Janaina Cruz
TJSE autoriza realização de concurso para Juiz Substituto
Foram publicadas no Diário da Justiça de ontem, 11/12, a Resolução nº 31/2014, que autoriza a abertura de concurso público para ingresso no cargo de Juiz Substituto de Sergipe e constitui a comissão, e a Resolução nº 32/2014, que regulamenta o procedimento seletivo do certame. O último concurso para Juiz Substituto realizado pelo Tribunal de Justiça de Sergipe aconteceu em 2008 e convocou 37 aprovados. Atualmente, o TJSE tem 156 Juízes.
O Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho é o Presidente da comissão do concurso, também composta pelos Juízes de Direito Marcel de Castro Britto, Evilásio Correia de Araújo Filho e Sidney Silva de Almeida, como também pelo advogado Antônio Eduardo Menezes Oliveira, representante da OAB/SE. A comissão tomará todas as providências necessárias à organização e realização do certame, a exemplo da elaboração e expedição dos editais, emissão de documentos, prestação de informações, elaboração dos conteúdos programáticos, entre outros deveres.
O concurso terá cinco etapas, cujas datas e locais de realização serão anunciados por edital. Na primeira, haverá uma prova objetiva seletiva, de caráter eliminatório e classificatório; e na segunda, duas provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório. Já a terceira etapa, contará com três fases: sindicância da vida pregressa e investigação social do classificado; exame de sanidade física e mental; exame psicotécnico. A quarta etapa será uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a quinta e última, a avaliação de títulos, de caráter classificatório.
Projeto teatral que leva informações do TJSE para população ganha Prêmio Educar-SE
O projeto teatral de aproximação do Tribunal de Justiça de Sergipe junto à comunidade foi agraciado com o Prêmio Especial do Educar-SE. O prêmio existe há 20 anos e homenageia pessoas que foram destaque no universo da educação em Sergipe. Somente este ano, ocorreram mais de 30 apresentações teatrais sobre vários temas, a exemplo da violência contra a mulher e conciliação, em diferentes locais.
“Fizemos esquetes sobre educação financeira, nos Feirões do Limpa Nome; abordamos o tema violência doméstica em capacitações promovidas pela Coordenadoria da Mulher; enfim, trabalhamos para levar à população informações sobre o Judiciário com uma linguagem muito acessível e de forma leve. Esse prêmio é um reconhecimento ao esforço feito por toda equipe”, ressaltou Alessandra Teófilo, atriz e técnica judiciária lotada na Diretoria de Comunicação do TJSE.
Desde o início de 2011, ela trabalha em parceria com o grupo teatral Arte em Ação. A primeira atividade ocorreu nos terminais de ônibus, com a distribuição do Informe Legal, publicação do TJSE distribuída há cinco anos e que já está na nona edição, abordando vários assuntos, como a estrutura do Poder Judiciário, adoção, violência contra a mulher, Ouvidoria, entre outros.
A festa de premiação acontecerá nesta sexta-feira, 12/12, a partir das 20 horas, no Zodíaco, Espaço de Cultura e Gastronomia localizado na orla Pôr do Sol, no Mosqueiro, em Aracaju.
Curso de revisão da Língua Portuguesa: inscrições confirmadas
A Escola Judicial de Sergipe, através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, vem confirmar as inscrições dos servidores abaixo elencados para o curso de Revisão da Língua Portuguesa e Produção Textual que ocorrerá nos dias 09, 16, 23, 26 de janeiro de 2015, das 8 às 13h, e 30 de janeiro de 2015, das 8 às 12h, na Sala 02 da Ejuse, localizada no 7º andar do anexo Administrativo II, Desembargador José Artêmio Barreto.
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Nome |
Mat. |
Lotação |
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ANDERSON RENNE AZEVEDO SILVA |
10964 |
20ª Vara Cível - Cartório |
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ANDRÉA SANTOS |
10163 |
14ª Vara Cível - Cartório |
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ANDREZA VIEIRA DIAS |
17032 |
Supervisão do Fórum de Lagarto |
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BIANCA KELLER FEITOSA SIQUEIRA |
17312 |
2aVC/LAGO - Cart - 2ª Vara Cível |
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BRUNO DE OLIVEIRA NUNES |
7345 |
6a VCR - Cart - 6ª Vara Criminal |
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CAMILA SANTANA GUIMARAES |
13890 |
SVC/SOCORRO - Cart - 2ª Vara Cível |
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DIOGO ARAUJO FREIRE DE OLIVEIRA |
15465 |
NSGATEN - Atendimento |
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ENEIDE GOMES MENDES DINIZ |
10492 |
Central de Plantão Judiciário |
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ERIKA LIMA TELES |
16723 |
27ªVCGABJUIZ - 27ª Vara Cível |
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GENIVALDO DOS SANTOS GOUVEIA |
10609 |
9a VC - Cart - 9ª Vara Criminal |
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GINA DE SOUZA MAYNART |
3517 |
Coordenadoria de Cursos para Servidores |
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INES VIRGINIA RESENDE DOSEA |
13669 |
RIBEI/CART - Cartório |
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ISABELLA MARIA DOS SANTOS |
16721 |
Arquivo Geral do Judiciário |
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ISMEIRE VIANA BORGES |
15322 |
1aVC/LAGO - Cart - 1ª Vara Cível |
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JANIO SANTOS DE ALMEIDA |
14360 |
1ª VC/CARTORIO/SAOCRIST. |
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JEANE PEREIRA SILVA BATISTA |
7967 |
NSGCM - Central de Mandados |
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JOSÉ ANTÔNIO SANTOS JÚNIOR |
3381 |
Consultoria de Processos Judiciais |
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MARCOS GARCEZ SANTOS RIBEIRO |
3254 |
Central de Mandados da Grande Aracaju |
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MARIA DA CONCEIÇÃO LIMA BEZERRA |
1578 |
Central de Mandados da Grande Aracaju |
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MARIA DE FÁTIMA DE FRANÇA MESQUITA |
2276 |
Gabinete do Corregedor Geral |
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MARIA EMÍLIA VILANOVA RIBEIRO |
8841 |
1º Núcleo de Serviço Social e Psicologia |
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MARIA KÁTIA NUNES RIBEIRO LIMA |
8001 |
Diretoria de Modernização Judiciária |
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MARILIAN RIBEIRO DE SOUSA MARIANO |
16632 |
VCR/LAGO - Cart - Vara Criminal |
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PÉRICLES NUNES GARCIA MORENO |
7219 |
CM - ITABAIANA |
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RANIERE FERNANDES DE SOUZA |
7953 |
Central de Mandados da Grande Aracaju |
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RICARDO DOS REIS TAVARES |
17236 |
1ª Vara Civel e Criminal - Cartório |
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SERGIO SIQUEIRA DE ARAUJO FILHO |
15679 |
CARIRA - GJ - Gabinete do Juiz |
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VANESSA ROCHA LAMOUR DE SENA |
15531 |
3º Juizado Especial Cível |
TJSE conhece Sistema Virtual de Precatórios da Justiça de Santa Catarina
O Sistema Virtual de Precatórios desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) foi a pauta do encontro de representantes dos Tribunais de Justiça do Estado do Sergipe (TJSE) e do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), nos últimos dias 9 e 10. A pretensão da Presidência do TJSE é celebrar um convênio com o TJSC para cessão do referido sistema, o que está sendo analisado pela equipe de tecnologia da informação.
Conforme o Juiz Gestor do Departamento de Precatórios do TJSE, José Pereira Neto, o Presidente do Judiciário sergipano, Desembargador Cláudio Deda, tem o desejo de agilizar a elaboração dos cálculos de atualização dos Precatórios. Além do Juiz José Pereira Neto, também visitaram o TJSC a técnica judiciária Magna Ferreira Lima, chefe do Departamento de Precatórios do TJSE; José Adelmo de Góis, chefe da Divisão de Processamento e Cálculos; e Thiago Silva Reis Santos, técnico de Tecnologia da Informação.
O grupo foi recebido pelo Presidente do TJSC, Desembargador Nelson Schaefer Martin; pelo coordenador do Núcleo de Comunicação Institucional, Desembargador Ricardo Roesler; pelo Juiz Auxiliar da Presidência, André Alexandre Happke; e pelo coordenador de Precatórios, Clóvis Nunes. A Juíza Auxiliar da Coordenadoria de Precatórios do TJDFT, Maria Luísa Silva Ribeiro, lembrou que o Distrito Federal desenvolve trabalho para automatizar o setor e que o sistema catarinense sobressai por ter sido adotado em outros 11 Tribunais do país.
Com informações da Assessoria de Imprensa TJSC
Falsa grávida de Taubaté se livra de processo na Justiça por estelionato
Quase três anos após ficarem conhecidos em todo o país por inventarem uma falsa gravidez de quadrigêmeos, a pedagoga Maria Verônica Aparecida e o marido dela Kléber Eduardo Melo não serão punidos pelo suposto crime de estelionato. O processo corre em segredo de Justiça, mas a decisão de extinguir uma possível punição deles foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico no dia 5 de dezembro.
A decisão de não punir a pedagoga, que ficou nacionalmente conhecida como a “Falsa grávida de Taubaté” e o marido dela, é do juiz Érico Di Prospero Gentil Leite, da 3ª Vara Criminal, que seguiu um acordo feito com o casal para a extinção do processo. O acordo, que não teve o teor revelado, foi proposto pelo Ministério Público e aceito pela Justiça e pelo casal após audiência do caso em 2012. Para a extinção do processo, o casal cumpriu as exigências do acordo durante dois anos.
“Com o acordo, o processo ficou suspenso durante dois anos mediante algumas condições que foram cumpridas pelos dois. (A extinção da possível punição) é algo que estava sendo aguardado. Os dois cumpriram exatamente o que havia sido determinado e não tinha outra solução a não ser essa decisão”, disse Enilson de Castro, advogado dos dois.
A defesa do casal informou ainda que a notícia já era aguardada e foi recebida com naturalidade pelo casal. Após a repercussão do caso, o casal se mudou do apartamento em que morava para uma casa em Taubaté e a pedagoga vendeu a escola infantil que mantinha por dificuldades em conseguir alunos.
“Atualmente ela não trabalha, mas cuida da casa e do filho que o casal tem. Leva uma vida normal e bastante religiosa”, afirmou Castro.
A história da falsa gravidez chamou a atenção dos moradores de Taubaté no início de janeiro de 2012 e repercutiu em todo o país. Maria Verônica havia falado inicialmente que esperava gêmeos quando soube da gravidez, mas depois descobriu que na verdade eram quadrigêmeos.
Todos os parentes ficaram felizes com a chegada das quatro meninas, as "Marias". Com a história, muitas pessoas chegaram a fazer doações de fraldas e roupas para o enxoval dos bebês. A polícia começou a investigar o caso após declarações de um médico que atendeu a mulher no segundo semestre de 2011 e afirmou que, na ocasião, ela não estava grávida.
O parto, segundo Verônica, estava previsto para acontecer na segunda quinzena de janeiro. A farsa só foi assumida na madrugada do dia 20 de janeiro. Na ocasião, o advogado dela disse que sua cliente usava "uma barriga de silicone" com enchimentos e que a mulher não havia desmentido a gravidez antes por causa da grande repercussão do caso.
O Tribunal de Justiça foi procurado para comentar o caso, mas informou que não irá se pronunciar já que o processo está em segredo de justiça. O G1 procurou o Ministério Público, mas não teve retorno até a publicação da reportagem.
Companhia aérea indenizará atleta por extraviar medalha de bronze obtida em Taiwan
A 5ª Câmara de Direito Civil do TJ condenou uma companhia aérea ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, no valor de R$ 22 mil, em benefício de esportista do sul do Estado, que teve sua bagagem extraviada e alguns pertences desaparecidos, dentre eles uma medalha de bronze do Campeonato Internacional de Bocha, realizado em Taiwan.
Em sua defesa, a empresa alegou que o mero extravio de bagagem não é capaz de gerar abalo anímico, e que o seu conteúdo foi devolvido sete dias após o sumiço. Sustentou ainda que não há provas de que os pertences estavam de fato no interior da mala do autor, pois não foi feita a declaração dos bens transportados para eventual ressarcimento.
Para o desembargador Sérgio Izidoro Heil, relator do processo, o prejuízo sentimental experimentado pelo autor com a perda da medalha de bronze é irreparável, quando se fala em quantificação material. Assim, a verba indenizatória é necessária não somente pelos sofrimentos vivenciados, mas também para penalizar a empresa pela negligência nos serviços prestados.
"Cabia à recorrente exigir dos consumidores que preenchessem a declaração dos bens transportados, já que se responsabiliza pelo serviço. E tendo a ciência dos constantes extravios e furtos de bagagens ocorridos nos aeroportos, é dever das companhias aéreas adotar tal procedimento, não sendo razoável exigir do consumidor a iniciativa, o qual presume que seus pertences serão seguramente transportados", completou (Ap. Cív. n. 2013.002929-9).
Mulher impedida de amamentar após falso resultado de HIV é indenizada
A juíza Christina Bini Lasmar, em cooperação na 15ª Vara Cível, condenou a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, mantenedora do Hospital Risoleta Tolentino Neves, a pagar R$ 10.000 a uma mãe, a título de indenização por danos morais.
A mulher alegou que, após dar à luz um menino, o bebê foi submetido a uma coleta de sangue para a realização de exames. Algumas horas depois, ela foi comunicada de que o exame obteve resultado positivo para aids, e, em função disso, seu filho foi retirado de seu seio, durante a primeira amamentação. A decisão foi publicada no dia 5 de dezembro.
Ainda segundo a paciente, ela informou a médica que era impossível o bebê ser soropositivo, já que havia realizado os exames pré-natal, inclusive sanguíneo, sem que houvesse qualquer alteração, além da gravidez ter sido normal. A médica informou que seria realizado outro exame para a confirmação do resultado, que ficaria pronto em, no máximo, 24 horas.
No entanto, de acordo com a mãe do recém-nascido, o exame só ficou pronto cinco dias depois, apresentando resultado negativo. Durante esse período, a criança foi submetida à aplicação do medicamento AZT, como forma de evitar a transmissão vertical da doença, e apresentou efeitos colaterais pela prática médica equivocada.
A fundação alegou que os efeitos colaterais sofridos pelo recém-nascido não são provenientes da aplicação do AZT e podem ser consequência do fato de que, enquanto gestava a criança, a mulher fez uso de um antibiótico para tratamento de infecção urinária. Além disso, alegou ter seguido o procedimento padrão, indicado no Manual Técnico Pré-Natal e Puerpério, emitido pelo Ministério Público em 2006.
No entanto, a juíza Christina Bini Lasmar, ao julgar procedente a pretensão inicial, levou em conta o laudo do perito judicial, que afima: “(…) além do exame negativo no pré-natal, os dados contidos no prontuário médico e história pregressa da autora mostram que ela não se enquadrava nos critérios de vulnerabilidade para AIDS. Esses dados mostram que a indicação para realização de tal exame no pré-parto imediato é discutível, além disso, o caso não se enquadrava nas situações de indicação formal para a realização do referido exame”.
A condenação também levou em conta a indiscrição como foi anunciado o resultado equivocado do primeiro exame, fato que foi confirmado por uma testemunha que se encontrava no quarto no referido momento e que causou grande constrangimento e sofrimento à paciente.
Acompanhe o processo 2069259-90.2010.8.13.0024
A decisão, por ser de Primeira Instância, está sujeita a recurso.
Missa natalina do TJSE acontecerá nessa quinta-feira
O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Cláudio Déda, convida magistrados e servidores para participarem da missa de Natal do Poder Judiciário, que acontecerá nessa quinta-feira, 11/12, às 10h30, no auditório Governador José Rollemberg Leite, no térreo do Palácio da Justiça Tobias Barreto de Menezes. O celebrante será o padre Franco Senigagliesi. Haverá a apresentação do Coral do Ministério Público de Sergipe.
Magistrados sergipanos integram nova composição da Abraminj
Magistrados sergipanos participaram de Assembleia da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj), realizada durante o Seminário Regional Sul, promovido numa parceria estabelecida entre ABMP, Abraminj, TJSC, CNJ, CNMP, Condege, Fonajuv, AMB, Associação dos Magistrados Catarinenses e Colégio de Coordenadores da Infância e Juventude, no período de 3 a 5 de dezembro, na cidade de Florianópolis (SC).
No seminário, destinado a juízes, promotores, defensores e técnicos do Poder Judiciário e do Ministério Público da área da infância e da juventude, foi realizado também o lançamento da Frente Nacional Pró-Sistema de Garantias da Criança e do Adolescente, que visa a impulsionar avanços concretos na promoção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes. A programação contou ainda com discussões sobre temáticas como ato infracional, saúde mental e drogadição, justiça restaurativa, depoimento especial, entre outras.
A assembléia da Abraminj aconteceu no segundo dia do evento. Inicialmente, o presidente, Juiz Renato Rodovalho Scussel (TJDFT), apresentou prestação de contas e balanço financeiro e de ações realizadas na gestão anterior. Na sequência, em eleição por aclamação, foi definida a nova composição da entidade: recondução de Renato Scussel ao cargo de presidente, escolha do Juiz José Antônio Daltoé Cezar (TJRS) e da Juíza Katy Braun do Prado (TJMS), para primeiro e segunda vice-presidentes, e eleição do juiz sergipano Haroldo Luiz Rigo da Silva para o cargo de secretário-geral.
A participação da magistratura sergipana na Abraminj incluiu ainda a nomeação da Juíza-Coordenadora da Infância e da Juventude, Vânia Ferreira de Barros, para compor o Conselho Deliberativo, órgão especial que reúne magistrados brasileiros com reconhecida experiência na área, e da Juíza Hercília Maria Fonseca Lima como nova Coordenadora Estadual da entidade em Sergipe, em substituição a Haroldo Rigo.
“O resultado da eleição da Abraminj é mais um reconhecimento da atuação dos juízes sergipanos. A entidade é um espaço privilegiado de magistrados da infância e juventude para discussão e atuação em diversas frentes e compartilhamento de experiências nessa área”, disse a Juíza Vânia Barros.
Ouvidor Geral do TJSE visita Comarca de Itaporanga D’Ajuda
Dando continuidade à agenda de visitas aos magistrados, o Ouvidor Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador José dos Anjos, visitou, na manhã de hoje, 05/12, a Comarca de Itaporanga D’Ajuda, onde o titular é o Juiz Gustavo Plech. A Comarca, cujo Distrito é o município de Salgado, tem atualmente cerca de cinco mil processos em tramitação.
“Temos uma programação para visitar as Comarcas e compreender de forma mais próxima o que se passa com os juízes e seus jurisdicionados. No caso de Itaporanga, o número de reclamações de processos em atraso é irrisório diante do volume total. Sabemos que o Juiz tem uma prática de nomeação de advogados dativos que dá uma mobilidade muito grande no atendimento à coletividade. Nosso objetivo é divulgar essa prática a outros colegas para que o serviço seja ainda mais eficiente e célere em prol da população”, elogiou o Desembargador José dos Anjos.
O Juiz Gustavo Plech explicou que a prática referida pelo Ouvidor está em funcionamento há cerca de quatro anos. “Quando cheguei à Comarca, sentia dificuldade de ter que adiar muitas audiências, pois a Defensora que tínhamos na Comarca havia sido transferida para Aracaju. Publicamos uma Portaria e abrimos um prazo para que todos bacharéis em Direito que tivessem a carteira da OAB pudessem se inscrever e entrariam num rodízio. Isso vem funcionando sem qualquer reclamação da sociedade, dos advogados e sem ter adiamento de audiência pela ausência do defensor”, explicou.
Sobre a visita do Ouvidor Geral, o magistrado considerou a atitude bastante válida. “Isso permite que o Ouvidor conheça de perto a realidade das Comarcas para olhar não só as boas práticas, como também a estrutura que o Juiz tem à sua disposição, compreendendo o porquê de alguma ineficiente, que pode estar ligada a vários fatores. O Desembargador José dos Anjos tem cumprido a tarefa dele de uma forma muito tranquila, buscando ouvir a magistratura e tentando intervir para solução dos problemas”, agradeceu Gustavo Plech.




