Denise Rodrigues Correia Brandão
Equipes multidisciplinares do TJSE passam por capacitação em Saúde Mental, Parentalidade e Violências
Analistas das áreas de Psicologia e Serviço Social do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) passam por uma capacitação, na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), sobre a temática 'Saúde Mental, Parentalidade e Violências: Interfaces entre o Sistema de Justiça e a Rede de Atenção Psicossocial'. O curso foi ministrado pelas equipes psicossociais das Coordenadorias da Mulher e da Infância e Juventude. Nesta segunda-feira, dia 27/4, a psicóloga Sabrina Duarte e a assistente social Lia Maranhão ministraram o conteúdo.
"Nós estamos no curso voltado para equipes multidisciplinares de todo o estado e trabalhamos basicamente o fluxo de redes, da rede socioassistencial, porque o atendimento à mulher em situação de violência só fluirá se nós tivermos como conhecer a rede e sabermos para onde encaminhar essa mulher, seja no sistema de justiça, na saúde, na assistência social, na educação. Estamos verificando como as equipes que trabalham nos municípios do interior estão lidando com essas demandas porque a violência passa por outras questões, como por exemplo, em um processo de criança e adolescente, lá a gente encontra uma mulher em situações de violência. Então, é preciso observar e conhecer esse fluxo", relatou Lia Maranhão.
Na semana passada, as atividades foram conduzidas por Maria da Conceição Moraes Prado (Serviço Social) e Sérgio Lessa Alves (Psicologia), integrantes da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJSE, com foco na atuação interdisciplinar do Sistema de Justiça e no fortalecimento da rede de atenção psicossocial.
A capacitação, com carga horária total de 12h, reuniu uma média de 30 profissionais da Psicologia e Serviço Social que atuam nas unidades do Judiciário de Sergipe da capital e interior. “É muito importante estarmos constantemente em contato com os colegas assistentes sociais e psicólogos e discutir temáticas atuais e diários na nossa jornada desses profissionais. Por esse motivo, estamos trabalhando a violência, fazendo interface com infância, com juventude, com mulher, com parentalidades e discutindo isso conjuntamente, coletivamente”, pontuou Sabrina Duarte.
A psicóloga Ana Flávia Trindade, que atua na 16ª Vara Cível da Comarca de Aracaju – Juizado da Infância e da Juventude, falou como o curso pode acrescentar à sua atuação profissional. “A gente sempre tem o que acrescentar e agregar, principalmente, na troca com os colegas. Nós que estamos na ponta do atendimento seja na área da infância, seja na área da mulher precisamos estar em constante contato com a rede e temos trabalhado muito essa temática com a rede de assistência social, de assistência à saúde, toda a rede de proteção. Então, neste curso a gente tem trabalhado com temáticas super-relevantes no dia a dia de quem está ponta e precisamos ter essas informações sempre atualizadas”, destacou Ana Flávia.
Concurso de Juiz Substituto: publicado Resultado Definitivo
Foi publicado nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado definitivo do concurso para o cargo de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Os candidatos deverão acessar o endereço eletrônico https://conhecimento.fgv.br/concursos/tjse24 para ter acesso ao resultado definitivo. Todas as publicações referentes ao concurso podem ser acessadas clicando aqui.
Coordenadoria de Perícias Judiciais leva orientações aos peritos externos
Com o objetivo de promover orientação técnica e qualificação para a atuação psicossocial pericial, a Coordenadoria de Perícias Judiciais (Copejud) do Tribunal de Justiça de Sergipe promoveu um evento que reuniu os peritos externos no auditório do Palácio da Justiça. O 1º Ciclo de Orientação Técnica Psicossocial para Peritos Externos ocorreu nesta sexta-feira, dia 24/4.
“Esse encontro busca fortalecer o alinhamento técnico, esclarecer orientações institucionais e valorizar o trabalho dos peritos e peritas que tanto contribuem para a qualidade da prestação jurisdicional. A atuação pericial psicossocial é essencial para subsidiar decisões judiciais mais justas, responsáveis e sensíveis às realidades humanas envolvidas”, salientou a coordenadora da Copejud, Luciana Dantas.
As chefes das Divisões de Psicologia e Serviço Social, Marília Prado e Maria Luzineide Almeida, respectivamente, passaram as orientações técnicas aos peritos a fim de construir uma visão integrada psicossocial. Elas falaram sobre o papel da perícia como um braço fundamental de auxílio e suporte ao Poder Judiciário, exercido de forma técnica, ética e imparcial.
Durante o encontro também foram abordadas as questões operacionais e os aspectos referentes aos fluxos e sistemas. A ideia é que os peritos externos atuem de forma organizada e alinhada às rotinas do Tribunal de Justiça de Sergipe.
Centro Médico realiza curso de atualização para emergências
Médicos e enfermeiras que atuam no Centro Médico e os bombeiros que prestam atendimento nas unidades do Poder Judiciário de Sergipe receberam um treinamento em urgência e emergência. A ação foi realizada nesta quinta-feira, dia 23/4, e foi conduzida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU.
"O treinamento promovido pelo SAMU tem o objetivo de identificar e tratar da melhor maneira possível a arritmia e a parada cardiorrespiratória. Caso haja alguma dessas situações aqui no Tribunal, os profissionais do Centro Médico poderão dar a melhor condução ao paciente, fazer o reconhecimento e tratar para que quando o SAMU venha buscá-lo, o paciente esteja em condições ideais e tenha uma melhor sobrevida", explicou a médica do Núcleo de Educação Permanente do SAMU, Renata Dias.
O treinamento visa a atualização das habilidades técnicas dos profissionais, bem como a padronização dos protocolos e o aumento da segurança para os pacientes. O curso teórico e prático abrangeu temas como parada cardiorrespiratória, taquiarritmias, bradicarritmias, infarto agudo do miocárdio e anafilaxia.
De acordo com a diretora do Centro Médico, Luciana Nobre, a capacitação contínua dos profissionais é essencial para a integração institucional e a excelência no atendimento.
"Nosso objetivo é sempre melhorar o atendimento aos servidores e magistrados da instituição, além do público que frequenta os nossos prédios. Em que pese a gente não ter um atendimento complexo de urgências, mas esses cuidados iniciais de estabilização do paciente em alguns casos mais graves até a chegada do SAMU, por exemplo, é um dever nosso enquanto profissional de saúde. Queremos realmente treinar, capacitar todos os profissionais aqui do Centro Médico, da Divisão Médica, para estarem aptos a dar esses primeiros atendimentos", pontuou Luciana.
Convênio entre TJSE e UFS permite estágios voluntários em varas da infância, juventude e mulher
Nesta quarta-feira, dia 22/4, foram recepcionados, nas Coordenadorias da Infância e Juventude e Mulher do TJSE, 10 estudantes do curso de Direito da Universidade Federal de Sergipe. Os alunos que cursam a disciplina Prática Penal atuarão como estagiários voluntários em unidades jurisdicionais da Grande Aracaju onde tramitam processos envolvendo crianças, adolescentes e mulher.
“A ideia é que eles possam aprender com os processos, que eles coloquem de fato a mão na massa dentro de uma perspectiva de concretização do conhecimento. A gente sabe que o aluno tem acesso à teoria e ele precisa também ter o acesso a colocar em prática tudo que ele aprendeu. Nós precisamos ter uma consistência teórica, problematizar, mas sobretudo resolver, porque o direito é uma ciência social aplicada e, enquanto ciência social aplicada, ele exige uma solução e uma solução contextualizada e adensada na realidade”, pontuou a juíza-coordenadora da Infância e Juventude Iracy Mangueira.
Durante o encontro, além da juíza Iracy Mangueira, a juíza Juliana Martins, que coordena as ações voltadas às mulheres em situação de violência, explicou para os estudantes a dinâmica do trabalho das Coordenadorias, bem como, das unidades jurisdicionais objeto do convênio. “A gente está formando pessoas para entender o que é o Poder Judiciário. Eles entenderão que o direito, às vezes, é muito bonito, mas na prática a gente precisa analisar de uma outra forma, porque não se trata de uma estatística, mas de um processo em que precisamos de uma visão humanística, de escuta, de acolhimento”, complementou a juíza-coordenadora da Mulher, Juliana Martins.
O estágio terá como foco duas esferas de jurisdição, as Varas de Infância e Juventude, e as unidades com competência em processos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A professora Shirley Silveira, dos cursos de Direito e Serviço Social, e que ministra a disciplina Prática Penal, acompanhou os alunos e lembrou do sucesso de uma parceria anterior entre a UFS e o TJSE por meio de um projeto-piloto.
“Nós já fizemos um projeto-piloto junto com o TJ antes deste convênio e fizemos uma experiência, um laboratório social. Ele funcionou muito bem porque os estudantes passaram a ter uma visão mais transdisciplinar dos problemas. Essas temáticas, violência contra a mulher, criança e adolescente exigem, obrigam a gente ter vários tipos de conhecimento, então nós fizemos as tratativas burocráticas e conseguimos fazer esse convênio. A ideia é que os estudantes possam aprender que simplesmente saber a legislação é muito pouco para resolver um problema, eles precisam se importar com a dinâmica da sociedade e darem soluções para auxiliar os problemas”, disse Shirley.
O estudante Isaac Leite está no 9º período do curso de Direito e foi voluntário para o projeto. Ele acompanhará o cotidiano do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Aracaju. "A gente tem os estágios do Tribunal de Justiça na parte cível, em que temos essa prática ativa de realmente movimentar processos, de ter contato com as partes do processo, mas na criminal temos essa dificuldade, justamente por causa da natureza dos processos, das situações que são levadas ao Judiciário. Então, nós não teríamos, se não fosse esse convênio com o TJSE, a prática em processos criminais, de ver como funciona e mudar a realizada de alguém", avaliou.
Equipes de unidade de acolhimento em Laranjeiras participam de práticas circulares
Foi realizado no Fórum da Comarca de Laranjeiras, nos dias 9 e 16/04, o Projeto “Entre o diálogo e a ação (re)construindo laços de convívio”. A iniciativa desenvolvida pelos analistas de Psicologia da Coordenadoria de Perícias Judiciais (Copejud), em parceria com a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e o Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de Aracaju (Cejure), visa propiciar a integração dos serviços da rede de atendimento à infância e juventude e melhorar os serviços oferecidos a esse público.
O projeto foi iniciado no ano de 2025, com atividades no município de Japaratuba. Em 2026, o projeto retomou suas atividades com práticas circulares realizadas pelas servidoras Gláucia Nunes e Michelle Cunha, do Cejure. Nessa oportunidade, participaram de práticas circulares 17 funcionários que compõem a equipe do "Abrigo Sagrado Coração de Jesus, em Laranjeiras, unidade de acolhimento institucional responsável pela guarda e pelos cuidados de crianças e adolescentes da região.
As atividades foram desenvolvidas em razão do apoio logístico e institucional do Fórum da comarca, da Secretaria de Assistência Social do município e da coordenadora do Abrigo Andréa Aragão do Nascimento.
“Entre o diálogo e a ação (re)construindo laços de convívio”
Os analistas judiciários da área de Psicologia e Serviço Social da Copejud, entre outras atribuições, realizam acompanhamento das instituições de acolhimento no Estado de Sergipe, atividade. Desse trabalho e da capacitação em práticas restaurativas surgiu o Projeto “Entre o diálogo e a ação (re)construindo laços de convívio”, como uma proposta de realização de práticas circulares com os trabalhadores da rede socioassistencial que atuam nas instituições de acolhimento e casas-lares, visando oferecer momentos que favoreçam o cuidado, a comunicação e as relações interpessoais.
O projeto pretende continuar expandido as atividades pelo interior do estado, visto que as práticas restaurativas são ferramentas de diálogo, integração e fomento da cultura de paz que podem promover a melhoria do clima organizacional, alinhamento das equipes e procedimentos, qualificação do trabalho prestado às crianças, adolescentes e famílias atendidas pelos serviços.
Arquivo Judiciário participa da Etapa Estadual da 2ª Conferência Nacional de Arquivos em Sergipe
O Arquivo Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe participou, no dia 16 de abril de 2026, da Etapa Estadual em Sergipe da 2ª Conferência Nacional de Arquivos, realizada no Teatro Atheneu, em Aracaju. O evento reuniu representantes de instituições públicas e da sociedade civil para debater políticas arquivísticas no Estado.
Estiveram na conferência, a chefe-geral do Arquivo Judiciário, Ana Cristina Machado Silva, bem como as chefes e servidores das Divisões de Avaliação Documental, Memória Judiciária e Recuperação e Consulta Documental. Participar do evento, reafirma o compromisso do Poder Judiciário com a gestão documental, a preservação da memória institucional e o acesso à informação.
Alinhada ao debate nacional promovido pela 2ª Conferência Nacional de Arquivos, convocada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, sob o tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”, a etapa estadual representou um momento estratégico para o fortalecimento das políticas arquivísticas em Sergipe. A programação contou também com a participação da diretora-geral do Arquivo Nacional, Mônica Lima e Souza.
Ao longo do encontro, foram discutidas e aprovadas 12 propostas que serão encaminhadas para a Etapa Nacional da Conferência, a ser realizada em Brasília. As proposições refletem as demandas e especificidades do contexto nacional e sergipano, com foco no aprimoramento da gestão de arquivos públicos e na ampliação do acesso à informação. Durante o encerramento, foram eleitos os delegados que representarão o Estado de Sergipe na Etapa Nacional. Pelo Poder Judiciário, foi indicada a chefe-geral do Arquivo Judiciário do TJSE, Ana Cristina Machado Silva.
A Etapa Nacional da 2ª Conferência Nacional de Arquivos acontecerá em Brasília, nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2026, e reunirá aproximadamente 500 representantes de arquivos do poder público e da sociedade civil de todos os estados brasileiros.
Coordenadoria da Mulher visita e faz ciclo de palestras na Comarca de Gararu
A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) está na comarca de Gararu hoje, dia 14/04 e para amanhã, dia 15, para realizar um ciclo de visitas e de palestras sobre a temática violência contra a mulher. Além de ampliar o projeto de educação nas escolas, que a Coordenadoria desenvolve, a ideia é articular com os municípios que fazem parte da Comarca de Gararu, que são Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Canhoba, a criação de um Centro de Referência de Atendimento à Mulher, um Cream.
“Hoje e amanhã, a Coordenadoria vai se instalar na Comarca de Gararu. A primeira cidade que nós viemos é Nossa Senhora de Lourdes, nós iremos ainda para Itabi, Canhoba e Gararu, porque estamos articulando, aqui, o Cream que ainda não existe nesta Comarca. Então nós viemos conversar, mostrar o trabalho, mostrar os serviços e conversar com prefeitos, secretários para que consigamos formular nossa política pública de atendimento à mulher vítima de violência”, explicou a juíza Juliana Martins.
Nesta terça-feira, o encontro foi no Clube Municipal de Nossa Senhora das Lourdes. As palestras foram ministradas pela juíza-coordenadora da Mulher Juliana Martins e pela psicóloga Sabrina Duarte. O espaço ficou repleto de estudantes de quatro unidades de ensino: da rede municipal, a Escola Enedina Batista de Melo e a Escola Paulo Barbosa de Matos; e da rede estadual, os Centros de Excelência Profª Eulina Batista de Melo e Almirante Tamandaré.
“A gente considera primordial conversar com os adolescentes porque a misoginia tem crescido muito nessa faixa etária. Então, nós viemos falar sobre relacionamentos, o que é um relacionamento saudável e o abusivo, porque nessa idade eles começam a namorar e muitos meninos desenvolvem práticas que consideramos violentas”, acrescentou a magistrada.
O coordenador pedagógico José Vieira, da Escola Municipal Paulo Barbosa de Matos, acompanhou os alunos das turmas do 8º e 9º ano do ensino fundamental. Para ele, a palestra tem grande importância porque a comunidade escolar precisa estar atenta ao comportamento dos adolescentes e saber lidar com situações de violência.
“Eles precisam realmente estar atentos a esses crimes de violência que acontece, hoje, nas nossas famílias e que no interior não é diferente, é, na verdade muito comum e muitas crianças vivenciam isso em casa. Então, um momento desse é muito importante para que eles entendam o que realmente é violência. E, nós, enquanto comunidade, também temos esse papel de estar acompanhando, analisando, vendo o comportamento se aquele menino ou menina está se isolando e entender, tentar conversar e, a partir dali, realmente orientá-los”, relatou o professor.
O estudante Pedro Flávio Silva, de 14 anos, cursa o 9º ano no Centro de Excelência de Educação Profª Eulina Batista de Melo e esteve atento a todas as explicações da juíza e da psicóloga da Coordenadoria da Mulher.
“Eu estou aprendendo muito sobre a violência contra a mulher, sobre como começa o ciclo de violência e a juíza traz bastante exemplos. Aprendemos como é possível denunciar caso o aluno esteja sofrendo alguma violência em casa e também foi mostrado como é o comportamento dos agressores para que a gente não seja um futuro agressor”, disse o adolescente.
A vice-prefeita de Nossa Senhora de Lourdes, Flávia Marques, prestigiou o evento e falou como é relevante trabalhar conteúdos como a Lei Maria da Penha nas escolas. "Acho de suma importância trazer os alunos para esse tipo de debate. Eu sempre falo que a base está nas escolas, porque são os alunos que reproduzem, que vão levar adiante assuntos como esses, conteúdos educativos, a importância do respeito e de não normalizar a violência", ressaltou.
Servidores do TJSE participam de aula de pilates em edição do Mexa-SE
Ocorreu na manhã deste sábado, dia 11/4, mais uma edição do Mexa-SE, projeto do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) que oportuniza, mensalmente, experiências esportivas diversificadas para servidoras, servidores, magistradas e magistrados. Na edição do mês de abril de 2026, a atividade escolhida foi o Pilates, o qual foi praticado na Clínica Reabitar, empresa cadastrada no Clube de Descontos Mais TJSE.
O Mexa-SE é um projeto que foi iniciado no mês de março de 2025 e já proporcionou treinos de corrida e caminhada, artes maciais, aulas de dança, yoga, funcional e funcional kids, crossfit. A ideia é estimular a prática de esportes, ofertando experiências esportivas variadas para servidores e magistrados.
O analista de TI Geyzon Amaral, servidor do TJSE há 14 anos, já participou de cinco edições do Mexa-SE, quando foram praticadas yoga e crossfit. Para ele, o Mexa-SE é uma iniciativa importante para despertar servidores para os cuidados com a saúde. "O projeto é de uma necessidade imensa para os servidores porque a gente vive numa vida muito sedentária e, ao menos para mim, foi um estimulante para voltar a ter atividades físicas, a cuidar muito mais da saúde. O projeto também abrange todo tipo de público, desde quem se interessa por dança, quem se interessa por atividades de mais impacto, como o crossfit, a yoga, então, eu acho que o Tribunal presta um tipo de serviço que é de extrema importância para o cuidado com o servidor", disse Geyzon, acrescentando qual o seu interesse no pilates. "Olha, que coisa interessante, eu escolhi passar por essa experiência porque eu quero estimular meus pais já idosos a praticarem pilates pela necessidade da própria idade deles de cuidar de saúde", complementou.
A ação é possível devido à parceria firmada com empresas e profissionais inscritos no Clube de Desconto Mais TJSE. O programa traz para servidores e magistrados uma série de serviços e produtos com descontos especiais que, em alguns casos, são extensivos para dependentes. A Clínica Reabilitar se tornou parceira do TJSE em 2026. "Nós temos alguns profissionais do TJSE que fazem tratamento aqui na clínica e pensamos em estender para promover mais saúde e qualidade de vida para quem trabalha no Tribunal. Foi quando veio a ideia, em parceria com a GEAP que é parceira do TJ, de participar, no mês de fevereiro, da edição do Mexa-SE na praia e foi o pontapé inicial para outros projetos como o de hoje. Então, nos cadastramos no Clube de Desconto para quem for servidor e a família poderem estar praticando as atividades que dispomos com um desconto. Nós temos fisioterapia, terapia manual, que é o RPG, a osteopatia, temos o pilates, temos psicólogos, temos a confecção de palmilhas personalizadas para melhorar a pisada e, consequentemente, diminuir as dores", disse o proprietário da Clínica Reabilitar, Gabriel Leal.
Para conhecer todos os parceiros do Clube de Descontos Mais TJSE, basta acessar o Portal do Servidor. "Estamos sempre buscando parceiros, onde eles estipulam o programa, assinam um termo de adesão e nesse termo informam qual seria o benefício, o desconto ao servidor, ao magistrado, inclusive, muitos deles também oferecem aos dependentes estendendo a filhos e pais. Hoje, aqui mesmo já nos perguntaram sobre essa possibilidade, visto que estamos em uma edição do Mexa-se com uma novidade que é o pilates, cujo benefício é promover bem-estar independente da idade. Trabalhar a atividade física é uma grande conquista do Mexa-SE, além de trazer essa união entre servidores, entre magistrados para estarem se movimentando, porque em tempos quando a saúde mental está cada vez mais fragilizada, nada como fazer uma atividade física", explicou Fernanda Tavares Libório, da assessoria da Diretora de Gestão de Pessoas do TJSE.
Semana da Saúde: convênio assistirá mulheres e crianças em situação de violência e vulnerabilidade
Foi assinado, na manhã desta sexta-feira, dia 10/4, o Termo de Cooperação Técnica que garante assistência integral às mulheres gestantes e crianças e adolescentes em situação de violência doméstica e familiar e de vulnerabilidade social. Trata-se da renovação do convênio firmado, em 2024, entre o Tribunal de Justiça de Sergipe e o Hospital e Maternidade Santa Isabel, sendo que o novo termo permite uma ampliação dos serviços.
O convênio prevê o acolhimento e a assistência integral pelo Hospital e Maternidade Santa Isabel a 10 (dez) gestantes em situação de vulnerabilidade e a 20 (vinte) mulheres gestantes vítimas de violência doméstica e familiar por mês, encaminhadas pela Coordenadoria da Mulher do TJSE, a fim de proporcionar um pré-natal humanizado e de qualidade, tanto para a mãe quanto para o bebê, e condições adequadas para o parto, por meio do Projeto Gestabel. Além disso, garante o acolhimento e o atendimento de consultas, exames e o devido acompanhamento psicológico e psiquiátrico a até 20 (vinte) crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e/ou vítimas de violência física, psicológica ou sexual.
“A gente tem, hoje, 360 crianças em acolhimento institucional, sem falar das crianças vítimas de violência doméstica que são atendidas pela 6ª Vara Criminal. Então, é um momento de comemoração porque a gente garante mais acesso ao atendimento clínico de saúde mental, envolvendo a psicologia e a psiquiatria para esse público. Esta é uma ação muito importante dentro da perspectiva da proteção integral e da prioridade absoluta para crianças e adolescentes”, pontuou a juíza-coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, Iracy Mangueira.
O termo foi assinado pela presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães e as juízas-coordenadoras, Juliana Martins, da Mulher e Iracy Mangueira, da Infância e Juventude; pelo diretor-presidente do Hospital e Maternidade Santa Isabel, Rubens Moreira e pela consultora jurídica Marcela Pithon.
“Estamos muito felizes com essa renovação. A gente agora vai ofertar dez vagas para gestantes com pré-natal e mulheres gestantes que sofreram algum tipo de situação de vulnerabilidade. Além de vinte vagas de atendimento, tanto psicológico, como psiquiátrico para mulheres que têm sofrido alguma violência doméstica. E, também, vinte vagas para crianças que sofreram algum tipo de violência doméstica”, explicou o diretor-presidente do Hospital Santa Isabel, Rubens Moreira.
A juíza Juliana Martins comemorou a ampliação dos serviços com a renovação do Termo de Cooperação. “Esta é uma parceria muito boa que iniciamos na gestão passada e a gente tem buscado ampliar. Dessa forma, incluímos crianças que sofrem violência vicária, aquela violência que acontece com os filhos para atingir as mães. Além disso, o Hospital Santa Isabel nos ouviu e atendeu um pedido nosso de criar um ambulatório trans, para atender tanto o homem quanto mulher trans. Outra ampliação envolve assistência às pessoas que sofrem com endometriose, que é um problema muito recorrente nas mulheres. Então, esse convênio só está sendo aperfeiçoado cada vez mais e, graças a Deus, sendo atendido pelo Hospital Santa Isabel com muita eficiência”, complementou a juíza-coordenadora da Mulher do TJSE.
Por meio desta parceria, também será reservada uma porcentagem de vagas no Hospital e Maternidade para a contratação de mulheres em situação de vulnerabilidade decorrente de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei Maria da Penha. “Além disso, vamos ceder três por cento de vaga de emprego para essas mulheres, devolvendo dignidade para que elas possam voltar ao mercado de trabalho, promovendo a autoestima dela”, acrescentou o diretor Rubens Moreira.
Esta ação está incluída na programação da Semana Nacional da Saúde, iniciativa promovida no âmbito do Conselho Nacional de Justiça, oportunidade em que o TJSE busca fortalecer ações institucionais voltadas à melhoria da gestão da judicialização da saúde.




