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O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do Departamento de Precatórios, realizou nesta quarta-feira, 27, a 4ª Reunião do Comitê Estadual de Precatórios no Estado de Sergipe. Participaram do encontro os membros que compõem o comitê, baseado na Resolução nº 158/2012 e no Regimento Interno do Fórum Nacional de Precatórios (Fonaprec).

O encontro teve como objetivo apresentar o Panorama das ações da Gestão atual. “Mostrarmos ao comitê as dificuldades que encontramos no departamento e o quanto já avançamos, é de suma importância. O TJSE tem gestão continuada. Valorizamos os avanços deixados pelas gestões passadas, mas vamos também contribuindo para que esse trabalho seja cada dia mais moderno”, explicou a Juíza gestora de Precatórios, Maria da Conceição da Silva Santos.

Na ocasião, a magistrada ainda apresentou o projeto de conciliação nos precatórios e as perspectivas de pagamentos para 2018/2019. Ela também explicou os pagamentos de Acordo Direto do Estado de Sergipe e fez um balanço das cobranças dos entes devedores no regime especial.

O advogado, representante da Seccional de Sergipe da OAB, Diogo Dantas Oliveira, pontuou como muito relevante o encontro do Comitê. “É um processo de transparência do grande trabalho que o TJSE tem desenvolvido no Departamento de Precatórios. Essa transparência faz com que cheguem sugestões de todos os entes para desenvolver e melhorar ainda mais a gestão de precatórios. Sem dúvida, já existe uma melhora substancial, os pagamentos estão ocorrendo e muito em breve os credores vão ser felicitados com o recebimento dos seus créditos”.

Participaram da reunião, a Juíza Gestora de Precatórios, Maria da Conceição da Silva Santos, representando o TJSE; o Juiz Federal, Edmilson Pimenta, representando do TRF5; a Juíza do Trabalho, Gilvânia Oliveira de Rezende, representando o TRT20; a Procuradora Regional, Vilma Amorim, representando o MPT; o Procurador da República, Leonardo Cervino Martinelle, representando o MPF; a Procuradora do Estado, Carina Fontes Silva Barreto, representando o Estado de Sergipe; o Procurador Federal da AGU, Railson José Torres Braga; o Procurador de Justiça, Luiz Valter Ribeiro, representando o MPE; o representante da OAB/SE, Advogado Diogo Dantas Oliveira e o Presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe, Marcos José Barreto.

Com o objetivo de fiscalizar as medidas protetivas de urgência concedidas e oferecer mais segurança às mulheres em situação de risco devido à violência doméstica, o Tribunal de Justiça de Sergipe, através da Coordenadoria da Mulher e a Secretaria Municipal de Defesa Social estão realizando até a próxima quinta-feira, dia 28, o primeiro curso de capacitação dos guardas municipais para implantação da Patrulha Maria da Penha.

De acordo com a Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE, Iracy Mangueira, a Patrulha Maria da Penha fortalece a rede de proteção à mulher vítima de violência doméstica. “Em nossa rede faltava esse equipamento, que é uma patrulha que pudesse proteger, acolher e encaminhar a mulher para as Políticas Públicas necessárias para o seu empoderamento. É mais um trabalho para favorecer essa mulher na busca de solução do seu conflito”.

O Secretário de Defesa Social da Prefeitura de Aracaju, Luís Fernando, reforçou a parceria existente entre o TJSE e a Prefeitura de Aracaju. “Este é mais um passo importante dessa parceria. Temos certeza que é um trabalho que renderá frutos. Esses frutos que nós esperamos são os da redução dessa violência, com um maior respeito pela mulher’.

Segundo o Diretor da Guarda Municipal, Fernando Mendonça, a capacitação é um dos critérios para a implantação da Patrulha Maria da Penha. “Nessa etapa serão capacitados 32 guardas municipais. Esse grupo compõe o projeto-piloto da patrulha. A ideia é que a gente possa desmistificar o que é uma Patrulha Maria da Penha, mostrar que ela serve para agir depois da determinação judicial para garantir as medidas protetivas”, explicou.

A aula inaugural contou com a participação de diversos órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica. “É mais uma efetivação da Lei Maria da Penha. Essa patrulha é mais um meio para essa luta. Minha torcida é que Aracaju seja modelo para todo Estado de Sergipe”, ressaltou a representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Sergipe, advogada Valdilene Martins.

A Secretária Municipal em exercício da Assistência Social, Rosane Cunha, ressaltou que o projeto torna-se primordial para construção de uma cidade com maior garantia dos direitos. “São momentos como esse que servem para fortalecer nas pessoas o que são realmente Direitos Humanos. Nós podemos ter uma guarda humanizada”. Já a Coordenadora Municipal de Políticas para Mulheres, Maria Teles, comemorou o momento. “É a concretização de um sonho”.

Nos dias 17 e 18 de abril, o Tribunal de Justiça de Sergipe, através da Diretoria de Segurança, realizou mais uma etapa do curso de formação de servidores brigadistas. Com aulas práticas e teóricas, dois servidores da Comarca de Cedro de São João participaram da capacitação.

O objetivo do curso é proporcionar conhecimentos de brigada de incêndio para atuar na prevenção e no combate a possíveis casos de incêndio, primeiros socorros e no abandono de área em situações de emergência, assim como proteção à vida, ao patrimônio público, e o apoio à redução das consequências sociais de um sinistro e de danos ao meio ambiente.

"Não é possível ter um militar do Corpo de Bombeiros lotado em todas as nossas unidades, mas é possível dar instrução e formar servidores brigadistas em todos os prédios do nosso judiciário com profissionais experientes do CBMSE lotados na Diretoria de Segurança do TJSE. Acidentes e imprevistos podem ocorrer a todo instante mas com a formação de brigadistas estaremos preparados para evitar e realizar as primeiras medidas de combate a incêndios"”, explicou o Diretor de Segurança do TJSE, Flávio Albuquerque.

Todo o treinamento é elaborado em consonância com a instrução técnica do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Sergipe. O Chefe da Brigada do TJSE, Waney Weig, foi um dos responsáveis pela aula teórica do curso. “A gente mostra todos os cuidados que precisam ser tomados mesmo antes dos locais funcionarem. Aqui eles aprendem todo o processo de funcionalidade para os cuidados de segurança”, ressaltou.

De acordo com o Subtenente Luiz Tadeu Santos Delfino, que foi o instrutor da segunda etapa teórica da capacitação, é neste espaço que os servidores compreendem a importância da “terminologia comum, desde do princípio da ocorrência, passando pelo atendimento, e chegando na comunicação que devemos ter com o Corpo de Bombeiros e o Samu”, explicou.

O dia prático foi realizado no prédio da futura sede da Comarca de Cedro de São João. O 1º Sargento do Corpo dos Bombeiros, Amadeu Oliveira Filho, realizou as ações preventivas para treinar os servidores para agir em situações de real emergência e verificar possíveis falhas nos procedimentos. “Nós trouxemos eles para este espaço para que os servidores saibam como agir corretamente, na hora que ocorre um princípio de incêndio”.

O técnico judiciário Sandro da Cruz classificou a capacitação como importante. “Nós somos leigos no assunto. A partir desse treinamento, percebemos que podemos dar um suporte melhor caso aconteça alguma eventualidade no trabalho”.

O planejamento da Diretoria de Segurança do TJSE é que durante todo o ano sejam realizados cursos brigadistas entres servidores de todas as comarcas do Estado.

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) instalou no Fórum Dr. Martinho Garcez, no município de Campo do Brito, a 65 km de Aracaju, uma usina de energia solar fotovoltaica. O prédio passa ser o primeiro do TJSE e um dos primeiros do país a operar com fonte de energia renovável.

O Chefe do Departamento de Obras, Sérgio Augusto Silveira Oliveira, destacou que a utilização de painéis solares é um dos objetivos do atual Presidente do TJSE, Desembargador Cezário Siqueira Neto, para aliar a necessidade de racionalização de recursos com a preocupação com o meio ambiente.

“O projeto nasceu dessa necessidade de economia e resolvemos seguir à tendência mundial de se utilizar a energia renovável. Como padrão, o TJ de Sergipe decidiu pela energia solar”, ressaltou. Com a usina fotovoltaica, deixarão de ser emitidos 2.260 kg de carbono por ano ao meio ambiente, o que é equivale ao plantio de mais de 350 árvores em 20 anos.

O sistema foi instalado no telhado do Fórum, que tem uma área construída de 1.051,67 m². Os painéis solares têm capacidade de gerar energia suficiente para todo o consumo do prédio e ainda gerar um acúmulo para ser direcionado à rede da distribuidora de energia, que reverterá em descontos para o Judiciário sergipano.

Segundo o engenheiro eletricista do TJSE, Daniel Floresta, atualmente “o Fórum Dr. Martinho Garcez consome uma média mensal de 2 mil quilowatts de energia e o projeto tem capacidade de produção de uma média de 4 mil quilowatts. Os 2 mil quilowatts excedentes se transformarão em economia nas contas energéticas”, explicou.

A Juíza Daniela Valdívia, que responde interinamente pelo Fórum, ressaltou a importância do projeto pioneiro, que está em funcionamento há um mês. “É uma honra muito grande para Comarca de Campo do Brito sediar a primeira locação desse projeto que tem um olhar especial para o meio ambiente e também tem gerado economia para o Tribunal, que traz o que há de mais moderno para o nosso Fórum”, finalizou a magistrada.

O TJSE vai expandir o aproveitamento de energia solar para outras unidades. “Nós já temos programação para instalar também nos Fóruns de Cedro de São João, Carira, Carmópolis e Indiaroba”, anunciou Sérgio Augusto.

A Juíza titular da 16ª Vara Cível – Juizado da Infância e Juventude de Aracaju, Rosa Geane Nascimento Santos, deu prosseguimento na última segunda-feira, 12/03, ao cronograma das audiências concentradas para reavaliação das medidas de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco na capital. As audiências concentradas acontecem no TJSE desde o segundo semestre de 2010, logo após a edição da Resolução nº 06/2010. As reavaliações acontecem trimestralmente, em cumprimento ao prazo legal definido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

O objetivo da reavaliação da medida de acolhimento institucional é garantir o menor tempo possível de permanência da criança ou adolescente nas instituições de acolhimento. Para isso, é analisada a situação de cada criança abrigada, sempre levando em conta o melhor para seu bem-estar e se é indicado o retorno para sua família, colocação em uma família extensa ou encaminhada para família substituta (adoção). Além do Judiciário, através do Juiz, as audiências contam com a participação de um Promotor de Justiça, de um Defensor Público e das equipes técnicas e psicossocial do Juizado da Infância, assistentes sociais e gestores das unidades de acolhimento e diversos órgãos municipais.

 

“Todas as secretarias que participam da audiência trazem informes sobre as inclusões que foram feitas neste período, e os resultados. Esse trabalho tem sido de fundamental importância para assegurar o direito de convivência na família natural, extensa ou substituta. Assim, com a volta para casa, para o lar, será cumprido o artigo 227 da Constituição Federal, que diz que é dever do Estado e da Família e da sociedade promover e efetivar o direito das crianças e dos adolescentes”, explicou a Juíza Rosa Geane.

 

A Gerente da Proteção Social Especial, da Secretaria Municipal da Assistência Social, Antônia Meneses, também destacou a importância da participação da rede de proteção à infância durante as audiências concentradas. “A gente percebe uma integração maior entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Flui com mais rapidez, com mais facilidade todo o trâmite com relação à assistência. Aqui as dificuldades encontradas para execução dessa tarefa de cuidar da criança e do adolescente em situação de risco e vulnerabilidade social fica muito mais fácil quando o Poder Judiciário e as várias secretarias estão juntas num mesmo ambiente”.

 

O Defensor Público Sérgio Moraes explicou que as reavaliações possibilitam maior efetividade na reintegração das crianças e adolescentes às suas famílias ou famílias substitutas. Ele falou ainda da importância do formato utilizado.   “Essas audiências funcionam através de um sistema e se uma perna desse sistema estiver capenga, a gente não tem o nível de informação adequado para saber a decisão a ser tomada. Aqui recebemos conselhos e diversas opiniões para tomarmos o rumo certo”, concluiu.

 

Para Joelma Andrade Leite, assistente social da Casa Lar III e IV, as reavaliações servem para que as unidades acolhedoras possam discutir com o juízo a situação de cada criança. “É na audiência concentrada que a gente consegue vislumbrar qual o melhor caminho para avaliar a situação de cada acolhido e quais ações devem ser tomadas para melhorar a vida deles”, completou.

 

De acordo com a Juíza Rosa Geane, após a utilização da metodologia de audiências concentradas pelo TJSE, o número de crianças e adolescentes acolhidas tem diminuído na Comarca de Aracaju. “Nós começamos em 2010 com 198 crianças acolhidas, sendo 123 de Aracaju e 75 do interior, acolhidas aqui na capital. Atualmente, nós temos 55 crianças acolhidas. Até o final do mês vamos realizar uma média de 40 audiências, fechando essa etapa com 100% do público acolhido”, concluiu.

A X Semana da Justiça pela Paz em Casa foi concluída em Sergipe com a movimentação de 1.952 processos relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), os esforços concentrados, tanto na capital quanto no interior, garantiram uma maior prioridade à mulher vítima de violência que busca apoio no Judiciário. No total, estão em andamento no Estado 4.852 processos de violência contra a mulher. 

“Durante a Semana da Justiça pela Paz em Casa, o olhar do Judiciário se voltou prioritariamente para a violência doméstica, diante de pauta de audiências, movimentações processuais em secretarias e gabinetes, como também decisões. É óbvio que a mulher vítima de violência doméstica, assim como a criança e o adolescente, serão sempre prioridade para o Tribunal, mas nessa semana focamos o olhar exclusivamente para esses processos, para que tenham um fluxo compatível com a fixação dos prazos estabelecidos em lei, com a efetividade e brevidade que esse tipo de demanda exige”, ressaltou a magistrada. 

Para ela, a semana foi concluída com a sensação de dever cumprido. “Mais uma vez, os magistrados de Sergipe demonstraram o compromisso com a prevenção e a erradicação da violência contra a mulher. “Em Pacatuba, tivemos círculos restaurativos. Foram realizadas palestras em Campo do Brito e Estância. Ou seja, houve uma adesão dos magistrados”, elogiou. Em Malhador, a Juíza Titular da Comarca, Patrícia Cunha, anunciou a criação de grupos reflexivos pedagógicos para homens autores de violência e lançou o Projeto Violeta

“Além disso, ressaltamos as ações da rede de proteção. Iniciamos a semana nos confraternizando com a equipe do Juizado de Violência Doméstica, em Aracaju, e comemorando a extensão da parceria que temos com a Faculdade Estácio de Sergipe para atendimento aos autores de violência e também às crianças e adolescentes inseridos na situação de violência doméstica”, comemorou Iracy Mangueira. 

Ela lembrou, ainda, da ação realizada no Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro. “Consideramos que as detentas que lá estão merecem um olhar do Tribunal de Justiça, dentro da perspectiva que também são vítimas de violência, até porque muitas estão ali por conta de uma submissão, uma relação homem-mulher que as conduziu para criminalidade. A intervenção foi no sentido do empoderamento dessa mulher em situação de cárcere para que possa ressignificar sua vida em sociedade, pautando suas ações em consonância com as regras estabelecidas”, explicou a magistrada. 

Já no Tribunal de Justiça de Sergipe, a programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa incluiu a comemoração do Dia Internacional da Mulher. “Fizemos atividades de beleza e saúde voltadas para as servidoras. Além de palestras sobre questão de gênero, um prenúncio do Projeto Violência de Gênero, que está sendo gestado pela Coordenadoria da Mulher, visando incluir essa temática aqui no Poder, gerando uma empatia do servidor com tema, para qualificar o atendimento que prestamos ao jurisdicionado”, explicou Iracy.

"Saio muito feliz! A conciliação me proporcionou um acordo que foi um sucesso e satisfatório para ambas as partes.” Nas frases do administrador, Luciano de Almeida Júnior, o registro de uma das mais de 3 mil audiências que estão programadas para acontecer no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), na Semana Nacional de Conciliação, que teve início nesta segunda-feira, dia 27, e segue até sexta-feira, dia 01.  A ideia é promover um ambiente de diálogo construtivo e estimular os métodos consensuais como forma efetiva de acesso à Justiça, um dos principais objetivos da Semana que acontece em todo Brasil.

De acordo com a Juíza-Coordenadora substituta do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJSE (Nupemec), Dauquíria Ferreira, durante a semana haverá a participação de todas as unidades jurisdicionais, inclusive com a inclusão de pautas extraordinárias. “A nossa proposta é que as pessoas possam participar e elas próprias construam a solução do seu problema. Que elas consigam, conversando, se entender, e chegar a uma melhor solução possível”, ressaltou.

No Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Fórum Gumersindo Bessa estão previstas mais de 700 audiências. A advogada Laís Moraes comemorou o acordo realizado pelo cliente. “Fizemos uma ação revisional de contrato, conseguimos reduzir os juros e ficou muito bom. Ela vai pagar uma taxa menor e valeu a pena porque dificilmente conseguimos fazer um acordo em ação revisional. A empresa ajudou bastante trazendo essa proposta”.

Já a procuradora de uma empresa financeira, Adriana Mota, explicou que existe uma abertura maior para negociar durante a Semana de Conciliação. “No espírito da Semana que o Judiciário propôs a empresa verificou quais eram as possibilidades de acordo e a gente trouxe uma proposta que fosse boa tanto para a parte, quanto para a empresa que eu represento”.

A Juíza-Coordenadora, Dauquíria Ferreira, explicou que o NUPEMEC tem percebido uma mudança na cultura de paz dos sergipanos após 12 anos de realização da Semana de Conciliação. “Quando começamos havia uma resistência muito grande, e as pessoas, os advogados não vinham. Agora as próprias empresas já estão nos procurando para propor acordos. Nos trazem listas de processos onde eles tem interesse em conciliar e isso pra gente é muito positivo.”

A magistrada ainda explicou que algumas empresas procuraram o CEJUSC do Fórum Gumersindo Bessa para propor uma estrutura maior de negociação. “Esse ano, inclusive, algumas empresas trouxeram representantes de fora, com poderes para conciliar valores maiores, para propor realmente o fim da demanda”.

Um dos exemplos é da construtora MRV que montou uma estrutura para negociar com todas as pessoas que tenham processos no Judiciário, conforme explicou o representante da empresa, Vinicius Teixeira. “Estaremos aqui durante toda a semana em busca desses acordos e convidamos aqueles clientes que tem uma demanda judicial com a empresa e tem interesse em resolver essa pendência de forma mais célere, através do acordo, que compareça ao Cejusc do TJSE para verificar a possibilidade de um acordo e com isso encerrar o processo.”

O acompanhamento das atividades está sendo efetuado pelo Nupemec e pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ). Diariamente, as unidades estão enviando os dados estatísticos que serão repassados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde 2016, a Semana Nacional de Conciliação é realizada anualmente pelo CNJ e envolve Tribunais Estaduais, Federais e do Trabalho.

 

Conciliação durante todo o ano

 

Quem tem um processo e tem interesse em resolver através da conciliação, basta clicar aqui  e preencher o formulário solicitando uma audiência de conciliação. 

 

Integrando à programação da IX Semana da Justiça pela Paz em Casa, teve início nesta quinta-feira, 23, II Seminário Tecendo Redes: construindo caminhos para enfrentamento da Violência contra Mulher. Cerca de 300 pessoas, entre operadores do direito, estudantes e profissionais da rede de atendimento/enfrentamento, participaram dos trabalhos, que foram abertos pelo presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Desembargador Cezário Siqueira Neto. O evento é idealizado pela Coordenadoria da Mulher do TJSE e pela Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, em parceria com diversas instituições.

 

Durante o seu discurso, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Desembargador Cezário Siqueira Neto, reforçou a ideia do fortalecimento da rede de atendimento à mulher vítima de violência. “Que no dia de hoje possamos sair daqui, após o aprofundamento das discussões, revigorados para continuar levando essa bandeira, contribuindo para a construção de uma cultura de Paz”, ressaltou.

 

Já o Presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Luciano Bispo, falou da cultura machista ainda presente na nossa sociedade. “O homem tem que acabar essa história de machismo e conviver bem com as mulheres, e não espancá-las. Mulheres devem fazer o que estão fazendo, denunciar mesmo, ter coragem para o enfrentamento”.

 

Representando o Governo do Estado de Sergipe, a Superintendente da Secretaria Estadual de Inclusão Social, Roseli Andrade, comemorou a união dos poderes no combate à violência domestica. “É muito importante juntarmos forças do Tribunal de Justiça, OAB, Frente Parlamentar e de todo o Estado para tentarmos combater a violência contra a mulher”. De acordo com a Presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Mulher, Deputada Goretti Reis, é uma junção que “fortalece mais a execução da política pública, pois são vários parceiros com o mesmo foco, o mesmo objetivo”, explicou.

 

Já a Promotora de Justiça do Centro de Apoio Operacional da Mulher do Ministério Público de Sergipe, Gicele Mara Cavalcante, citou a Lei Maria da Penha para essa estruturação em rede. “Quando a gente fala na legislação a gente só pensa no caráter repressivo, mas precisamos acima de tudo é proteger integralmente essa vítima. E pra gente possa proteger é necessária essa integração e articulação de toda a rede de atendimento à mulher vítima de violência doméstica.”

 

A primeira palestrante da manhã foi da assistente social, Jane Curbane. Ex-vítima de violência doméstica, ela tratou da construção da rede de atendimento à mulher. “Eu costumo dizer que hoje a mulher já encontra uma rede alerta porque antigamente era uma rede adormecida. Estamos no caminho de termos uma rede que realmente atenda à mulher que sofre violência”, ressaltou.

 

Pela tarde, o evento teve seguimento com a palestra do Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo, Marcelo Salmaso. Especialista em Justiça Restaurativa, ele falou sobre a práticas restaurativas e violência doméstica. “A ideia é que a Justiça Restaurativa se torne uma política pública. Para que possamos repensar as formas de convivência social nenhuma instituição consegue dar conta da complexidade do ser humano mas todos juntos, inclusive com a participação da comunidade é possível alcançarmos esses objetivos”, explicou.

 

A mesa redonda Benchmarking: olhares sobre experiências exitosas, com os temas Patrulha Maria da Penha, com Vaneide Dias, da Guarda Municipal de Aracaju; e Justiça Restaurativa, com o Juiz de Direito do TJSE, Haroldo Luis Rigo da Silva, encerrou a programação dos trabalhos.

 

No final deste primeiro dia, a Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE, Iracy Mangueira, reforçou a importância dos debates do evento. “Esse Seminário é primordial pois aqui está presente a Rede de combate à violência doméstica. Esse trabalho em rede é fundamental para que as decisões judiciais tenham força de transformar a realidade. Não basta apenas a denúncia e a sentença. Essa mulher tem que ser acolhida por políticas sociais”.

 

O seminário é uma parceria com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (ALSE), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE), Ministério Público de Sergipe (MPSE), Secretaria de Estado da Mulher, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria da Segurança Pública, Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), Associação Brasileira de Psicologia Social – Abrapso, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) e com o Coletivo de Mulheres de Aracaju.

Segunda, 11 Setembro 2017 14:46

TJSE lança projeto Talentos Jovens

O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Des. Cezário Siqueira Neto, lançou nesta segunda-feira, 11/09, o projeto “Banco de Talentos Jovens”. O objetivo é fomentar oportunidades de primeiro emprego para estagiários de nível médio egressos do Poder Judiciário sergipano. Através de um link no Portal do TJSE, as empresas, organizações públicas e privadas encontrarão um banco de dados com os currículos dos Talentos Jovens que tiveram a oportunidade de estagiar no TJSE. 

O presidente do TJSE destacou a importância da inserção destes jovens no mercado de trabalho. “Para nós este é um projeto inovador. As empresas podem aproveitar as experiências adquiridas por esses jovens nas unidades administrativas e judiciais do TJSE. Com o apoio e a parceria das entidades empresariais e de governo, o banco de dados do Talentos Jovens será acessado e as oportunidades de emprego ou de novos estágios de nível superior surgirão para nossos egressos”, afirmou o magistrado. 

O lançamento do Talentos Jovens contou com a participação de entidades governamentais e empresariais como a Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (SEIDH), Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT), Fecomércio, OAB, Senac, Sebrae e CIEE. “É uma oportunidade que o TJSE está dando para o mercado em ofertar mão de obra qualificada. Os estagiários egressos do Tribunal tiveram a oportunidade de trabalhar com questões sérias, complexas e serão muito bem aproveitados pelas empresas”, ponderou o Secretário da SEIDH, José Macedo Sobral. 

Para o Presidente do Sistema Fecomércio, Laércio Oliveira, a iniciativa do Poder Judiciário representa um olhar para o futuro. “Enxerga na juventude a esperança da condução de tudo que vem sendo feito em prol de um Sergipe melhor e desenvolvido. Os órgãos que têm a capacidade de juntar forças para promover esse banco de talentos jovens, avalizado pelo TJSE, estão presentes. A Fecomércio irá participar efetivamente do projeto através do Senac, e teremos a oportunidade de ver esses jovens em seus empregos”. 

O representante da OAB, Sandro Mezzarano, destacou que os ex-estagiários do TJSE já são alvo dos escritórios de advocacia. “A ‘experiência’ desses estagiários egressos do Tribunal, por conta do seu aprendizado, conhecimento e de seu ofício na Justiça, agrega muito em um escritório de advocacia”, completou o advogado. 

Segundo o Chefe da Divisão de Planos e Programas da Diretoria de Planejamento e um dos responsáveis pelo projeto, Thyago Avelino, o Talentos Jovens cumpre um dos valores definidos pelo TJSE, que é o da Responsabilidade Social. “Após a conclusão do estágio de nível médio, os estagiários terão seus currículos cadastrados e disponibilizados em um banco de dados, local onde as empresas e instituições poderão buscar informações para futuras oportunidades de primeiro emprego ou até mesmo estágio de nível superior”, explicou o servidor. 

Participaram também do lançamento do Talentos Jovens, os Juízes Auxiliares da Presidência Gilson Felix e Leonardo Almeida; a Secretária-Chefe de Gabinete, Monique Lisboa; o representante do Sebrae/SE, Cleiton Freitas de Melo; o Supervisor do CIEE, Júlio César da Silva e Coordenadora Estadual do Trabalho e Emprego e gestora do NAT, Sandra Carvalho.

Começou na tarde desta terça-feira, dia 05, no Poder Judiciário de Sergipe a execução do Projeto Todos Juntos Sergipe. Para o pontapé inicial, dois times começaram a ser treinados, o primeiro formado por todos os servidores da Diretoria de Gestão de Pessoas e o segundo pelos secretários, diretores e consultores-chefes do TJSE.

 

O projeto foi iniciado por meio de um convênio, sem custos, entre o TJSE e a Liga Sergipana de Coaching (Liserco). A Liserco é a responsável a promover, através das técnicas de Coaching, treinamentos motivacionais para servidores e magistrados.

 

De acordo com o Diretor de Marketing da liga, Moabe Teles, os dois times-piloto tiveram um primeiro contato com esse processo de transformação e aperfeiçoamento pessoal que vai possibilitar o desenvolvimento das mais variadas capacidades. “Esse curso é uma nova maneira de enxergar a vida. A partir dessa mudança do olhar do contexto que ele convive, ele poderá ter mais produtividade em todos os setores da vida, inclusive no trabalho”, explicou.

 

O treinamento é dividido em cinco ciclos: liderança, autocontrole, gestão do estresse, administração do tempo e aumento da motivação no trabalho. O Chefe da Divisão de Pagamentos e Registros, Hans Lobo, destacou a importância do curso ter iniciado com servidores da Diretoria de Pessoas do TJSE, que serão lideranças nesse processo de mudanças que se inicia. “Aqui é o setor responsável pela gestão de todos os servidores do TJ. É importante começarmos por aqui”, ressaltou.

 

A Master Coach Suzy Dayse Vasconcelos também destacou a importância do Poder Judiciário sergipano desenvolver este projeto. “O que nós estamos fazendo aqui é exatamente o Coaching Executivo, In Company. Essa é uma formação para liderança inspiradora. A ideia é que essa liderança seja multiplicada e assim será potencializada suas forças para serem direcionadas para o objetivo do trabalho”.

 

No final do encontro do segundo time, que reúne secretários, diretores e consultores-chefes, o Secretário Judiciário Márcio Farjalla apontou os lados positivos do primeiro contato com as técnicas de coaching. “A dinâmica que foi realizada aqui foi muito boa. Eu me senti muito à vontade. É uma experiência de vida gratificante e que a gente vai compartilhar ao longo dos próximos encontros”, revelou a expectativa.

 

A ideia é que no período de dois anos servidores de outras áreas e magistrados do Poder Judiciário de Sergipe participem da formação do Todos Juntos Sergipe.

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