Janaina Cruz
Dia Nacional Contra o Tabagismo contará com programação especial no TJSE
A Diretoria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça - TJ/SE, por meio do Centro Médico, visando sempre a saúde do servidor, realizará na próxima sexta-feira, 27 de agosto de 2010, uma manhã de saúde para alertar a todos servidores sobre os malefícios do fumo, tabagismo passivo e dependência da nicotina. A iniciativa integra as atividades relativas ao Dia Nacional de Combate ao Fumo celebrado dia (29 de agosto).
O combate ao tabagismo é uma das ações do Programa de Qualidade de Vida realizado pela Diretoria de Gestão de Pessoas em parceria com o Centro Médico e faz parte dos projetos previstos no Planejamento Estratégico do TJ/SE a serem postos em prática até 2014.
O evento acontecerá a partir das 7:00 horas, no hall do anexo administrativo, entrada pela rua Pacatuba, onde haverá recepção ao funcionário pela equipe multidisciplinar do Centro Médico com material educativo, apresentação de banner, orientações a cerca do tema e apresentação de vídeos.
Quem fuma e quer parar com o vício será atendido por uma equipe do Centro Médico especializada no tratamento a dependentes do tabaco.
Complementando as orientações em saúde teremos a realização de ginástica laboral com os fisioterapeutas do TJ/SE e um lanche saudável no hall do anexo administrativo.
Ações de saúde enfocando o tabagismo são importantes pelo fato deste ser a principal causa de morte evitável no planeta. No Brasil, cerca de 200 mil mortes por ano são decorrentes do uso de cigarro. Segundo dados do INCA, o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana. Outras doenças que também estão relacionadas são aneurisma, trombose, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.
Este ano a proposta é chamar a atenção das mulheres sobre os riscos do hábito de fumar.
Consultor do Prêmio Innovare analisa projetos do TJSE
O Tribunal de Justiça de Sergipe recebeu nesta terça-feira, dia 24, o consultor do VII Prêmio Innovare, Rafael Cavalcanti Albuquerque, que está captando informações sobre as práticas inscritas. O Judiciário de Sergipe está participando da premiação com sete projetos inscritos que nesta primeira fase, são analisados obedecendo a critérios como alcance social, eficiência e funcionalidade, baixo custo e exportabilidade.
Após a análise, as práticas serão encaminhadas à Comissão Julgadora do prêmio formada por personalidades do mundo jurídico, acadêmico e empresarial. Em 2010, a Comissão Julgadora conta com 25 membros, como o Ministro Gilmar Mendes, Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ministro Carlos Ayres Britto, Ministro Cesar Asfor Rocha, entre outros.
O objetivo do Prêmio Innovare é identificar, premiar e disseminar práticas inovadoras realizadas por magistrados, membros do Ministério Público estadual e federal, defensores públicos e advogados públicos e privados de todo Brasil, que estejam aumentando a qualidade da prestação jurisdicional e contribuindo com a modernização da Justiça Brasileira. Na edição 2010, o tema é "Justiça sem Burocracia" e foi criada uma categoria especial, a qual premiará ações que contribuam para melhorar o acesso do preso à Justiça e estimulem a melhora do sistema carcerário do país.
Conheça os projetos do TJSE:
Virtualização e Otimização das Rotinas de Trabalho das Turmas Recursais
A virtualização das Turmas Recursais do Estado de Sergipe é mais uma etapa da virtualização dos Juizados Especiais e contém, além da distribuição imediata dos recursos, em formato exclusivamente eletrônico, advindos dos Juizados Especiais Virtuais, sorteio eletrônico e encaminhamento imediato ao Juiz-membro, disponibilização antecipada do voto pelo relator com visualização do seu conteúdo integral pelos demais membros da Turma, provocando, por conseguinte, uma dinâmica mais célere no julgamento em sessão.
Virtualização e Otimização das Rotinas de Trabalho do Juizado da Infância e Juventude
Com a Virtualização da 16ª Vara Cível da Comarca de Aracaju (Juizado da Infância e Juventude), o tempo médio de duração de um processo é reduzido em razão da alteração da rotina de trabalho. A partir de sua implantação, tornou-se possível para os advogados/defensores/promotores de justiça peticionarem a qualquer tempo e lugar, bem como qualquer interessado poderá solicitar requerimentos administrativos como Alvará de Eventos, Requerimento de Cadastro de Adoção, Autorizações de viagens Nacional e Internacional, via on line, desburocratizando e ampliando o acesso à Justiça. Tal prática, pela eliminação de operações puramente mecânicas, tornou o funcionamento do juizado mais célere e eficiente.
Mandado de prisão e alvarás de soltura eletrônicos
A prática consiste na remessa on line dos mandados de prisão e alvarás de soltura eletrônicos, entre o Poder Judiciário e a Secretaria de Segurança Pública, bem como a Secretaria do Estado da Justiça e da Cidadania. Permite um controle sobre estes expedientes, o cumprimento imediato das decisões judiciais e, possibilita maior integração entre o Poder Judiciário e outros órgãos (Secretária de Segurança Pública e Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania).
Além disto, o mandado de prisão contém prazo de validade vinculado ao prazo prescricional do delito, impedindo, com isto, a efetivação de uma prisão lastreada em fato típico prescrito.
Guia de Execução Penal Eletrônica
O projeto implementou a substituição do preenchimento e do trâmite físicos pelo preenchimento e envio on line e em tempo real das guias de execução provisória e definitivas expedidas (bem como dos documentos anexados) por todos os Juízos Criminais do Estado de Sergipe à 7ª Vara de Execuções Penais. Desta forma, os cálculos são realizados e o atestado de pena a cumprir, que dá ciência ao preso das prováveis datas de seus benefícios e extinção da pena pelo seu cumprimento, é expedido de forma mais rápida, informando o sistema diariamente os processos nos quais há de ser concedido um provável benefício, de ofício pelo juiz, ou mediante análise de requerimentos por parte do preso neste sentido.
Virtualização e Otimização das Rotinas na Vara de Execução Fiscal
A implantação do projeto proporcionou uma alteração substancial na rotina de trabalho dos funcionários, otimizando os serviços das Varas Virtuais de Execução Fiscal, reduzindo o tempo médio de duração de um processo. A partir de sua implantação, tornou-se possível a contagem automática do prazo prescricional, seja do crédito tributário seja da intercorrente, a depender da tese adotada pelo Juiz, além do usufruto de todas as demais benesses do processo eletrônico, como por exemplo, peticionamento eletrônico pelos advogados/procuradores, intimações eletrônicas, movimentos automáticos e em lote, etc.
Com as medidas levadas a efeito às Varas Virtuais de Execução Fiscal, houve uma desburocratização dos serviços, tornando seu funcionamento mais célere e eficiente.
Controle eletrônico da situação prisional do réu
O controle eletrônico da situação prisional do réu é uma ferramenta para acompanhamento efetivo e prioritário sobre os processos com réu preso e contém acompanhamento em tempo real sobre os prazos e movimentações, obrigatoriedade de revisão dos processos a cada 90(noventa) dias, envio eletrônico e obrigatório de justificativa à Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) em caso de excesso de prazo para revisão da prisão. Permite ainda, a disponibilização do teor da justificativa aos Desembargadores para subsidiar eventual decisão liminar em caso de habeas corpus. Desta forma, a implantação desse controle implica reduzir o prazo de tramitação dos processos e impedir as situações de prisão provisória com excesso de prazo ou a manutenção da privação da liberdade após o cumprimento da sua finalidade, repercutindo, por consequência, na ampliação do acesso do preso à Justiça, seguindo as diretrizes da Resolução n° 66/09 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As petições iniciais são, necessariamente, protocolizadas por via eletrônica no Portal do Advogado em formato "pdf". Ao realizar o peticionamento eletrônico, automaticamente, o profissional recebe o número de protocolo do ajuizamento da ação.
A expedição dos Mandados Judiciais em meio eletrônico reduz o tempo de tramitação entre a Secretaria e o Oficial de Justiça, com a utilização de certificação digital. O objetivo é promover uma maior celeridade processual em todas as competências do 1º grau de jurisdição e melhorar as rotinas de trabalho dos cartórios, dos gabinetes dos Juízes e das Centrais de Mandados. O mandado após ser assinado digitalmente é enviado para o Portal do Oficial de Justiça, permitindo a visualização do mesmo e o seu imediato cumprimento.
As petições iniciais, inclusive nos processos que tramitam em meio físico, deverão ser protocoladas eletronicamente e serão anexadas ao mandado (via sistema) para o cumprimento.
Inscrições abertas para Membro Titular do TRE, na classe jurídica
A Secretaria Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe informa aos Advogados, com pelo menos 10 anos de inscrição na OAB, interessados em concorrer à lista tríplice para composição do Colegiado para o cargo de Membro Titular, na Classe Jurista, do Tribunal Regional Eleitoral, que deverão manifestar-se até terça-feira, dia 31 de agosto, vez que será procedida a eleição para a referida lista em Sessão Administrativa do Tribunal Pleno a ser realizada no dia 1º de setembro do corrente ano.
Outras informações podem ser obtidas através dos telefones 3226-3397/ 3398.
17ª Vara Cível realiza audiências concentradas para reavaliação da medida de internação
O Juiz Substituto da 17ª Vara Cível - Vara da Infância e da Juventude - da Comarca de Aracaju, Dr. Gaspar Feitosa de Gouveia Filho, iniciou ontem, dia 23 de agosto, a realização de audiências concentradas para reavaliação da medida socioeducativa de internação de todos os adolescentes internos no Centro de Atendimento ao Menor - CENAM.
A utilização dessa prática, onde se reúnem todos os processos para a realização da reavaliação da medida em um mesmo momento, foi levada ao conhecimento de Dr. Gaspar Gouveia pela Coordenadoria da Infância e da Juventude e ele decidiu abraçá-la. Participando do IV Encontro Regional do Fórum Nacional de Justiça Juvenil - FONAJUV, realizado em São Luís, em maio deste ano, o magistrado também pode contactar com juízes de outros estados que já adotam essa prática.
As audiências estão sendo realizadas na própria Unidade e acontecerão durante toda a semana, no período de 23 a 27 de agosto, contando com a presença do Promotor de Justiça Yuri Marcel Menezes Borges e do Defensor Público Robson Milet, além de servidores da Vara. A iniciativa recebe o suporte da Coordenadoria da Infância e da Juventude e é apoiada pela Presidência do Tribunal e pela Corregedoria-Geral da Justiça.
Os adolescentes são chamados individualmente, informados sobre a sua situação processual, inclusive a avaliação da equipe técnica, e têm a oportunidade de se manifestar. O caso é discutido e o juiz toma a decisão mantendo a medida, progredindo para uma menos gravosa ou declarando-a cumprida. O respectivo termo de audiência é lavrado e os expedientes necessários, como ofícios, alvarás, precatórias, são ali mesmo elaborados, promovendo-se os encaminhamentos devidos.
A reavaliação da medida de internação é imposta por lei e tem que ser feita pelo juiz, no máximo a cada 6 meses. Segundo Dr. Gaspar, "o objetivo é aproximar o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria das unidades de execução de medida de internação, corpo técnico e reeducandos, bem como promover a avaliação periódica e semestral da medida, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente".
As vantagens dessa metodologia de trabalho são inequívocas: facilita o acompanhamento das execuções de medida de internação; concentra os trabalhos de reavaliação da medida, reduzindo o fluxo dos processos de execução no decorrer do prazo para nova reavaliação;e torna o processo de acompanhamento e reavaliação mais visível para os adolescentes internos, estimulando o bom comportamento e reduzindo a evasão.
As audiências são designadas com antecedência, com prazo suficiente para que a equipe técnica da CENAM possa elaborar os laudos. A direção da Unidade comemora com entusiasmo a iniciativa do Judiciário. Dos 96 adolescentes internos, 37 já tiveram a medida reavaliada nos dois primeiros dias de trabalho.
"O trabalho que está sendo desenvolvido por Dr. Gaspar Gouveia merece elogios, assim como a atuação de Dr. Yuri Marcel e de Dr. Robson Milet e o engajamento dos servidores da 17ª Vara Cível. Sinto-me gratificada por trabalhar com pessoas tão comprometidas e pelo fato de a Coordenadoria da Infância e da Juventude poder difundir boas práticas e cumprir a sua função institucional, oferecendo o suporte necessário", disse a Juíza-Coordenadora, Drª Vânia Ferreira de Barros.
TJSE entrega novas viaturas à Justiça Volante
Com o objetivo de agilizar e modernizar os serviços oferecidos, o TJSE entregou, neste mês de agosto, a Justiça Volante, novas viaturas equipadas com computadores, impressoras e mesa de audiências. Com esta ação, o TJSE visa atender a população com comodidade e segurança. A Justiça Volante é um serviço do Poder Judiciário que orienta e faz conciliação em casos de acidentes de trânsito. Ela existe desde dezembro de 1998 e está vinculada ao 6° Juizado Especial Cível de Aracaju.
De acordo com a Juíza Mary Nadja Seabra, titular do 6º Juizado Especial Cível de Aracaju, a aquisição das novas viaturas era uma necessidade para a prestação dos serviços, visto o desgaste natural dos veículos que circulam de segunda à sexta-feira, das 6 às 24 horas, e nos sábados, domingos e feriados, das 8 às 18 horas. "As viaturas atendem a uma grande demanda aqui na capital sergipana, e mesmo com todo o cuidado das equipes da Justiça Volante, não se pode evitar um desgaste que é natural devido ao tempo de uso. O Tribunal de Justiça de Sergipe, sensível a esta necessidade, nos entregou estas novas viaturas que com certeza vão contribuir com uma melhoria significativa dos serviços prestados", explicou.
Cada equipe da Justiça Volante é composta pelo Conciliador, que é um bacharel em Direito, um motorista e um Policial Militar. O trabalho consiste na coleta de provas iniciais e a identificação dos condutores e dos veículos envolvidos e o seu principal foco é a conciliação. Dos cerca de 300 chamados mensais, 70% são conciliados.
"Somente de janeiro a agosto deste ano, atendemos a uma média de duas mil ocorrências e em todas elas buscamos acalmar os envolvidos nos acidentes e encontrar um acordo que satisfaça a ambos, havendo a conciliação, esta será reduzida a termo e encaminhada para homologação judicial. Mas quando não conseguimos conciliar no local do acidente, qualquer das partes pode se dirigir ao Juizado de Trânsito, que fica localizado nos Fóruns Integrados III, e lá ter acesso à documentação da ocorrência, incluindo o BRAT, que é o Boletim de Registro de Acidente de Trânsito, e através destes instrumentos ingressar com uma Ação de Reparação de Danos Materiais e Morais em decorrência do acidente de trânsito", explicou o conciliador Maurício Salmeron, que atua na Justiça Volante desde a sua criação.
A Justiça Volante que atende apenas a capital é um dos serviços mais procurados do TJSE, mas para ser acionada precisa atender a alguns critérios, uma vez que em alguns acidentes, a Volante não poderá atuar, são eles:
- os que envolvam veículos automotores de propriedade da administração pública direta e indireta (veículos oficiais);
- quando todos os veículos envolvidos são de propriedade de pessoa jurídica de direito privado;
- - os que resultarem em vítimas fatais ou com lesões corporais de qualquer natureza para os condutores;
- - quando houver aparente estado de embriaguez de algum dos condutores;
- - quando o acidente de trânsito ocorrer em rodovias estaduais e federais dentro do perímetro urbano do município de Aracaju;
- - se houver a evasão de algum dos condutores de local de acidente.
Para solicitar os serviços da Justiça Volante, basta ligar para os telefones 9988-0101 e 9988-0102.
Quando surgiu - O projeto surgiu na gestão do então presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Epaminondas Silva de Andrade Lima. Assim que ele tomou conhecimento da existência de tal serviço no Estado do Espírito Santo, resolveu adotá-lo e implementá-lo no Estado de Sergipe, em setembro de 1998. Com a instalação do Juizado Especial Cível de Acidentes de Transito (JECAT), atualmente 6º Juizado Especial Cível de Acidentes de Trânsito, a Justiça Volante passou a fazer parte do referido juizado, estando o mesmo sob a titularidade da Juíza Mary Nadja Freire de Almeida Seabra, desde agosto de 2003.
CNJ diz que TJSE inova ao criar o Prêmio Projeto Estratégico
O Conselho Nacional de Justiça - CNJ, referendou, em seu site, a criação do Projeto Estratégico Premiado, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe durante o 2º Encontro de Planejamento Estratégico do TJSE. No evento, que aconteceu no dia 16 de agosto, o diretor de Planejamento e Desenvolvimento, Erick Andrade, anunciou a premiação de dois projetos estratégicos que estão em pleno desenvolvimento e aplicados à prestação de serviços à sociedade, o Projeto de Virtualização e Gestão de Processos de Trabalho da Área Judicial, da Diretoria de Modernização Judiciária, e o Projeto de Apadrinhamento Ser Humano, da Coordenadoria da Infância e da Juventude.
De acordo com o CNJ, o TJSE inovou ao criar o prêmio. O Tribunal de Justiça de Sergipe tem se destacado com atitudes de vanguarda dentro do serviço público, pois em 2008 criou o primeiro prêmio dos servidores por produtividade do país, que obteve resultados significativos, com redução gradativa das taxas de congestionamento. Em 2009, o 4o Juizado Cível alcançou a menor delas, com índice de apenas 7%. Dentro desse segmento de reconhecimento foi criado o Projeto Estratégico Premiado, para reconhecer os projetos do ano que mais impulsionaram os objetivos estratégicos.
Vara de Assistência de São Cristóvão implanta mediação interdisciplinar de forma pioneira
A Vara de Assistência de São Cristóvão acaba de implantar o projeto piloto "Mediação Interdisciplinar: um caminho viável para a autocomposição dos conflitos familiares".
O programa, que é um projeto científico de autoria da Profa. Dra. Luciana Gonçalves da Silva, da Universidade Federal de Sergipe, com o aval da CNPq, é pioneiro no Estado de Sergipe e é uma importante contribuição para a resolução pacífica das disputas familiares. Ela surge como uma outra alternativa, substituindo o modelo conflitual apresentado pelo Poder Judiciário.
A implantação da mediação na UFS, contou com a presença do mediador e presidente da Associação Brasileira de Árbitros e Mediadores ? ABRAME, Dr. Áureo Simões Júnior, que também atuou nas audiências e fez questão de explicitar as diferenças entre mediação e conciliação. "São atividades semelhantes, mas de diferente abordagem. Na mediação, o agente (mediador) apenas assume o encargo de aproximar, de auxiliar e incentivar o diálogo, enquanto as próprias partes vão procurando um entendimento. Já na conciliação, as partes deixam a cargo do conciliador que, observando os fatos, chega a uma solução a ser aceita ou não pelas partes. Mas as duas práticas podem convergir", explicita.
A Juíza Titular da Vara, Adelaide Martins, ressaltou que a assimilação de projetos da UFS no Judiciário é uma das razões da sua localização no campus. "A vara tem esse aspecto diferenciado, de assistência, sem o caráter cível ou criminal. A integração com a comunidade e com a própria comunidade acadêmica são essenciais".
A autora do projeto, Luciana Gonçalves, apontou que o projeto surgiu ainda na sua turma de doutorado na Universidade de São Paulo. "Víamos a mediação como um instrumento muito importante e eficaz na resolução de conflitos nas famílias. O projeto foi aceito pelo CNPq e tivemos uma grande receptividade da Dra. Adelaide na Vara de Assistência".
As audiências de mediação continuam amanhã, dia 25 e na quinta, dia 26.
Programa Estratégico promove capacitação sobre o ECA
O Programa de Capacitação e Disseminação do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA é um dos projetos mais importantes para a promoção da cidadania e faz parte do Planejamento Estratégico do Tribunal de Justiça de Sergipe - TJSE, previstos para serem postos em prática até 2014. O projeto, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude - CIJ, tem como foco a capacitação técnica dos atores do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente - SGD, tendo com público alvo gestores públicos, conselheiros tutelares, profissionais das entidades de acolhimento, professores e estudantes de nível superior cuja área de conhecimento tenha relação com o tema, além dos membros do sistema de justiça, como magistrados e servidores do Judiciário, promotores, defensores públicos e advogados.
Segundo o gestor do projeto, Ronaldo Mateus Alves, há uma diversidade muito grande de públicos para o programa. "Porém, o objetivo é sempre o mesmo: capacitação na área da infância e juventude", explicou o gestor, acrescentando que o programa teve início em 2009 com a promoção de 15 palestras e participação de cerca de 1200 pessoas.
Ronaldo Alves fez questão de destacar que em 2010 já foram realizadas 23 capacitações, através de oficinas e treinamentos. "Até o mês de julho já participaram 1000 pessoas integrantes do SGD. O programa está superando a meta prevista para este ano que visa atender a 80% dos convites realizados e acrescer em 15% o total de participantes das capacitações".
Ainda segundo o gestor, as capacitações realizadas através do projeto permitem a reflexão e a atualização sobre práticas de intervenção com crianças e adolescentes por meio de estímulo ao debate. "Dessa forma são criados agentes multiplicadores e, no final, conseguiremos atingir os objetivos estratégicos da promoção da cidadania, do aprimoramento da comunicação com públicos externos e da melhoria do acesso à justiça".
"O ECA é o marco legislativo fundamental na área da infância e juventude e apesar de ter 20 anos de existência, ainda existem dificuldades na sua aplicação prática, seja pela falta de formação especializada ou pelas contínuas transformações por que passa a matéria. O projeto busca justamente a disseminação do ECA para que a sua aplicação seja realizada de forma integral no Estado", finalizou o gestor.
Poder Judiciário de Sergipe entrega sala para depoimento especial de crianças e adolescentes
Nesta segunda-feira, dia 23, o Tribunal de Justiça de Sergipe, atento a doutrina da proteção integral e a disposição constitucional que estabelece prioridade absoluta à criança e ao adolescente, instalou na 11ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju, a sala para tomada do Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes em processos judiciais, prática conhecida como "depoimento sem dano". A ação fundamenta-se nos propósitos definidos no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, na necessidade da adoção de metodologias adequadas para a escuta de crianças e adolescentes e na busca do aprimoramento contínuo da prestação jurisdicional.
A Juíza Vânia Ferreira de Barros, da Coordenadoria da Infância e da Juventude, órgão responsável pelo desenvolvimento do projeto em articulação com a Diretoria de Modernização Judiciária, explicou que a instalação da sala oferece atendimento adequado à condição especial da criança e/ou adolescente enquanto pessoa em desenvolvimento. De acordo com a magistrada, a metodologia implementada viabiliza a realização de entrevista forense de criança ou adolescente, mediada por profissional capacitado para esse fim, e objetiva evitar a revitimização decorrente da rememoração do seu sofrimento em juízo, tornando o seu envolvimento com o processo menos traumático.
A Magistrada registou também que o Depoimento Especial já é utilizado em mais de 25 países. No Brasil, o primeiro Estado a adotar a metodologia foi o Rio Grande do Sul, há mais de seis anos, e a prática vem sendo difundida a prática para outros Estados, incluindo Sergipe. A sala para tomada do Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes é inicialmente instalada junto à 11ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju, competente para apuração de crimes praticados contra crianças e adolescentes, mas a sua utilização está aberta a outros juízos onde tramitem processos nos quais haja depoimento de crianças e adolescentes, na condição de vítima ou testemunha e independente da temática envolvida.
A Juíza de Direito em substituição da 11ª Vara Criminal, Aline Cândido Costa, falou sobre a importância da implantação desta metodologia lembrando de um primeiro caso, quando juíza da Comarca de Umbaúba, em que uma criança deveria ser ouvida como vítima de abuso sexual.
"Com esta experiência, realmente a gente percebe o quanto é constrangedor para a criança e, inclusive, para as pessoas que participam da audiência a tomada deste tipo de depoimento. A situação é dolorosa e, para nós magistrados, apresenta-se com uma certa dificuldade, porque não temos capacitação específica para adentrar no ambiente infantil e deixar aquela criança o mais tranquila possível. Na ocasião, a criança em questão não conseguia se expressar, mas com o depoimento sem dano, o qual já tive a oportunidade de acompanhar, aqui na 11ª Vara Criminal, a criança fica mais à vontade, em um espaço somente dela, com o acompanhamento da profissional treinada para este fim. O que a gente percebe é que a experiência se torna menos traumática", relatou ela.
O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Roberto Porto, em seu discurso, falou dos esforços da instituição em melhorar as condições de trabalho do 1º grau e assegurar a crianças e adolescentes, com absoluta prioridade, os seus direitos. "Foram desencadeadas ações concretas, a exemplo das transformações do Fórum Desembargador Luiz Carlos de Alencar, agora Fórum Especializado da Infância e da Juventude, que concentra os serviços da 16ª e 17ª Varas Cíveis de Aracaju; a reordenação e implantação da competência para a área da infância e da juventude nas comarcas interioranas dotadas de mais de um juízo; as bem-sucedidas práticas e projetos desenvolvidos pela Coordenadoria da Infância e da Juventude e esta sala para Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes, que hoje entregamos. Assim é que, doravante, o sistema de escuta judicial do nosso Estado passa a contar com um espaço próprio e protegido, especialmente projetado para coletar o depoimento do público infanto-juvenil", concluiu.




