Janaina Cruz
Presidente do TJSE tem primeira reunião com diretoria do Sindijus
O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Cezário Siqueira Neto, recebeu na tarde de hoje, 22/02, pela primeira vez após sua posse no último dia 1º, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus/SE). Ao final da reunião, o Presidente informou ao sindicato que o deputado Luciano Bispo, Presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, disse que deverá apresentar o projeto de lei que trata do reajuste dos servidores do TJSE logo após o Carnaval.
A reunião foi acompanhada também pelo Secretário de Finanças e Orçamento do TJSE, Pedro Vieira Santos. O Presidente do TJSE disse ao coordenador de Relações Institucionais e Comunicação do Sindijus, Plínio Pugliesi Cardozo, que vai analisar as demandas apresentadas na reunião de hoje.
Vagas abertas para projeto Justiça contra o tabagismo
O Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe, dando continuidade ao Projeto Justiça contra o Tabagismo, abre vagas para o 12º grupo. A previsão de início será no mês de abril.
O projeto de intervenção tem sido efetivado pela equipe multidisciplinar da unidade desde setembro de 2010, alcançando a margem de 77% de êxito com participantes que deixaram de fumar.
O sucesso do tratamento é otimizado pela tríade: motivação pessoal, medicação e apoio grupal, por meio das profissionais Sheilla Oliveira e Carina Andrade (psicólogas) e Edivaní Panta (assistente social).
Servidores que queiram participar podem realizar a inscrição através dos telefones 3226-3400 e 3414.
Judiciário estará presente nos principais circuitos do carnaval do Brasil
O carnaval é um dos feriados mais esperados pelos brasileiros e, por essa razão, o Poder Judiciário também se mobiliza para prestar serviço aos cidadãos. Assim como nos fins de semana, os tribunais trabalham em esquema de plantão, mas as unidades localizadas nas capitais que mais recebem turistas – Rio de Janeiro/RJ, Recife/PE e Salvador/BA – terão funcionamento especial.
Pela décima vez, em Recife, as ocorrências envolvendo crimes de menor potencial ofensivo durante o desfile do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco do mundo, serão atendidas no Juizado do Folião do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE).
Os registros poderão ser feitos em dois pontos: um no Fórum Thomaz de Aquino, na avenida Martins de Barros, no bairro de Santo Antônio; e outro na Estação Central do Metrô do Recife, no bairro de São José. O serviço vai funcionar das 13h às 21h, no sábado.
Plantão
Em todo o Brasil, o Judiciário terá o expediente suspenso até a quarta-feira de cinzas (1º/3), mas haverá plantão para atendimento de ações como pedidos de habeas corpus e prisão preventiva, assim como outras determinações da Resolução CNJ n. 71/2009, que trata do regime de plantão em primeiro e segundo grau de jurisdição.
No Rio de Janeiro, o Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos será instalado no Sambódromo para a prestação dos serviços jurisdicionais. O posto, que atua há mais de 10 anos na festa, poderá inclusive realizar audiências de custódia de presos em flagrante com encaminhamento da Polícia Civil. Entre as ocorrências que poderão ser atendidas estão agressões e violência sexual. Outra ação que será foco do juizado é o combate a quem urina nos locais públicos.
A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia vão desenvolver ações de combate à violência contra a mulher no carnaval. Trabalho semelhante está sendo feito pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, com ações psicopedagógicas durante o pré-carnaval.
Crianças
Também em Salvador, o carnaval vai mobilizar 350 servidores da 1ª Vara da Infância e da Juventude, que e proteger as crianças e adolescentes que transitarem pelos circuitos da folia. Serão distribuídas 50 mil pulseiras de identificação infantil nos seis postos de atendimento que vão funcionar 24 horas por dia.
No Rio de Janeiro, crianças que participarão dos desfiles no Sambódromo receberão pulseiras de identificação e a Justiça ainda estuda medidas para proteger os filhos de ambulantes que trabalham no local.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios editou portaria com o objetivo de prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente nos eventos de carnaval. De acordo com a norma, é permitido o ingresso e permanência de crianças e adolescentes nas matinês com término até as 20 horas do mesmo dia.
Folião expulso de baile de carnaval receberá indenização
A Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo foi condenada ao pagamento de indenização a folião que foi expulso de baile de carnaval. Ele e seu namorado foram agredidos por seguranças do clube e humilhados com xingamentos homofóbicos.
O autor da ação narra que participou do Baile Vermelho e Branco da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo. Na ocasião, durante a madrugada, percebeu que seu companheiro estava sendo agredido com socos e pontapés pelos seguranças do clube. Disse ter gritado por socorro, quando passou a ser agredido também. Além da violência física, que ocasionou o deslocamento de seu pulso, ele afirmou que ambos foram agredidos verbalmente, em meio a pessoas conhecidas, com ofensas homofóbicas, tendo sido arrastados para fora do salão.
O clube alegou que não houve agir ilícito, sendo que eventual abordagem dos seguranças somente se deu por provocação do autor e de seus amigos. Também afirmaram que a análise das câmeras de vigilância demonstrou que o autor jamais foi agredido pelos seguranças da festa, tendo, apenas, sido conduzido ao exterior do clube, sem contato físico.
Em1º grau, o clube foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 8 mil. Houve recurso da sentença.
Decisão
A apelação foi julgada junto à 10ª Câmara Cível do TJRS. Conforme o relator do apelo no Tribunal de Justiça, Desembargador Túlio Martins, é inconteste nos autos que os seguranças do clube excederam-se no exercício da sua atividade, pois empurraram o companheiro do autor e seguraram os dois pelos braços, arrastando-os para fora do salão sob xingamentos homofóbicos, tais como "bichinha, gay, veado", e ameaças do tipo "vou te ensinar a ser homem".
O magistrado também afirma que, conforme o depoimento de testemunhas, o autor não provocou tumulto na festa. Ainda, segundo o Desembargador, o autor e seu namorado realmente queriam ingressar em área reservada, localizada mais próxima ao palco e tinham credencial, pois portavam crachá de livre acesso identificando-os como sendo da imprensa.
No caso está evidenciado que os seguranças do clube se exaltaram e agiram com violência no cumprimento de seus deveres, pois machucaram o autor e o fizeram passar por situação constrangedora sem que este tenha dado motivos para tanto, destacou o Desembargador Túlio.
Assim, foi mantida a sentença do 1º grau, condenando o clube ao pagamento de indenização:
É inegável que o demandante, além da lesão corporal de natureza leve, passou por situação constrangedora e humilhante ao ser arrastado para fora do clube, com violação à sua honra e dignidade humana, afirmou o relator.
Também participaram do julgamento os Desembargadores Jorge Alberto Schreiner Pestana e Marcelo Cezar Müller, que acompanharam o voto do relator.
Processo nº 70071797583
Empresa aérea deve indenizar casal por atraso em voo
A Tam Airlines S.A. deve indenizar um casal e ressarcir o valor pago pela passagem aérea adicional adquirida. A decisão é da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que confirmou a sentença do juiz Calvino Campos, da 1ª Vara Cível de Araguari. Cada um dos cônjuges receberá R$19,7 mil pelos danos morais e R$8.477,17 pelos danos materiais. Além disso, o marido, que é médico, deverá receber R$3 mil, por lucros cessantes, por ter perdido uma cirurgia.
No processo, o casal alegou que comprou passagem aérea da empresa com destino à ilha de Rodes, na Grécia. Ao regressar, os cônjuges foram impedidos de desembarcar em Atenas, em razão de um movimento dos operadores de voo, fato que prejudicou as escalas previstas para Frankfurt, São Paulo e Uberlândia, para onde retornavam.
Os passageiros alegaram que desceram em São Paulo com mais de dois dias de atraso na programação original. Afirmaram que tentaram buscar ajuda na Central de Atendimento Internacional da Tam, porém sem sucesso, e tiveram que comprar passagens da Air France, prevendo conexões em Paris e São Paulo, com os preços em alta, devido à grande procura. Disseram ainda que a mulher, devido ao esgotamento físico e nervoso, teve um colapso de estresse na viagem extra, até mesmo por falta de acesso a cuidados de higiene básica, por dois dias, e que, em razão do atraso, o marido perdeu consultas e uma cirurgia em sua clínica particular.
A empresa aérea argumentou, em sua defesa, que o atraso se deu por motivo alheio a sua responsabilidade. Além disso, sustentou que o atraso em viagem não gera dano à honra, mas apenas meros dissabores.
O relator, desembargador Pedro Aleixo, manteve a decisão de 1ª Instância, sob o fundamento de que o casal comprovou o gasto com outra passagem e o médico, a perda de uma cirurgia marcada. Além disso, o magistrado concluiu que a viagem teve 51 horas de atraso sem assistência, o que ultrapassa meros dissabores. Os desembargadores Kildare Carvalho e Otávio de Abreu Portes votaram de acordo com o relator.
Associação dos Magistrados é recebida pelo Presidente do TJSE
Aconteceu na tarde de ontem, 20/02, uma reunião entre o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Cezário Siqueira Neto, o Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Antônio Henrique Almeida Santos, o Vice-Presidente, Fernando Luis Lopes Dantas, e o Juiz Auxiliar da Presidência do TJSE, Gilson Félix dos Santos. Essa foi a primeira visita da Amase após a posse da nova Mesa Diretora do TJSE, que aconteceu no último dia 1º.
Presidente do TJSE visita Assembleia Legislativa e fala sobre projeto de reajuste dos servidores
O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Cezário Siqueira Neto, esteve na manhã de hoje, 20/02, na Assembleia Legislativa de Sergipe. Ele foi recebido pelo Presidente da AL, deputado Luciano Bispo. Entre outros assuntos de interesse do Judiciário estadual, eles conversaram sobre o projeto de lei que trata do reajuste dos servidores do TJSE. O projeto já estava na Casa Legislativa e o Deputado Luciano Bispo comprometeu-se em levá-lo para a leitura na tarde de hoje. A visita foi acompanhada pelo Juiz Auxiliar da Presidência, Gilson Félix dos Santos.
Boletim Jurídico: edição 01/17 está no ar
O Desembargador Ruy Pinheiro, Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, informa que a edição 01/2017 do Boletim Jurídico encontra-se disponível.
O Boletim Jurídico é produzido pela Vice-Presidência do TJSE, através da Diretoria de Divulgação Judiciária. As seções do Boletim Jurídico estão divididas em: Tribunal Pleno, Câmaras Cíveis Reunidas, 1ª Câmara Cível, 2ª Câmara Cível e Câmara Criminal.
A publicação é um importante instrumento que auxilia a comunidade jurídica a ter um fácil acesso à jurisprudência de segundo grau do Poder Judiciário sergipano.
O acesso é feito no Portal da Vice-Presidência, por este link Serviços/Boletim Jurídico.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (79) 3226-3180 / 3182.
Presidente do TJSE faz segunda viagem por Comarcas
O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Des. Cezário Siqueira Neto, realizou nesta sexta-feira, 17.02, sua segunda viagem pelo Estado em busca de conhecer pessoalmente a atuação do Judiciário sergipano, com a finalidade de balizar as ações da Presidência no biênio 2017/2019.
A comitiva iniciou o dia em Cristinápolis, a 118 km de Aracaju. Lá foi recebida pelo Juiz José Marcelo Barreto Pimenta, que demonstrou a qualidade dos serviços prestados. Lá também o Des. Cezário Siqueira pôde rever uma das maiores referências em cartórios extrajudiciais do Estado, o Tabelião José Benito Leal Soares, que, inclusive empresta seu nome ao Fórum do Distrito de Tomar do Geru.
Em seguida, o Presidente do TJSE partiu para a Comarca de Umbaúba, onde atua o Juiz Substituto Anderson Clei Santos. Entre outros aspectos, chamaram atenção os esforços para proporcionar um atendimento mais humanizado, que inclui até uma brinquedoteca, providenciada pela Juíza Titular Karyna Torres Gouveia Marroquim Abdala.
A terceira parada foi em Arauá, onde o Juiz Luiz Eduardo Araújo Portela fez a apresentação sobre o funcionamento do fórum. Lá, o Desembargador também encontrou pessoas com quem já trabalhou, como os servidores Firmo dos Santos Fagundes e Filenila Guimarães.
A segunda viagem pelo Estado terminou na Comarca de Estância, onde a equipe da Presidência foi recepcionada pelos Juízes Daniel Leite da Silva (Vara Criminal) e Tatiany Nascimento Chagas de Albuquerque (2ª Vara Cível). Nesse último Juízo, ficou notório aos visitantes o empenho por um atendimento mais humanizado proporcionado pela magistrada. Outro destaque foi a organização do Supervisor do fórum Antônio Rocha.
Acompanharam a visita, o Juiz Auxiliar da Presidência, Gilson Felix do Santos; a Secretária de Planejamento e Administração, Márcia Martins; Flávio Albuquerque, Diretor de Segurança; Sérgio Augusto Oliveira, Chefe do Departamento de Obras; e a Arquiteta Clarissa Lisboa Brito.
Decisão contra preconceito racial na capital federal vence concurso do CNJ
Indignada por não ser atendida no caixa preferencial destinado a gestantes e idosos de um supermercado de Brasília/DF, uma mulher referiu-se à atendente como “essa preta do cabelo tóin-óin-óin”.
O caso acabou na justiça em ação movida pela funcionária do supermercado. A cliente foi condenada por injúria racial e a sentença, dada pelo juiz substituto da 4ª Vara Criminal de Brasília, Newton Mendes de Aragão Filho, foi vencedora do I Concurso Nacional de Decisões Judiciais e Acórdãos em Direitos Humanos, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na categoria “Direitos da população negra”.
O concurso feito em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) destaca sentenças que efetivamente protegeram os direitos de vários segmentos da população, desde as crianças, os imigrantes e os refugiados, por exemplo.
A entrega dos prêmios foi feita pela presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, na última terça-feira (14/2). “Aprendendo que têm direitos fundamentais, as pessoas iriam buscar esses direitos assim que esses direitos fossem desrespeitados, lesados ou não cumpridos integralmente”, disse a ministra na ocasião.
O caso que deu origem à ação penal pública ajuizada na 4ª Vara Criminal de Brasília ocorreu em 2013, motivado por uma discussão entre uma operadora de caixa preferencial de um hipermercado e uma cliente. De acordo com a ação, após ser informada de que não poderia ser atendida naquele caixa, a cliente passou a gritar ofensas discriminatórias relacionadas à cor e ao cabelo da funcionária. Em seguida à ofensa, a vítima, que não retrucou as agressões, teria corrido ao banheiro para chorar e disse que nunca mais usou o cabelo solto com receio de passar novamente por esta situação.
Racismo – Conforme a ação, as ofensas ocorreram na frente de pelo menos 15 pessoas. Em sua sentença, o magistrado Newton Mendes de Aragão Filho considerou que o Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, pela qual se compromete a não encorajar, defender ou apoiar a discriminação racial praticada por uma pessoa ou uma organização qualquer. Para o juiz, a utilização da expressão "cabelo tóin-óin-óin" para expressar inconformismo com a situação da fila do supermercado não pode ser considerado como uma simples descrição de características físicas. “Temos que reconhecer que na sociedade há um racismo entranhado e que muitas vezes as pessoas pouco notam e que é suscitado na defesa [da ação] como um episódio banal”, diz o juiz Aragão.
Condenação – O juiz Aragão condenou a ré a dois anos de reclusão, que pode ser convertida em duas penas restritivas de direito a serem definidas pelo juízo da execução. Além disso, a ré foi condenada ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais à funcionaria do supermercado e R$ 3 mil para as custas processuais e honorários. Para o juiz Newton, há necessidade de incorporar nas decisões judiciais os tratados de direito internacional. “Espero que a decisão tendo essa publicidade pelo concurso possa de algum modo fazer que as pessoas que sejam vítimas, não só os negros, mas qualquer minoria, busquem no judiciário ou nos órgãos de proteção a tutela de seus direitos, não fiquem inertes e acreditem no poder judiciário”, diz o magistrado.




