Denise Rodrigues Correia Brandão

Denise Rodrigues Correia Brandão

A Gestão 2021-2023 realizou a última reunião no comando do Comitê de Acompanhamento do Plano de Gestão (Caplag) nesta terça-feira, dia 31. Durante esses dois anos, as 13 reuniões feitas com todos os gestores de projetos tinham como objetivo organizar o portfólio dos projetos, facilitar o acompanhamento e a tomada de decisões, além de orientar as diretrizes da Gestão e auxiliar a transição do biênio.

"Uma felicidade encerrar a gestão com todos os gestores reunidos para agradecer. Tivemos uma conjunção de esforços e esta é uma vitória coletiva, resultado da escolha de pessoas certas para os locais certos. Destaco que todos colaboraram e contribuíram para que a prestação jurisdicional fosse aprimorada e a instituição bem servisse à população. Saio da gestão exultante e reitero minha alegria em trabalhar com essa equipe primorosa, corajosa e comprometida", celebrou o Presidente Des. Edson Ulisses de Melo, ao abrir a reunião.

Neste encontro foram divulgados que dos 269 projetos, 86% foram concluídos. Os projetos da Gestão 2021-2023 estavam divididos em cinco eixos. O eixo Cidadania, Diálogo, Cultura e Memória Judiciária teve 49 projetos concluídos; o Transformação Digital, 19 projetos concluídos; o eixo Excelência da Área-fim alcançou 91 projetos concluídos; no Excelência da Área-meio, 25 projetos foram concluídos; e no eixo Pessoas e Gestão, 48 foram concluídos. Todos os eixos estavam alinhados com o Planejamento Estratégico do TJSE e também com os Planos do Supremo Tribunal Federal e Conselho Nacional de Justiça para os anos 2020 e 2022.

"É muito importante o acompanhamento sistemático, a preparação e o planejamento daquilo que se pretende concluir de forma satisfatória. Nós começamos com mais de 260 projetos e, hoje, finalizamos a gestão com quase 90% dos projetos concluídos. Tudo isso se deve a esse planejamento prévio, essa preparação e esse acompanhamento sistemático que foi impulsionado pela Gestão e pela Presidência", ressaltou Felipe Baptista Prudente, Diretor de Planejamento e Desenvolvimento e Secretário do Caplag.

O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) tinham 23 projetos incluídos no Plano de Gestão 2021-2023. Destes, apenas o projeto Cejusc Juizados não foi concluído dentro da gestão, uma vez que demandaria estudos de reestruturação. "Nós estamos encerrando uma gestão no dia hoje e estamos muito satisfeitos com o resultado, porque toda a equipe do Cejusc se empenhou muito ao longo desses dois anos. Tivemos esse acompanhamento do Caplag, com orientação para uma boa execução dos projetos e sua conclusão. Foi um monitoramento extremamente importante para podermos avaliar nosso trabalho e conseguirmos o resultado almejado", avaliou a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Cejusc.

A Secretaria de Planejamento e Administração (Seplad) também comemorou os resultados com a conclusão de 93% dos 72 projetos incluídos no Plano de Gestão. "Apenas 4% dos nossos projetos não obtiveram 100% de conclusão, porque são projetos em andamento, cuja conclusão não se daria por agora. Esse acompanhamento dos projetos, com cada gestor, é realmente importantíssimo, porque mostra que o Tribunal de Justiça tem um planejamento, seguido a algumas gestões e que tende a continuar, e o Tribunal só cresce com essa dinâmica de trabalho", ponderou Valmir de Farias Jr., Secretário de Administração.

 

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A Escola Judicial do Estado de Sergipe, através da Coordenadoria de Cursos para Servidores e Divisão de Ensino a Distância, informa que estão abertas as inscrições para o Curso Texto jurídico: semântica e gramática na medida certa, na modalidade a distância. As informações seguem abaixo:

 

 

Curso:

Texto jurídico: semântica e gramática na medida certa

Período:

06 de fevereiro a 01 de março de 2023

Inscrições:

INÍCIO: 01 de fevereiro às 09h, TÉRMINO: 06 de fevereiro às 23h59 de 2023

As inscrições podem ser encerradas antes do período acima indicado caso haja o preenchimento total das vagas disponíveis.

Público-alvo:

Servidores e servidoras do TJSE

Como se inscrever:

O servidor ou a servidora deverá acessar o site http://www.eadejuse.tjse.jus.br/ead e no local do nome do usuário inserir o número do CPF (com todos os números inclusive os zeros) e utilizar os 6(seis) primeiros números do seu CPF como senha, caso seja a primeira vez que acessa o portal.

Objetivo:

O objetivo do curso é o de promover estudos sobre semântica e gramática para que os servidores e as servidoras do Tribunal consigam identificar o uso equivocado de regras gramaticais em textos jurídicos e, assim, aperfeiçoar a própria produção escrita seguindo a norma padrão da Língua Portuguesa.

Carga horária:

18 horas/aulas

Facilitador(a):

JOSÉ MATEUS CORREIA SILVA é Graduado em Jornalismo - Bacharelado e em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Também trabalhou para o jornal Correio de Sergipe e para o Portal Infonet como revisor de textos e elaborador de reportagens.

Realização:

Coordenadoria de Cursos para Servidores e Divisão de Ensino a Distância

Conteúdo programático:

Aula 1 - Será que o bom texto deve ser rebuscado?; Aula 2 - Será que certas expressões tão usuais existem?; Aula 3 - Ortografia; Aula 4 - Padronização; Aula 5 - Onde fica o pronome?; Aula 6 - Regência verbal

Vagas:

150 vagas

Número mínimo de inscritos para a autorização de início da turma. 75 inscritos.

Mais informações:

 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Nesta quinta-feira, 26/01, foi realizada uma reunião conjunta com os grupos de trabalho que acompanham os projetos Casa da Mulher Brasileira, Centro de Atendimento à Mulher (CRAM) de Aracaju e Centro de Educação e Reabilitação de autores de violência. O encontro foi coordenado pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe Des. Edson Ulisses de Melo e pela Juíza Rosa Geane, Coordenadora da Mulher do TJSE.

"Nosso objetivo é estreitar as relações com os órgãos envolvidos com a implantação desses importantes equipamentos, previstos na Lei Maria da Penha, a fim de com esse somatório de esforços possamos efetivar os serviços. A expectativa é que concluamos essas tratativas a bom termo, para que possamos colocar a pedra fundamental da Casa da Mulher e iniciarmos os demais serviços", afirmou o Presidente Edson Ulisses.

A Juíza Rosa Geane atualizou os participantes da reunião com um panorama acerca das articulações para a implantação dos equipamentos em Sergipe. Lembrou das emendas destinadas por parlamentares sergipanos para a implantação dos três serviços, a Senadora Maria do Carmo Alves com verbas para a Casa da Mulher e para os Centros de Educação e Reabilitação aos autores de violência, respectivamente, R$ 6 milhões e R$ 700 mil; bem como os vereadores de Aracaju, com a destinação de verbas para o CRAM.

"Estamos em reuniões mensais nas quais atualizamos acerca do andamento dos projetos. Hoje, fizemos essa reunião conjunta, para conversar com as secretarias envolvidas e com os parlamentares que destinaram as emendas", iniciou a magistrada. Relatou que para a Casa da Mulher está sendo iniciado o processo de licitação; para o Centro de Educação e Reabilitação, o TJ cedeu uma sala no Arquivo Judiciário para que o serviço seja temporariamente realizado; e para o CRAM é necessária a criação por meio de projeto de lei de iniciativa do Executivo Municipal.

"Se a Lei Maria da Penha, há 16 anos, indicou a criação desses serviços para o atendimento integral e integrado à mulher em situação de violência e também ao agressor, já deveríamos ter esses equipamentos em pleno funcionamento, caso cada entre cumprisse o seu papel. Porém como não houve esse olhar de acolhimento para este caminho e, sendo assim, a Coordenadoria da Mulher do TJSE buscou o trabalho de articulação. Em todas as reuniões que tivemos com os órgaos, federais, estaduais e municipais, ao sermos indagados sobre a manutenção dos serviços pós-implantação, reforço o que diz a lei que a manutenção é dos órgãos municipais e estaduais", complementou a Juíza Rosa Geane.

A Vereadora Emília Corrêa, Presidente da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Aracaju, que destinou uma emenda impositiva no valor de R$ 500 mil para a implantação do Centro de Atendimento à Mulher (CRAM) de Aracaju. "Sei da importância da causa, por isso queria até destinar mais para ações de acolhimento à mulher em situação de violência. De agora em diante, a efetivação do equipamento dependerá Executivo e iremos fiscalizar e cobrar. Agradeço a Dra. Rosa o empenho na causa, uma vez que sem este movimento as ações não aconteceriam provavelmente", salientou a vereadora. Além das emendas da veredora Emília Corrêa, outros vereadores também destinaram verbas para esse fim, as quais somam mais de R$ 1 milhão.

Também participaram da reunião a Promotora Cecília Nogueira, diretora do CAOPmulher e a Coordenadora Municipal de Políticas para Mulheres de Aracaju, representante da Secretária Municipal de Assistência (Semasc), Edlaine Sena.

Ainda, segundo Rosa Geane, o Projeto Meu Alvo é a Paz, da Coordenadoria da Mulher, que dentre outras ações, foi responsável pelas articulações que resultaram nos avanços no atendimento da mulher e do agressor, terá continuidade nas gestões seguintes do TJSE, porque está incluído como projeto estratégico.

Para conversar sobre o Centro de Educação e Reabilitação para Autores de Violência, a Coordenadoria da Mulher do TJSE, por intermédio da Juíza Rosa Geane Nascimento, realizou uma reunião com gestores da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seasc), Ana Lúcia Aguiar, Edlaine Sena e Sibelle Sá; e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), Ticiane Mendonça. A reunião ocorrida nesta sexta-feira, 13/01, visa criar um Grupo de Trabalho que irá acompanhar mensalmente a instalação do Centro de Educação e Reabilitação para Autores de Violência.

O Centro de Educação e Reabilitação para os Autores de Violência é um equipamento no enfrentamento à violência contra a mulher, previsto no artigo 35 da Lei Maria da Penha, para atendimento dos homens autores de violência contra a mulher, através de grupos reflexivos para atendimento psicossocial, educacional e de saúde. Sergipe será o pioneiro na instalação do serviço que contará com um espaço no prédio do Arquivo Judiciário, o qual será o projeto-piloto.

"Tivemos uma emenda no valor de R$700 mil, destinada para a implantação do serviço pela Senadora Maria do Carmo, para o qual sensibilizamos sobre a necessidade de Sergipe contar com essa política pública. Assim, o TJSE cedeu uma sala localizada no Arquivo Judiciário, a qual pretendemos instalar ainda este mês. Temos uma previsão de que a emenda deverá ser liberada nesses primeiros meses de 2023 e assim poderemos promover a ampliação do serviço. A Senadora Maria do Carmo teve um protagonismo importante nos avanços que estamos verificando em Sergipe", informou a Juíza Rosa Geane. Explicou ainda que a ideia é que o Estado coordene o desenvolvimento dos trabalhos, uma vez que se trata de um serviço de reabilitação dos agressores.

A magistrada também relatou sobre outro equipamento previsto na legislação para o atendimento da mulher em situação de violência - o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CREAM), que está com emendas aportadas para sua implantação. "No final do ano de 2022, fomos gratamente surpreendidos com a destinação pelos vereadores de Aracaju de uma verba que soma aproximadamente R$ 1 milhão para que possamos instalar o CREAM, porque se trata de um equipamento fundamental para este atendimento especializado à mulher em situação de violência doméstica e familiar, o qual a nossa capital Aracaju ainda não dispõe. Sempre entendemos que, conforme determina a legislação, os órgãos de atendimento à mulher devem ser especializados", acrescentou a Juíza.

Foi destacado pela Coordenadoria da Mulher que, desde o ano de 2015, em parceria com a instituição de ensino Estácio Fase, o Judiciário acompanha um trabalho de grupos reflexivos, o qual foi responsável pela redução da violência e da reincidência de 65% a 2%. De acordo com Psicóloga Sabrina Duarte, os grupos reflexivos atenderam mais de 400 homens e a taxa de reincidência foi de apenas 6,7.

"Esses serviços não são uma forma de "passar a mão na cabeça do agressor", mas um trabalho voltado para a redução da violência e do feminicídio, por meio da reintegração deste homem na sociedade", alertou a magistrada Rosa Geane.

Foi divulgado que no mês de janeiro o TJSE realizará um curso para facilitadores dos primeiros Centros de Educação e Reabilitação aos Autores de Violência, uma capacitação que terá como público-alvo equipe psicossociais do Estado e do Municípios.

"Somente notícias boas neste trabalho de articulação da Coordenadoria da Mulher voltado para avanços no enfretamento da violência e Sergipe passa a ser protagonista na reabilitação ao agressor. Temos uma nova Secretária na pasta da Inclusão, Erica Mitidieri, cuja visão busca essa transformação, seu plano piloto contempla ações no combate à violência contra a mulher, inclusive o trabalho de educação com os autores de violência", avaliou Ana Lúcia Aguiar, da Superintendência de Inclusão e Cidadania da Secretaria, da Seasc.

Em 12/01, a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, visitou os juízes das unidades jurisdicionais do Fórum Gumersindo Bessa. Na ocasião os magistrados Maria Angélica Fontes, Marcos Pinto, Holmes Anderson Júnior, Leopoldo Martins Moreira Neto, Viviane Kaliny de Souza vestiram a camisa da Campanha Sinal Vermelho contra a Violência manifestando adesão.

"Para a Coordenadoria da Mulher é uma honra fazer essas visitas e colher a adesão dos colegas para uma causa tão importante. Muitos colegas já aderiram à campanha do Sinal Vermelho em 2022 e esperamos que toda a magistratura sergipana vista essa camisa ainda este mês de janeiro. Esta é uma campanha que salva vidas, é um acolhimento à mulher vítima de violência e quanto mais autoridades e instituições se somarem à essa divulgação e à essa causa mais mulheres poderão estar protegidas".

A Campanha Sinal Vermelho foi lançada pela AMB e Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em junho de 2020 e tornou-se política pública. Em julho de 2021 foi sancionada a Lei Federal 14.188/2021, que instituiu o programa de cooperação Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica. Após o início da campanha houve uma redução de 1,7% no número de feminicídios no país.

Em Sergipe aderiram à campanha o Governo do Estado, Alese e Prefeitura de Aracaju, Tribunal Regional Eleitoral, Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB/SE), Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), Associação de Notários de Registradores de Sergipe (Anoreg), Sindicato da Habitação de Sergipe, Academia Sergipana de Ciências Contábeis, Comando do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase) e diversas instituições de ensino superior. Além de representantes das Prefeituras e do Legislativo estadual e municipais.

Na Comarca de Laranjeiras, o Poder Judiciário de Sergipe inaugurou as obras de reforma e ampliação do Fórum Dr. Levindo Cruz. Na solenidade, que ocorreu nesta segunda-feira, dia 30, foram entregues as novas instalações da 2ª Vara Cível e Criminal, criada em 2016, bem como a reforma da 1ª Vara Cível e Criminal. Com a ampliação, a área construída do fórum passou a ser de 1.340,58 m²; o custo da obra foi de mais de R$ 1,3 milhão.

"Os serviços realizados no Fórum Dr. Levindo Cruz atendem uma solicitação antiga de aumento da sua estrutura física para melhor acomodação dos colaboradores e um melhor serviço de atendimento ao público. Ressaltamos que essa unidade é composta por duas varas de competência plena e a ampliação veio atender exatamente à 2ª Vara Cível e Criminal que operava em um ambiente improvisado nas dependências deste Fórum da Justiça", ressaltou o Presidente do Poder Judiciário, Des. Edson Ulisses de Melo.

A estrutura da 2ª Vara Cível e Criminal é composta por uma sala de audiências, uma secretaria, duas salas de conciliação e duas salas da defensoria. Possui também um gabinete para o magistrado e sua assessoria; um gabinete para promotor e assessores; banheiros e depósitos. Já a 1ª Vara Cível e Criminal foi contemplada com a reforma total da estrutura, com parte elétrica e hidráulica revisados. Foi criado um novo ambiente para o atendimento ao público, com mais comodidade e a área anterior foi disponibilizada ao Tribunal Regional Eleitoral. A área de atendimento ao público e do salão de júri foram ampliados; todos os ambientes receberam nova pintura, tiveram o piso revitalizado, forro e sistema de calhas substituídos e luminárias trocadas.

Também foram instalados em toda a unidade da Justiça, nas áreas comuns, os dispositivos de acessibilidade como piso tátil, rampas, barras de apoio, placas de sinalização. A área externa do fórum também passou por reforma. A cobertura foi revisada e ampliada; assim como a custódia que passa a contar com ambientes masculino e feminino; o sistema de drenagem, o calçamento e o muro externo foram revitalizados; e foi realizada a manutenção do gradil e a instalação de uma nova subestação elétrica.

"No momento em que essa Comarca já tinha mais de 6 mil processos iniciados por ano, se fez necessária a ampliação deste Fórum, com a criação da 2ª Vara Cível e Criminal. O objetivo é que a comunidade tenha o melhor serviço e prestação jurisdicional, com conforto e celeridade. Destaco que essa obra durou seis anos para a sua conclusão, porém não por falta de recursos empenhados pelo TJSE ou falta de dedicação dos seus funcionários. O grande problema nesta obra foi a sucessão de empresas que assumiram sua execução, todas devidamente licitadas, contudo apresentaram dificuldades e má gestão durante o andamento da obra", salientou o Juiz José Amintas Noronha, Diretor do Fórum Dr. Levindo Cruz.

Durante o ato foi assinado um convênio com a Prefeitura Municipal de Laranjeiras, cujo objeto é a realização de obras de reparo no calçamento externo do Fórum Dr. Levindo Cruz.

"Este fórum passou por essa grande reforma e ampliação e contemplou serviços relevantes para dar maior comodidade a todos os munícipes, advogados que por aqui militam e para dar celeridade na continuidade dos serviços jurisdicionais", observou José Araújo Leite Neto, Prefeito de Laranjeiras.

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No Fórum Ministro Heitor de Souza, na Comarca de Estância, foi implantado o Projeto Cumprimento Digital, nesta quinta-feira, 26/01. A funcionalidade permite que as pessoas que cumprem penas ou medidas de comparecimento em juízo possam fazer isso através de um registro biométrico, em um totem localizado na entrada do fórum. Na ocasião, também foi inaugurada a primeira Sala de Depoimento Especial no interior do Estado.

"É justo que se avance com esse projeto para todo o Estado, levando esse benefício para as Comarcas e cidades interioranas. São ferramentas novas que o Poder Judiciário de Sergipe tem empreendido dados seus avanços e conquistas na área tecnológica. Então, é um motivo de satisfação nessa minha gestão podermos estender esses avanços à população do interior”, informou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe.

O projeto do Cumprimento Digital – através do qual o apenado também recebe um aviso via SMS e e-mail, três dias antes da data do cumprimento – foi iniciado em novembro de 2022 na Comarca da Aracaju, no Fórum Olímpio Mendonça, onde fica a Vara de Execução Penal, a que detém cerca de 40% do público-alvo. Para o seu funcionamento, o TJSE contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitiu a interação do cadastro biométrico ao Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU). Inicialmente, é coletada a biometria do apenado e, a partir de então, toda interação com o Judiciário passa a ser automatizada.

Conforme Denise Martins, Secretária de Tecnologia do TJSE, o projeto é um benefício relevante para a população. “Aquele apenado recebe o aviso, vai ao fórum e simplesmente colocando seu CPF e sua digital é reconhecido no nosso sistema e no SEEU. Nossa grande alegria hoje é implantar essa novidade na Comarca de Estância, que beneficia não só os apenados daqui, mas também os servidores e magistrados da Vara Criminal. A ideia é que esse projeto alcance todo o Estado”, informou Denise.

Sala de Depoimento Especial

Também na Comarca de Estância foi inaugurada a primeira Sala de Depoimento Especial no interior do Estado. O processo de descentralização das Salas de Depoimento Especial, por meio dos Núcleos de Atendimento Psicossocial atualmente regionalizados, permitirá que, em breve, outras salas entrem em funcionamento nas Comarcas de Propriá, Lagarto, Itabaiana e Nossa Senhora do Socorro.

Segundo a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSE, a sala garante uma escuta mais humanizada. “Profissionais capacitados atuarão nessa sala. São duas frentes que estamos batalhando. A de escuta especializada, que não tem valor de prova, feita tão somente para facilitar o encaminhamento para os serviços. E a frente do depoimento, que será feito aqui, não pela rede de proteção, mas pelo sistema de justiça, seja como medida de antecipação de prova ou no curso do processo”, explicou a magistrada.

“São inovações importantes. Fico muito feliz, por exemplo, com a inauguração da sala para o depoimento especial. Para mim, especialmente, que sempre trabalhei na área da infância e juventude é com muita alegria que vejo o Tribunal de Justiça agora interiorizar essas salas, trazendo a possibilidade de uma não revitimização de crianças e adolescentes que, muitas vezes, são vítimas de abuso”, parabenizou o Juiz Edinaldo Cesar Santos Júnior, Titular da 1ª Vara Cível de Estância, mas que atualmente ocupa o cargo de Juiz Auxiliar do CNJ.

Para a capacitação das equipes psicossociais que atuarão com a escuta especializada e com o depoimento especial, estão previstas duas turmas nos meses de fevereiro e março, respectivamente, na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) e a Coordenadoria de Perícias (Coopejud).

O depoimento especial é a oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária. Já a escuta especializada é o procedimento de entrevista sobre situação de violência com criança ou adolescente perante órgão da rede de proteção. Ambos os procedimentos devem ser realizados em ambiente acolhedor, que garanta a privacidade das vítimas ou testemunhas, devendo resguardá-las de qualquer contato com o suposto agressor ou outra pessoa que lhes represente ameaça ou constrangimento.

 

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O Tribunal de Justiça de Sergipe implantou o Portal da Gestão, uma ferramenta que disponibiliza de maneira detalhada os projetos desenvolvidos pelas gestões do Poder Judiciário. A atual versão do Portal contém os projetos incluídos no portfólio do Plano de Gestão 2021-2023.

Por meio do Portal da Gestão, pode-se acessar os projetos concluídos por ciclo, bem como um resumo de cada projeto, informações sobre qual macrodesafio atende e, ainda, em qual eixo do Plano de Gestão está inserido o projeto.

O Plano de Gestão é uma ferramenta que visa nortear as ações dos gestores do TJSE. É composto por um portfólio de programas e projetos que são planejados e cuja execução é priorizada com a finalidade de materializar as diretrizes institucionais definidas para o biênio. O Plano de Gestão possui mecanismos de acompanhamento e controle da execução dos projetos e facilita a transição de biênio, pois permite que a gestão atual possa mostrar à próxima, de forma objetiva e clara, quais projetos foram realizados, quais estão parados e aqueles em andamento.

O Portal da Gestão está disponível no site do TJSE na seção "Portais". Também podem ser acessados no menu "Gestão Anteriores" os Relatórios de Gestão da Presidência e Corregedoria.

Clique aqui e acesse.

Foi iniciada nesta terça-feira, dia 24, uma capacitação para as equipes psicossociais que atuarão junto aos Centros de Educação e Reabilitação dos autores de violência contra a mulher. O curso com duração de quatro dias, foi promovido pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe com o objetivo de formar profissionais que possam executar os grupos reflexivos nos municípios sergipanos.

“Estamos tentando que Sergipe seja o pioneiro no lançamento dos Centros de Educação e Reabilitação dos autores de violência, que funcionam primordialmente com os grupos reflexivos e os encaminhamentos. Aracaju será o primeiro Município a lançar o serviço, cuja sede será, inicialmente, uma sala localizada no Arquivo Judiciário e, aguardaremos que os Municípios com os maiores índices de violência contra a mulher também o façam. O objetivo geral é implementar o serviço em todos os seus aspectos: espaço físico, capacitação de servidores, alocação de servidores nesse serviço e iniciarmos os Centros de Educação e Reabilitação dos autores de violência para que possamos ver a mudança social acontecer de forma mais efetiva”, explicou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE.

A capacitação com o tema "Intervenções em grupos reflexivos de gênero com homens autores de violência contra a mulher" está sendo ministrada pelo Doutor em Psicologia Felippe Lattanzio, ex-coordenador geral do Instituto Albam, instituição credenciada na realização de cursos para implantação de grupos reflexivos, responsável também pela capacitação das equipes que atuam na Central de Alternativas Penais (CIAP).

“O curso tem por objetivo, ao seu encerramento, promover a capacitação necessária para que as equipes possam realizar as intervenções com homens autores de violência. Para uma intervenção com os grupos, as equipes precisam dispor de quatro conhecimentos fundamentais: teoria de grupos; domínio sobre estudos de gênero; teorias feministas e estudo de masculidades. Isso porque os homens chegam muito resistentes aos grupos, o que gera um desafio maior para as equipes que estarão na sua execução. Geralmente, os homens chegam aos grupos reflexivos muito fechados, inconformados por terem sido encaminhados judicialmente, com a sensação de pena antecipada, por isso a intervenção carece de conhecimentos específicos para que os grupos tenham efetividade”, explicou o psicólogo e psicanalista Felippe Lattanzio.

Foram disponibilizadas 55 vagas para psicólogos e assistentes sociais pertencentes aos quadros das Prefeituras Municipais e também para analistas judiciários que atuam na área psicossocial do TJSE.

“Nós ampliamos as vagas para servidores do Tribunal de Justiça, porque é importante que quem trabalha no Poder Judiciário entenda a forma como os grupos reflexivos acontecem. Pretendemos que este seja o primeiro curso de uma série de capacitações para que sejam formadas todas as equipes dos Municípios que atuarão nesses Centros. Estamos sensibilizando os gestores municipais, prefeitos e secretários, para a implementação do serviço. O Judiciário tem realizado a interlocução e articulação com o Executivo e o Legislativo para instalação desses Centros, cedendo o espaço inicialmente até que haja um definitivo, e capacitando as equipes que atuarão realizando os grupos reflexivos. Devem os Municípios fazer a articulação para obtenção de emendas e disponibilização de servidores que possam atuar nesses Centros”, acrescentou a magistrada Rosa Geane.

Os Centros de Educação e Reabilitação dos autores de violência são equipamentos no enfrentamento da violência contra a mulher, previsto na Lei Maria da Penha, no seu artigo 35, inciso V. Conforme dispõe recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando o Município não dispuser de Centros, o serviço poderá ser prestado nos CREAS. Em novembro de 2022, a Senadora Maria do Carmo Alves destinou para todo o Estado uma emenda no valor de R$ 700 mil, para a implementação e funcionamento dos Centros de Educação e Reabilitação dos autores de violência.

Foi realizada, nesta sexta-feira, dia 20, uma reunião com o objetivo de discutir as emendas que foram destinadas para a criação do Centro de Atendimento à Mulher (CRAM) de Aracaju. No encontro, conduzido pela Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, participaram representantes do Executivo Municipal e dos vereadores de Aracaju, os quais destinaram, no dia 20 de dezembro de 2022, uma verba de R$ 997 mil para a instalação do equipamento.

"Estamos perto de consolidar o acolhimento à mulher vítima de violência e aos agressores com a criação de diversos equipamentos como o Cream/Cram, a Casa da Mulher e os Centros de Educação e Reabilitação para os autores de violência. Contamos com o apoio e a sensibilidade dos parlamentares municipais para a criação do Cream em Aracaju, por meio dessas emendas impositivas, e pretendemos nos reunir com o Prefeito Edvaldo Nogueira para que ele acolha esse projeto de criação de um equipamento tão importante na nossa capital", avaliou a Juíza Rosa Geane.

O CRAM está previsto na Lei Maria da Penha, no seu artigo 35, I, como um equipamento de atendimento integral e integrado à mulher. O objetivo é a prestação de um acolhimento especializado à mulher em situação de violência, monitoração e acompanhamento das ações desenvolvidas pelas instituições que compõem a rede de proteção. Em Sergipe, existem CRAMs nos municípios de Barra dos Coqueiros, Estância e Tobias Barreto.

Foi explicado, durante a reunião, que as emendas já foram direcionadas, com publicação no Diário Oficial de 30 de dezembro de 2022. O próximo passo é o encaminhamento do projeto de lei do Executivo municipal para a criação do CRAM.

A Coordenadora Municipal de Políticas para Mulheres de Aracaju, representante da Secretária Municipal de Assistência (Semasc), Edlaine Sena, participou da reunião e destacou que as articulações internas no Município já estão sendo realizadas com a finalidade de ampliar o atendimento e garantir os direitos das mulheres.

A magistrada detalhou os valores destinados por cada vereador de Aracaju especificamente para o CRAM: R$ 60 mil da vereadora Ângela Melo; R$ 45 mil do vereador Antônio Bittencourt; R$ 500 mil da vereadora Emília Correia; R$ 35 mil do vereador Fabiano Oliveira; R$ 20 mil do vereador Fábio Meirelles; R$ 50 mil da vereadora Linda Brasil; R$ 47 mil do vereador Manuel Marcos; R$ 100 mil do vereador Nitinho Vitale; R$ 100 mil do vereador Ricardo Marques; e R$ 40 mil da vereadora Sheila Galba. Também foi destacado que, ao final do ano, a deputada estadual Maria Mendonça também destinou verbas para o CRAM e para Centro de Educação e Reabilitação dos autores de violência.

Ao final, a Coordenadora da Mulher informou que a ideia é realizar uma reunião técnica mensal de acompanhamento do projeto do CRAM, nos moldes como são realizadas as reuniões de acompanhamento da Casa da Mulher e dos Centros de Educação e Reabilitação dos Agressores.

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