O Tribunal de Justiça lançou nessa quinta-feira, 25.09, a Revista nº 3 do Memorial do Poder Judiciário. Composta por artigos de 24 autores, a realização atende ao compromisso da Casa de salvaguarda do patrimônio material e imaterial do Judiciário sergipano, com a produção acadêmica e a ampliação dos espaços de cultura, história e memória do Estado.
No lançamento do periódico, durante seu discurso, o Presidente em exercício do TJSE, Des. Edson Ulisses de Melo, declamou um trecho do poema O Livro e a América, de autoria de Castro Alves: "Oh! Bendito o que semeia; Livros… livros à mão cheia; E manda o povo pensar!; O livro caindo n’alma; É germe que faz a palma, É chuva que faz o mar".
Para o Presidente em exercício, Des. Edson Ulisses, o Memorial do Judiciário cumpre o papel de estimular o pensamento e o estudo jurídico, abrindo espaço para novos pensadores. “É um trabalho que precisa ser preservado, pois é uma forma de ampliar o conhecimento jurídico. Esses novos artigos apresentados aqui fluidificam as novas ideias no que se refere à área do Direito”, destacou.
Com o artigo “Direito judicial criativo: ativismo constitucional e justiça constituinte”, o advogado Ricardo Nunes Pereira participa da revista pela primeira vez. “É muito gratificante poder repassar e divulgar um pouco das minhas ideias numa oportunidade como essa”, disse o advogado.
Outro autor que colaborou para a Revista foi o historiador e mestre em Educação, Claudefrankiln Monteiro, que também foi convidado para fazer uso da palavra durante a solenidade. “Eu discordo da tese de que a produção intelectual sergipana é entógena, ou seja, que só produzimos coisas provincianas. Esta revista mostra o contrário: vem dizer que os sergipanos escolhem a lente de Sergipe para pensar o Brasil e o mundo. Portanto, Sergipe não está descolado das discussões que movem o mundo”, afirma.
Segundo a Diretora do Memorial do Poder Judiciário, a historiadora Josevanda Mendonça Franco, o material vai estar disponível para o mundo cultural sergipano. “Nós publicamos um quantitativo de volumes e colocamos à disposição, primeiramente dos autores e depois para todos os lugares de preservação da cultura do nosso Estado”, revelou a diretora.




