Janaina Cruz
Plantão Judiciário Semanal: 23 a 29/04/2018
A Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga nos links abaixo a Tabela do Plantão Semanal de 23 a 29/04/2018.
Sustentação oral deverá ser solicitada pelo Portal do Advogado
Os pedidos de sustentação oral, no âmbito de todos os órgãos julgadores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), deverão ser formulados por meio eletrônico, através do Portal do Advogado, para os processos incluídos nas pautas de julgamento das sessões a serem realizadas do dia 8 de maio em diante. A Portaria Normativa 20/2018 foi divulgada no Diário de Justiça desta terça-feira, 24/04. Para as sessões de julgamento que se realizarem até 7 de maio, portanto, será facultativo o pedido de sustentação oral em meio eletrônico. Importante informar: esse sistema não será disponibilizado no momento para a Turma Recursal.
O objetivo do novo procedimento é permitir que os usuários solicitem preferência de julgamento ou sustentação oral sem necessidade de comparecimento físico. Os cadastros de sustentação oral ou preferência (SO/P) só podem ser realizados quando um processo estiver em pauta de julgamento, seja por pauta publicada ou inclusão em mesa. Uma vez realizado, gerará uma lista específica de ordem de apreciação na sessão de julgamento.
Todo o procedimento para solicitação no Portal do Advogado pode ser encontrado clicando aqui, em um manual elaborado pela Diretoria de Modernização do TJSE.
Arquivo Judiciário recebe visita de estudantes
O Arquivo Judiciário, localizado ao lado do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, tem recebido constantemente visita de alunos do ensino fundamental, médio, superior e de cursos técnicos. Ontem, 23/4, 25 alunos do Senac, supervisionados pela professora Aline Pereira, estiveram no local. Na semana anterior, outros 25 alunos da mesma instituição estiveram no Arquivo com a professora Nalu.
No início do mês, no dia 09/04, 15 alunos do curso de Direito da Fanese, monitorados pelo professor Edson Oliveira da Silva, conheceram a estrutura física e funcionamento do Arquivo. Segundo a universitária Jehnnyfe Acioli Santos Silva, o mais interessante foi ver o procedimento de restauração de processos antigos. “Os documentos são renovados e ficam prontos para a pesquisa”, ressaltou a aluna.
As visitas guiadas de escolas ou grupos ao Arquivo Judiciário podem ser agendas através do telefone 3226-3724 / 3725. O e-mail é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O Arquivo funciona de segunda a sexta, das 7 às 13h.
Inscrições até 25/04: audiência pública para discutir descriminalização do aborto até 12ª semana de gestação
A Ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou audiência pública para discutir a questão relativa à recepção, pela Constituição Federal de 1988, dos artigos 124 e 126 do Código Penal, que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez, pela ordem normativa vigente. Os interessados em participar do evento têm até o dia 25 de abril para solicitar inscrição. A audiência deve ser realizada no início do mês de junho, em data a ser posteriormente confirmada. Veja aqui o edital.
A ADPF 442 foi ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que sustenta que os dois dispositivos do Código Penal afrontam postulados fundamentais como a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos. A pretensão é que o STF exclua do âmbito de incidência dos dois artigos a interrupção da gestação induzida e voluntária realizada nas primeiras 12 semanas, “de modo a garantir às mulheres o direito constitucional de interromper a gestação, de acordo com a autonomia delas, sem necessidade de qualquer forma de permissão específica do Estado, bem como garantir aos profissionais de saúde o direito de realizar o procedimento”.
Em novembro de 2017, a relatora indeferiu pedido de medida cautelar de urgência que visava à suspensão de prisões em flagrante, inquéritos policiais e andamento de processos ou decisões judiciais baseados na aplicação dos artigos 124 e 126 do Código Penal a casos de aborto voluntário realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez.
Informações
A fim de instaurar o debate constitucional e a configuração e o alcance do problema jurídico, a ministra solicitou informações à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em resposta ao pedido, a Presidência da República sustenta a existência de “desacordo moral razoável” sobre a questão na sociedade brasileira, diante da ausência de consenso mínimo acerca das concepções morais, filosóficas e mesmo religiosas sobre a matéria. Por isso, defende que o espaço adequado para discutir e decidir politicamente a matéria é o Poder Legislativo, responsável “por tutelar o pluralismo político, premissa para a legitimidade das decisões políticas majoritárias”.
O Senado Federal, por sua vez, esclarece que os artigos questionados na ADPF não foram objeto da reforma legislativa empreendida no Código Penal (Lei 7.209/1984) e assinala que o artigo 2º do Código Civil de 2002 assegura direitos ao feto viável. Afirma também que o Parlamento está promovendo as discussões pertinentes para eventual modificação do parâmetro legal (Petição 17722/2017).
No mesmo sentido, a Câmara dos Deputados defende que a descriminalização da conduta, se for o caso, deverá ocorrer por intermédio do Poder Legislativo, e lembra que, ao analisar o Projeto de Lei 1.135/1991, a Câmara considerou a proposta “inconstitucional e inoportuna”. Informa ainda que tramitam naquela Casa diversas proposições que preveem a proteção da vida desde a concepção e, por outro lado, projetos que descriminalizam o aborto.
A AGU, em sua manifestação, defende a validade constitucional das normas questionadas e sustenta que o aborto não foi diretamente disciplinado pela Constituição, não sendo possível inferir de seu texto a existência de suposto direito constitucional a ele.
Complexidade
Segundo a Ministra Rosa Weber, a questão da interrupção voluntária da gravidez nas 12 primeiras semanas envolve diferentes valores públicos e direitos fundamentais. A discussão, a seu ver, é um dos temas jurídicos “mais sensíveis e delicados”, pois envolve razões de ordem ética, moral, religiosa e de saúde pública e a tutela de direitos fundamentais individuais.
“A complexidade da controvérsia constitucional, bem como o papel de construtor da razão pública que legitima a atuação da jurisdição constitucional na tutela de direitos fundamentais, justifica a convocação de audiência pública como técnica processual necessária”, assinalou a relatora.
Inscrições
Os interessados em participar deverão manifestar seu interesse pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 25/4. A seleção levará em conta critérios como representatividade, especialização técnica e expertise e a garantia da pluralidade da composição da audiência e das perspectivas argumentativas a serem defendidas. Os postulantes também deverão apresentar justificativas que demonstrem capacidade técnica e/ou jurisdicional da sua contribuição para o diálogo sobre a questão.
Leia a íntegra da decisão de convocação de audiência pública.
Fonte: STF
Estágio nível superior: publicada lista de inscrições deferidas e locais das provas
O Setor de Estágio do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga lista das inscrições que foram deferidas e os locais das provas do processo seletivo para estagiário de nível superior. As provas serão realizadas em Aracaju, no dia 08/05/2018, na Faculdade Pio X, Campus III, à avenida Tancredo Neves, 5655, bairro Jabotiana, em Aracaju, das 9 horas ao meio-dia.
Clique aqui e confira a lista completa.
Autismo foi tema de palestras no TJSE
Promovidas pelo Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe, foram realizadas na manhã de hoje, 19/04, no hall do Anexo I, duas palestras sobre o autismo e aspectos ligados ao transtorno que acomete grande número de crianças em todo o mundo. Profissionais renomados na área foram convidados para esclarecer o assunto, que teve como público-alvo magistrados, servidores e pais de pessoas com autismo.
A neuropediatra Ana Gabriela Passos do Prado discorreu sobre o TEA – Transtorno do Espectro Autista, aspectos clínicos e diagnósticos e a visão do neuropediatra sobre o tema. Segundo ela, o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação social e pela presença de comportamentos e interesses restritos e repetitivos, não tem cura e não pode ser considerado uma doença.
É evidenciado em crianças antes dos 03 anos de idade e quando detectado precocemente, a resposta aos tratamentos é bem melhor. “A evolução do autismo pode se dar logo a partir dos 08 a 12 meses, quando a criança tem desenvolvimento lento, é apática e se irrita em excesso, além de outros sinais, como andar na ponta dos pés e ausência de comunicação verbal”, ressaltou Ana Gabriela.
A neuropediatra fez um levantamento do autismo no mundo atual. Segundo ela, num universo de 10 mil crianças, dois a cinco casos são constatados aos 3 anos de idade e 70 a 86% são deficientes mentais, além de diversas outras complicações. É necessária uma observação clínica direta do comportamento com diagnóstico que atende desde a história detalhada, estudo neuropsiquiátrico e teste de audição entre outros exames. “Não se mede o autismo e sim a necessidade de apoio com tratamento adequado, acompanhado de terapias comportamentais e educacionais”.
Terapias ajudam na socialização e convivência familiar
Na palestra do psicólogo clínico infantil Thiago Cavalcante Lima, foram enfocados os aspectos terapêuticos do trabalho com crianças autistas. Na ocasião, ele falou sobre a dificuldade do diagnóstico precoce e possíveis intervenções do plano terapêutico, através de mapeamento de habilidades.
Para o psicólogo, “as modalidades terapêuticas devem abranger a criança como um todo, numa abordagem inter/transdisciplinar que englobe os mais diversos ambientes nos quais a mesma esteja inserida, como a escola e família”. É importante que sejam esclarecidas dúvidas em torno do autismo e mostrar para a sociedade formas adequadas de ensino e aprendizado. Uma das grandes preocupações dos profissionais envolvidos é com a questão educacional, envolvendo professores e psicopedagogos que trabalham com este público.
Comunga do mesmo pensamento o pediatra Marco Aurélio de Araújo Carvalho, que atuou durante o evento no debate sobre o tema. Segundo ele, há a necessidade por parte da família de uma maior observação ao comportamento da criança, que é bem diferente das demais e ele como pediatra, tem a facilidade do diagnóstico precoce, revertendo boa parte dos sintomas. “É um longo tratamento que envolve psicólogos, terapeutas, fonoaudiólogos, entre outros. Alguns casos conseguem uma resposta ao tratamento imediata, outros, podem perdurar por longos anos”, lembrou.
Mary Fernanda, servidora do TJSE, vivencia diariamente o autismo em casa. Por ter um filho autista, ela assistiu atenta a todas as palestras e declarou que a questão do autismo é um assunto que merece ser amplamente divulgado, por conta da discriminação que ainda existe. Como mãe, ela ensina que é importante observar o comportamento da criança e envolvê-la num tratamento completo, ajudando-a a interagir melhor. “Com muita atenção e amor envolvido em cuidados específicos, é possível conviver com alguém que possua o transtorno”, disse ela.
O evento contou ainda com a presidente do Comitê Gestor Local de Atenção Integral à Saúde, Desembargadora Ana Lúcia Freire dos Anjos, que demonstrou satisfação em passar estas informações para os servidores. De acordo com ela, há uma preocupação muito grande do Comitê com todas as questões que envolvem a saúde dos servidores e consequentemente dos seus familiares.
“Não tem como isolar o servidor de uma questão tão importante como esta. O Tribunal de Justiça é uma família e, para se manter saudável, é preciso que todos estejam saudáveis também. A iniciativa de eventos como estes tem a capacidade de levar o devido apoio para quem convive diariamente com o autismo, além de promover uma conscientização maior em torno do tema”, finalizou a Desembargadora.
Corregedoria do TJSE divulga estatísticas de judicância do 1º grau
A Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), em cumprimento a dispositivos da Constituição Federal e da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), publicou os dados de judicância de todas as unidades do 1º grau de jurisdição relativos ao mês de março de 2018 e aos últimos 12 meses. O acompanhamento pode ser feito clicando aqui.
A divulgação também tem como objetivo conferir às unidades a oportunidade de verificarem se a respectiva judicância está em conformidade com as metas estabelecidas pela Corregedoria no Provimento nº 24/2017, complementado pelo Provimento nº 03/2018, que criou o Certificado de Cumprimento das Metas para as unidades de 1º grau de jurisdição do TJSE.
Nesta oportunidade, não foram divulgados os dados referentes à taxa de congestionamento dos processos baixados e a quantidade de processos pendentes de baixa, pois foram constatadas inconsistências na forma de cálculo. Após a resolução das mesmas, a Corregedoria anunciará as novas metas atinentes às taxas de congestionamento dos processos baixados.
Plantão Judiciário Semanal: 16 a 22/04/2018
A Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe divulga nos links abaixo a Tabela do Plantão Semanal de 16 a 22/04/2018.
Centro Médico do TJSE promoverá palestras sobre autismo no dia 19 de abril
O Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) promoverá duas palestras sobre autismo no próximo dia 19 de abril, quinta-feira, às 9 horas, no hall do Anexo II. O público-alvo são magistrados, servidores e pais de pessoas com autismo. O objetivo é esclarecer aspectos ligados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A palestra ‘TEA: aspectos clínicos e diagnósticos, a visão do neuropediatra’ será ministrada pela neuropediatra Ana Gabriela Passos do Prado. Ela falará sobre o transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação social e pela presença de comportamentos e interesses restritos e repetitivos. Também abordará os principais sintomas dos pacientes com suspeita de TEA, diagnóstico e um breve resumo da história e incidência do autismo no mundo.
Já a palestra do psicólogo clínico infantil Thiago Cavalcante Lima terá como tema ‘Aspectos terapêuticos do trabalho com crianças autistas’. Na ocasião, ele falará sobre a dificuldade do diagnóstico precoce e possíveis intervenções do plano terapêutico, através de mapeamento de habilidades. As modalidades terapêuticas devem abranger a criança como um todo, numa abordagem inter/transdisciplinar que englobe os mais diversos ambientes nos quais a mesma esteja inserida, como a escola e família.
Currículos dos palestrantes
Ana Gabriela Passos do Prado
Pediatra, neuropediatra. Fez Residência médica em Pediatria e Neurologia Infantil pelo Hospital Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador (BA) e estágio Fellow em Neurologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de medicina de São Paulo.
Thiago Cavalcante Lima
Psicólogo Clínico Infantil, Mestre em Ciências do Comportamento e Doutorando em Ciências do Comportamento na Universidade de Brasília. Professor Adjunto no curso de Psicologia da Faculdade Pio Décimo e na Faculdade Sete de Setembro (Fasete). Desenvolve pesquisas sobre autismo e problemas de aprendizagem e desenvolvimento Infantil utilizando a abordagem comportamental. É editor adjunto da Revista Rios Saúde e Revisor da Revista Temas em Psicologia. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise do Comportamento de Sergipe (GEPAC/SE).
Inscrições abertas para o segundo grupo do Projeto Vida Saudável
Estão abertas as inscrições para o segundo grupo do Projeto Vida Saudável, que tem como objetivos a melhoria da qualidade de vida dos servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) por meio de uma reeducação alimentar e nutricional, manutenção da saúde e redução do índice de sobrepeso e obesidade.
Entre os meses de abril a julho serão realizadas palestras e acompanhamentos individuais gratuitos com a nutricionista Thayane Andrade. Podem participar servidores com índice de massa corporal (IMC) acima de 25. Apesar do cadastro reserva remanescente da primeira turma, realizada no segundo semestre de 2017, ainda há algumas vagas disponíveis.
O projeto – que foi idealizado pelo Chefe da Divisão de Planos e Programas do TJSE, Thyago Avelino – integra o macrodesafio estratégico de Melhoria da Gestão de Pessoas do Tribunal. É Coordenado pela assistente social Edivaní Panta, com apoio do Diretor do Centro Médico do TJSE, Osvaldo Barreto de Ávila.
Mais informações e inscrição pelo telefone 3226-3414.




