Janaina Cruz

Janaina Cruz

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu proposta do ministro Paulo de Tarso Sanseverino para afetar recurso especial sobre repetição de indébito em favor do mutuário ao rito dos repetitivos (artigo 1.036 do novo Código de Processo Civil). O tema foi cadastrado com o número 968 no sistema dos repetitivos.

O ministro, que é o relator do caso, propôs a afetação tendo em vista a multiplicidade de recursos que chegam ao STJ com fundamento em idêntica controvérsia. Ele determinou a suspensão, em todo o território nacional, dos recursos pendentes sobre a questão, com exceção das hipóteses de autocomposição, tutela provisória e coisa julgada, de acordo com as circunstâncias de cada caso concreto.

Juros de mora

Os ministros da Segunda Seção vão firmar tese a respeito do cabimento da incidência de juros remuneratórios na repetição de indébito apurado em favor do mutuário de contrato de mútuo feneratício (com incidência de juros), e ainda da taxa de juros remuneratórios a ser aplicada nessa hipótese.

Há precedentes do STJ no sentido de não ser cabível a incidência de juros remuneratórios à taxa contratada na repetição de indébito, cabendo somente juros de mora – que, segundo a jurisprudência atual, incidem desde a citação em casos de responsabilidade contratual (AR 4.393; AgRg no REsp 1.359.397).

Sanseverino abriu prazo de 15 dias úteis para que a Defensoria Pública da União e o Banco Central do Brasil se manifestem, e de 30 dias úteis para a manifestação escrita de órgãos e entidades com interesse na controvérsia.

Processo relacionado: REsp 1552434

Por unanimidade, a 4ª Câmara de Direito Privado condenou a Fundação Padre Ibiapina, mantenedora do Colégio Diocesano do Crato, a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais à mãe de criança que morreu afogada durante passeio escolar. Também terá de pagar pensão mensal. A decisão, proferida nesta terça-feira (07/02), teve como relator o desembargador Francisco Bezerra Cavalcante.

“Verifica-se que, de fato, houve negligência do apontado réu [Fundação] na organização do evento, porquanto permitiu o acesso dos participantes da festa (Dia das Crianças) na piscina; não disponibilizou salva-vidas a contento neste local e ainda deixou infantes à mercê do seu destino”, explicou o relator.

De acordo com o processo, no dia 11 de outubro de 2007, o Colégio Diocesano do Crato levou estudantes para um dia recreativo na piscina do Crato Tênis Clube. Durante o evento, o menino, aos dez anos à época, foi encontrado sem sinais vitais dentro da piscina. Ao chegar no hospital, constatou-se o óbito do garoto.

Por isso, a mãe dele ajuizou ação contra a Fundação e o Crato Tênis Clube, requerendo indenização por danos morais e materiais. Alegou negligência por parte da instituição, e disse que as crianças foram autorizadas a entrar na piscina com mais de três metros de profundidade, e que no momento da brincadeira não havia supervisor, tampouco salva-vidas.

Na contestação, o Crato Tênis Clube defendeu não ter culpa no ocorrido, tendo apenas cedido as instalações físicas para o Colégio, que se responsabilizou pela segurança dos alunos. Informou não ter sido negligente, pois as instalações eram apropriadas e seguiam normas de segurança.

Já a Fundação afirmou que tomou todas as providências cabíveis para resguardar a segurança dos alunos durante o evento, e que a morte do filho ocorreu por causa de doença cardíaca preexistente. Sustentou que o garoto não confirmou a presença no evento por meio de assinatura dos pais e entrou no recinto de forma irregular. Argumentou que durante todo o tempo em que as crianças usavam a piscina, a atividade era acompanhada pelos educadores responsáveis, e que o suposto afogamento teria ocorrido após o encerramento das brincadeiras.

Em janeiro de 2013, o Juízo da 4ª Vara Cível do Crato condenou a Fundação Padre Ibiapina a pagar R$ 120 mil, a título de danos morais, a partir do dia do acidente, bem como a pagar pensão mensal equivalente a 2/3 do salário mínimo, a contar da data em que a vítima completaria 14 anos, até o momento que alcançaria 25. A partir daí, o valor seria de 1/3 do salário mínimo, até quando o menino atingiria 65 anos. Com relação ao Crato Tênis Clube, julgou extinto o processo sem resolução de mérito por considerar que o estabelecimento não contribuiu para o ocorrido.

Inconformados com a sentença, ambas as partes apelaram (nº 0003766-88.2009.8.06.0071) ao TJCE. A mãe do garoto pediu aumento da indenização porque considerou que o valor não foi de acordo com a natureza e gravidade do caso. A Fundação Casa Ibiapina, por sua vez, afirmou ser responsabilidade do Crato Tênis Clube manter salva-vidas na piscina.

Ao julgar os recursos, a 4ª Câmara de Direito Privado negou provimento ao pleito da instituição e concedeu parcial provimento ao da mãe do menino para majorar o valor da reparação. “Não há, a meu juízo, por tudo quanto provado nos autos, justificativa plausível para tanta desídia e irresponsabilidade. Uma mãe entregou o seu filho a uma instituição educacional para educá-lo, ensinar-lhe os primeiros passos no caminhar pela vida e, de repente, o vê morto. Sonhos, vida, esperança se foi, daí, repito, o acerto da decisão”, ressaltou o desembargador.

Usuários de plano de saúde coletivo têm legitimidade ativa para ajuizar individualmente ação contra cláusula de contrato de plano de saúde. Com base nesse entendimento, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, concedeu tutela provisória para possibilitar que uma mulher seja reintegrada a um plano de saúde, e, dessa forma, continue seu tratamento de quimioterapia contra um câncer.

O ministro destacou que o pedido feito pela segurada apresenta “plausibilidade jurídica”, além de se tratar de uma paciente com doença grave, correndo riscos caso a tutela não fosse concedida e o tratamento continuasse interrompido.

Após a rescisão unilateral de contrato, a mulher entrou com um pedido para ser reintegrada no plano, restabelecendo a cobertura que a permitia tratar o câncer. A tutela foi concedida pelo juiz de primeira instância e depois revogada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Legitimidade ativa
O entendimento do TJ-SP é que a segurada não tinha legitimidade ativa para propor a ação, já que era apenas beneficiária de um plano celebrado por intermédio da Fecomércio de São Paulo com a Qualicorp e a Golden Cross.

No recurso especial, a mulher questiona a conclusão do tribunal paulista. O ministro Humberto Martins destacou que o STJ possui entendimento de que os usuários de plano de saúde coletivo têm legitimidade ativa para ajuizar individualmente ação contra cláusula de contrato de plano de saúde, demonstrando a plausibilidade do pedido com a probabilidade de o recurso ser provido pelo tribunal, quando o mérito for apreciado.

No caso analisado, a cláusula combatida é a que prevê a rescisão unilateral e imotivada do contrato, o que ocorreu, deixando a segurada sem cobertura em meio a doença.

Efeito suspensivo
O ministro atribuiu efeito suspensivo ao REsp para reintegrar a paciente ao plano de saúde nas condições anteriores, sem carência ou cobertura parcial, mediante pagamento da mensalidade até o julgamento em definitivo do recurso especial.

Com a decisão, a paciente terá acesso ao Fulvestran, medicamento utilizado nas sessões de quimioterapia, além de outros serviços necessários ao tratamento.

O mérito do recurso que discute a cobertura da segurada será analisado pelos ministros da 3ª Turma do STJ. A decisão do ministro Humberto Martins se deu no exercício da Presidência, durante o plantão judiciário. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Levantamento feito pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul revela que as maiores vítimas de crimes sexuais são crianças e pré-adolescentes.

Entre 11 e 13 anos de idade - 118 (32%) de 359 pessoas agredidas, 87% das vítimas são do sexo feminino.Na faixa etária que vai dos dois aos 10 anos são 158 vítimas, 44% do total. São majoritariamente meninas quase sempre estupradas e/ou abusadas sexualmente por pessoas que conhecem, 95% delas homens. Pais e padrastos representam 25% dos agressores.

Os dados foram coletados analisando-se os 277 processos de crimes sexuais que tramitaram na 7ª Câmara Criminal em 2016. O colegiado é um dos quatro do TJRS que atua sobre recursos dessa natureza.

Entre os crimes praticados, 77% se enquadraram como estupro de vulnerável, 24% como exploração sexual e 2% divididos em estupro, violação sexual mediante fraude, assédio sexual, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente (todos previstos no Código Penal), e venda ou distribuição de material fotográfico ou de vídeo contendo cenas de sexo com menores (Estatuto da Criança e do Adolescente)

Nos processos verificou-se que 67% das vítimas sofreram com mais de uma violência.

Realidade

Os dados apurados pela Câmara reproduzem e reforçam uma realidade nacional. Em 2014, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), baseado em números de 2011 do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN, ligado ao Ministério da Saúde), mostrava que 88,5% das vítimas de estupro eram do sexo feminino e mais da metade tinha menos de 13 anos de idade.

Mudança

Na mesma apuração feita pela 7ª Câmara sobre processos julgados em 2015, chamava a atenção o longo tempo decorrido entre o fato e a denúncia: 82% dos abusos só eram revelados depois de um ano. No levantamento mais recente (2016), o quadro se altera. Enquanto quase metade (48%) das violências foram denunciadas nos primeiros 30 dias, 74% delas foram reveladas antes de completar um ano.

Por outro lado, dois dos casos analisados só foram admitidos após oito anos. Fenômeno que para o Desembargador José Antonio Daltoé Cezar, coordenador do levantamento, pode estar atrelado ao conceito de síndrome do segredo, que traduz os sentimentos de vergonha e humilhação das vítimas.

Já a distância temporal entre o fato e o ajuizamento da ação não ultrapassa, na maioria os casos, ano e meio.

Ambiente

Um dos aspectos que ajudam a entender o contexto das vítimas é a relação com os seus algozes. A maior fatia, 29%, é a dos conhecidos, ou seja, moradores do mesmo bairro, colegas, amigos de amigos, motorista de escolar, pastor, professor.

A seguir (15%) vêm pessoas que mantiveram algum tipo de envolvimento mais próximo, ex-marido ou ex-namorado. Parentes completam a lista. Pais são responsáveis por 11% dos ataques, padrastos, 14%, tios, 7%, mães, 4%, avôs, 3% e irmãos 1%. Em 35% dos casos, vítima e agressor viviam no mesmo local.

Dentre os 277 processos analisados, 83% chegaram ao grau de recurso com sentenças condenatórias. Na 7ª Câmara do TJ, 71% delas foram mantidas, além de 2% reformadas para condenar.

Depoimento especial

O levantamento buscou números relativos ao uso do Depoimento Especial, modalidade mais sensível e segura para crianças e adolescentes agredidas sexualmente. O índice foi de 19%, menor do que no ano passado, quando 23% das vítimas foram ouvidas por meio do DE.

O Presidente da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Desembargador Diógenes Barreto, comunica, para ciência dos advogados, que - sem prejuízo do permissivo contido no art. 151, § 1º, do RITJSE, e de modo a otimizar os trabalhos nas Sessões da Câmara Criminal - será oportunizado o agendamento prévio do requerimento de preferência com ou sem sustentação oral, através dos telefones 3226-4299 / 3138 / 4245.

A Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, em razão da necessidade de capacitação nas competências estratégicas e conforme recomendação do Conselho Nacional de Justiça, convoca os servidores abaixo relacionados para o curso Procedimento de Plantão Judiciário - Turma 2, a ser realizado pela Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), por meio da Coordenadoria de Cursos para Servidores.

 

Curso:

PROCEDIMENTO DE PLANTÃO JUDICIÁRIO – TURMA 2

Período:

10, 21 e 24 de fevereiro de 2017

Horário:

10/02 - 8 às 10 horas

21 e 24/02 - 8 às 13 horas

Local:

Laboratório e Sala 02, 7º andar, anexo II

Público-alvo:

Servidores da equipe fixa e complementar da Ceplan do TJSE

Objetivo:

Atualizar e padronizar o método de atuação dos servidores na Central Plantonista durante o período de 2017, mediante a exposição de normativos, noções gerais, situações peculiares e/ou relevantes.

Carga horária:

12 horas/aulas

Facilitador(es):

Eneide Gomes Mendes Diniz, Técnica Judiciária e Chefe da Central de Plantão Judiciário, Pós-Graduada em Direito Processual Civil pela Faculdades Integradas Jacarepaguá-FIJ;

Soraya Ramos de Souza, Técnica Judiciária e Chefe da Central de Protocolo e Registro do Tribunal de Justiça, com especialização em Recursos Humanos – Gestão de Pessoas;

Realização:

Coordenadoria de Cursos para Servidores

Conteúdo programático:

1.Bases Legais

2.Aspectos de Gerenciamento e Organização

3. Condutas a serem adotadas no plantão

 4.Audiência de Custódia e Mandado de Prisão/Soltura Eletrônico

5.Práticas Cartorárias I – Criminal (PGRAU)

6.Práticas Cartorárias II - Cível

7.Práticas Cartorárias III – 2º Grau

Mais informações:

3226-3318 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Convocados

Nome

Matrícula

Lotação

1

ALYSSON TADEU SANTOS GONZAGA

10.211

7º JEC

2

BRENO RIBEIRO BARRETO SOBRAL

7.108

CENTRAL DE MANDADOS

3

CLEBERTON ARAGÃO SILVA

10.884

RIACHUELO

4

CRISTIANO FERNANDES SANTOS DA INVENÇÃO

7087

CENTRAL DE PLANTÃO JUDICIÁRIO

5

DIEGO ALVES SANTOS

13.680

8º JEC

6

DIEGO ANDRADE PRADO

10.867

1ª VARA DE ITAPORANGA

7

JIMMY FONSECA CORREIA

8351

CENTRAL DE PLANTÃO JUDICIARIO

8

JOÃO BOSCO DA SILVA CRUZ

8.342

ESCRIVANIA DA CÂMARA CRIMINAL E TRIB. PELNO

9

JOÃO DE ASSIS MARTINS JÚNIOR

13.894

NOSSA SRA. DA GLÓRIA

10

JONES MANOEL RIBEIRO DA SILVA

13.725

19ª VARA CÍVEL

11

JOSENILDE SOUZA SANTOS

1.369

PROTOCOLO DO 2º GRAU

12

LUIZ GUSTAVO DE OLIVEIRA RAMOS

7.880

28ª VARA CÍVEL

13

MÁRCIA MARIA DA SILVA SANTOS

15.132

CENTRAL DE PLANTÃO JUDICIÁRIO

14

MARIA AUXILIADORA DE SOUZA BRITO

9.055

6ª VARA CÍVEL

15

MARINA SILVA VALEIJO

14.942

2ª VARA CÍVEL DE SÃO CRISTOVÃO

16

RAFAEL DE GOIS NETO

7.729

RIACHUELO

17

RICLEI ARAGÃO NETO

7203

NOSSA SRA DAS DORES

18

ROBSON LUIS DE SOUZA AGUIAR

7.246

CENTRAL DE MANDADOS

19

WANINA RAMOS SILVA FRAGA

7.821

DIV. DE PRECATÓRIOS

A Desembargadora Iolanda Guimarães, empossada no cargo de Corregedora-Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe na última quarta-feira, visitou hoje, 06/02, a Central do Plantão Judiciário (Ceplan), localizada no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, para conhecer o funcionamento da audiência de custódia. Em 2016, foram realizadas 3.616 audiências de custódia, sendo que 1.415 resultaram em liberdade provisória e 2.240 em prisão preventiva. Hoje foi o primeiro dia que as audiências de custódia foram ampliadas para mais seis municípios.

“Acompanhamos, hoje, o caso da primeira aplicação da audiência de custódia para um homem que foi preso em flagrante em Nossa Senhora do Socorro. Ele foi preso ontem e hoje já apresentado à Juíza. O Ministério Público pediu a conversão da prisão provisória em preventiva, a Defensoria pediu a liberdade e a Juíza concedeu. Se não tivesse a audiência de custódia, talvez a magistrada não tivesse condições de fazer uma avalição mais humanizada”, opinou a Desembargadora Iolanda, lembrando que com a ampliação, as audiências de custódia passam a abranger 66% dos autos de prisão em flagrante no Estado.

O caso descrito por ela foi de um desempregado, de 58 anos, morador do conjunto Marcos Freire, que agrediu fisicamente a filha após uma briga. Ele não tinha antecedentes criminais e vai responder ao processo em liberdade, tendo que se abster de morar no mesmo endereço que a vítima e obrigado a se recolher entre as 20 e 6 horas. Outras seis audiências foram realizadas pela Juíza Brígida Declerc Fink e acompanhadas pela Promotora de Justiça e Defensora Pública plantonistas, respectivamente Euza Missano e Emília Correia. Os outros cinco flagrantes aconteceram em Aracaju e um em São Cristóvão. Dos sete casos, cinco foram mantidas as prisões preventivas, emitido um alvará de soltura e uma liberdade provisória com pagamento de fiança.

Para o Supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Medidas Socioeducativas (GMF), Desembargador Diógenes Barreto, a audiência de custódia é fundamental para diminuição da superlotação no sistema prisional de Sergipe. “Boa parte dos que foram para audiência de custódia não ficaram encarcerados porque o Juiz já verificou que naquele caso ele poderia substituir a prisão por outras medidas cautelares. Isso ocorreu em cerca de 40% dos casos em Sergipe”, enumerou.

A visita também foi acompanhada do Juiz Corregedor Daniel Vasconcelos. “A audiência de custódia foi um projeto capitaneado pelo Conselho Nacional de Justiça que Sergipe abraçou logo na primeira hora. Os resultados são excelentes porque têm dado celeridade na apreciação desse tipo de prisão e demonstrado que esse contato do Juiz com o custodiado é muito produtivo porque evita situações em que a análise fria do papel não ensejaria uma concessão do benefício, acarretando uma piora do quadro do sistema penitenciário”, analisou o magistrado.

Como funciona

As audiências de custódia – que tiveram início em Sergipe em outubro de 2015 – são realizadas durante o plantão diurno, nos dias úteis das 14 às 16 horas, e nos finais de semana e feriados das 11 às 13h, na Ceplan, no 1º piso do Fórum Gumersindo Bessa. Até a semana passada, as audiências eram realizadas para os flagrantes ocorridos em Aracaju, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão. A partir de hoje, foram ampliadas para Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras, Santo Amaro, Riachuelo, Itaporanga e Maruim.

A audiência de custódia deve acontecer em até 24 horas após a prisão em flagrante. O detento é apresentado ao Juiz plantonista para que seja decidido se o julgamento será ou não aguardado em liberdade. É analisada a legalidade da prisão, se o réu preenche os pressupostos necessários para responder ao processo em liberdade e se sofreu algum tipo violência durante a prisão. Ao final, se constatado que o flagranteado atende a esses requisitos e é réu primário, são aplicadas medidas cautelares para que ele compareça aos atos da eventual ação penal a ser homologada.

A Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, vem confirmar as inscrições dos servidores abaixo elencados para o curso SEI Básico – 07/02.

 

Curso:

SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES - SEI (BÁSICO)

Dia do curso:

Horário:

Carga horária:

07 de fevereiro de 2017 (terça-feira)

14 às 18 horas

04 horas/aulas

Local:

Laboratório de informática da EJUSE

Anexo 2 - 7º andar

Mais informações:

3226-3318, 3226-3337, 3226-4204 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Relação dos inscritos

 

Local: EJUSE - Anexo 2 - Laboratório do 7º andar

 

 

Nome

Matrícula

Lotação

1

ALCIONE ALVES DA P. M. MENEZES

14466

3ª Vara Cível

2

ALISSON MICAELI SALES VENANCIO

10592

1ª Vara Criminal

3

ANA ESTHER GARCIA MORENO MELO

10369

Divisão de Precatórios

4

ANDRÉA MATOS DIAS BARRETO

8008

Divisão de Precatórios

5

DENIMYS RENE SANTOS

3900

25ª Vara Cível

6

DILMARA DA CRUZ ANDRADE

7417

1º Núcleo de Serviço Social e Psicologia

7

ELENILZA BARBOSA DE SANTANA

3534

25ª Vara Cível

8

FABIANA MEDEIROS DE SOUZA

7540

1ª Vara Criminal

9

FABYANNY R. LUCAS PALMEIRA

9137

25ª Vara Cível

10

FERNANDA MENEZES R. DE JESUS

8456

Gab. Des. Roberto Eugênio da F. Porto

11

GABRIELA OLIVEIRA MANDARINO

4475

Sub-Secretaria da 1ª Câmara Cível

12

JULIANA DÉDA OLIVEIRA

4247

Gab. Desa. Ana Lúcia Freire A. dos Anjos

13

LADYS LENY SANTOS DE JESUS

18465

Boquim

14

LAURA ANNE FREITAS ANDRADE

18462

Arauá

15

MAYANA DE SOUZA P. LIMA LEITE

10344

São Cristóvão - 2ª Vara Cível

16

PATRICIA MAYNARD A. MACHADO

15844

Divisão de Arquitetura

17

PATRÍCIA SANTANA SANTOS  

9133

EJUSE

18

ROBSON LEITE SAMPAIO

3544

25ª Vara Cível

19

TIRZAH MIRIAM COSTA DIAS

16379

Arauá

20

VIVIANNE LIMA ARAGÃO

18416

Arauá

O Tribunal de Justiça de Sergipe, a partir de hoje, 01/02, tem novos gestores. A Mesa Diretora para o biênio 2017-2019 – composta pelos Desembargadores Cezário Siqueira Neto, na Presidência; Ruy Pinheiro, na Vice-Presidência; e Iolanda Guimarães, na Corregedoria Geral da Justiça – foi empossada no final da tarde, no auditório do Palácio da Justiça. A solenidade foi prestigiada por autoridades, magistrados, servidores, familiares e amigos dos empossados.

O novo Presidente recebeu a imprensa, antes da posse, e disse que administrar o Poder Judiciário é um desafio confortante. “Sabemos que temos a melhor equipe possível, contamos com administrações anteriores que melhoraram a prestação jurisdicional e isso tudo nos faz ver esse desafio com tranquilidade”, ressaltou. Quando questionado sobre a superlotação carcerária, ele disse que, apesar de não ser uma responsabilidade do Judiciário, todos os esforços já estão sendo efetuados, juntamente com outros órgãos parceiros, para manter a situação de Sergipe sob controle; porém são necessários investimentos na construção de penitenciárias e na ressocialização dos detentos.

Também participou da coletiva o Vice-Presidente, Desembargador Ruy Pinheiro, que informou aos jornalistas que será dada a continuidade aos trabalhos, com perseverança. “O Desembargador Cezário honra nossa classe e tenho certeza que teremos uma boa administração. Quanto à crise, isso é um fato nacional e vamos esperar que com o tempo tudo volte à calmaria”, opinou.

Já a Desembargadora Iolanda Guimarães, que agora passa a condução da Ouvidoria Geral de Justiça para a Desembargadora Elvira Maria de Almeida Silva, ressaltou que pretende continuar o trabalho realizado pelo Desembargador Ricardo Múcio. “A Ouvidoria hoje funciona como um filtro para a Corregedoria porque é um canal que a sociedade tem para fortalecer e melhorar a prestação jurisdicional”, explicou a nova Corregedora Geral.

A solenidade foi aberta pelo Desembargador Luiz Mendonça, que após dois anos, deixa a Presidência do TJSE. Ele iniciou seu pronunciamento agradecendo a todos da gestão 2015-2017. “Há dois anos assumi a Presidência com a promessa de poucas palavras e muito trabalho. Atender o interesse público foi um propósito irrefutável. Foram inúmeros os desafios, mas não me faltou coragem para superar os obstáculos com o apoio dos colegas da Mesa e de todos integrantes do Tribunal Pleno”, ressaltou.

Após o juramento e assinatura do termo de posse dos membros da nova Mesa Diretora, o Desembargador Cezário Siqueira Neto, também iniciou seu discurso fazendo agradecimentos. Ele falou sobre familiares e amigos, ressaltando o apoio das Desembargadoras Marilza Maynard e Josefa Paixão e também de Marilza Franco, esposa do saudoso Desembargador Fernando Franco. “A tônica da minha gestão é escolher as pessoas pelo mérito, pois assim fui escolhido”, completou.

O novo Presidente apresentou nomes de alguns gestores escolhidos para sua administração, destacando as qualidades de cada um. Depois, falou sobre as prioridades para os próximos dois anos: continuar cumprindo as metas estabelecidas pelo CNJ; aumentar os investimentos em tecnologia; aprimorar os projetos que fortaleçam o 1º grau; tornar a Escola Judicial (Ejuse), um local de debates sobre os problemas do Judiciário, focando na padronização dos métodos de trabalho; valorizar os servidores, buscando meios de incentivá-los no aprimoramento dos seus currículos; incentivar o trabalho preventivo do Centro Médico, entre outros.

O Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Antônio Henrique Almeida Santos, contou que conversou com o Desembargador Cezário recentemente. “Ele já adiantou esse diálogo com a Amase no sentido de demonstrar o interesse pelas demandas dos magistrados. Então, tenho certeza que essa boa relação que sempre existiu entre a Associação e a Presidência do TJ vai permanecer”, elogiou o Presidente da Amase.

O Presidente da Ordem dos Advogados de Sergipe, seccional Sergipe, Henri Clay Andrade, também disse que o diálogo com o Judiciário é salutar. “Temos um elenco de reivindicações e sugestões para que a OAB possa contribuir com a nova gestão porque o bom desempenho do Poder Judiciário favorece a sociedade”, concluiu Henri Clay, destacando que a Ordem em Sergipe está iniciando uma campanha pela paz e solicitará parceria com o TJ, em especial para evitar o acúmulo de prisões provisórias.

Compareceu à solenidade o Presidente do Conselho dos Tribunais de Justiça do Brasil, Desembargador Pedro Bitencourt, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “O Desembargador Luiz foi uma pessoa marcante e presente nas reuniões em Brasília. E hoje tive o prazer de conhecer os membros da nova Mesa”, contou, acrescentando que o desafio para os novos Presidentes de TJs é o mesmo: gerir com eficiência apesar dos recursos finitos. “Todos nós estamos necessitando de contingenciamento de recursos financeiros, fazendo frente às nossas necessidades que são cada vez maiores”, comentou o Desembargador Pedro Bitencourt.

A solenidade foi prestigiada ainda pelo governador de Sergipe, Jackson Barreto. “Mudam os dirigentes, mas o Poder Judiciário continua sendo uma peça fundamental para a democracia. O que queremos é aprofundar cada vez mais aquilo que prevê a Constituição, que é a harmonia entre os Poderes. Defendo essa harmonia e estou aqui para prestigiar o Poder Judiciário e o Desembargador Cezário, que é o homem certo, no momento e lugar certos”, destacou o governador.

Confira abaixo a íntegra do discurso de posse do Des. Cezário Siqueira Neto:

Minhas Senhoras e meus Senhores.

Nenhum dever é mais importante do que a gratidão.
Permitam-me começar a minha fala de uma forma um tanto diferente da tradicional em solenidades como esta.

Assim, início fazendo alguns agradecimentos, mesmo sabendo o quanto isto é perigoso, pois quando o fazemos corremos o risco de esquecer alguns que merecem ser citados.

Como não poderia deixar de ser, agradeço a Deus por me propiciar o que muitos não tiveram, uma família acolhedora. A Ele peço saúde e sabedoria, como pediu Salomão.

Agradeço aos meus pais, Dirceu, com quem aprendi o conceito de homem de bem, e Dinorá, com quem aprendi a arte de superar as adversidades com tranquilidade e mansidão. Ao meu irmão, Edmundo, conselheiro fiel, nas conversas de sofá no corredor deste Tribunal.

Agradeço à minha esposa Clotildes, conselheira, compartilhadora das minhas idéias e dos meus princípios. Sem a sua inteligência, visão e capacidade de gerir a nossa família, seria muito difícil tocar a vida e enfrentar a missão que ora se inicia. Aos meus filhos Alberto, André e Thais (filha de coração), elixir que anima e tonifica o meu ser.

Agradeço, agora, a duas mulheres que mudaram a minha vida. Coincidentemente, têm os mesmos nomes e me ensinaram o valor da meritocracia, a primeira, em época quando nem se falava nisso.

MARILZA WILLMERSDORF FRANCO, já falecida, amiga dos meus pais, juntamente com o seu esposo, o saudoso DES. FERNANDO RIBEIRO FRANCO. Se não fosse ela eu talvez não tivesse vindo trabalhar ainda jovem nesta Casa e não seguisse a carreira jurídica. Convidou-me pelo mérito que reconheceu ser eu possuidor, quando poderia ter convidado tantos outros.

MARILZA MAYNARD SALGADO DE CARVALHO. Se não fosse o seu convite para trabalhar na equipe da Corregedoria como juiz auxiliar, não teria conseguido mostrar o meu talento e capacidade para chegar ao cargo de Desembargador, ainda relativamente jovem.

Ambas, mesmo prenome, mesma visão meritocrática, determinação. Saibam todos, servem de bússolas para a minha conduta profissional.

Por fim, agradeço à Desa. Josefa Paixão de Santana, a quem carinhosamente chamo: minha Superiora Hierárquica, pessoa lhana, afável, verdadeira professora na arte de ouvir e compreender o próximo. Como não podia deixar de ser, agradeço a cada um dos Desembargadores que aclamaram a mim e aos meus colegas de Mesa Diretora, DESEMBARGADORES RUY PINHEIRO e IOLANDA SANTOS GUIMARÃES. Como já disse na ocasião da eleição, a Administração do Órgão Colegiado deve ser compartilhada.

Senhoras e Senhores.

Escolhi esta forma de iniciar o discurso, agradecendo e nominando algumas pessoas e ressaltando características que possuem e que absorvi como forma de moldar o meu caráter, para destacar aquilo que deve ser a tônica da minha gestão.

MERITOCRACIA.

Significado:
Substantivo feminino. Predomínio numa sociedade, organização, grupo, ocupação etc. daqueles que têm mais méritos (os mais trabalhadores, mais dedicados, mais bem dotados intelectualmente etc.).

Temos visto em nosso País muitas mudanças nos últimos tempos. A democratização do Brasil, com a promulgação da Constituição Federal de 1988 foi o ponto inicial.

A Carta Magna propiciou à Sociedade Brasileira uma evolução muito grande. Consagrou direitos individuais, coletivos, sociais, fortaleceu instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública, fez da imprensa livre uma instância onde a sociedade encontra a sua trincheira para a luta pelos seus direitos.

Mas, também, estabeleceu de forma clara, taxativa, princípios. E aqui vale a lição de CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELO, quando consigna que os princípios são superiores às normas. Daí que a obediência aos mesmos deve ser ainda maior.

Por isto, oportuno ler o contido no art. 37 da Constituição Federal:

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Qualquer homem que venha a ocupar um cargo de Chefia de Poder, como é o caso agora, não precisa fazer grande discurso, prometer isso ou aquilo. Basta dizer (e cumprir) os princípios acima mencionados.

Deve agir segundo o disposto na Carta Magna. Sendo impessoal. Aprendi que processo não tem nome, tem número. Deve zelar pela moralidade. Principalmente, em tempos em que esta tem sido produto tão escasso em nosso querido País. Deve gerir com transparência, com lealdade para com os colegas e servidores. E deve ser eficiente, pois dos cofres públicos vem o dinheiro que utilizamos para pagamento dos nossos estipêndios. Dinheiro de tributos, pagos com sacrifício cada vez maior do povo brasileiro.

Deste último princípio, eficiência, vem a razão da minha citação quanto ao substantivo da MERITOCRACIA.

Para promover a eficiência o administrador público deve escolher os seus auxiliares com base no mérito. Pode até se equivocar, porém, corrigirá o rumo da nau imediatamente.

Deve ter a liberdade de fazê-lo, considerando a sua experiência e optando, sempre que possível, por pessoas do quadro de pessoal da sua instituição. Isto melhora a autoestima.

Portanto, senhoras e senhores. A tônica da minha administração é a escolha das pessoas pelo mérito, pois assim fui escolhido. Procurei de todas as formas escolher os melhores para dividirem comigo a tarefa de bem administrar este Poder Judiciário.

Será uma tarefa dura e desafiante, mas a vida só tem sentido se tivermos um bom desafio pela frente!

A peleja é árdua, mas para quem nasceu às margens do São Francisco, pelejar contra as adversidades, é algo natural. O beiradeiro está acostumado. Ora navega contra a força do rio. Ora lida com a secura da terra que o margeia.

Para isto, conto com bons juízes auxiliares, Drs. Gilson Félix, competência testada, amigo fraterno; Leonardo Santana, juiz inteligente, ponderado, maduro na sua juventude; Conceição Santos, portadora de vasta experiência, adquirida junto ao Conselho Nacional de Justiça, na gestão do Ministro Gilmar Mendes, amiga e ex-colega de Faculdade.

Ainda, escolhi bons secretários. Dr. Pedro Vieira, homem público testado em vários cargos da Administração Pública. Um mestre nas finanças. Dra. Márcia, competentíssima profissional que comigo trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral, à frente da Secretaria de Administração daquele Poder. Dra. Denise Moura, Secretária de Tecnologia da Informação, veterana no posto, só isto já define a sua competência. Dr. Márcio Farjalla, experiente e competente escrivão deste Tribunal de Justiça, com quem trabalhei quando ele ainda começava a carreira no Distrito Judiciário de Riachão do Dantas, amigo e compadre. Dra. Sara Lucíola de Araújo Ramos, consultora geral, competente servidora. Jovem e experiente, sempre atenta aos detalhes regimentais, discreta e educada. São os melhores, sem dúvida. E finalmente, minha fiel e sempre assessora-chefe, Monique Lisboa, com mais de vinte anos de convivência diuturna. Competente, inteligente e amiga.

Observem, senhoras e senhores, que fiz questão de mostrar a amizade que guardo com esses auxiliares, mas essa não foi a qualidade que me levou à escolha. A qualidade foi o mérito.

Aqueles que me conhecem bem, sabem que é a mais pura verdade.

Quanto às prioridades da minha gestão, tenho a dizer que a Constituição Federal, em seu artigo 103-B, dispõe sobre o CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, órgão de cúpula do Poder Judiciário, que traça políticas institucionais, estabelece metas, fiscaliza e propõe providências sobre a situação do Poder Judiciário. Assim, resta-nos continuar cumprindo com eficiência as metas e projetos estabelecidos pelo CNJ, inovando, sempre que possível.

Nos Estados, temos o Comitê de Planejamento Estratégico, cuja função é justamente estabelecer as metas para a administração do Poder Judiciário local, sua fiscalização, desenvolvimento e otimização da prestação jurisdicional. Neste ponto, tenho vasta experiência, pois presidi o Comitê por vários anos. Ali se aprende a conhecer a máquina do Judiciário a fundo, os projetos e as pessoas.

Com a ajuda desses órgãos fica menos complicado administrar o Poder Judiciário, o que não quer dizer que seja fácil, principalmente, em tempos de tão parcos recursos e problemas como o penitenciário que estamos passando em todo o Brasil.

Destarte, alguns pontos em minha gestão serão prioritários.

Começo pela necessidade de aumento nos investimentos na área de Tecnologia da Informação. Isto não quer dizer gastar mais. Significa, otimizar recursos. Focar em gestão, conferir as prioridades e cobrar execução tempestiva dos projetos dessa área tão vital para o Judiciário.

Nada se faz sem o uso da informática nos dias atuais.  

Na parte administrativa, objetivo implementar melhoria na gestão de pessoas, humanizando mais ainda o setor de Recursos Humanos, de forma que os servidores se sintam acolhidos. Promovendo o aprimoramento constante dos gestores dessa área e distribuindo a força de trabalho de forma que seja a mais eficiente possível.

Pretendo, seguindo as diretrizes traçadas pelo CNJ, voltar-me para o primeiro grau de jurisdição, aprimorando os projetos implementados pela administração que se despede e focando em investimentos de pessoal e material nos juízos de direito, particularmente, naqueles dos rincões mais distantes e necessitados do Estado.

Para isso, se fará imprescindível a ajuda dos magistrados e servidores, trazendo à Presidência as suas necessidades e propondo soluções.

É preciso que nós magistrados tenhamos a consciência de que precisamos focar em gestão pública.

Em parceria com a EJUSE – ESCOLA JUDICIAL DE SERGIPE, poderemos avançar bastante, tornando-a um local de debate dos problemas do Judiciário Sergipano. Sou crítico do modelo de Escola tradicional. Entendo que a Escola deve ser voltado para a formação psicológica do magistrado, bem como, para se ensinar a gestão das unidades jurisdicionais.

Não é admissível que cada unidade jurisdicional tenha um método de trabalho.  Imaginem os senhores, uma instituição financeira como o Banco do Brasil, ter uma agência em Roraima, atuando com métodos de trabalho diferentes dos da agência localizada no Rio Grande do Sul. Isso acontece no Judiciário.

Temos que padronizar certos métodos de trabalho para ganhar em produtividade.

Outro problema sobre o qual a administração anterior já vinha se dedicando e a minha dará continuidade, é o da superlotação carcerária. Precisamos agilizar os processos dos presos provisórios, otimizar a Vara das Execuções, dando o apoio necessário ao seu titular para que possa bem jurisdizer, e trabalhar em parceria com o Poder Executivo, Defensoria Pública, OAB, Ministério Público. A reunião ocorrida recentemente foi proveitosa e outras ocorrerão.

No âmbito das relações humanas, meu objetivo é estreitar o contato com todos os magistrados. A vida na Corte, pelos próprios misteres do dia a dia, faz com que nos afastemos do contato com os juízes de primeiro grau. Mas, não impede que estejamos atualizados com os anseios dos magistrados sergipanos.

Acompanho o intenso debate nas redes sociais. Vejo em suas manifestações a preocupação com o momento sombrio porque passa a classe!

Noto o anseio por serem ouvidos.

Assim, reeditarei a prática que os presidentes da minha época de ingresso na magistratura tinham de fazer reuniões com os magistrados de primeiro grau. E não só isso. Farei visitas semanais às Comarcas para verificar a situação física dos prédios, manter contato com os servidores, com os magistrados, independentemente das reuniões.

Aproveito para dizer aos senhores magistrados que os assuntos do interesse jurisdicional serão tratados com o presidente. A prioridade na minha agenda é para os senhores magistrados e servidores.

Divido com os colegas a preocupação com o tema da segurança física dos magistrados. Vivemos tempos em que juízes e promotores foram ameaçados e assassinados. É meu dever propiciar a proteção necessária para o bom exercício de suas atividades jurisdicionais.

Não medirei esforços. E não é só retórica. Com a colaboração da comissão de Segurança deste Poder e da Diretoria de Segurança, a primeira presidida pelo Des. Roberto Porto, experiente na função e arguto na análise, a segunda, dirigida pelo Delegado de Polícia Civil, Dr. Flávio Albuquerque, jovem e competente profissional, faremos o necessário para que os senhores magistrados atuem com tranquilidade.

Outro ponto importante a ser desenvolvido nesta gestão, é a valorização dos servidores. Sei que a primeira coisa que pensamos quando se fala em valorização é a questão salarial. Esta é importante, mas não existe sozinha e não é indicador de melhoria na eficiência no trabalho. Temos que estabelecer metas, destacar os melhores, buscar formas de incentivá-los no aprimoramento de seus currículos.

Em relação aos vencimentos dos nossos valorosos servidores, lutarei sempre para que seja feita economia suficiente a propiciar recursos para a reposição salarial prevista nas Constituições Federal e Estadual.

Mas, outras formas de valorização também existem. Como otimizar o Centro Médico deste Poder, fazendo dele um setor pró-ativo. Levando a prevenção e não o lado apenas curativo, que é dispendioso em recursos e não impede o afastamento dos servidores de suas atividades laborativas.

Quanto aos senhores magistrados, bem sabem que para nossos subsídios serem atualizados, dependemos do reajuste dos subsídios dos ministros do STF. Quanto a isto, afirmo que estarei sempre ao lado da associação dos magistrados de Sergipe e da Associação dos Magistrados do Brasil, apoiando-as e lutando para que não haja desvinculação de subsídios. Para tanto, peço de público aos senhores parlamentares federais presentes, que não aprovem qualquer medida nesse sentido.

Não será maltratando financeiramente a magistratura e o ministério público que a classe política resolverá os problemas do país. A solução está na reforma política. Uma boa reforma servirá para separar o joio do trigo.

Urge que o STF lute firme pela nossa causa. Sem atritos, porém com altivez, mostrando aos Senhores Parlamentares e ao Senhor Presidente da República a importância desta vinculação e a necessidade de efetuar a reposição dos subsídios, a exemplo do que foi feito com outras categorias, afastando-nos da prática de buscar no uso de subterfúgios financeiros, vulgarmente conhecidos como penduricalhos, de duvidosa legalidade e moralidade, a solução para minorar as agruras pelas quais temos passado.

Lembremo-nos que somos magistrados. Se julgamos pretensos direitos alheios e às vezes os rechaçamos por contrariarem os princípios do art. 37 da Carta Magna, não podemos utilizar desses pretensos direitos para superar as agruras pelas quais passamos.

Outra preocupação da minha gestão, é a situação dos nossos magistrados e servidores aposentados. Por isso mesmo, quando da apreciação do projeto de aumento dos valores dos auxílios alimentação e saúde, propus um plus justamente na faixa que engloba os aposentados.

Sobretudo, aflige-me ver os colegas magistrados e servidores recebendo seus proventos atrasados.

Sei que esta também é a aflição do Governador e sobre isso conversamos há poucos dias, quando o visitei. Não acredito em soluções mágicas de alguns que  propõem medidas que vão de encontro ao estabelecido na Constituição Federal e na legislação de regência.

Também não acredito em soluções de arroubos, que o STF já demonstrou que serão cassadas por aquela Corte, se proferidas.

A solução, me permita, Sr. Governador, passa pela capitalização do Instituto de Previdência. Se o falo aqui, Governador, não é para dar-lhe lição de Administração, nem para constrangê-lo, até porque Vossa Excelência já sabe perfeitamente disso.

Apenas o faço para demonstrar o meu interesse em colaborar para a solução do problema. É o exercício do que dispõe a Constituição Federal, em relação ao princípio da harmonia entre os Poderes.

Volto a mencionar a Constituição Federal. Se a observássemos mais, certamente essas crises seriam menores.

Pensando neste tema, ainda no final do ano passado reuni em meu gabinete a minha assessoria e pessoas estudiosas do assunto. Discutimos muito, debatemos exaustivamente a matéria e temos algumas proposituras que poderão ser aperfeiçoadas, quem sabe levando a um quadro diferente.

O momento é de dificuldade extrema e temos que colaborar, deixando bem claro que não sou dono de nenhuma solução definitiva sobre esse grave problema. Apenas, deixo a minha palavra de compromisso para com essa luta, sem ilusões ou teorias simplistas.

As soluções passam por colaboração entre todas as esferas de Poder, da Federal à Estadual e Municipal. O que não podemos mais é empurrar os assuntos urgentes deste País com a barriga, como se diz no popular.

Reitero que pensando em melhorar as condições financeiras e de trabalho dos nossos magistrados e servidores, farei tudo que estiver ao meu alcance para economizar.

Digo sempre que não cuido do dinheiro público como se fosse meu. O meu, eu gasto como quiser, sem dar satisfações a ninguém. Se bem que não é bem assim. Dou satisfações somente a Clotildes, minha esposa, por razão óbvia.

O dinheiro público, a expressão já o demonstra, deve ser bem gerido. Sem excessos. Dando as condições necessárias de trabalho a todos que compõem o Poder, sem luxos.

O dinheiro público deve reverter primeiramente em benefício do povo que paga os tributos. As pessoas devem ser bem atendidas pelos servidores e magistrados. E aqui, ressalto!

Não é admissível que uma pessoa seja maltratada em uma recepção de cartório ou por um magistrado em audiência. Não trato ninguém com falta de educação, portanto, exijo que todos tratem a mim e aos cidadãos da mesma forma.

Sou nascido no interior, vivi boa parte da minha vida frequentando a cidade de Propriá, lidando com pessoas pobres e aprendendo a compreendê-las, através do meu saudoso avô Cezário, que as acolhia em sua casa quando vinham das lonjuras do sertão para resolver seus assuntos em minha terra.

Com ele aprendi o valor da educação e do acolhimento, na prática, não apenas no discurso. Ali, à mesa de sua casa, sentávamos nós familiares e os pobres compadres vindos de Canindé, Gararu, Lourdes e outras localidades.

Ali, vi meu avô muitas vezes tomar a iniciativa de fazer uso da colher para fazer a refeição, de forma a não constranger o convidado que sentava à mesa e não sabia utilizar o garfo. Achava estranho, e depois ao indagá-lo, respondia pacientemente que não se faz vergonha a um convidado.

Entendo que um cidadão que vai ao fórum para uma audiência ou tomar informação, deve ser visto como um convidado. Deve ser tratado como o meu avô tratava as pessoas, com respeito, carinho, educação.

Por isso, temos que repensar a nossa política institucional em relação aos nossos Distritos Judiciários. Sempre fui, sou e serei contra o fechamento dos Distritos Judiciários. Não há economia que justifique ir de encontro à política de interiorização do Judiciário, elaborada pelo CNJ.
 Não é possível que os cidadãos desses municípios, em sua maioria pobres,  tenham que sair dos seus povoados, irem até a cidade e de lá terem que se locomover para outro município, sede da comarca, para resolverem suas pendências judiciais.

Penso que não se justifica pensarmos que estamos economizando. Assim o fosse, Senhor Governador, a Deso não levaria a água até os povoados mais distantes do nosso Estado, a energia não chegaria aos grotões de Sergipe.

A nossa função é eminentemente social.

O fechamento foi importante naquele momento? Pode ter sido. Mas temos que medir o seu efeito. E, se for o caso, reabri-los. Sergipe era o único Estado do País com atuação em todos os municípios, com unidades próprias e bem aparelhadas. Não devemos destruir esse avanço.

Vamos juntos reavaliar. Conto com a compreensão dos colegas.

Por fim, quero de público externar a Vossas Excelências, Dr. Jackson Barreto e Dep. Luciano Bispo, aquilo que visitando-os, já pontuei. Estou à frente da administração do Judiciário com o objetivo de manter uma relação republicana de colaboração entre os Poderes. De forma transparente, buscando soluções que melhorem as condições de vida dos nossos jurisdicionados.

Sempre que precisarem as portas do meu gabinete estarão abertas para um diálogo franco e respeitoso.

Agradeço ao meu antecessor, Des. Luiz Antonio de Araújo Mendonça, pela colaboração durante a fase de transição. Não guarde mágoa de qualquer crítica que eu tenha feito à sua administração, durante os últimos dois anos. Sempre fui leal e sincero para com Vossa Excelência e reconheço sua capacidade de gerar receitas para o nosso Poder. A concretização do nosso orçamento é a prova disto. Espero contar com a sua experiência.

Obrigado pelas presenças honrosas de todos os que atenderam ao nosso convite.

A Ouvidoria Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe divulgou hoje, 01/02, seu relatório referente às atividades de 2016. Entre janeiro e dezembro foram realizados 4.615 atendimentos, sendo 2.174 pedidos de informação e 2.441 manifestações. Houve um aumento de 6,07% no número de atendimentos em relação a 2015. Entre os pedidos de informação, 77,64% referiram-se a consultas simples sobre andamento de processos.

"Diante das ações implementadas e do apoio da gestão do Desembargador Luiz Mendonça, a Ouvidoria teve espaço para crescer e implementar diversos projetos. Trabalhamos para continuar a valorização do cidadão, já iniciada nas gestões anteriores, mas buscamos também fortalecer o órgão através da sua estruturação e qualificação", ressaltou a Desembargadora Iolanda Guimarães, Ouvidora Geral do TJSE.

Foi verificada também uma preferência dos usuários pelo uso do Formulário Eletrônico (45%), acessado no Portal da Ouvidoria, e do Disque Ouvidoria (36%), seguidos pelo Ouvidor Virtual (11%) e Atendimentos Presenciais (8%). Em relação aos assuntos, 80% das manifestações versaram sobre atividade-fim, 3% administrativo, 6% atendimento, 5% comunicação, 3% questões extrajudiciais, 1% Pedido de Informação (Lei nº12.527/2011), 1% Ouvidoria Ambiental e menos de 1% não forneciam elementos suficientes para uma classificação adequada.

Entre 13 de junho e 31 de julho de 2016, a Ouvidoria realizou a primeira pesquisa de satisfação focado no público interno (magistrados e servidores). A pesquisa foi respondida por 447 servidores, sendo que 81% deles avaliou estar satisfeito com o serviço da Ouvidoria do ponto de vista interno. Já a pesquisa de satisfação voltada para o público externo foi iniciada em 10 de dezembro e até o último dia 19 já tinha sido respondida por 99 usuários, sendo que 87% dos entrevistados disseram estar satisfeitos com o atendimento recebido pela equipe da Ouvidoria.

Planejamento

Entre as principais ações de 2016, destacou-se a nova campanha da Ouvidoria, iniciada em 8 de setembro e divulgada em busdoors, outdoors, cartazes e plotagem de veículos do TJSE. Outra novidade foi o projeto ‘Aproveite para Conciliar’, que visou estimular os usuários da Ouvidoria a possibilidade de conciliar em qualquer fase do processo, esclarecendo os benefícios de procurar uma das formas de resolução alternativa de conflitos.

Também foi implantado, em agosto, o ‘Significado de andamentos’, que permite ao usuário, no momento da consulta ao andamento de seu processo, verificar o significado de expressões jurídico processuais não compreendidas, traduzidas numa linguagem de fácil entendimento, aproximando, dessa forma, o Poder Judiciário do cidadão comum. O projeto foi inspirado em uma ação do TJDFT, apresentada durante o I Encontro do Colégio de Ouvidores Judiciais.

Em 16 de março, foi lançado o novo Portal da Ouvidoria, com um design moderno e mais acessível para os usuários. Além das notícias, ficaram bastante visíveis os ícones ‘Manifestação – Cadastrar’, ‘Pesquisa de Satisfação’ e ‘Ouvidoria Ambiental’. Além disso, tendo em vista o crescimento do uso de celulares e tablets, o Portal foi adequado para facilitar a navegação a partir desses dois canais de comunicação.

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