42 mediadores/conciliadores voluntários assinaram hoje, dia 18, os termos de compromisso para início das atividades no Tribunal de Justiça de Sergipe. De acordo com a Juíza Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), essa é a concretização de um trabalho que teve início no mês de abril e obteve a inscrição de 120 pessoas. “Através do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), foi feito um trabalho de análise curricular e entrevistas, seguido de um curso de capacitação 40 horas, e hoje chegamos à concretização desse trabalho”.
A assistente social Vanise Villar Batista, participante da segunda turma do projeto Mediador/conciliador Voluntário, viu no projeto uma forma de contribuir com a sociedade na área de solução de conflitos. “Este é um projeto que falou muito ao meu coração, porque podemos contribuir com a restauração de famílias, de relacionamentos, de comunicação, enfim, conciliar as relações. Percebemos durante o estágio como os casos que, à primeira vista, pareciam difíceis, foram solucionados de forma tão simples, somente na conversação. Eu acredito na mediação e na restauração da comunicação”.
Outra mediadora voluntária a assinar o termo de compromisso foi a advogada Juliana Taís da Silva. Para ela, uma oportunidade de ampliação de conhecimento e atualização necessária ao profissional do direito. “A mediação tem crescido no Brasil, como também no Estado de Sergipe e eu, particularmente, gosto muito dessa área de conflitos, de ajudar as pessoas. Tivemos um curso de uma semana, o qual foi muito prazeroso, com excelentes profissionais nos orientando e nos remetendo à prática, de como ocorre a mediação. Durante o estágio, pudemos lidar com o conflito diretamente e vendo a realidade da mediação e como se tem ajudado pessoas”.
A analista judiciária do TJSE, Suzana Cardoso Oliveira, se interessou pelo trabalho voluntário de mediador e também participou da capacitação. “Eu me encantei com esse projeto inovador do Tribunal. Desde que eu ingressei no Judiciário, em 1996, na área de TI, tive oportunidade de conhecer tanto a área administrativa quanto a área fim. E compreendo como o trabalho na mediação é importante no TJ, uma vez que o foco não é tratar o problema da demanda de processos, mas o de pacificar a sociedade, e fazer as pessoas entenderem que a melhor solução para o seu conflito está nas partes”.
“A partir de agora, poderemos contar com essa mão-de-obra que é voluntária para nos ajudar nas conciliações e mediações. Além disso, começa a partir desse ato a mudança de postura com relação ao tratamento dos processos, das soluções que são dadas aos processos. Através dessas pessoas, que já estão qualificadas para esse trabalho, certamente teremos a melhor solução para cada problema que ingressa no Judiciário”, comemorou a Juíza Dauquíria Ferreira.