Janaina Cruz
Sexta, 18 Mai 2012 08:48
Tribunal de Justiça de Sergipe completa 120 anos de existência
Foi em 18 de maio de l892 que a Constituição Estadual criou o Tribunal de Justiça de Sergipe, na época, chamado de Tribunal de Relação. O primeiro prédio, localizado na Praça Olímpio Campos, hoje abriga o Memorial do Judiciário. Atualmente, o TJSE conta com cerca de três mil servidores, 141 Juízes e 13 Desembargadores na ativa, com quase 184 mil processos tramitando. Em 2011, alcançou uma taxa de 119,8% de cumprimento dos julgamentos de processos, conquistando o melhor resultado da Meta 3 estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
“O Poder Judiciário sergipano cada vez mais vem se aperfeiçoando e se destacando no cenário nacional. Segundo o CNJ, nós somos o melhor Tribunal do país. Este ano significa um marco histórico, uma demonstração do trabalho que vem sendo desenvolvido em prol da comunidade e que está sendo reconhecido aos poucos”, comentou o Desembargador José Alves Neto, Presidente do TJSE.
Para o Vice-Presidente, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, o TJSE tem história bonita e que honra o Estado. “Hoje nos destacamos entre os Tribunais Estaduais como um dos mais eficientes, segundo o reconhecimento do CNJ. Temos feito um trabalho muito bom, não só no aspecto jurídico, mas também no aspecto filosófico e humanístico, porque a Justiça não se distribuiu somente com decisões tecnicamente perfeitas, mas também com decisões onde o humanismo e a consciência jurídica prevalecem sempre para que se ofereça à comunidade conceitos e decisões que a tornem cada vez mais justa”.
O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado, Orlando Rochadel, disse que como cidadão é uma honra ter um Poder Judiciário tão estruturado, com magistrados que fazem cumprir a lei e que têm um preparo técnico profissional acima da média brasileira. “Como Procurador-Geral de Justiça, tenho muito orgulho porque, nas viagens que fazemos pelo Brasil, o Tribunal de Justiça de Sergipe é apontado como o melhor do país. Isso é fruto de muito trabalho, dedicação e estudo, principalmente porque os magistrados que atuam no Poder Judiciário de Sergipe são vocacionados”, elogiou.
Conforme o Diretor de Modernização Judiciária do TJSE, Romualdo Prado Júnior, a política de modernização adotada a partir de 2003 trouxe inúmeros benefícios, como a preocupação maior com eficácia das atividades jurisdicionais, maior celeridade do processo judicial e facilidade do exercício das atividades desenvolvidas por servidores e magistrados. A Secretária de Tecnologia da Informação do TJSE, Denise Moura, lembrou que o site oferece inúmeros serviços e recebe uma média de 479 mil acessos por mês, sendo mais de 1,5 milhão de páginas abertas no período.
História
O TJSE, em seus 120 anos de história, participou de forma direta e indireta de momentos importantes da história de Sergipe. O diretor do Memorial do Judiciário, Igor Dantas, citou como exemplo a presença de Lampião no Nordeste e o julgamento e condenação de pessoas que furtaram objetos dos náufragos que chegaram à costa sergipana em 1942, vítimas do torpedeamento de três navios, durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele explicou ainda que quando o Tribunal de Relação foi criado, em 1892, era formado por cinco magistrados, denominados desembargadores, nomeados pelo Presidente do Estado, entre os Juizes mais antigos. Os cinco desembargadores nomeados, em 26 de dezembro de 1892, pelo Presidente José Calasans, foram: João Batista da Costa Carvalho, Guilherme de Souza Campos, Gustavo Gabriel Coelho Sampaio, Francisco Alves da Silveira Brito e José Sotero Vieira de Melo. Para Presidente, foi eleito o desembargador João Batista da Costa Carvalho e para Procurador Geral do Estado Francisco Alves da Silveira Brito.
Segundo artigos do pesquisador e jornalista Luiz Antônio Barreto – falecido há um mês e autor da obra ‘História do Poder Judiciário em Sergipe’ – o Tribunal foi instalado às 13 horas do dia 29 de dezembro de 1892, no Palacete da Assembléia Legislativa. O Presidente Calasans, além de assinar atos sobre a Justiça, construiu o prédio do Tribunal de Relação, na Praça Olímpio Campos, inaugurado pelo Presidente Valadão, em 9 de junho de 1895, funcionando por mais de 30 anos naquele local, onde hoje está instalado o Memorial do Poder Judiciário.
O Tribunal de Relação chegou a 1930 ganhando uma nova sede, na mesma praça, mas no lado oposto, o primeiro em concreto armado feito no Estado, onde hoje funciona a Procuradoria Geral do Estado. A Constituição promulgada em 16 de junho de 1947 recriou o Poder Judiciário como um Tribunal de Justiça. Até a década de 60, o TJ tinha uma estrutura modesta, contando apenas com uma secretaria que desempenhava função exclusivamente judiciária, uma vez que a parte administrativa era desempenhada pelo Poder Executivo. O local tinha suas limitações de espaço e, mesmo sendo reformado, não comportaria, como necessário, os gabinetes dos desembargadores e demais serviços.
O Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes, na Praça Fausto Cardoso, foi inaugurado somente em 21 de fevereiro de 1979. No local, existia antes um hotel. O presidente do Tribunal de Justiça da época era o Desembargador Antônio Xavier de Assis Júnior e o governador do Estado era José Rollemberg Leite. Assim que foi inaugurado, o Palácio da Justiça abrigou os gabinetes dos desembargadores, inúmeras Varas e toda a parte administrativa do Poder Judiciário.
Havia no Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes, inclusive, uma capela, sala para casamentos (onde hoje é a sede da Amase), uma sala da OAB, entre outros setores. Os júris eram realizados no auditório. Mais uma vez o espaço ficou pequeno e a situação foi aliviada com a inauguração do Fórum Gumersindo Bessa, no bairro Capucho, em meados da década de 90, e com as inaugurações dos anexos ao Palácio, ambos na rua Pacatuba. O Anexo I, denominado José Antônio de Andrade Góes, em 2002, e o Anexo II, Desembargador José Artêmio Barreto, em 2008.
“O Poder Judiciário sergipano cada vez mais vem se aperfeiçoando e se destacando no cenário nacional. Segundo o CNJ, nós somos o melhor Tribunal do país. Este ano significa um marco histórico, uma demonstração do trabalho que vem sendo desenvolvido em prol da comunidade e que está sendo reconhecido aos poucos”, comentou o Desembargador José Alves Neto, Presidente do TJSE.
Para o Vice-Presidente, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, o TJSE tem história bonita e que honra o Estado. “Hoje nos destacamos entre os Tribunais Estaduais como um dos mais eficientes, segundo o reconhecimento do CNJ. Temos feito um trabalho muito bom, não só no aspecto jurídico, mas também no aspecto filosófico e humanístico, porque a Justiça não se distribuiu somente com decisões tecnicamente perfeitas, mas também com decisões onde o humanismo e a consciência jurídica prevalecem sempre para que se ofereça à comunidade conceitos e decisões que a tornem cada vez mais justa”.
O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado, Orlando Rochadel, disse que como cidadão é uma honra ter um Poder Judiciário tão estruturado, com magistrados que fazem cumprir a lei e que têm um preparo técnico profissional acima da média brasileira. “Como Procurador-Geral de Justiça, tenho muito orgulho porque, nas viagens que fazemos pelo Brasil, o Tribunal de Justiça de Sergipe é apontado como o melhor do país. Isso é fruto de muito trabalho, dedicação e estudo, principalmente porque os magistrados que atuam no Poder Judiciário de Sergipe são vocacionados”, elogiou.
Conforme o Diretor de Modernização Judiciária do TJSE, Romualdo Prado Júnior, a política de modernização adotada a partir de 2003 trouxe inúmeros benefícios, como a preocupação maior com eficácia das atividades jurisdicionais, maior celeridade do processo judicial e facilidade do exercício das atividades desenvolvidas por servidores e magistrados. A Secretária de Tecnologia da Informação do TJSE, Denise Moura, lembrou que o site oferece inúmeros serviços e recebe uma média de 479 mil acessos por mês, sendo mais de 1,5 milhão de páginas abertas no período.
História
O TJSE, em seus 120 anos de história, participou de forma direta e indireta de momentos importantes da história de Sergipe. O diretor do Memorial do Judiciário, Igor Dantas, citou como exemplo a presença de Lampião no Nordeste e o julgamento e condenação de pessoas que furtaram objetos dos náufragos que chegaram à costa sergipana em 1942, vítimas do torpedeamento de três navios, durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele explicou ainda que quando o Tribunal de Relação foi criado, em 1892, era formado por cinco magistrados, denominados desembargadores, nomeados pelo Presidente do Estado, entre os Juizes mais antigos. Os cinco desembargadores nomeados, em 26 de dezembro de 1892, pelo Presidente José Calasans, foram: João Batista da Costa Carvalho, Guilherme de Souza Campos, Gustavo Gabriel Coelho Sampaio, Francisco Alves da Silveira Brito e José Sotero Vieira de Melo. Para Presidente, foi eleito o desembargador João Batista da Costa Carvalho e para Procurador Geral do Estado Francisco Alves da Silveira Brito.
Segundo artigos do pesquisador e jornalista Luiz Antônio Barreto – falecido há um mês e autor da obra ‘História do Poder Judiciário em Sergipe’ – o Tribunal foi instalado às 13 horas do dia 29 de dezembro de 1892, no Palacete da Assembléia Legislativa. O Presidente Calasans, além de assinar atos sobre a Justiça, construiu o prédio do Tribunal de Relação, na Praça Olímpio Campos, inaugurado pelo Presidente Valadão, em 9 de junho de 1895, funcionando por mais de 30 anos naquele local, onde hoje está instalado o Memorial do Poder Judiciário.
O Tribunal de Relação chegou a 1930 ganhando uma nova sede, na mesma praça, mas no lado oposto, o primeiro em concreto armado feito no Estado, onde hoje funciona a Procuradoria Geral do Estado. A Constituição promulgada em 16 de junho de 1947 recriou o Poder Judiciário como um Tribunal de Justiça. Até a década de 60, o TJ tinha uma estrutura modesta, contando apenas com uma secretaria que desempenhava função exclusivamente judiciária, uma vez que a parte administrativa era desempenhada pelo Poder Executivo. O local tinha suas limitações de espaço e, mesmo sendo reformado, não comportaria, como necessário, os gabinetes dos desembargadores e demais serviços.
O Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes, na Praça Fausto Cardoso, foi inaugurado somente em 21 de fevereiro de 1979. No local, existia antes um hotel. O presidente do Tribunal de Justiça da época era o Desembargador Antônio Xavier de Assis Júnior e o governador do Estado era José Rollemberg Leite. Assim que foi inaugurado, o Palácio da Justiça abrigou os gabinetes dos desembargadores, inúmeras Varas e toda a parte administrativa do Poder Judiciário.
Havia no Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes, inclusive, uma capela, sala para casamentos (onde hoje é a sede da Amase), uma sala da OAB, entre outros setores. Os júris eram realizados no auditório. Mais uma vez o espaço ficou pequeno e a situação foi aliviada com a inauguração do Fórum Gumersindo Bessa, no bairro Capucho, em meados da década de 90, e com as inaugurações dos anexos ao Palácio, ambos na rua Pacatuba. O Anexo I, denominado José Antônio de Andrade Góes, em 2002, e o Anexo II, Desembargador José Artêmio Barreto, em 2008.
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Quinta, 17 Mai 2012 17:37
Prática em Direito Eleitoral inicia nesta sexta na Esmese
Com o objetivo de estudar a legislação eleitoral do ponto de vista prático, com ênfase nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nas leis aplicáveis nas eleições de 2012, a Esmese e Marcato Cursos Jurídicos promovem o curso de Prática em Direito Eleitoral. O curso ocorrerá sempre às sextas-feiras, a partir de 18 de maio até 27 de julho de 2012, nos turnos da manhã, tarde ou noite, somando 40 horas/aula.
Bastante procurado, o curso é direcionado para estudantes e advogados militantes na área eleitoral. Prática em Direito Eleitoral está sob a coordenação do Professor Dr. Alexandre Luís Mendonça Rollo, que é Doutor e Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP; Professor de Direito Eleitoral do Marcato Curso Preparatório para Carreiras Jurídicas; Coordenador da área de Direito Eleitoral da Escola Paulista de Direito (EPD); Advogado na área eleitoral; autor de diversos artigos e obras jurídicas de direito eleitoral.
Na programação, estão os temas Abertura e Reforma Política; Partidos Políticos - Lei nº 9.096/95 – e Fidelidade Partidária; Condições de Elegibilidade, Registrabilidade e Inelegibilidades Constitucionais; Inelegibilidades Infraconstitucionais (a Lei da Ficha Limpa); Propaganda Eleitoral; Prestação de Contas; Condutas Vedadas; Marketing Político; Principais Crimes Eleitorais, Processo Penal Eleitoral e Recursos Criminais; e Representações Eleitorais.
A equipe de professores é formada por André de Carvalho Ramos, Pedro Barbosa Pereira Neto, Felipe Lizardo, Ms. Alberto Luís Mendonça Rollo, Dr. Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, Dr. Arthur Luis Mendonça Rollo, Luiz Silvio Moreira Salata, Marco Iten, Marcelo Augusto Melo Rosa e Souza, Ms. João Fernando Lopes de Carvalho, e Dr. Alexandre Luís Mendonça Rollo.
OAB 2ª Fase
A Esmese abre inscrições também para o curso 2ª Fase da OAB (VII Exame Unificado) em sete áreas diferentes (Tributário, Trabalho, Penal, Empresarial, Constitucional, Administrativo e Civil). A turma de Constitucional, por exemplo, já inicia em 28 de maio e prossegue até 5 de julho do corrente.
Na equipe de professores, estão Andréa Depintor (Tributário), Marcelo Galante (Constitucional), Wanner Franco e Paulo Pedro (Empresarial), Rogério Cury, Cristiano Medina e Jefferson Jorge (Penal), Carlos Augusto Monteiro e Victor Stuchi (Trabalho), Léo Vinícius Lima (Administrativo), e Rui Piceli e Wanner Franco (Civil).
Telepresencial, cada turma contará com professor assistente em todas as aulas, correção de peças, plantão de dúvidas, material de apoio, simulado e aula de redação.
Para mais informações, clique no banner correspondente ao curso no site da Esmese (www.esmese.com.br). A escola está localizada no 7º e 8º andares do Anexo Administrativo Desembargador Antonio Goes, à Rua Pacatuba, 55, centro de Aracaju. Os telefones são 79 3226-3166, 3226-3417 ou 3226-3254.
Bastante procurado, o curso é direcionado para estudantes e advogados militantes na área eleitoral. Prática em Direito Eleitoral está sob a coordenação do Professor Dr. Alexandre Luís Mendonça Rollo, que é Doutor e Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP; Professor de Direito Eleitoral do Marcato Curso Preparatório para Carreiras Jurídicas; Coordenador da área de Direito Eleitoral da Escola Paulista de Direito (EPD); Advogado na área eleitoral; autor de diversos artigos e obras jurídicas de direito eleitoral.
Na programação, estão os temas Abertura e Reforma Política; Partidos Políticos - Lei nº 9.096/95 – e Fidelidade Partidária; Condições de Elegibilidade, Registrabilidade e Inelegibilidades Constitucionais; Inelegibilidades Infraconstitucionais (a Lei da Ficha Limpa); Propaganda Eleitoral; Prestação de Contas; Condutas Vedadas; Marketing Político; Principais Crimes Eleitorais, Processo Penal Eleitoral e Recursos Criminais; e Representações Eleitorais.
A equipe de professores é formada por André de Carvalho Ramos, Pedro Barbosa Pereira Neto, Felipe Lizardo, Ms. Alberto Luís Mendonça Rollo, Dr. Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, Dr. Arthur Luis Mendonça Rollo, Luiz Silvio Moreira Salata, Marco Iten, Marcelo Augusto Melo Rosa e Souza, Ms. João Fernando Lopes de Carvalho, e Dr. Alexandre Luís Mendonça Rollo.
OAB 2ª Fase
A Esmese abre inscrições também para o curso 2ª Fase da OAB (VII Exame Unificado) em sete áreas diferentes (Tributário, Trabalho, Penal, Empresarial, Constitucional, Administrativo e Civil). A turma de Constitucional, por exemplo, já inicia em 28 de maio e prossegue até 5 de julho do corrente.
Na equipe de professores, estão Andréa Depintor (Tributário), Marcelo Galante (Constitucional), Wanner Franco e Paulo Pedro (Empresarial), Rogério Cury, Cristiano Medina e Jefferson Jorge (Penal), Carlos Augusto Monteiro e Victor Stuchi (Trabalho), Léo Vinícius Lima (Administrativo), e Rui Piceli e Wanner Franco (Civil).
Telepresencial, cada turma contará com professor assistente em todas as aulas, correção de peças, plantão de dúvidas, material de apoio, simulado e aula de redação.
Para mais informações, clique no banner correspondente ao curso no site da Esmese (www.esmese.com.br). A escola está localizada no 7º e 8º andares do Anexo Administrativo Desembargador Antonio Goes, à Rua Pacatuba, 55, centro de Aracaju. Os telefones são 79 3226-3166, 3226-3417 ou 3226-3254.
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Quinta, 17 Mai 2012 17:28
Mutirão de conciliação de ações do Banco do Brasil acontecerá de 28 de maio a 6 de junho
A Corregedoria Nacional de Justiça escolheu o Tribunal de Justiça de Sergipe para participar de um projeto piloto que visa à resolução de conflitos do Banco do Brasil por intermédio da conciliação e/ou mediação. As audiências ocorrerão entre os dias 28 de maio e 6 de junho, das 7 às 13 horas, no Centro Judiciário de Resolução de Conflitos do TJSE, localizado no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.
Segundo o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Jairo Gilberto Schäfer, o TJSE foi escolhido para participar do projeto por ser modelo nacional de eficiência e qualidade na prestação jurisdicional, além de ter um alto grau de informatização. Durante reunião em Aracaju, no dia 20 de abril, ele informou que esta é a primeira vez que uma instituição bancária desenvolve um projeto com o CNJ e Tribunais para a resolução dos seus conflitos judiciais por meio da conciliação.
O Presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Luiz Mendonça, disse que o projeto é da maior importância para o Poder Judiciário Nacional. “As instituições financeiras são as maiores litigantes e o sucesso desse projeto, com a ampliação da sua abrangência, fará com que os estoques de processos nos Tribunais sejam reduzidos”, comentou o Desembargador.
Segundo o assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil, João Alves Silva, o banco está fazendo um esforço de melhoria no atendimento aos clientes, buscando evitar que as suas questões cheguem ao Judiciário. “Para aquelas que já estão no Judiciário, a intenção é de encaminhá-las para a conciliação e/ou mediação”, acrescentou Silva, lembrando que deverão estar na pauta do mutirão cerca de dois mil processos.
No próximo dia 24, a partir das 14 horas, os conciliadores e mediadores passarão por um treinamento na Escola de Administração Judiciária (ESAJ), com a participação do assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil. Três Juízes foram designados para coordenar o mutirão: Dauquíria de Melo Ferreira, Diógenes Barreto e Maria Luiza Foz Mendonça.
Segundo o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Jairo Gilberto Schäfer, o TJSE foi escolhido para participar do projeto por ser modelo nacional de eficiência e qualidade na prestação jurisdicional, além de ter um alto grau de informatização. Durante reunião em Aracaju, no dia 20 de abril, ele informou que esta é a primeira vez que uma instituição bancária desenvolve um projeto com o CNJ e Tribunais para a resolução dos seus conflitos judiciais por meio da conciliação.
O Presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Luiz Mendonça, disse que o projeto é da maior importância para o Poder Judiciário Nacional. “As instituições financeiras são as maiores litigantes e o sucesso desse projeto, com a ampliação da sua abrangência, fará com que os estoques de processos nos Tribunais sejam reduzidos”, comentou o Desembargador.
Segundo o assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil, João Alves Silva, o banco está fazendo um esforço de melhoria no atendimento aos clientes, buscando evitar que as suas questões cheguem ao Judiciário. “Para aquelas que já estão no Judiciário, a intenção é de encaminhá-las para a conciliação e/ou mediação”, acrescentou Silva, lembrando que deverão estar na pauta do mutirão cerca de dois mil processos.
No próximo dia 24, a partir das 14 horas, os conciliadores e mediadores passarão por um treinamento na Escola de Administração Judiciária (ESAJ), com a participação do assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil. Três Juízes foram designados para coordenar o mutirão: Dauquíria de Melo Ferreira, Diógenes Barreto e Maria Luiza Foz Mendonça.
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Quinta, 17 Mai 2012 16:32
Trabalhadoras da Fábrica Intergriffe’s recebem informações sobre a violência doméstica e familiar
A Juíza Adelaide Moura, da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, esteve, nesta quinta-feira, dia 17, na Fábrica Intergriffe’s, no município de São Cristóvão, para levar a 324 trabalhadores informações sobre a Lei nº. 11.340 – Lei Maria da Penha. A fábrica que atua no ramo de confecção possui 95% do seu corpo funcional composto por mulheres e a magistrada explicou pontos importantes da legislação que foi criada para defender os direitos deste público.
“Ao longo dos anos, a mulher, que foi criada para ajudar o homem e não para guerrear com ele, tem sido vítima de preconceitos, porque ela, em alguns sentidos, não é igual ao homem, a exemplo da força física. Por isso, a Lei Maria da Penha nasceu para trazer igualdade entre os sexos, resguardar os direitos e proteger a vida da mulher”, explicou a juíza.
A palestra é uma das atividades da Coordenadoria da Mulher, órgão permanente do Poder Judiciário responsável por desenvolver políticas judiciárias no tratamento adequado da prevenção e repressão à violência doméstica, resguardando o direito da mulher. Entre outras informações, a magistrada falou: o que pode ser considerado violência doméstica, quais as sanções aplicadas ao agressor, o que o Estado pode garantir à mulher agredida, onde ou quem pode denunciar uma agressão.
“A vítima ou qualquer pessoa que presencie uma violência contra a mulher pode levar a notícia a uma delegacia ou se preferir pode ligar para o número 180. Não posso dizer que ao chegar em casa nenhuma mulher sofrerá uma agressão, mas a lei existe para ser cumprida e proteger a mulher, seja afastando o agressor do lar e obrigando-o a pagar uma pensão alimentícia, seja acolhendo a mulher em uma casa abrigo ou tantas outras medidas protetivas”.
Após a palestra da Juíza Adelaide Moura, houve a apresentação da Cia. de Teatro Arte em Ação, que de uma forma bem humorada abordou um assunto tão delicado. A personagem principal, Maria Flor – representada pela atriz e técnica judiciária Alessandra Teófilo, lotada na Diretoria de Comunicação do TJSE – apanhava constantemente do marido, Zé Valentão. A dupla arrancou risadas da plateia, mas deixou o recado: violência contra a mulher, nunca mais!
“Saio daqui hoje melhor informada, sei que nenhum homem tem o direito de agredir sua companheira e que nós mulheres podemos cobrar a garantia dos nossos direitos”, destacou a costureira Luciana dos Santos. “Acredito na importância da disseminação destas informações, não somente entre as mulheres, mas também entre os homens, para que os resultados sejam obtidos através da mudança de comportamentos”, acrescentou o engenheiro José Paixão, que também trabalha na fábrica.
Para a gerente da Fábrica Intergriffe’s, Francisca Pereira, o tema abordado pela magistrada tem grande importância para as mulheres, especialmente devido ao cunho educativo. “Não conhecemos a realidade pessoal de cada mulher que trabalha aqui, mas pode ser que alguma delas esteja passando por um problema semelhante ao que foi tratado nesta palestra. Acredito que todas absorveram as informações, até porque foram repassadas de forma muito simples, como numa conversa. Gostamos tanto que queremos levar a ação para nossa outra unidade que fica localizada em Aracaju”, disse.
O objetivo da Coordenadoria da Mulher é realizar palestra com públicos diferenciados, para que estes sejam multiplicadores das informações. Cada espectador recebe um exemplar do Informe Legal com informações sobre a legislação e a estrutura desenvolvida em Sergipe para sua aplicação. Já foram realizadas outras palestras em associações de moradores, na Apae e a próxima será no dia 24 de maio, no canteiro de obras da Maikai, empreendimento da Laredo Construções, direcionada apenas para o público masculino.
“Ao longo dos anos, a mulher, que foi criada para ajudar o homem e não para guerrear com ele, tem sido vítima de preconceitos, porque ela, em alguns sentidos, não é igual ao homem, a exemplo da força física. Por isso, a Lei Maria da Penha nasceu para trazer igualdade entre os sexos, resguardar os direitos e proteger a vida da mulher”, explicou a juíza.
A palestra é uma das atividades da Coordenadoria da Mulher, órgão permanente do Poder Judiciário responsável por desenvolver políticas judiciárias no tratamento adequado da prevenção e repressão à violência doméstica, resguardando o direito da mulher. Entre outras informações, a magistrada falou: o que pode ser considerado violência doméstica, quais as sanções aplicadas ao agressor, o que o Estado pode garantir à mulher agredida, onde ou quem pode denunciar uma agressão.
“A vítima ou qualquer pessoa que presencie uma violência contra a mulher pode levar a notícia a uma delegacia ou se preferir pode ligar para o número 180. Não posso dizer que ao chegar em casa nenhuma mulher sofrerá uma agressão, mas a lei existe para ser cumprida e proteger a mulher, seja afastando o agressor do lar e obrigando-o a pagar uma pensão alimentícia, seja acolhendo a mulher em uma casa abrigo ou tantas outras medidas protetivas”.
Após a palestra da Juíza Adelaide Moura, houve a apresentação da Cia. de Teatro Arte em Ação, que de uma forma bem humorada abordou um assunto tão delicado. A personagem principal, Maria Flor – representada pela atriz e técnica judiciária Alessandra Teófilo, lotada na Diretoria de Comunicação do TJSE – apanhava constantemente do marido, Zé Valentão. A dupla arrancou risadas da plateia, mas deixou o recado: violência contra a mulher, nunca mais!
“Saio daqui hoje melhor informada, sei que nenhum homem tem o direito de agredir sua companheira e que nós mulheres podemos cobrar a garantia dos nossos direitos”, destacou a costureira Luciana dos Santos. “Acredito na importância da disseminação destas informações, não somente entre as mulheres, mas também entre os homens, para que os resultados sejam obtidos através da mudança de comportamentos”, acrescentou o engenheiro José Paixão, que também trabalha na fábrica.
Para a gerente da Fábrica Intergriffe’s, Francisca Pereira, o tema abordado pela magistrada tem grande importância para as mulheres, especialmente devido ao cunho educativo. “Não conhecemos a realidade pessoal de cada mulher que trabalha aqui, mas pode ser que alguma delas esteja passando por um problema semelhante ao que foi tratado nesta palestra. Acredito que todas absorveram as informações, até porque foram repassadas de forma muito simples, como numa conversa. Gostamos tanto que queremos levar a ação para nossa outra unidade que fica localizada em Aracaju”, disse.
O objetivo da Coordenadoria da Mulher é realizar palestra com públicos diferenciados, para que estes sejam multiplicadores das informações. Cada espectador recebe um exemplar do Informe Legal com informações sobre a legislação e a estrutura desenvolvida em Sergipe para sua aplicação. Já foram realizadas outras palestras em associações de moradores, na Apae e a próxima será no dia 24 de maio, no canteiro de obras da Maikai, empreendimento da Laredo Construções, direcionada apenas para o público masculino.
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Quinta, 17 Mai 2012 14:29
Suspensos prazos judiciais em que Procuradoria Federal em Sergipe atua
Devido a mudança para uma nova sede, a Procuradoria Federal no Estado de Sergipe (PF/SE – PGF/AGU) conseguiu, junto à Presidência do TJSE, a suspensão dos prazos judiciais nos processos em que atua no período de 14 a 18 de maio do corrente ano. A partir de segunda-feira, dia 21 de maio, a PF-PGF retomará suas atividades no novo prédio, localizado à avenida Rio Branco, 168, Centro de Aracaju. A mudança foi necessária porque o antigo prédio – que abrigava a gerência executiva do INSS – foi interditado pela Defesa Civil.
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Quinta, 17 Mai 2012 14:08
TJSE abrirá processo seletivo para estagiários de nível superior
O Tribunal de Justiça de Sergipe vai realizar mais um processo seletivo para estagiários de nível superior. O período de inscrição será de 23 de maio (quarta-feira) a 03 de junho, através do site www.tjse.jus.br. As provas serão aplicadas no dia 21 de junho, uma quinta-feira, das 14 às 16 horas, no bloco A, da Unit Farolândia, em Aracaju.
As áreas de interesse são Administração, Arquitetura, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, História, Informática, Jornalismo, Museologia, Psicologia e Serviço Social. O valor da inscrição será de R$ 20 e os aprovados receberão uma bolsa mensal de R$ 545 mais R$ 90 de auxílio-transporte.
Mais informações através do telefone 3226-3234.
As áreas de interesse são Administração, Arquitetura, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, História, Informática, Jornalismo, Museologia, Psicologia e Serviço Social. O valor da inscrição será de R$ 20 e os aprovados receberão uma bolsa mensal de R$ 545 mais R$ 90 de auxílio-transporte.
Mais informações através do telefone 3226-3234.
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Quinta, 17 Mai 2012 14:07
Pesquisa de Satisfação 2012: TJSE ouve usuários para melhorar prestação jurisdicional
Entre os dias 08 e 18 de maio, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), realiza a sua Pesquisa Anual de Satisfação com os jurisdicionados. Neste ano, a pesquisa foi estendida para os fóruns de Tobias Barreto e Glória e para a Vara da Lei Maria da Penha.
Além dos novos locais a pesquisa, que está em sua 4ª edição, é realizada também em todos os fóruns da capital, Juizado da Infância e Juventude, Vara de Execuções Criminais (VEC) e Vara de Execuções das Medidas e Penas Alternativas (Vempa) e nas Comarcas de Itabaiana, Lagarto, Estância, Propriá, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro. Na oportunidade, estão sendo ouvidos cerca de 1.500 usuários por 53 estagiários responsáveis pela coleta dos dados.
De acordo com a técnica judiciária e coordenadora da pesquisa, Adriana Araújo, os usuários respondem questões sobre a qualidade do atendimento das recepções e secretarias judiciais, horário e entendimento das audiências, estrutura física, localização e segurança dos fóruns.
"A partir das informações colhidas na pesquisa poderemos visualizar pontos de melhoria como ajustes no quantitativo de servidores e necessidade de novos treinamentos, além de aferir a demanda judicial em cada Fórum", explicou a coordenadora, acrescentando que o resultado da pesquisa será divulgado na segunda semana de junho.
A novidade da pesquisa desse ano será o encaminhamento de todas as críticas obtidas para o Ouvidoria. “Nosso objetivo é atingir a comunidade sergipana em geral e conhecer como as pessoas avaliam os serviços prestados pelo TJSE", complementou Adriana Araújo.
Para a diarista Solange de Jesus é muito bom ser ouvida pela Justiça. “Estou aqui hoje no Fórum Gumersindo Bessa para uma audiência. Achei o atendimento ótimo e avalio a pesquisa como muito importante para os usuários da Justiça”.
A estagiária de Administração do TJSE, Pryscilla Florêncio, explicou que participar da pesquisa como entrevistadora é uma experiência nova e enriquecedora. “Aplico na prática os conhecimentos teóricos e tenho acesso à realidade da prestação dos serviços do Judiciário sergipano”, concluiu a estagiária.
Além dos novos locais a pesquisa, que está em sua 4ª edição, é realizada também em todos os fóruns da capital, Juizado da Infância e Juventude, Vara de Execuções Criminais (VEC) e Vara de Execuções das Medidas e Penas Alternativas (Vempa) e nas Comarcas de Itabaiana, Lagarto, Estância, Propriá, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro. Na oportunidade, estão sendo ouvidos cerca de 1.500 usuários por 53 estagiários responsáveis pela coleta dos dados.
De acordo com a técnica judiciária e coordenadora da pesquisa, Adriana Araújo, os usuários respondem questões sobre a qualidade do atendimento das recepções e secretarias judiciais, horário e entendimento das audiências, estrutura física, localização e segurança dos fóruns.
"A partir das informações colhidas na pesquisa poderemos visualizar pontos de melhoria como ajustes no quantitativo de servidores e necessidade de novos treinamentos, além de aferir a demanda judicial em cada Fórum", explicou a coordenadora, acrescentando que o resultado da pesquisa será divulgado na segunda semana de junho.
A novidade da pesquisa desse ano será o encaminhamento de todas as críticas obtidas para o Ouvidoria. “Nosso objetivo é atingir a comunidade sergipana em geral e conhecer como as pessoas avaliam os serviços prestados pelo TJSE", complementou Adriana Araújo.
Para a diarista Solange de Jesus é muito bom ser ouvida pela Justiça. “Estou aqui hoje no Fórum Gumersindo Bessa para uma audiência. Achei o atendimento ótimo e avalio a pesquisa como muito importante para os usuários da Justiça”.
A estagiária de Administração do TJSE, Pryscilla Florêncio, explicou que participar da pesquisa como entrevistadora é uma experiência nova e enriquecedora. “Aplico na prática os conhecimentos teóricos e tenho acesso à realidade da prestação dos serviços do Judiciário sergipano”, concluiu a estagiária.
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Terça, 15 Mai 2012 17:49
STJ manda empresa de trem pagar despesas com funeral e sepultura
A empresa MRS Logística S/A deve pagar as despesas com funeral e sepultura de homem que foi atropelado por uma composição férrea pertencente à empresa. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A empresa deve pagar as despesas, limitadas ao mínimo previsto na legislação previdenciária.
O caso começou com uma ação de indenização por danos morais e materiais, ajuizada contra a empresa MRS Logística, que tinha cobertura securitária da AGF Brasil Seguros S/A.
O juiz de primeiro grau condenou a MRS a pagar a indenização por danos materiais, na forma de pensão mensal no valor de dois terços do salário mínimo, e por danos morais, fixada em R$ 300 mil, e condenou a AGF a pagar à MRS os valores gastos com a condenação. O magistrado julgou improcedente o pedido de indenização pelas despesas com funeral e sepultura.
A MRS e a AGF apelaram, e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) reduziu a pensão mensal para um terço do salário-mínimo, bem como a condenação por danos morais para R$ 60 mil, mas não se manifestou sobre as despesas com funeral e sepultura. O STJ, ao julgar recurso especial anteriormente interposto, determinou a devolução do processo à origem para que o tema fosse apreciado.
Opiniões divergentes
O tribunal estadual negou provimento à apelação nesse item, sob o argumento de que as despesas com o funeral e luto não teriam sido comprovadas nos autos. Em novo recurso especial interposto no STJ, o recorrente alegou contrariedade à jurisprudência do Tribunal.
A ministra relatora, Nancy Andrighi, afirmou que há divergência de entendimento na Corte sobre esse tema. A maioria dos ministros, incluindo ela própria, entende pela “desnecessidade de comprovação de despesas de funeral, devido à certeza do fato e da importância de se dar proteção e respeito à dignidade da pessoa humana”. Alguns ministros consideram que “as despesas devem ser indeferidas à míngua de qualquer comprovação do efetivo desembolso”.
De acordo com a posição majoritária, a necessidade de comprovação das despesas de funeral é entendimento antigo e já superado na Corte. A relatora ressaltou que o evento morte é incontroverso, logo a existência de funeral e sepultamento é fato conhecido, não se justificando a sua comprovação. Além disso, leva-se em conta a insignificância do valor, que é limitado ao piso estimado pela previdência social.
Para Nancy Andrighi, não se pode ignorar também a natureza social da verba, de proteção e respeito à dignidade humana. É razoável que aquele que vem a ser responsabilizado pela morte tenha a obrigação de arcar com esse ônus.
Fonte: STJ
O caso começou com uma ação de indenização por danos morais e materiais, ajuizada contra a empresa MRS Logística, que tinha cobertura securitária da AGF Brasil Seguros S/A.
O juiz de primeiro grau condenou a MRS a pagar a indenização por danos materiais, na forma de pensão mensal no valor de dois terços do salário mínimo, e por danos morais, fixada em R$ 300 mil, e condenou a AGF a pagar à MRS os valores gastos com a condenação. O magistrado julgou improcedente o pedido de indenização pelas despesas com funeral e sepultura.
A MRS e a AGF apelaram, e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) reduziu a pensão mensal para um terço do salário-mínimo, bem como a condenação por danos morais para R$ 60 mil, mas não se manifestou sobre as despesas com funeral e sepultura. O STJ, ao julgar recurso especial anteriormente interposto, determinou a devolução do processo à origem para que o tema fosse apreciado.
Opiniões divergentes
O tribunal estadual negou provimento à apelação nesse item, sob o argumento de que as despesas com o funeral e luto não teriam sido comprovadas nos autos. Em novo recurso especial interposto no STJ, o recorrente alegou contrariedade à jurisprudência do Tribunal.
A ministra relatora, Nancy Andrighi, afirmou que há divergência de entendimento na Corte sobre esse tema. A maioria dos ministros, incluindo ela própria, entende pela “desnecessidade de comprovação de despesas de funeral, devido à certeza do fato e da importância de se dar proteção e respeito à dignidade da pessoa humana”. Alguns ministros consideram que “as despesas devem ser indeferidas à míngua de qualquer comprovação do efetivo desembolso”.
De acordo com a posição majoritária, a necessidade de comprovação das despesas de funeral é entendimento antigo e já superado na Corte. A relatora ressaltou que o evento morte é incontroverso, logo a existência de funeral e sepultamento é fato conhecido, não se justificando a sua comprovação. Além disso, leva-se em conta a insignificância do valor, que é limitado ao piso estimado pela previdência social.
Para Nancy Andrighi, não se pode ignorar também a natureza social da verba, de proteção e respeito à dignidade humana. É razoável que aquele que vem a ser responsabilizado pela morte tenha a obrigação de arcar com esse ônus.
Fonte: STJ
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Terça, 15 Mai 2012 17:49
Juiz percebe armação e multa empregador e advogado
O golpe da “casadinha”, em que as duas partes combinam de antemão a negociação e apenas “encenam” o acordo em audiência, prejudicando o empregado, foi constatado por um juiz em audiência na Grande São Paulo.
O juiz Régis Franco e Silva de Carvalho, da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra, extinguiu a ação trabalhista por lide simulada, sem julgamento do mérito. No processo, uma churrascaria e um garçom pretendiam fazer um acordo após a demissão. O advogado do empregado, Marco Antônio de Carvalho Júnior, chegou a receber voz de prisão por desacato ao juiz.
Segundo termo assinado pelo juiz, as partes pretendiam fazer acordo de R$ 2 mil. Mas, durante a audiência, o garçom afirmou que, ao relatar ao dono da churrascaria que queria pedir demissão, o patrão ofereceu a ele R$ 2 mil, valor que aceitou. O acordo foi feito enquanto o garçom ainda estava empregado. O ex-empregado também disse que o chefe o orientou a aparecer na audiência "para assinar a papelada". Ele também deixou claro que não contratou o advogado, dizendo "que o conheceu lá na empresa".
Para o juiz, ficou evidente que se tratava de lide simulada. Além de pagar em até 48 horas o valor de R$ 2 mil ao garçom, a churrascaria e o advogado ficaram obrigados a pagar uma multa ao ex-empregado por litigância de má-fé, equivalente a 1% do valor da causa e mais indenização de 20% da causa. Além disso, a empresa foi condenada a pagar mais 20% do valor da causa à União, por ato atentatório ao exercício da jurisdição.
Desacato
Após perceber a lide simulada, o juiz solicitou, por telefone, o comparecimento de um dos membros da Comissão de Prerrogativas da OAB — subseção Itapecerica da Serra. O juiz explicava o ocorrido à representante da Ordem quando o advogado Carvalho Júnior começou a se exaltar, dirigindo-se “a este Magistrado aos gritos, dizendo que não permaneceria na sala de audiências”.
Foi dada a voz de prisão ao advogado por desacato à autoridade. Mas, como o advogado “continuava a insistir aos gritos”, que não queria permanecer na sala de audiências, foi autorizado a aguardar o término da redação do termo no saguão do Fórum.
Em seguida, Carvalho Júnior foi conduzido à Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra, acompanhado da representante da Comissão de Prerrogativas da OAB, de um agente de segurança e do diretor da Distribuição do Fórum.
O juiz mandou encaminhar cópia integral dos ofícios do processo para o Ministérios Públicos Federal, de São Paulo e do Trabalho, para as Polícias Civil e Federal e para a OAB-SP. Para o MPF e MPT, ele determinou que haverá a própria remessa dos autos, com intimação pessoal.
Procurado pela revista Consultor Jurídico, o advogado Marco Antônio de Carvalho Júnior se recusou a dar qualquer declaração sobre o episódio e disse que só vai se manifestar em juízo.
Fonte: Carlos Arthur França / Consultor Jurídico
O juiz Régis Franco e Silva de Carvalho, da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra, extinguiu a ação trabalhista por lide simulada, sem julgamento do mérito. No processo, uma churrascaria e um garçom pretendiam fazer um acordo após a demissão. O advogado do empregado, Marco Antônio de Carvalho Júnior, chegou a receber voz de prisão por desacato ao juiz.
Segundo termo assinado pelo juiz, as partes pretendiam fazer acordo de R$ 2 mil. Mas, durante a audiência, o garçom afirmou que, ao relatar ao dono da churrascaria que queria pedir demissão, o patrão ofereceu a ele R$ 2 mil, valor que aceitou. O acordo foi feito enquanto o garçom ainda estava empregado. O ex-empregado também disse que o chefe o orientou a aparecer na audiência "para assinar a papelada". Ele também deixou claro que não contratou o advogado, dizendo "que o conheceu lá na empresa".
Para o juiz, ficou evidente que se tratava de lide simulada. Além de pagar em até 48 horas o valor de R$ 2 mil ao garçom, a churrascaria e o advogado ficaram obrigados a pagar uma multa ao ex-empregado por litigância de má-fé, equivalente a 1% do valor da causa e mais indenização de 20% da causa. Além disso, a empresa foi condenada a pagar mais 20% do valor da causa à União, por ato atentatório ao exercício da jurisdição.
Desacato
Após perceber a lide simulada, o juiz solicitou, por telefone, o comparecimento de um dos membros da Comissão de Prerrogativas da OAB — subseção Itapecerica da Serra. O juiz explicava o ocorrido à representante da Ordem quando o advogado Carvalho Júnior começou a se exaltar, dirigindo-se “a este Magistrado aos gritos, dizendo que não permaneceria na sala de audiências”.
Foi dada a voz de prisão ao advogado por desacato à autoridade. Mas, como o advogado “continuava a insistir aos gritos”, que não queria permanecer na sala de audiências, foi autorizado a aguardar o término da redação do termo no saguão do Fórum.
Em seguida, Carvalho Júnior foi conduzido à Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra, acompanhado da representante da Comissão de Prerrogativas da OAB, de um agente de segurança e do diretor da Distribuição do Fórum.
O juiz mandou encaminhar cópia integral dos ofícios do processo para o Ministérios Públicos Federal, de São Paulo e do Trabalho, para as Polícias Civil e Federal e para a OAB-SP. Para o MPF e MPT, ele determinou que haverá a própria remessa dos autos, com intimação pessoal.
Procurado pela revista Consultor Jurídico, o advogado Marco Antônio de Carvalho Júnior se recusou a dar qualquer declaração sobre o episódio e disse que só vai se manifestar em juízo.
Fonte: Carlos Arthur França / Consultor Jurídico
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Justiça pelo Brasil
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Terça, 15 Mai 2012 17:48
Acordo de mais de R$ 1 milhão é homologado no TRT do Espírito Santo
O juiz titular da 3ª vara do trabalho de Vitória, Marcelo Tolomei Teixeira, homologou acordo no valor de R$ 1.238.960,61, referente a indenizações trabalhistas. As partes firmaram entendimento sobre os valores a serem pagos e o processo, que estava em fase de execução, foi incluído na pauta do Mês Regional da Conciliação, promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES).
O acordo foi celebrado na última quarta-feira (9/5). Do total de R$ 1.238.960,61, o trabalhador recebeu, em parcela única, o valor líquido de R$ 1.100.000,00. Os recolhimentos previdenciários totalizaram R$ 185.201,51 e o imposto de renda, R$ 137.263,73.
A ação, impetrada por um bancário, teve início em novembro de 2007 e o juiz Marcelo Teixeira proferiu sentença em março de 2011. A empresa recorreu mas a decisão de primeiro grau foi mantida pela 3ª Turma do Tribunal. Após o trânsito em julgado do processo (quando não há mais possibilidade de recurso), em setembro de 2011, teve início a fase de liquidação, para que os valores fossem calculados e pagos ao reclamante.
O funcionário trabalhou no banco no período de outubro de 1999 a março de 2007, ocupando cargo de confiança. Ele recorreu à Justiça do Trabalho para reivindicar diferenças salariais, horas-extras, auxílio-alimentação, ressarcimento por uso de veículo particular no trabalho dentre outras indenizações.
O Mês Regional da Conciliação, promovido pelo TRT-ES, vai até o dia 31 de maio. As audiências de conciliação foram marcadas em datas e horários estipulados pelas próprias varas do trabalho. O TRT-ES conta com 14 varas na capital e dez no interior, localizadas nos municípios de Alegre, Aracruz, Colatina, Guarapari, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Venda Nova do Imigrante e Cachoeiro de Itapemirim, onde funcionam duas varas.
Fonte: TRT-ES
O acordo foi celebrado na última quarta-feira (9/5). Do total de R$ 1.238.960,61, o trabalhador recebeu, em parcela única, o valor líquido de R$ 1.100.000,00. Os recolhimentos previdenciários totalizaram R$ 185.201,51 e o imposto de renda, R$ 137.263,73.
A ação, impetrada por um bancário, teve início em novembro de 2007 e o juiz Marcelo Teixeira proferiu sentença em março de 2011. A empresa recorreu mas a decisão de primeiro grau foi mantida pela 3ª Turma do Tribunal. Após o trânsito em julgado do processo (quando não há mais possibilidade de recurso), em setembro de 2011, teve início a fase de liquidação, para que os valores fossem calculados e pagos ao reclamante.
O funcionário trabalhou no banco no período de outubro de 1999 a março de 2007, ocupando cargo de confiança. Ele recorreu à Justiça do Trabalho para reivindicar diferenças salariais, horas-extras, auxílio-alimentação, ressarcimento por uso de veículo particular no trabalho dentre outras indenizações.
O Mês Regional da Conciliação, promovido pelo TRT-ES, vai até o dia 31 de maio. As audiências de conciliação foram marcadas em datas e horários estipulados pelas próprias varas do trabalho. O TRT-ES conta com 14 varas na capital e dez no interior, localizadas nos municípios de Alegre, Aracruz, Colatina, Guarapari, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Venda Nova do Imigrante e Cachoeiro de Itapemirim, onde funcionam duas varas.
Fonte: TRT-ES
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