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Segunda, 29 Mai 2017 11:24

Projeto Encontros é realizado pela Coordenadoria da Infância e Juventude

Propiciar um momento de lazer para as crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e também incentivar a mudança do perfil procurado pelos postulantes à adoção foram alguns dos objetivos do Projeto Encontros, realizado pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) no último sábado, 27/05, no Sesc Centro, em Aracaju. A ação atende ao que determina o art. 197-C, § 2º, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e contou com a participação de cerca de 80 crianças e adolescentes de 11 instituições da capital e interior.


“Foi a primeira edição do projeto, que tem como objetivo propiciar uma tarde de lazer, com brincadeiras monitoradas e, principalmente, criar um vínculo entre as crianças e os padrinhos vinculados ao Programa de Apadrinhamento Ser Humano, cujo objetivo é criar laços afetivos entre pessoas previamente credenciadas como padrinhos e crianças e adolescentes acolhidos”, ressaltou a Juíza Iracy Mangueira, Coordenadora da CIJ. Ela aproveitou a oportunidade para agradecer a parceria do Sesc, do Projeto Acalanto e de todos os parceiros que viabilizaram a realização do evento.


Conforme a magistrada, é necessário discutir a mudança do perfil etário informado no momento da inscrição para adoção. “Existe uma desproporção entre pretendentes e número de acolhidos. Isso se deve, justamente, à escolha de perfis prioritários, ente 0-2. É sempre bom destacarmos que a adoção não tem idade. Você pode estar disponível para fazer a adoção necessária, de uma criança com uma idade mais avançada, ou pode ser um padrinho afetivo, colaborador e até provedor. Justamente o encontro tenta estimular”, completou a Juíza.


“Para gente é uma honra proporcionar a essas crianças um momento de lazer. Estamos com o projeto Brincando com Arte, que resgata as brincadeiras populares e jogos educativos, um cinema com curtas animados e a biblioteca, com contração de história. Esperamos que frutos positivos sejam colhidos a partir daqui”, ressaltou Mônica Arruda, coordenadora da Lazer do Sesc.


Quem também marcou presença foi o Projeto Acalanto, que integra uma rede nacional de grupos de apoio à adoção. “Um dos nossos objetivos é lutar para que toda criança e adolescente tenha garantido o direito de crescer em uma família. Temos trabalhado no sentido de divulgar a adoção na sociedade, minimizar os preconceitos, mostrar a legitimidade da família formada pela adoção e ser a voz dessas crianças que de certa foram ficam invisíveis na sociedade”, explicou Célia Vieira, Presidente do Acalanto em Sergipe.

 

Da capital, estiveram presentes crianças e adolescentes do Abrigo Caçula Barreto e Casas Lares 1, 3 e 4. As outras instituições foram Casa da Criança Nossa Senhora da Vitória (São Cristóvão), Gilton Feitosa e Lílian Mendes (Nossa Senhora do Socorro), Casa Acolhedora Solidária Zilda Arns (Estância), Casa Lar Esperança (Itabaiana), Casa Lar Mãe Carira (Carira) e Abrigo Dona Raimundinha Felipe (Tobias Barreto).


“Nosso trabalho é acolher da melhor forma possível essas crianças e adolescentes, com psicólogos, assistentes sociais e educadores. Administramos quatro Casas Lares e dois abrigos. Com esse projeto, temos a oportunidade de incluí-los na sociedade, dando acesso a outros espaços e propiciando a convivência com outras crianças”, disse Lorena Dantas, assessora técnica de Proteção Especial da Secretaria de Ação Social e Cidadania (Semasc) de Aracaju.


Diversão
Conhecido por ‘Nota 10’, um dos garotos do Abrigo Lílian Mendes, de 13 anos, disse que aproveitou todas as brincadeiras, mas preferiu a mesa de ping-pong. Quando questionado sobre o apelido, ele explicou timidamente: “é que só tiro 10, o ano passado fui o melhor da escola”. Tanto que acabou ganhando uma bolsa para estudar em um colégio particular de Socorro.


Para uma das adolescentes do Abrigo Gilton Feitosa, a tarde de lazer foi especial. “É bom demais passear um pouco”, completou a garota. A coordenadora da Casa Lar Esperança, de Itabaiana, Luna Cândido, levou quatro crianças, de 1, 4, 8 e 9 anos. “Vir para Aracaju para um momento desse de lazer é algo muito novo e também muito bom para eles. Saem da rotina, ficam felizes. Deveria ter sempre”, sugeriu.

Informações adicionais

  • Fotografias: Bruno Cu00e9sar - Dircom TJSE

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