o Manual Reurb-S, elaborado pelo município de Itabaiana. O documento traz orientações para a execução do procedimento de Reurb-S, apresentando um passo a passo das etapas administrativas, técnicas e de registro que são necessárias para que os municípios executem a regularização fundiária urbana social.

Encerrando a programação, o promotor de Justiça Eduardo Matos, titular da 10ª Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão de Aracaju, falou sobre os ‘Aspectos ambientais da regularização fundiária urbana’. “No processo de regularização fundiária são feitos estudos de impacto ambiental, que são submetidos ao órgão ambiental local, seja ele estadual, federal ou municipal, a depender de quem faça a Reurb. Todos aspectos jurídicos, urbanísticos e ambientais são avaliados”, destacou o promotor.

A 1ª Semana Nacional dos Juizados Especiais teve início hoje, 03/06, e prossegue até sexta-feira. O evento é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em Sergipe é coordenado pela Corregedoria-Geral da Justiça, com o apoio da Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). Ao longo da semana, serão realizadas palestras, oficinas, pesquisa de satisfação e visita de estudantes em sessão das Turmas Recursais.

“A grande vantagem do Juizado Especial é a facilidade que o jurisdicionado tem de acessar o Poder Judiciário. Ele pode chegar na secretaria do Juizado e fazer a reclamação mesmo sem a presença de um advogado ou através do próprio site do Tribunal de Justiça. Isso amplia sobremaneira o acesso”, salientou a desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, corregedora-geral da Justiça de Sergipe. Sobre o evento desta semana, ela lembrou que o objetivo é trocar experiências, apresentar novas orientações para o enfrentamento dos desafios e discutir caminhos para se evitar o excesso de judicialização que existe atualmente.

A abertura da Semana aconteceu no auditório do Espaço Clara Leite de Rezende, no 8º andar do Anexo I do Palácio da Justiça Tobias Barreto. No início da solenidade, foi exibido um vídeo sobre os Juizados Especiais em Sergipe, com um panorama das unidades do Estado, estatísticas e depoimentos de juízes e servidores. Na capital e no interior de Sergipe, com competência exclusiva de Juizado, são 17 unidades. No âmbito do TJSE, a demanda dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, Fazenda Pública e Turma Recursal representa 24% do total de processos distribuídos, julgados e baixados.

A palestra inaugural, com o tema ‘A atuação do juiz integral nos Juizados Especiais’, foi ministrada pela juíza Camila Costa, que atuou por cerca de dez anos no Juizado Especial da Comarca de Lagarto e hoje é titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em Aracaju. “Devemos olhar as pessoas não como números, mas como pessoas que precisam resolver seus problemas, que têm dores. Porque, muitas vezes, resolver aquele problema vai ser um divisor de águas na vida dela. É a gente se colocar no lugar do outro, sentir como o outro, ver como o outro”, considerou a magistrada.

“Essa semana é muito importante para que a gente venha a discutir os problemas que os Juizados enfrentam, mas também apresentar as melhores soluções. É importante o Tribunal de Justiça trazer essa abertura para a OAB, Defensoria Pública, Ministério Público e Amase porque juntos nós fazemos a composição do sistema de justiça e temos a legitimidade para poder colaborar e contribuir sempre com a evolução do direito”, destacou Daniel Costa, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE).

O presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, participou da abertura da Semana, assim como outras autoridades do sistema de justiça, entre elas, o procurador-geral de Justiça, Manoel Cabral Machado Neto; o defensor público-geral, Vinícius Barreto; e o presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Pablo Moreno. Após a palestra, os juízes que atuam nos Juizados Especiais compartilharam boas práticas.

A Semana Nacional dos Juizados Especiais foi instituída pela Resolução 533/2023, do CNJ, por meio do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje), com o objetivo de valorizar, dar visibilidade e aprimorar os Juizados Especiais. Durante a semana, o Conaje coletará as ações, por meio de formulário eletrônico dirigido aos tribunais e conselhos, para acompanhar o cadastro de iniciativas dos laboratórios de inovação na plataforma RenovaJud.

Além da participação de servidores e magistrados, o CNJ recomendou aos Tribunais a adoção de valores de empatia, colaboração, experimentação e sustentabilidade social e ambiental; incentivo à gestão da inovação para busca do aperfeiçoamento dos modelos organizacionais, desenho e melhora dos fluxos de processos de trabalho; utilização de metodologias ativas para prospecção de ações exitosas entre Juizados Especiais; entre outras ações.

Programação

04/06, terça-feira
Fórum Gumersindo Bessa
8h30: Conhecendo a Turma Recursal – visita de estudantes de Direito à Turma Recursal

05/06, quarta-feira
Pesquisa de satisfação – coleta de informação sobre os serviço prestados pelos Juizados

06/06, quinta-feira
Auditório do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE/SE), à Av. Conselheiro João Evangelista Maciel Porto, s/n, bairro Capucho
10h: palestra ‘Comunicação humanizada’, com Kleiton Ferreira, juiz federal (aberta ao público)

07/06, sexta-feira
Auditório do Pleno, 8º andar do Palácio da Justiça Tobias Barreto, à Praça Fausto Cardoso
8h30: Oficina de Linguagem Simples
9h30: discussão sobre cumprimento de Metas pelos Juizados. Como alcançá-las?
10h30: encerramento

O Memorial do Judiciário, órgão do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) que tem como objetivo salvaguardar a história da justiça no Estado e apresentá-la para novas gerações, vai comemorar seus 20 anos de existência no próximo dia 6 de junho, quinta-feira. O evento será aberto à população e contará com apresentação do Mamulengo de Cheiroso, Grupo Vocal Vivace e Grupo Insamba, a partir das 18h30, em frente ao prédio centenário.

Segundo a diretora do Memorial do Judiciário, Sílvia Resnati, assim como já acontece durante o tradicional Natal do Judiciário, o trânsito em frente ao prédio, localizado na praça Olímpio Campos esquina com rua Itaporanga, será fechado para melhor acomodar os visitantes. Serão colocadas cadeiras na rua, em frente ao palco montado especialmente para as apresentações.

O Palácio Sílvio Romero foi inaugurado em 1895 para sediar o então chamado Tribunal de Relação. Foi sede do Tribunal de Justiça de Sergipe até 1930 e depois foram instaladas no local outras instituições, a exemplo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Chefatura de Polícia, Instituto de Música, Juizado de Menores e Arquivo Geral do Judiciário.

Somente em 2004, durante a gestão do desembargador Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila frente à Presidência do TJSE, o prédio foi reformado e passou a abrigar o Memorial do Judiciário, sob coordenação do jornalista e escritor Luiz Antônio Barreto. O espaço passou a contemplar exposições de longa duração e também temporárias. O tema da exposição atual, aberta até o mês de dezembro deste ano, são os 46 anos do grupo de teatro de bonecos Mamulengo de Cheiroso.

As escolas e/ou grupos interessados em visitas guiadas ao Memorial do Judiciário podem fazer o agendamento através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (79) 3226-3489. O Memorial fica localizado à Praça Olímpio Campos, 417, Centro de Aracaju. O acesso é gratuito.

A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) e a 2ª Vara Cível da Comarca de Itabaiana realizaram hoje, 29/05, uma sensibilização na Maternidade São José sobre a Entrega Legal. O objetivo é evitar situações de abandono e vulnerabilidade de crianças recém-nascidas, uma vez que possibilita que a gestante ou parturiente entregue legalmente o filho para adoção quando não se sentir em condições de criá-lo.

O tema foi apresentado pela juízas Iracy Mangueira, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), e Taiane Danusa Sande, titular da 2ª Vara Cível de Itabaiana. As magistradas falaram sobre a Resolução 485/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o adequado atendimento de gestante ou parturiente que manifeste desejo de entregar o filho para adoção e a proteção integral da criança.

“A sensibilização dos funcionários da Maternidade São Jose pretendeu esclarecer acerca do fluxo para entrega de crianças a adoção, nos termos do previsto pela Resolução 485/2023 e de acordo com o manual da entrega voluntária do CNJ. A atuação da 2ª Vara Cível de Itabaiana tem sido uma referência no atendimento dessa temática, considerando a celeridade entre o momento da entrega e a inserção do neonato em família em adoção. A doutora Taiane tem se desdobrado para garantir a celeridade e efetividade do fluxo previsto na Resolução”, salientou a juíza Iracy Mangueira.

O artigo 2º da referida Resolução do CNJ diz que a gestante ou parturiente que, antes ou logo após o nascimento, perante hospitais, maternidades, unidades de saúde, conselhos tutelares, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), instituições de ensino ou demais órgãos do sistema de garantia de direitos, manifeste interesse em entregar seu filho à adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada, sem constrangimento, à Vara da Infância e Juventude, a fim de que seja formalizado o procedimento judicial e seja designado atendimento pela equipe interprofissional; devendo ser acolhida também pela equipe do Poder Judiciário.

“É de suma importância a atuação do Poder Judiciário no sentido de conscientizar a rede sobre o respeito aos fluxos de adoção, em especial da entrega de bebês para adoção. É a prioridade da infância e juventude, com foco no respeito aos infantes enquanto sujeito de direitos. Uma rede conscientizada dos fluxos está melhor habilitada a conduzir com técnica e respeito as questões envolvendo a entrega de bebês para adoção”, enfatizou a juíza Taiane Danusa.

Clique aqui e veja o manual do CNJ sobre a Entrega Legal. 

Foi inaugurado manhã desta quarta-feira, 29/05, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Marilene Trindade dos Santos, em Cristinápolis, município localizado no Sul de Sergipe e distante 117 quilômetros de Aracaju. O equipamento atende exclusivamente mulheres, em especial vítimas de violência doméstica e familiar, com assessoria jurídica, psicológica e social.

A juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), compareceu à inauguração e lembrou que, a partir de um atendimento multidisciplinar, as mulheres atendidas poderão romper com o ciclo da violência. A ideia que é o espaço estimule também o empoderamento feminino, com a realização de cursos profissionalizantes.

A Coordenadoria da Mulher do TJSE tem articulado a implementação dos Crams com gestores municipais. Além disso, faz o acompanhamento dos equipamentos que já foram criados, planeja ações intersetoriais nos municípios que já implementaram e fomenta a realização de cursos de capacitação profissional. Em novembro do ano passado, foram entregues 42 Selos de Município Amigo da Mulher, destinado aos municípios que instalaram Crams.

Além da equipe da Coordenadoria da Mulher do TJSE, participaram da inauguração a juíza titular da Comarca de Cristinápolis, Juliana Nogueira Galvão Martins; o prefeito Sandro de Jesus; o vice-prefeito, Zé de Alaíde; gestores da prefeitura e moradores do município.

Mais seis técnicos, sendo cinco da área judiciária e um de programação de sistemas, e também dois analistas, das áreas de Contabilidade e Estatística, foram empossados na manhã desta segunda-feira, 27/05, pelo presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima. A primeira posse dos novos servidores aconteceu no dia 22 de abril. O concurso foi realizado em outubro de 2023.

“Nossa grande preocupação foi dar velocidade a todo esse processo, desde o concurso até a nomeação, diante da necessidade, emergencial até, de algumas comarcas de terem esses técnicos. E hoje é mais uma etapa cumprida. Até o final do ano, espero convocar mais cerca de 30 aprovados para assim finalizarmos com, aproximadamente, 130 novos servidores”, ressaltou o presidente do TJSE.

No cargo de técnico judiciário foram empossados Pedro Avelar Souza Evangelista, Regina Alves Andrade, Daysianne Souza Sodré, Davi Bruno da Silva Seixas e Fernanda Regina dos Santos; também Yuri Aoyama da Costa, como técnico na área de programação de sistemas. Como analistas judiciários, foram empossados Juliane Lima dos Santos (Contabilidade) e Pablo de Oliveira Fragoso (Estatística).

A técnica Regina Andrade trouxe o irmão e o noivo para a cerimônia de posse. “Sou do interior, de Tobias Barreto, e desde a faculdade eu tinha pretensão de estudar para esse concurso. Logo que me formei comecei a preparação intensiva. Graças a Deus, no meu primeiro concurso, logrei êxito. E estou aqui para desempenhar minhas funções da melhor forma possível”, contou Regina.

Já o técnico judiciário Yuri Aoyama da Costa, da área de programação de sistemas, veio acompanhado da mãe, Rika Kakuda. Formado também em Direito, ele contou que era um sonho trabalhar no Poder Judiciário. “É um ótimo lugar para trabalhar, disso eu tinha certeza. Então, foi bem-vinda essa aprovação”, revelou Yuri. Para a mãe, um grande orgulho. “Estou muito feliz porque é uma coisa que foi muito aguardada. O dia chegou e estou muito emocionada. É o sonho de uma vida”, disse dona Rika.

Sonho realizado também para o agora analista judiciário Pablo Fragoso. Formado em Estatística pela UFS, há cerca de 20 anos, ele trabalhou por muito tempo como inspetor de sondagem para a Petrobras, inclusive em outros Estados. Depois do nascimento do filho, a pedido da esposa, decidiu ficar mais em Aracaju e passou a estudar para concurso na área de Estatística.

“Quando vi o edital do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe foi como ter ido a uma loja e ver uma camisa que se encaixava perfeitamente. Em Aracaju, perto da família. Pensei, por que não? Me dediquei mais e hoje me sinto com a sensação de dever cumprido. Agora, é só projetar uma nova vida”, contou Pablo Fragoso.

Após a assinatura do termo de posse, a juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE, conversou com os novos servidores. Especialista em Ciências Criminais, ela ingressou no Judiciário sergipano em 1997 e é titular da 9ª Vara Criminal de Aracaju desde 2006. Durante a apresentação, a juíza falou sobre a prestação de serviço à sociedade e contou um fato ocorrido em uma comarca do interior.

“Quando assumi como juíza na cidade de Umbaúba, fui procurada por um rapaz me dizendo que não era ninguém, não tinha documento, não sabia quando tinha nascido e nem quem era o pai e a mãe. Tinha sido encontrado na rua. Conseguimos um advogado para entrar com o processo e um dentista para fazer a perícia da idade aproximada do rapaz. Contei isso porque nós, enquanto servidores públicos, temos que entender que o Poder Judiciário é um poder vocacionado a ajudar o outro. Não estamos aqui para ter poder e sim para ajudar ao próximo”, salientou a magistrada.

Foi publicada no Diário da Justiça de sexta-feira, 24/05, a Portaria Normativa 30/2024, que declarou o dia 31 de maio, sexta-feira, ponto facultativo no Poder Judiciário de Sergipe. Lembrando que na quinta, 30/05, é feriado nacional de Corpus Christi, anteriormente previsto no calendário do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

Dessa forma, não haverá expediente em todas unidades judiciais da capital e interior na quinta e sexta-feira. Os prazos processuais serão prorrogados até o primeiro dia útil seguinte, consoante o disposto no artigo 219 do Código de Processo Civil. No entanto, o Judiciário continua o atendimento dos casos urgentes em regime de plantão.

Retirar por algumas horas crianças e adolescentes da sala de aula para um aprendizado prático, com um passeio pela história do Judiciário e apresentação do grupo de bonecos Mamulengo de Cheiroso, que acaba de completar 46 anos. Este é o objetivo de um projeto do Memorial do Judiciário, iniciado na manhã desta sexta-feira, 17/05, e que contou com a presença de alunos da Escola Municipal Eduardo Viana, de Nossa Senhora do Socorro, e do Centro de Excelência Professor Gonçalo Rollemberg Leite, de Aracaju.

“O Memorial abre as portas mais uma vez para receber todos os sergipanos e alunos das escolas que queiram conhecer o acervo do Judiciário e também a exposição de 46 anos do Mamulengo de Cheiroso”, destacou Sílvia Resnati, diretoria do Memorial do Judiciário. Ela lembrou que o projeto da aula-espetáculo foi iniciado hoje em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado amanhã, 18 de maio.

O Mamulengo de Cheiroso apresentou o espetáculo ‘A cobra grande’, que arrancou muitas risadas dos estudantes. A pequena Ana Vitória da Cruz, de 6 anos, vibrou com a “cobra gigante que comeu o menino”. Já a coleguinha, Eloá Rocha, da mesma idade, ficou impressionada com o tamanho dos bonecos da exposição. “Achei estranho, mas é legal também”, confessou Eloá. O espetáculo ainda divertiu Júlia Ferro, de 15 anos, que não conhecia o Mamulengo e nem o Memorial. “Foi muito interativo e bem engraçado”, comentou a adolescente.

Se o espetáculo encantou as novas gerações, o Mamulengo de Cheiroso continua agradando quem acompanha o trabalho do grupo há mais tempo. É o caso da aposentada Claudete Sales Sampaio, que foi professora Augusto Barreto, diretor do Mamulengo, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no final da década de 1970. “Augusto fez Psicologia do Desenvolvimento comigo, aí nos aproximamos e nunca mais nos separamos. Eles têm um trabalho seríssimo, de muita competência em tudo. Nem sei dizer qual o espetáculo mais gostei. Na verdade, meu amor é pelo o que eles fazem”, elogiou a professora.

Além da professora na plateia, Augusto Barreto contou com a participação de um ex-aluno. O também professor Gustavo Floriano estudou com Augusto Barreto e hoje toca triângulo no trio que acompanha a apresentação do Mamulengo. “É uma história de quase 40 anos com eles. Sou morador do bairro Getúlio Vargas e vi, muitas vezes, o Mamulengo no Centro de Criatividade. Isso tudo ficou na minha memória e acredito que fez com que me tornasse artista e professor”, contou Gustavo, que fez uma dissertação sobre o grupo de teatro de bonecos.

Professor de Artes do Centro de Excelência Professor Gonçalo Rollemberg Leite, Gustavo levou os alunos da turma do 1º ano do ensino médio para assistirem ao espetáculo. “Na escola, a gente lê e contextualiza arte. Num momento como esse, que a gente tira o aluno da sala de aula para apreciar um espetáculo, é o momento de ver a arte. É uma experiência artística no aprendizado que será um diferencial na vida dos alunos. Serão profissionais mais criativos por conta dessa experiência”, considerou o professor Gustavo Floriano.

História do Mamulengo de Cheiroso

O grupo Mamulengo de Cheiroso surgiu em 1978, a partir de um trabalho acadêmico que a professora Aglaé Fontes passou para alunos da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Desde então, o grupo realizou mais de quatro mil apresentações dedicadas à valorização das danças e folguedos populares, inclusive no exterior, em países como México, Portugal, Índia, Espanha e França. Em 2013, rodou o Brasil com apresentações do projeto Palco Giratório em mais de 100 municípios.

“O Mamulengo é a representação do teatro popular. Essa parceria com o Memorial é fantástica porque houve o acolhimento e a valorização desse teatro, fazendo com que as escolas venham ao museu e as novas gerações conheçam o Mamulengo. É um teatro que precisa de manutenção perpetuamente. Então, eu agradeço muito à direção do Memorial e ao presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Múcio, que acolheram a gente e respeitaram o artista”, agradeceu Augusto Barreto.

O grupo já passou por diferentes formações e, atualmente, várias pessoas da família de Augusto estão envolvidas nos espetáculos, entre elas, a irmã, Marlene Barreto e os três filhos dela. “Para gente, o Mamulengo é cura, é brincar, é ser feliz. É estar em contato com a natureza, com a arte, com a música. É uma coisa que vem instintiva. A gente se envolve, o sangue corre nas veias e todo mundo constrói junto”, confessou Marlene Barreto.

Agendamento

As escolas e/ou grupos interessados em visitas guiadas ao Memorial do Judiciário podem fazer o agendamento através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (79) 3226-3489. A exposição sobre a história do grupo Mamulengo de Cheiroso fica aberta até o mês de dezembro e, até lá, serão realizadas outras aulas-espetáculo. O Memorial fica localizado à Praça Olímpio Campos, 417, Centro de Aracaju. O acesso é gratuito.

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