Nesta quarta-feira, dia 29, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania - Cejusc reuniu-se com os mediadores/conciliadores voluntários que estão em atuação desde o mês de fevereiro de 2015, em diversas unidades judiciárias do Tribunal de Justiça de Sergipe, na capital e interior.
De acordo com a Juíza Coordenadora do Cejusc, Maria Luíza Foz Mendonça, esta primeira reunião serviu para que fosse mantido um feedback entre os voluntários e a equipe do Cejusc. “Queremos ouvi-los sobre eventuais dificuldades, trocar experiências e principalmente repassar algumas informações sobre o andamento das atividades de conciliação e mediação, para melhor administração dos serviços prestados, e ajustar algumas condutas para que o trabalho possa obter os melhores resultados possíveis”, explicou.
Em média 47 mediadores/conciliadores voluntários estão em atuação na sede do Cejusc, nas Varas de Família dos Fóruns Integrados e em algumas Comarcas do interior, a exemplo de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Laranjeiras, Maruim e Riachuelo. São prestadas 16 horas mensais de serviço voluntário por cada conciliador, sendo o trabalho supervisionado pelos conciliadores do Cejusc.
A servidora do TJSE, Aline Sacramento, é voluntária e conduz as audiências de conciliação e mediação na 25ª Vara Cível de Aracaju, nos Fóruns Integrados III. “Eu estou achando o trabalho muito bom, porque além de estar na minha área de atuação, que é o Direito, me proporcionando a cada dia um aprendizado, posso contribuir com a resolução dos conflitos através de um mecanismo tão eficaz e incentivado pelo TJSE, que é a mediação e a conciliação”.
O acadêmico de Direito João Antônio está atuando como conciliador na Comarca de Riachuelo, desde o mês de fevereiro. Segundo ele, ainda há uma certa resistência das partes e dos advogados à conciliação e mediação. “Historicamente, as pessoas buscam a jurisdição para solucionar os seus conflitos e é isso que percebemos nas audiências, porque encontramos em diversas situações partes e advogados resistindo à conciliação. Contudo, toda a preparação que recebemos do Cejusc, nos possibilita utilizar os métodos de autocomposição para chegarmos a um consenso entre as partes, que é o melhor para a sociedade”.
De acordo com a supervisora do Cejusc, Maria Hortência Lima, a reunião foi bastante proveitosa. “Acreditamos que o crescimento vem com a conversa e pudemos verificar quais as principais dificuldades para podermos encontrar soluções e possibilitar um trabalho de maior conforto para os voluntários, para nós do Cejusc e para a sociedade”.
O objetivo do Judiciário sergipano, através do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), é estimular e potencializar em Sergipe a resolução de conflitos por intermédio da conciliação/mediação, reduzindo-se assim, o número de demandas judiciais.




