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Terça, 25 Abril 2017 12:09

Alese destaca Centenário de Seixas Dória

O Des. Edson Ulisses de Melo representou o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Des. Cezário Siqueira Neto, na solenidade no fim da tarde de ontem, 24/04, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), em homenagem ao centenário do ex-governador e ex-deputado Seixas Dória. Na ocasião, a Alese, em parceria com a Academia Sergipana de Letras, lançou o projeto "Realizadores", que visa lembrar a trajetória de personalidades sergipanas através de livretos e vídeos. Já os Correios lançaram um selo comemorativo ao centenário.

“Seixas Dória marcou época. É um divisor da política que se praticava com uma certa virulência para uma política com mais respeito às regras, visando ao bem comum. Foi um homem que sempre esteve avançado no seu tempo”, elogiou o Des. Edson Ulisses. Também estiveram presentes os Desembargadores Clara Leite de Rezende e Netônio Bezerra Machado.

No último dia 19, o projeto de lei que institui 2017 como o "Ano Seixas Dória", de autoria da Deputada Estadual Ana Lúcia, foi aprovado e, por isso, até dezembro ocorrerão outras homenagens. Além de exaltar a trajetória do ilustre sergipano, a recém-aprovada lei tem o objetivo de discutir o papel da liberdade democrática e a defesa dos direitos políticos.

Seixas Dória

João de Seixas Dória nasceu em Propriá (SE), em 23 de fevereiro de 1917. Ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, transferindo-se, no segundo ano, para Faculdade de Direito de Niterói (RJ), onde se graduou Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1943. Retornou para Salvador e exerceu a advocacia num escritório próprio, largando a profissão para entrar na política. Elegeu-se deputado estadual em Sergipe, pela UDN, em 1946, reelegendo-se em 1950.

Foi eleito deputado federal por dois mandatos. Em 1962, já membro do Partido Republicano, foi eleito governador de Sergipe, sendo deposto pelo golpe militar de 1964. Aliado do presidente João Goulart, defendia as chamadas reformas de base. Foi membro da Academia Sergipana de Letras, como sendo um de seus imortais, onde ocupou a cadeira de nº 32. Foi autor dos livros "Sílvio Romero, jurista e filósofo" e "Eu, réu sem crime". Faleceu em Aracaju, em 31 de janeiro de 2012.

 

Informações adicionais

  • Fotografias: Dircom TJSE e Cu00e9sar de Oliveira

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