“Sempre em frente. Não temos tempo a perder... somos tão jovens”. Foi essa música da banda Legião Urbana que os alunos do Programa Jovem Aprendiz escolheram para o encerramento do curso Programação de Sistemas com Aplicações Financeiras. As aulas, que aconteceram no auditório da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), foram iniciadas em julho de 2022 e terminaram na manhã desta terça-feira, 25/04.
Mas antes dos agradecimentos e despedidas emocionadas, a turma composta por 25 alunos, de 14 a 24 anos, apresentou um projeto resultante das aulas teóricas e também da parte prática, que foi executada em alguns setores do TJSE. “Eu, por exemplo, estagiei no Protocolo Integrado e analisando o fluxo de trabalho tivemos a ideia de criar um aplicativo para deixar mais prática a organização de documentos como carta de intimação, depoimento e transcrição”, explicou Layanne de Jesus, de 20 anos.
O aplicativo foi batizado como Shigueru-RMD e tem como alguns dos princípios básicos a segurança, rastreamento, estabilidade e otimização. “O curso trouxe vários nichos, como planilhas, programação inicial, sistemas de informação, banco de dados, lógica de programação. Enfim, eles aprenderam tudo que é necessário para a criação de programas”, explicou Nágila Dória, professora de Tecnologia e Informação do Senac.
A juíza Iracy Mangueira, Coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, participou do encerramento e lembrou que o Programa Jovem Aprendiz só foi possível a partir de um termo de cooperação assinado entre o Tribunal de Justiça, Senac, Ministério Público de Sergipe e Ministério Púbico do Trabalho. “Através dessa parceria conseguimos ofertar cursos profissionalizantes para esses adolescentes, que são inseridos no mercado de trabalho na condição de aprendiz”, informou.
Para ela, realizar o curso nas dependências do Tribunal foi uma experiência gratificante para ambos os lados. “Falamos muito na condição do adolescente como sujeito de direitos, mas muitas vezes nossos projetos são pensados por adultos. Então, essa presença deles diariamente, ao nosso lado, foi muito importante para que eles pudessem contribuir com a elaboração do atendimento. Hoje eu me sinto órfã, não gosto de despedidas. Mas outras turmas virão”, garantiu a magistrada.
O Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), o juiz Roberto Alcântara, participou do encerramento e deixou uma mensagem de incentivo para a turma. “É encantador podermos encontrar esse brilho no olhar de vocês, essa esperança toda de uma vida pela frente. Isso nos renova”, confessou o juiz, que deixou alguns conselhos para os alunos, dizendo que a vida é feita de sacrifícios, mas também paciência, perseverança, respeito, felicidade e amor.
Resultados
Um dos alunos foi José Thawan dos Santos. Ele tem 20 anos, toca viola na Orquestra Jovem de Sergipe e acabou de ser aprovado no Enem para o curso de Física na Universidade Federal de Sergipe. “Quando eu me inscrevi no programa esperava aprender mais para agregar currículo à minha carreira profissional. Minhas expectativas foram praticamente quase todas atendidas. Saio daqui com mais experiência, conhecimento e muitas coisas daqui eu vou levar para vida também, principal a convivência num ambiente de trabalho”, comentou Thawan.
Já Laura Caetano Nascimento de Jesus tem 19 anos e está cursando o 3º ano do ensino médio. “Aprendi muito, coisas que eu não sabia, como montar slides, mexer no computador. Eu nunca tinha vindo no Tribunal de Justiça, foi a primeira vez, e fomos muito acolhidos por todas as pessoas aqui”, agradeceu Laura. Para a professora Nágila, transferir a sala de aula do Senac para o Tribunal foi um grande diferencial. “Isso deu para eles um senso maior de responsabilidade. Uma realidade diferente, num ambiente novo. Tudo isso foi muito positivo. Estamos gratos pelo aprendizado deles e pelo acolhimento do Tribunal”, concluiu a professora.
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