Janaina Cruz

Janaina Cruz

Teve início ontem e prossegue até sexta-feira, 08/11, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, o XI Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (Fonavid). O evento – que traz palestras, debates e trocas de experiências, concentrando esforços para o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher – foi aberto pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, que apontou diversos avanços conquistados pela sociedade brasileira na proteção à mulher vítima, como a tipificação do crime de feminicídio e a criação do depoimento especial.

Do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), participam do evento o Desembargador Edson Ulisses de Melo; a Juíza Rosa Geane Nascimento, responsável pela Coordenadoria da Mulher, acompanhada de integrantes da equipe técnica, Sabrina Duarte, psicóloga, Shirley Amanda, assistente social, e a assessora Mariza Santos; além dos Juízes Juliana Nogueira, Elaine Afra, Horácio Leão, Marcelo Pimenta e Guilherme Weber; e também o servidor Antônio Augusto da Silva Netto.

“O objetivo de encontros como esse é permitir às mulheres vítimas da violência doméstica o abrigo do sistema de justiça e a punição dos agressores, que podem sofrer medidas restritivas desde o afastamento do lar do casal à pena de prisão. Nesse encontro, discutimos as boas práticas para o enfrentamento de tão grave problema que envolve as famílias brasileiras, com destaque para a educação como forma de avanço no relacionamento entre os casais para a construção de um ambiente familiar de paz”, comentou o Desembargador Edson Ulisses.

Conforme a magistrada Rosa Geane, as importantes discussões do encontro revelam a preocupação do Fonavid com a mudança da realidade de violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil por meio da educação. “Também foi muito importante a participação dos parceiros, como o Instituto Avon e o Magazine Luiza e ainda as discussões sobre gênero, comunicação social e feminicídio. Participei do grupo de trabalho sobre boas práticas. O Fonavid está sendo muito produtivo e bastante enriquecedor”, opinou a magistrada.

“Agradeço ao Presidente do TJSE, Des. Osório de Araújo Ramos Filho, à Diretora da Ejuse, Desa. Ana Lúcia Freire dos Anjos, à Corregedora Geral de Justiça, Desa. Elvira Almeida, e ao Presidente da Amase, Gustavo Plech, que com o apoio e sensibilidade possibilitaram a participação de 11 pessoas, sendo um Desembargador, seis magistrados e quatro servidores. Assim, a Coordenadoria da Mulher cumpre sua função de interlocução com o TJ para a capacitação de magistrados e servidores. Estou muito feliz pela grande participação de colegas e servidores no evento e acredito que essa foi a maior no Fonavid até hoje”, disse Rosa Geane.

O presidente do Fonavid, juiz Ariel Nicolai Cesa Dias, do Tribunal de Justiça do Paraná, agradeceu ao TJSP por todo o apoio na realização do evento. “Nessa semana, São Paulo é a capital nacional do enfrentamento da violência de gênero contra a mulher”, disse o magistrado. Ele destacou que o tema do fórum, ‘Educação para equidade de gênero: um caminho para o fim da violência contra a mulher’, foi escolhido porque a educação é o caminho para resolver o problema a longo prazo.

“Sempre que uma mulher disser que está sendo ameaçada de morte eu vou acreditar nela”, prometeu a coordenadora do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro, desembargadora Maria Erotides Kneip. Ela ressaltou a importância do Fonavid e destacou que as coordenadorias existem para “cuidar e proteger os juízes que atuam na área, para que possam mudar essa realidade cruel”.

Também esteve presente à abertura do Fonavid a secretária nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto. Ela sublinhou a importância da cooperação para se atingir os objetivos pretendidos e criar políticas públicas eficazes. Conforme Cristiane, a intenção do governo federal é “construir políticas públicas para mulheres nunca antes alcançadas”.

Um dos momentos mais esperados foi a palestra da atriz Luiza Brunet, que é embaixadora do projeto Mãos emPENHAdas (ação que treina profissionais de salões de beleza para identificar e aconselhar mulheres vítimas de agressão). “É possível sair com dignidade de situações de violência. É possível recuperar a autoestima, recuperar o seu verdadeiro ‘eu’”, garantiu a atriz. Ao final do evento, ontem, os cantores líricos do Theatro Municipal de São Paulo André Wei, Eduardo Trindade e Marilu Figueiredo encantaram o público com uma apresentação de ópera.

Clique aqui e confira a programação completa do evento.

Termo de cooperação

Durante a solenidade, foi assinado termo de cooperação entre o Fonavid e o Fórum Nacional dos Magistrados que atuam no âmbito da Violência Doméstica de Moçambique (Fonamovido), para o intercâmbio cultural e científico de ações voltadas ao enfrentamento da violência. “Estamos juntos nessa caminhada”, declarou Hélio Hugo de Almeida Canjale, presidente do Fonamovido. Segundo ele, os trabalhos se encontram em fase inicial em seu país, por isso buscam a experiência do Brasil na implementação de políticas eficazes em Moçambique.

Cocevid

Na última terça-feira, 05/11, às 10 horas, foi realizada em São Paulo uma reunião do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário (Cocevid), que na ocasião elegeu a nova diretoria.

Com fotos e informações do TJSP

Uma proposta de doutrina de inteligência própria do Poder Judiciário será encaminhada pela Comissão Permanente de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta sexta-feira, 8/11. A deliberação foi feita por magistrados, membros das comissões de segurança e agentes das unidades de inteligência dos Tribunais Estaduais e Federais durante o 3º Encontro Nacional de Inteligência do Poder Judiciário (ENIPJ), que aconteceu nos dias 30 e 31 de outubro, em São Luís (MA).

O Diretor de Segurança do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Flávio Albuquerque, participou do evento e disse que a atividade de inteligência é um dos três pilares da segurança institucional, ao lado da segurança de áreas e instalações bem como da segurança de autoridades. “O Encontro teve o propósito de encaminhar uma minuta de uma Doutrina Nacional de Inteligência do Poder Judiciário ao CNJ, o fortalecimento e integração das unidades de inteligência de todos os Tribunais e dos demais órgãos que compõem o Judiciário Nacional”, ressaltou Flávio Albuquerque.

Segundo o Desembargador Raimundo Barros, presidente da Comissão Permanente de Segurança Institucional do TJMA, a perspectiva é que seja estabelecida pelo CNJ a criação de um Sistema Nacional de Inteligência do Poder Judiciário, a fim de fortalecer a rede já existente. Ele explicou que a formulação da doutrina teve início em 2016, por meio de reuniões de um grupo de estudo técnico composto por representantes de Tribunais Superiores, Justiças Federal, Militar, do Trabalho, Eleitoral e Estadual.

“Os resultados foram apreciados em dois encontros nacionais de Inteligência do Poder Judiciário, realizados em 2018 e 2019. A doutrina possibilitará a padronização dos documentos de inteligência em uma linguagem comum, dentro de uma metodologia de produção do conhecimento própria do Judiciário, nos termos já previstos no artigo 8º, da Resolução nº 291/2019 do CNJ”, acrescentou o Desembargador.

Ainda durante o encontro, foi discutida a participação do Poder Judiciário no Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). A programação foi aberta com a palestra ‘Cyber crimes: arte de buscar evidências online’, com o delegado Alessandro Barreto, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Também ocorreram painéis sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência, Atividade de Inteligência aplicada à Segurança Institucional, Ações de Contrainteligência na Segurança Institucional e Método Integrado de Gestão de Risco.

Com fotos e informações da Esmam e TJMA

A Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), por meio da Coordenadoria de Cursos Externos, abre inscrições para o curso ‘A Lei da Liberdade Econômica e seus reflexos para o Direito Civil’, que será ministrado pelo escritor e Professor Doutor José Fernando Simão, de São Paulo, no dia 18 de novembro de 2019, no 8º andar do Anexo I do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), Centro de Aracaju.

Serão disponibilizadas vagas para magistrados e servidores do TJSE, que deverão se inscrever pela plataforma Ejuseweb, com acesso pelo Portal da Ejuse, por meio dos links ‘Cursos’ e ‘Cursos Presenciais’. O Ejuseweb deve ser acessado com o mesmo login e senha que o usuário entra no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Já o público externo em geral deverá se inscrever pessoalmente na secretaria da Ejuse, mediante pagamento do curso e preenchimento de formulário.

A aula ocorrerá na segunda-feira, dia 18 de novembro de 2019, das 14 às 18h10, no auditório do 8º andar do Anexo I do TJSE. Vale ressaltar que o acesso ao local do curso será feito pelo prédio do TJSE, situado à Praça Fausto Cardoso, 112, no centro de Aracaju.

Mais informações pelos telefones (79) 3226-3166 e 3226-3254.

José Fernando Simão

De acordo com a Plataforma Lattes, José Fernando Simão é Professor Associado do Departamento de Direito Civil da Universidade de São Paulo (Largo de São Francisco); Livre-docente, Doutor e Mestre em Direito Civil pela Universidade de São Paulo; Professor do Curso de Especialização da Escola Paulista de Direito.

É também membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), do Conselho Curador da Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (ESA/SP) e Conselheiro da Escola Paulista de Advocacia, do Instituto de Direito Comparado Luso-brasileiro (IDCLB), do Brasilcon, do Instituto Brasileiro de Política e Defesa do Consumidor e do Conselho Editorial do Jornal Carta Forense.

É ainda membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e Diretor de Relações Institucionais do IBDFAM/SP; Professor de Cursos Preparatórios para Concurso Público e Exame de Ordem e de Especialização em várias Faculdades do Brasil; Advogado em São Paulo e autor de obras jurídicas.

A Divisão Psicossocial do Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), comunica o início, no dia 22/11, do nono grupo do Projeto de Orientação para Aposentadoria (Propa). Servidores e magistrados interessados em participar devem ligar para o telefone 3226-3872 e falar com Jéssica ou Monique.

A primeira reunião está prevista para o dia 22/11, às 7h30, na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). Na oportunidade, os participantes poderão sugerir os temas de interesse a serem discutidos nos dois encontros. O projeto baseia-se em vivências e palestras.

O Propa, que integra do Programa Qualidade de Vida do TJSE, visa orientar o servidor na preparação para essa nova etapa da vida como parte de um ciclo evolutivo natural, a fim de que o mesmo desenvolva as suas potencialidades adormecidas para a fase da pós-aposentadoria, com bem-estar e saúde física.

Foi firmado, nesta segunda-feira, dia 04/11, um convênio entre o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Fundação Universidade Federal de Sergipe (UFS). O objeto é o estabelecimento de parceria técnico-científica entre os convenentes, a fim de desenvolver atividades práticas, pesquisas e monitoramento na área de conciliação e mediação de conflitos.

O convênio foi assinado pelo Presidente do TJSE, Des. Osório de Araújo Ramos Filho; pelo Reitor da UFS, Ângelo Antoniolli; pela Professora Doutora Luciana de Aboim Machado, do Departamento de Direito e do Programa de Pós-Graduação da UFS, e pela Juíza Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Maria Luiza Foz Mendonça.

Inicialmente, o TJSE ofertará o curso de Conciliação/Mediação Judicial para 24 acadêmicos, professores, colaboradores. As pautas de audiências de conciliação/mediação pré-processuais e/ou processuais serão disponibilizadas para a prática acadêmica. O convênio ainda permite a realização de pesquisas e estudos, com a coleta dos dados para o acompanhamento produtivo dos trabalhos que serão monitorados pelos pesquisadores da UFS e a análise dos resultados.

“Área importante que envolve nossos alunos de graduação e pós-graduação, interagindo com o Judiciário na resolução de conflitos. Isso permite aos nossos alunos um ensino aliado ao serviço, porque é um espaço importante para que eles percebam o Direito nas relações de conflitos e certamente todos crescem com isso. A UFS encontra com esse convênio um espaço para os seus alunos se integrarem à sociedade e a resposta serão profissionais mais humanizados, mais reflexivos, mais ponderados”, avaliou o Reitor Ângelo Antoniolli.

De acordo com a Juíza Coordenadora Cejusc, Maria Luiza Foz Mendonça, o convênio possibilitará um campo de pesquisa importante para o Judiciário, por intermédio dos alunos do curso de Direito e da pós-graduação, especialmente, na área da mediação familiar.

“Para nós do Tribunal é importante porque teremos um grande ganho na área de pesquisa, no acompanhamento das partes. Isso porque, usualmente, temos um resultado imediato das atividades, ou seja, realizamos a conciliação, a mediação, há a homologação e sabemos que foi frutífero, mas não temos mais contato com as partes. Com este convênio, os alunos da UFS farão um trabalho de pesquisa a longo prazo, os quais irão verificar, após alguns meses, como aquelas famílias ficaram após um processo de mediação”, explicou a magistrada, acrescentando que os estudantes já estão atendendo a população na Semana da Mediação Familiar.

O Presidente Osório de Araújo Ramos Filho comemorou a formalização do termo com a UFS na ampliação da cultura de paz, a qual já é disseminada pelo Poder Judiciário de Sergipe, que atingiu o segundo melhor índice de conciliação da Justiça Estadual, de 21,1%, segundo o Relatório Justiça em Números do CNJ.

“Estou muito feliz com assinatura deste convênio. É uma parceria muito importante para nossas atividades. Iremos disponibilizar pautas pré-processuais para otimizar os serviços do Judiciário. A ideia é ampliar os nossos índices de mediação e conciliação com a instituição por meio deste convênio”, ponderou o Presidente.

A Corregedoria Geral da Justiça do Estado de Sergipe comunica, para conhecimento do público em geral, a Escala de Plantão para os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, conforme Provimento nº 09/2014-CGJ/SE e Portaria nº 964/2018-CGJ/SE.

 

DIA

SERVENTIA

LOCAL

02

(Sábado)

4º Ofício

Av. Geraldo Barreto Sobral, nº 200 – Bairro Jardins.

03

(Domingo)

6º Ofício

Rua Itabaiana, nº 177 – Centro.

09

(Sábado)

7º Ofício

Rua Itabaiana, nº 106 – Centro.

10

(Domingo)

8º Ofício

Rua Lagarto, nº 1332 – Centro (esquina com a Avenida Barão de Maruim).

15

(Feriado)

2º Ofício

Trav. Benjamim Constant, nº 68 – Centro.

16

(Sábado)

4º Ofício

Av. Geraldo Barreto Sobral, nº 200 – Bairro Jardins.

17

(Domingo)

6º Ofício

Rua Itabaiana, nº 177 – Centro.

23

(Sábado)

7º Ofício

Rua Itabaiana, nº 106 – Centro.

24

(Domingo)

8º Ofício

Rua Lagarto, nº 1332 – Centro (esquina com a Avenida Barão de Maruim).

30

(Sábado)

2º Ofício

Trav. Benjamim Constant, nº 68 – Centro.

Teve início nesta segunda-feira e prossegue até a sexta, 8/11, a 14ª edição da Semana Nacional de Conciliação. No Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), foram agendadas cerca de 3.600 audiências, que ocorreram em unidades da capital e interior. Com o tema é ‘Conciliação: todo dia, perto de você’, o objetivo é reforçar que o método de solução de conflitos, incluindo a fase pré-processual, está disponível aos interessados todos os dias nos Tribunais.

“Para as partes, a Semana Nacional de Conciliação propicia um ganho muito grande, principalmente de tempo de vida e felicidade. Só quem passou por um procedimento judicial sabe o quanto é sofrido. E existe também um ganho para o Judiciário e para o Estado, já que um processo é oneroso. Na Semana de Conciliação é possível resolver o litígio de forma mais célere”, explicou a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) localizado no Fórum Gumersindo Bessa.

Para o advogado Fábio Menezes, a Semana é importante para quem precisa do Judiciário. “Entendemos a conciliação como o melhor meio para solucionar um conflito. Inclusive, o Código de Processo Civil estimula a autodeterminação das partes, ou seja, as partes dialogam e chegam a uma solução, de forma mais rápida. O Tribunal de Justiça, ao participar da Semana de Conciliação, estimula que os advogados e as partes busquem o diálogo e, amigavelmente, encerre a lide da forma mais pacífica”, opinou o advogado.

Em 2018, o TJSE teve o segundo melhor índice de conciliação do país, 21,1%; sendo que a média nacional foi 10,4%, conforme o Relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Todos os anos nós temos índices superiores a 20%. A meta para este ano é 23%”, informou a magistrada, lembrando que a conciliação é um método mais rápido para a solução de um conflito.

Semana de Mediação Familiar

No Cejusc do Fórum Gumersindo Bessa, às tardes, estão sendo realizadas as audiências pré-agendadas da Semana da Mediação Familiar, em parceria com Universidade Federal de Sergipe (UFS). Nessas audiências de mediação – que duram cerca de uma hora e meia, tempo maior do que as audiências de conciliação – são resolvidos casos de família, como divórcio, guarda, alimentos, dissolução de união estável, entre outros.

“Costumamos ter um resultado muito positivo nas audiências relacionadas a direito de família. Enquanto nas questões contratuais temos um índice de conciliação entre 10% e 15%, nas questões familiares chegamos a 70%. Então, realmente nos dedicamos, este ano, às questões familiares, não só por uma questão de estatística, mas principalmente por ser uma matéria que traz um retorno muito positivo para a sociedade”, explicou Maria Luiza Foz Mendonça.

Conforme a magistrada, outras edições da Semana da Semana da Mediação Familiar estão previstas para acontecer no Cejusc do Fórum Gumersindo Bessa de 9 a 13 de dezembro; de 27 a 31 de janeiro e de 2 a 6 de março de 2020.

Como agendar?

Quem não se inscreveu para esta Semana Nacional de Conciliação pode agendar uma audiência no Portal da Conciliação do TJSE. É só acessar o site www.tjse.jus.br/conciliacao, clicar em Conciliação e Mediação e solicitar uma audiência processual, caso já exista um processo em andamento; ou uma audiência pré-processual, que pode ser realizada mesmo sem a presença de um advogado e de forma totalmente gratuita. Após preencher o formulário, o solicitante receberá um e-mail com as informações sobre a audiência.

Quem preferir, pode solicitar uma audiência de conciliação ou mediação no próprio Cejusc, tanto o do Fórum Gumersindo Bessa quanto nos Fóruns Integrados, em Aracaju. O solicitante deve levar documento de identidade, CPF e comprovante de residência, bem como o nome completo e endereço da parte solicitada.

Com o tema ‘Governança pública: liderança e gestão’, aconteceu na manhã desta sexta-feira, 01/11, no Hotel Delmar, em Aracaju, o XI Encontro Anual do Planejamento Estratégico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). No evento, que reuniu magistrados, gestores dos macrodesafios e servidores convocados, foi informado que das seis metas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a Justiça Estadual este ano, o TJSE já cumpriu quatro.

A abertura do encontro foi feita pelo Presidente do TJSE, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho. “Parte daqui, também, o trabalho que gerou para o Tribunal de Justiça de Sergipe o Selo Diamante concedido pelo Conselho Nacional de Justiça. As mãos unidas e o trabalho realizado em conjunto fazem com que todas as nossas concepções sejam concretizadas, beneficiando a prestação jurisdicional e fazendo com que sejamos reconhecidos em todo país”, opinou o Presidente do TJSE.

A primeira palestra, sobre o Comitê Gestor do Planejamento Estratégico, foi proferida pelo Desembargador Edson Ulisses de Melo. “O Comitê Gestor do Planejamento prepara o futuro do Tribunal, estabelecendo critérios e objetivos que as administrações seguem para garantir a continuidade de uma gestão. Temos um norte, um objetivo a ser alcançado. Por isso, a administração do Tribunal de Justiça vem dando certo, com resultados positivos e conquistando prêmios”, destacou o Desembargador Edson Ulisses.

Em seguida, o Diretor de Planejamento e Desenvolvimento do TJSE, Felipe Baptista Prudente, falou sobre a importância da gestão estratégica. “Nosso objetivo aqui hoje é mostrar que os resultados colhidos nos últimos anos são frutos de uma gestão estratégica, algo desenvolvido há muito tempo, uma visão a longo prazo. Entendemos que a governança é esse mecanismo de monitoramento e controle que faz com que a instituição não perca seu rumo e consiga entregar à sociedade os serviços aos quais ela se propõe”, disse Felipe.

O aprimoramento da Gestão da Justiça Criminal foi o tema da apresentação da Juíza Auxiliar da Presidência do TJSE, Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade. “Com relação aos processos criminais, a grande novidade deste ano foi a implantação do Sistema Eletrônico de Execução Unificado, o SEEU. Nele, tramitam todos os processos de execução penal. O sistema traz diversas vantagens e tem um grande impacto social porque acusa os benefícios penais de forma automática. Ou seja, ninguém ficará preso no sistema penitenciário um dia a mais que não seja devido”, informou.

Conciliação e Justiça Restaurativa também foram temas discutidos durante o Encontro. A gestora do macrodesafio Adoção de Soluções Alternativas de Conflitos, a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, destacou a importância das capacitações e parcerias. “Nós focamos muito em capacitação e esse é um dos maiores fatores do nosso sucesso. Também desenvolvemos muitos processos em parceria com várias entidades, inclusive de ensino”, explicou a Juíza, lembrando que o TJSE teve, em 2018, o segundo melhor índice de conciliação, 21,1%, sendo que a média nacional foi 10,4%.

Já o Juiz Titular da Comarca de Porto da Folha e membro da Comissão de Implementação, Difusão e Execução da Justiça Restaurativa (Cidejure), Haroldo Rigo, disse que a propagação da modalidade no Estado está sendo muito bem conduzida. “O Desembargador Edson Ulisses, que é o Coordenador da Comissão, vem promovendo ações, estruturando o órgão central e conhecendo as práticas, com suas fragilidades e necessidades. Com isso, tem dado o apoio necessário para que as práticas da Justiça Restaurativa se solidifiquem e consigam ganhar longevidade no âmbito do Tribunal de Justiça de Sergipe”, analisou o magistrado.

Para o Secretário de Planejamento e Administração do TJSE, Erick Silva de Andrade, que acompanha o encontro desde sua primeira edição, o momento é de extrema alegria. “O evento traz o fechamento de um ciclo, já que em 2020 será a revisão do planejamento para os próximos seis anos. A valorização da cultura do planejamento serve para que ela se fortaleça e as raízes finquem. Precisamos monitorar as metas e os macrodesafios para que possamos entregar à população um serviço de qualidade. O evento foi maravilhoso porque foi leve, útil e efetivo. Que venham os próximos”, concluiu Erick.

Durante o evento, foram exibidos vídeos institucionais, sobre governança dos macrodesafios, produzidos pela Diretoria de Comunicação do TJSE. No encerramento, os participantes foram agraciados com uma apresentação do Coral Cantar das Águas, da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), com participação do cantor Zéq" Oliver.

Metas

O balanço das Metas Nacionais de 2019, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para os Tribunais Estaduais, foi apresentado pela Juíza Corregedora Dauquíria de Melo Ferreira, que falou sobre os resultados do 1º grau, e o Juiz Auxiliar da Presidência do TJSE, Marcos Pinto, explanando sobre o 2º grau.

“É justamente o planejamento estratégico que faz com que o Tribunal de Justiça de Sergipe, ao longo do tempo, conquiste uma posição de destaque no cenário brasileiro. Das metas estabelecidas pelo CNJ para este ano, já alcançamos quase todas mesmo antes do prazo, que é 31 de dezembro. Então, estamos bem encaminhados, com um índice de produtividade muito bom”, informou Marcos Pinto.

Já foram alcançadas a Meta 1, que determina que os Tribunais julguem mais processos do que os distribuídos; a Meta 2, sobre o julgamento de processos mais antigos; a Meta 4, de combate à corrupção; e a Meta 6, referente a ações coletivas. Já a Meta 3, relativa ao aumento de casos solucionados por conciliação, chegou ao índice de 85% até agora. Quanto à Meta 8, o item combate a violência contra mulher já foi atingido e falta apenas o julgamento de 12 processos de feminicídio, sendo 9 no 1º grau e 3 no 2º grau.

Convidado

O convidado desta edição do Encontro foi Eduardo Carmello, da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos. Ele falou sobre liderança e gestão, com ênfase nos fatores críticos para a implantação de uma cultura de governança pública. “A maior dificuldade hoje é promover a integração entre resultados, indicadores, comportamento e gestão da liderança. Então, o grande desafio é você criar um bom alinhamento entre esses elementos, o que vai definir uma cultura de governança”, explicou Eduardo.

Sobre o Encontro do Planejamento Estratégico do TJSE, ele classificou como um estado da arte da gestão. “Justamente porque a formação de uma cultura é fomentar esse tipo de discussão, como vocês fazem anualmente. Eu considero extremamente importante esse evento e, para o desempenho muito alto que o Tribunal já tem aumentar os indicadores é algo fundamental. Quanto mais se criam reuniões estratégicas, onde se desenvolve a orientação, o engajamento e o sistema de incentivo, a gente pode dizer que o Tribunal está no caminho certo para promover uma justiça célere e eficaz”, elogiou.

Dando continuidade ao Projeto Sou + Eu, o Fórum da Comarca de Itabaianinha recebeu, nesta sexta-feira, 01/11, a visita de alunos do 7º ano da Escola Municipal de Educação Fundamental Joaquim Silveira, do Povoado Dispensa. Durante a visita, acompanhada pelo Coordenador sargento Emílio, os estudantes conheceram o fórum e as atividades que são prestadas pelo Poder Judiciário.

Segundo o Juiz Titular, Roberto Alcântara, os estudantes são recebidos pelos servidores e magistrado, que em cada setor do Fórum apresentam quais as atribuições, desmistificando a impressão de um Judiciário distante da sociedade. “O objetivo é despertar a cidadania, a participação do jovem cidadão nas ações estatais e o sentimento de pertencimento do adolescente ao próprio Estado Democrático de Direito”, concluiu o magistrado.

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