Vinte e cinco adolescentes foram recepcionados pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), na manhã desta segunda-feira, 18/07. Eles integrarão o Programa Jovem Aprendiz, uma parceria do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) com Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Estadual (MPE/SE). Os jovens, todos alunos da rede pública, serão capacitados pelo Senac, no ambiente do Tribunal, em Programação Web e TI em Finança, com contrato de estágio remunerado firmado pela empresa Multserv.
O Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo, deu as boas-vindas aos adolescentes e contou sobre sua trajetória profissional. “Vejo que a juventude precisa de oportunidade. E é isso que estamos buscando para esses jovens. Só lamentamos que não haja um maior volume de oportunidade para oferecer a eles, mas sabemos que daqui sairão homens e mulheres preparados para galgar as melhores colocações nas profissões que escolherem”, opinou o Presidente. A advogada e pedagoga Maria do Carmo Déda Chagas de Melo fez questão de também recepcionar os jovens, ressaltando a importância dos estudos.
Conforme a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ, o Programa Jovem Aprendiz é fruto de um termo de cooperação, firmado em maio deste ano, entre TJSE, MPT e MPE. “A ideia é que sejam ministrados conteúdos e que, após isso, os jovens exercitem a prática no ambiente Tribunal de Justiça. Uma oportunidade excelente porque aqui eles poderão adquirir competências relacionais e profissionais para que possam, posteriormente, adentrar no mercado do trabalho. A profissionalização é um dos direitos do adolescente, garantido na Constituição Federal e no próprio ECA, que o estabelece como prioridade”, explicou a magistrada.
Os adolescentes receberão do Senac material pedagógico do Projeto Programe seu futuro, quem tem como objetivo formar aprendizes nas áreas de Programação de Sistemas, com conhecimentos em Programação Web e TI em Finanças. Entre as vantagens do projeto, estão a vivência e formação profissional, perspectivas de carreira, primeiro emprego formal e independência financeira. Eles terão aulas teóricas três vezes por semana, das 8 horas ao meio-dia, com duração de nove meses.
“É uma turma-piloto desse curso. Eles vão aprender a programar sistemas e também sobre aplicações financeiras, empreendedorismo, a parte socioemocional e um inglês mais estruturado a aplicações financeiras”, informou Flávia Moura, gerente do Núcleo Pedagógico do Senac. Concomitantemente à formação teórica, a CIJ articulará e indicará os locais para a concessão da experiência prática em setores do Tribunal de Justiça; em horários e locais que permitam a frequência à escola regular, caso o adolescente não tenha concluído o Ensino Médio.
Felicidade
Boa parte dos jovens compareceu ao Tribunal, para a assinatura do contrato e primeiro dia do curso, acompanhado das mães. Foi o caso de Raylanna Victoria dos Santos, de 16 anos, aluna do 1º ano do Colégio Jackson de Figueiredo. “Estamos recebendo um curso perfeito, maravilhoso. Estou muito ansiosa para aprender, conhecer pessoas novas e ter mais conhecimento na área”, disse a adolescente, que futuramente pretende cursar Direito e ser juíza.
Quem também esteve no Tribunal foi Andreza Pereira dos Santos, acompanhando o filho Márcio Alessandro Pereira, de 16 anos, aluno do 2º ano da Escola Estadual Vitória de Santa Maria e que toca violino na Orquestra Jovem de Sergipe. “Nunca imaginei que ele iria prestar esse estágio aqui porque vivemos em outra realidade, num bairro muito discriminado, que é o Santa Maria. Mas veja onde esses jovens estão, no Tribunal de Justiça, que é um órgão muito respeitado por toda a sociedade”, comemorou Andreza.




