Teve início hoje, 03/08, em Aracaju, o 4º Fórum de TIC no Judiciário: Desafios e Soluções, realizado no Hotel Radisson, com o apoio do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Os 170 inscritos vieram de inúmeros Tribunais do país para discutirem como a tecnologia pode impulsionar os programas de virtualização dos processos e trocarem informações sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). A Desembargadora Elvira Maria Almeida Silva, Presidente do Comitê Gestor de TIC do TJSE, participou da cerimônia de abertura.
“Além da importância da tecnologia da informação para os nossos projetos, que hoje são todos eletrônicos, a realização desse evento em Sergipe é muito significativa porque, até então, ele só tinha ocorrido em Estados do Sul e Sudeste. Agora é o momento de trocarmos ideias e se engajar com todo o Judiciário”, analisou a Desembargadora, lembrando que a Secretaria de Tecnologia do TJSE está sempre atenta a novas necessidades.
A Secretária de TIC do TJSE, Denise Martins Moura, foi a moderadora do primeiro painel do evento: ‘Visões do Cumprimento da Resolução nº 211 do CNJ’, de dezembro de 2015, que instituiu a Estratégia Nacional de TIC do Poder Judiciário. “Esse evento é uma excelente oportunidade de conhecermos as tecnologias que movimentam a Justiça brasileira e fazem com que os processos judiciais tenham mais segurança e agilidade”, destacou.
No painel seguinte, ‘Debate: Cenário e Tendências Tecnológicas’, o Juiz Substituto da 3ª Vara Criminal de Aracaju, Guilherme Weber, chamou a atenção para os desdobramentos do processo eletrônico. "O que também devemos pensar agora é o impacto do processo eletrônico na saúde dos servidores e magistrados. Por trás de toda tecnologia existem humanos e doenças ocupacionais”, alertou o magistrado. Ele falou também sobre a importância das videoaudiências e como elas tornam o processo criminal mais célere.
Ainda no mesmo painel, o Procurador de Justiça e Presidente do Comitê Estratégico de Tecnologia do Ministério Público de Sergipe, Eduardo Fontes, destacou o pioneirismo do TJSE no ramo da tecnologia. “Enquanto do Ministério Público imaginava que a informatização era comprar computadores e impressoras, gestores do Tribunal começaram a investir nesse ramo, partindo na frente. Chegou um momento que o MP viu que estava indo no caminho errado, pois também precisávamos de sistemas que agilizassem a produção do nosso dia a dia, prestando um serviço a contento para a sociedade”, relatou o Procurador.
Para o Juiz Titular 11ª Vara Cível de Competência Residual de Campo Grande e membro do Comitê de Governança e TIC do TJMS, Renato Liberali, a informática no Judiciário é uma realidade. “Todos os Estados têm que lidar com ela de forma individualizada por conta da realidade de cada local. Mas as Resoluções do CNJ têm obrigado que exista um conjunto de informações comuns, fazendo que com os Tribunais se unam e possam trocar experiências. Assim, o encontro é extremamente importante para a construção de novas ideias”, opinou.
Ele disse que as 54 Comarcas do TJMS estão informatizadas e falou sobre vários projetos, como o acompanhamento dos mandados emitidos pelas Varas que apresenta estatísticas do tempo de cumprimento por cada Oficial de Justiça. “Estamos agora elaborando aplicativo que permitirá aos Oficiais traçarem rotas para a entrega dos mandados, evitando deslocamentos desnecessários”, contou o magistrado do TJMS.
Programação
O evento continua amanhã, 04/08, a partir das 8h30, no Hotel Radisson. O Diretor de Produção e Suporte do TJSE, Max Ricardo Borges Ribeiro, participará do primeiro painel, que abordará os ‘Desafios e benefícios da computação em nuvem para o Poder Judiciário’. À tarde, o painel 9, ‘A Justiça Digital’, contará com a participação do Analista de Sistema e Gestor da Governança de TIC do TJSE, Riveraldo Carmelo Junior. O encerramento acontecerá às 17h30. Clique aqui e veja a programação completa.