Janaina Cruz

Janaina Cruz

A programação da XXX Semana da Justiça pela Paz em Casa foi aberta na manhã desta segunda-feira, 18/08, com lançamento e exibição do documentário ‘As Marias’. O vídeo retrata histórias de sergipanas com deficiência que sofreram violência doméstica, mulheres que ficaram deficientes após a violência sofrida e de famílias que perderam filhas, irmãs e mães vítimas de feminicídio.

A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, fez a abertura do evento e viu o documentário. “Mais uma vez reafirmamos nosso compromisso com a proteção das mulheres e o combate firme à violência doméstica e familiar. A cada processo agilizado, a cada medida protetiva concedida com rapidez, a cada vítima ouvida com respeito é uma vida preservada e um passo em direção à paz”, destacou a presidente.

Conforme a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE, a semana é de conscientização. “Temos que conscientizar cada vez mais as mulheres a procurar o sistema de justiça para que consigamos evitar que elas fiquem sendo revitimizadas com a violência doméstica. Aqui no Tribunal de Justiça de Sergipe estamos julgando as medidas protetivas de urgência em um dia e meio, em média, quando a lei exige que sejam julgadas em 48 horas”, informou a magistrada, que também foi uma das entrevistadas no documentário.

O documentário ‘As Marias’, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, teve como objetivo contribuir com o combate ao feminicídio. “O feminicídio, infelizmente, é um assunto que vai ficar por muito tempo tomando conta das páginas de jornal. As meninas que foram vítimas conseguiram falar um pouco sobre suas experiências até para incentivar que outras mulheres também procurem a polícia, a justiça e queiram ser protagonista das suas histórias e não mais uma vítima”, informou Jorge Henrique dos Santos, diretor-geral do documentário.

Uma das protagonistas foi Ana Paula de Jesus Santos, que relatou as inúmeras violências sofridas, como superou todas as dificuldades até se tornar, atualmente, paratleta, aluna do curso de Educação Física e musa fitness. “Eu me calei por um tempo, mas com esse documentário espero que ajude muitas mulheres a se encorajar. Quando a gente sofre violência ficamos calada, sufocada. Mas não podemos ficar em silêncio. Sabemos que a justiça é sim a favor da gente”, salientou Ana Paula.

Já Eliana Mayara Pereira, também protagonista do documentário e paratleta, relatou que passou por diversos tipos de violência, até ser agredida fisicamente pelo ex-companheiro quando estava grávida de quatro meses. “Esse documentário foi o início do meu processo de cura. O que eu digo para as mulheres é que elas comecem a perceber algumas bandeiras vermelhas que são levantadas no início do relacionamento. Tudo inicia numa manipulação, na violência psicológica, para depois chegar numa violência material e até a física”, alertou Eliana.

Eliana contou que esse ciclo da violência aconteceu com todas as mulheres vítimas de violência doméstica que ela conhece. “Então, o que eu quero deixar paras as mulheres que, assim como eu, tenham coragem de denunciar, de procurar a justiça. Que não tenham medo porque a segurança pública hoje tem sim um aparato legal para te atender muito bem”, orientou Eliana.

Programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa

19 e 20/08, terça e quarta-feira
8 às 12h e 13 às 16h
Curso para os profissionais dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams)
Local: auditório da Ejuse, no 7º andar do Anexo I

21/08, quinta-feira
9 às 11h
2° Encontro de grupos reflexivos para pessoas autoras de violência doméstica e familiar contra a mulher
Local: auditório da Ejuse, no 7º andar do Anexo I

22/08, sexta-feira
8h30 às 11h
Minicurso de organização pessoal ministrado por Elisangela Cardoso de Melo Jesus e Marta Maria da Silva Pereira de Souza, personal organizers
Local: sala de aula do 7º andar do Anexo I

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

 

Protocolo de enfrentamento à violência, dados como instrumento de combate, feminismo e dano emocional foram os temas debatidos no segundo dia do I Fórum Sergipano de Violência Doméstica (Fovid). Organizado pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), o fórum teve início na noite de ontem e terminou na manhã desta sexta-feira, 15/08, contando com a participação de membros do sistema de justiça e profissioanis da rede de proteção à mulher.

A primeira palestra foi proferida pela juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE. Ela falou sobre o Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica do TJSE. O novo protocolo foi instituído pela Resolução 24/2025 que, conforme a juíza, busca assegurar um ambiente de trabalho seguro e inclusivo, oferecendo acolhimento, com confidencialidade e proteção de suas identidades, a magistradas e servidoras vítimas de violência doméstica e familiar.

Em seguida, o professor doutor Kléber Oliveira, do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Sergipe (UFS), falou como dados sociais podem servir de instrumento de combate à violência contra a mulher. Segundo o professor, o perfil das vítimas em Sergipe é composto por mulheres jovens, com média de 32 anos e com três filhos. “Isso significa que a cada mulher agredida, existem três jovens ou crianças que presenciam as agressões, sejam elas físicas ou psicológicas”, informou.

O professor disse ainda que os dados de novos processos relacionados à violência praticada contra mulheres demonstram não só um avanço no número de casos, mas também se deve ao fato de novas redes de proteção nos municípios. “Até 2015, apenas três municípios sergipanos tinham algum serviço de apoio à mulher. Em 2025, são mais de 47 municípios com esse serviço de apoio. Então, isso aumenta a capilaridade do serviço público e facilita o acesso da mulher agredida ao sistema de proteção”, informou.

A pós-doutora em Educação pela USP, Mabel Freitas, falou sobre ‘Feminismo e feminismo negro’. A última palestra, com o tema ‘Dano Emocional: possibilidades de comprovação do nexo causal’, foi ministrada por Ana Luisa Schmidt Ramos, juíza do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e psicóloga. No hall do Anexo I do Palácio da Justiça, foi realizada uma feirinha com mulheres empreendedoras, que comercializaram doces, artesanato, temperos e outros produtos.

SOS Maria da Penha

Durante o Fovid, os participantes também puderam conhecer o aplicativo SOS Maria da Penha. O app, lançado em junho de 2023 pela empresa sergipana 3Tecnos, foi apresentado no evento pelo sócio-administrador Rogério Cardoso. Entre as funcionalidades, o aplicativo oferece suporte às mulheres em situação de violência, conectando-as a recursos de emergência, informações sobre seus direitos e oportunidades de emprego, teleconsultas com assistência jurídica e psicológica, além de contatos da rede de proteção.

Disponível para smartphones com sistema iOS ou Android, o SOS Maria da Penha permite que as usuárias comuniquem aos seus ‘guardiões’, ou seja, pessoas de confiança previamente cadastradas no aplicativo, que estão em situação de risco quando acionado um botão no app. O guardião é imediatamente notificado via SMS, tendo acesso à localização da vítima. Para mulheres que possuem medidas protetivas, o app oferece um canal direto com as autoridades, como a Guarda Municipal ou a Polícia Militar.

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

Foi aberto na noite desta quinta-feira, 14/08, o I Fórum Sergipano de Violência Doméstica (Fovid). Organizado pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) o objetivo é fomentar o debate interdisciplinar e o alinhamento das práticas judiciais ao que preconizam os tratados internacionais de direitos humanos das mulheres e a legislação vigente, com destaque para a Lei Maria da Penha e o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero.

A presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, participou da abertura e, em seu discurso, lembrou que, hoje, foi iniciado “um compromisso com cada mulher que já teve medo de voltar para casa, com cada criança que cresceu assistindo à violência e com cada vida que pode ser salva quando a justiça chega a tempo”.

“No Poder Judiciário de Sergipe, temos a convicção de que não basta aplicar a lei, é preciso transformar realidades. E isso exige sensibilidade, capacitação, integração entre instituições e, acima de tudo, ação concreta. Este fórum é um espaço de escuta, aprendizado e construção coletiva”, completou a presidente do TJSE em seu discurso.

Conforme a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE, cerca de 400 pessoas se inscreveram para o Fovid. “O que pretendemos com esse evento é conscientizar e discutir temas que para gente são muito caros porque precisamos conversar com a rede de proteção toda. O que nós queremos é melhorar cada vez mais o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica”, ressaltou.

Quem também prestigiou o evento foi a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia. “Estamos no Agosto Lilás, o mês que a gente reforça o combate a todo tipo de violência. E a Justiça obviamente é uma grande parceira nessas ações. Temos todos os dias registros de violência contra a mulher, de assédio, de importunação sexual, de agressões físicas, então não podemos descansar em nenhum momento”, salientou a secretária.

Palestras

O evento foi aberto com um vídeo da cearense Maria da Penha, que deixou uma mensagem para os participantes do Fovid. A primeira palestra, sobre ‘Julgamento com perspectiva de gênero: avanços e desafios’, foi ministrada pela juíza Eliana Acioly Machado, coordenadora estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Para ela, o maior desafio é a aplicação integral do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

“Há uma resistência do sistema de justiça, dos operadores do direito, quanto ao uso do protocolo. Além disso, um grande perigo é um projeto de decreto legislativo que tem a intenção de suspender a obrigatoriedade de capacitação dos juízes previstas na Resolução 492/2023 do CNJ. Então, essa resistência ao olhar sobre as lentes de gênero para as desigualdades estruturais é o que eu reputo como maior desafio”, analisou a juíza Eliana Machado.

Em seguida, a desembargadora Salise Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4a Região, falou sobre ‘Equidade de Gênero no Poder Judiciário: a experiência do CNJ’. Ela fez um histórico da presença feminina no Poder Judiciário, mostrando que a primeira juíza brasileira foi Auri Moura Cosa, em 1939, no Tribunal de Justiça do Ceará, que só assumiu o cargo porque teve o nome confundido com o de um homem, mesmo diante de sua comprovada capacidade técnica.

Já a primeira juíza negra foi Mary de Aguiar Silva, em 1962, no Tribunal de Justiça da Bahia. E somente em 1980 foi permitida a admissão de mulheres na magistratura do Tribunal de Justiça de São Paulo. A desembargadora disse ainda, durante a palestra, que nas décadas de 1980 e 1990, as candidatas a juíza em São Paulo tinham que responder em um questionário, durante a admissão ao cargo, se usavam biquíni na praia e se tinham namorado.

“Temos que aproveitar todos os espaços de poder para fazer essas discussões. Embora aqui, o Tribunal de Justiça de Sergipe já tenha 40% de mulheres na sua composição, nós ainda temos a questão de servidoras e juízas que passam por dificuldades quando ingressam na carreira, perdendo posição em relação a seus colegas homens porque não vão para uma cidade que não tenha creche, que não tenha hospital. Passam por dificuldades que os homens não passaram e não passarão”, alertou a desembargadora Salise Sanchotene.

Programação

15/08, sexta-feira

7h30 - Credenciamento e abertura
8h - ‘Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe’, com Juliana Nogueira Galvão Martins, juíza-coordenadora da Mulher do TJSE
9h - ‘Dados sociais como instrumento de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher em Sergipe’, prof. dr. Kléber Fernandes de Oliveira, do Departamento de Estatística da UFS
9h40 - Coffee break
10h - ‘Feminismo e feminismo negro’, com Mabel Freitas, pós-doutora em Educação (USP)
10h40 - ‘Dano Emocional: possibilidades de comprovação do nexo causal’, com Ana Luisa Schmidt Ramos, juíza do TJSC e psicóloga
11h40 - Encerramento

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

Exibição de documentário, cursos e ações de autocuidado são algumas das atividades que serão realizadas durante a programação da XXX Semana da Justiça pela Paz em Casa, que em Sergipe é organizada pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça (TJSE).

A Semana da Justiça pela Paz em Casa faz parte da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário. Foi idealizada em 2015, pela então presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), Ministra Cármen Lúcia, em parceria com os Tribunais de Justiça.

É realizada sempre no mês de março, em homenagem ao Dia da Mulher (08/03); em agosto para comemorar o aniversário da Lei Maria da Penha; e em novembro, quando a ONU estabeleceu o dia 25 como Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher.

Programação

18/08, segunda-feira
9h30
Solenidade de abertura
Lançamento e exibição do documentário ‘As Marias’
Local: auditório da Ejuse, no 7º andar do Anexo I
8 às 13h
Dia de autocuidado (skincare e maquiagem), produtos Mary Kay com Grace Kelly
Local: hall do Anexo I

19 e 20/08, terça e quarta-feira
8 às 12h e 13 às 16h
Curso para os profissionais dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams)
Local: auditório da Ejuse, no 7º andar do Anexo I

21/08, quinta-feira
9 às 11h
2° Encontro de grupos reflexivos para pessoas autoras de violência doméstica e familiar contra a mulher
Local: auditório da Ejuse, no 7º andar do Anexo I

22/08, sexta-feira
8h30 às 11h
Minicurso de organização pessoal ministrado por Elisangela Cardoso de Melo Jesus e Marta Maria da Silva Pereira de Souza, personal organizers
Local: sala de aula do 7º andar do Anexo I
Vagas limitadas! Inscrições gratuitas via Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

 

A Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, recebeu a visita, na manhã desta quarta-feira, 13/08, do presidente do Banese, Marco Queiroz, e do diretor de Finanças, Controles e Relações com Investidores, Aléssio de Oliveira Rezende. Durante o encontro, o secretário de Planejamento e Administração do TJSE, Thyago Avelino, apresentou aos gestores do banco propostas de futuras parcerias, que possivelmente serão concretizadas ainda este ano. A visita também foi acompanhada pela chefe do Departamento de Obras do TJSE, Adriana Hagenbeck.

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- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 7 (Energia Limpa e Acessível)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

Fortalecer lideranças da gestão estadual, desenvolvendo competências técnicas e comportamentais essenciais para entregar melhores resultados à população. Este é o principal objetivo do Programa Lidera+Sergipe, que foi lançado na manhã desta terça-feira, 12/08, pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), através da Escola de Governo, e Organização Motriz. O evento aconteceu no auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju.

A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargadora Iolanda Guimarães, prestigiou a abertura e, antes do evento, recebeu a secretária de Estado da Administração, Lucivanda Nunes, em seu gabinete. “É muito importante essa parceria. Servidores do Tribunal de Justiça também foram agraciados com vagas concedidas nessa capacitação. Toda vez que fazemos uma parceria assim, quem ganha é o Estado e o Tribunal com a formação desses profissionais”, disse a desembargadora.

Conforme Lucivanda Nunes, o Poder Executivo em Sergipe tem cerca de 40 mil servidores na ativa. “O evento de hoje abre essa trilha de formação. É a primeira turma, com representantes de todas as Secretarias Estaduais e também servidores do TJ, onde a gente pretende multiplicar para os outros servidores e termos assim serviços públicos de qualidade sendo entregues ao cidadão”, explicou a secretária.

O evento foi aberto com uma apresentação do Coral dos Servidores do Estado de Sergipe e, em seguida, o diretor-geral da Escola de Governo, Wellington Mangueira, detalhou como funcionará o Lidera+, juntamente com a diretora de ensino, Vanessa Horácio. O evento foi encerrado com um painel, que teve como tema ‘Liderança Assertiva na Gestão Pública’, cujo mediador foi o secretário de Planejamento e Administração do TJSE, Thyago Avelino.

“Cada vez mais as instituições públicas têm se atentado à diversidade de raça, gênero, às pessoas com deficiência, para que o trabalho seja mais inclusivo. Então, uma gestão eficaz, assertiva, está alinhada a um olhar diferenciado, a um olhar integral a todas as demandas do público. Aqui no Tribunal de Justiça, a gestão tem cada vez mais lançado um olhar para o respeito de todos direitos humanos e diversidades”, ressaltou Thyago Avelino.

Os debatedores do painel foram Kleidson Nascimento dos Santos, procurador do Estado e pós-Doutor em Direitos Humanos e Sociais, com o tema ‘A Bússola Moral do Líder: ética na tomada de decisões na gestão pública’; Hercília Fonseca Brito, juíza-coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do TJSE, com o tema ‘O Líder Pacificador: transformando conflitos em colaboração’; e Breno Nunes de Oliveira, fundador da il Sordo Gelato, falando sobre ‘Liderança Inclusiva: o caminho para uma gestão mais eficaz e representativa’.

“O Cejusc é uma unidade judiciária que tem a função de solucionar conflitos de uma forma pacificadora, através de métodos adequados de solução de conflitos, com técnicas de mediação e conciliação. Hoje, a gente vai fazer uma atividade diferente, que é dar uma palestra para formação de líderes, mostrando de qual maneira essas técnicas de negociação podem fazer com que a liderança seja exercida de uma forma pacificadora”, informou a juíza Hercília Brito.

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...

- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 4 (Educação de Qualidade)
nº 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

Neste 07 de agosto, data em que se celebra 19 anos de sanção da Lei Maria da Penha, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) está sendo representado em um evento instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em homenagem à lei. Nesta edição, a Jornada Lei Maria da Penha acontece, hoje e amanhã, na Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), com a participação de autoridades do sistema de justiça, representantes da sociedade civil e integrantes das redes de proteção às mulheres. Confira a programação clicando aqui.

Do TJSE, participam a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher, a assistente social Lia Maranhão e a psicóloga Sabrina Duarte, ambas também da Coordenadoria da Mulher. Realizada pelo CNJ desde 2007, nesta edição a Jornada é voltada para o público jovem, em parceria com a Escola Técnica Estadual Miguel Batista e a Escola Estadual Maria Amália, ambas localizadas em Recife (PE). O enfrentamento à violência se dá por meio de capacitações, rodas de conversa e oficinas interativas com alunos, professores e familiares.

“A Lei Maria da Penha é um marco na luta pelo enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Aprovada em 2006, após anos de mobilização e graças à coragem de Maria da Penha Maia Fernandes, a lei deu nome e voz a milhares de mulheres silenciadas. Desde então, representa proteção, dignidade e o reconhecimento da violência de gênero como uma grave violação de direitos humanos”, comentou a juíza Juliana Martins.

Ela lembrou que a lei criou mecanismos para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica, estabelecendo medidas protetivas de urgência, ampliando o conceito de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral) e reconhecendo a importância da rede de apoio às vítimas. “A Jornada promovida pelo CNJ reafirma o compromisso do Judiciário com a efetividade da lei e com a vida das mulheres brasileiras. É tempo de refletir, agir e fortalecer políticas públicas que protejam, acolham e empoderem”, acrescentou a magistrada.

Ao final de cada edição, é produzida uma Carta da Jornada, na qual são apresentadas propostas de ação voltadas ao aprimoramento da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Paralelo à Jornada, está sendo realizado o concurso escolar ‘Educar para Proteger: Juventudes pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher’. A iniciativa busca estimular a participação ativa de adolescentes e jovens na construção de uma cultura de paz, equidade e respeito às mulheres e meninas.

 

A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) vai realizar, nos dias 14 e 15 de agosto, o I Fórum Sergipano de Violência Doméstica (Fovid). O objetivo é fomentar o debate interdisciplinar e o alinhamento das práticas judiciais ao que preconizam os tratados internacionais de direitos humanos das mulheres e a legislação vigente, com destaque para a Lei Maria da Penha e o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero.

Embora o público-alvo seja destinado a magistrados, o evento, gratuito, é aberto a servidores do Judiciário, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais profissionais do sistema de justiça; visto que a crescente judicialização dos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher impõe a necessidade de atuação cada vez mais qualificada, sensível e comprometida com a transformação da cultura de violência.

Programação

14/08, quinta-feira

18h - credenciamento
18h30 - composição da mesa
19h - ‘Julgamento com perspectiva de gênero: avanços e desafios’, com Eliana Acioly Machado, juíza de direito e coordenadora estadual da Mulher do TJAL
20h - ‘Equidade de Gênero no Poder Judiciário: a experiência do CNJ’, com a desembargadora Salise Sanchotene (TRF4)
21h - encerramento

15/08, sexta-feira

7h30 - credenciamento e abertura
8h - ‘Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe’, com Juliana Nogueira Galvão Martins, juíza-coordenadora da Mulher do TJSE
9h - ‘Dados sociais como instrumento de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher em Sergipe’, prof. dr. Kléber Fernandes de Oliveira, do Departamento de Estatística da UFS
9h40 - coffee break
10h - ‘Feminismo e feminismo negro’, com Mabel Freitas, pós-doutora em Educação (USP)
10h40 - ‘Dano Emocional: possibilidades de comprovação do nexo causal’, com Ana Luisa Schmidt Ramos, juíza do TJSC e psicóloga
11h40 - encerramento

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