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Sexta, 22 Mai 2015 06:52

Desembargador Ruy Pinheiro faz palestra sobre redução da maioridade na SOMESE

“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”, o Desembargador Ruy Pinheiro citou a célebre frase de Albert Einstein para contextualizar o tema de sua palestra, durante a tradicional reunião-almoço da Diretoria da Sociedade Médica de Sergipe (SOMESE), nessa quinta-feira, dia 21. Convidado da semana para falar sobre “Redução da maioridade penal e seu efeito na violência pública”, o magistrado foi saudado pelo Presidente da entidade, José Aderval Aragão. “Uma honra para Sociedade receber a presença do Desembargador”, enalteceu.


Ruy Pinheiro iniciou sua fala fazendo uma apresentação do cenário atual do jovem brasileiro. O Desembargador fez um paralelo da violência com a situação social dos adolescentes em todo país. “São jovens que passam por diversos tipos de abusos e para eles faltam oportunidades educacionais, são meninos e meninas castrados de direitos básicos”. Ele também apresentou números da Organização das Nações Unidas, que demonstram a precariedade do Sistema Carcerário brasileiro. “O Brasil tem hoje a 4ª maior população carcerária do mundo. É preciso que algum passo seja dado para que a gente possa transformar essa realidade”, explicou.


Contra a redução da maioridade, o desembargador ressaltou para os médicos pontos importantes que devem ser observados por nossos governantes e legisladores. De acordo com ele, o Brasil não precisa reduzir a maioridade penal, necessita é de investimentos mais profundos em educação e cultura. “Esses jovens são culpados? Ou vamos culpá-los para darmos uma resposta para sociedade?”, questionou Pinheiro.


Ao final do encontro, o ex-Senador da República e Tesoureiro da SOMESE, Francisco Rollemberg, agradeceu as palavras do magistrado. “Foi pra mim emocionante e gratificante vê-lo aqui, trazendo esse assunto. Confesso que eu ainda me interrogo sobre a maioridade penal mas cabe aos senhores juristas encontrar caminhos”, ressaltou.