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Sexta, 15 Agosto 2014 15:51

Coordenadoria da Mulher e Ejuse capacitam servidores do interior sobre violência doméstica

Coordenadoria da Mulher e Ejuse capacitam servidores do interior sobre violência doméstica Bruno César - Equipe Dircom TJSE

Sensibilizar servidores que operacionalizam processos judiciais de violência doméstica para o atendimento humanizado e orientar para o correto preenchimento do sistema processual são os dois principais objetivos da capacitação que teve início hoje, 15/8, no Fórum de Estância. Além da discussão de assuntos relacionados ao tema e apresentação teatral, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe levou para o local a Exposição Colorindo a Dor.

“Essa capacitação nasceu do Planejamento Estratégico, que busca atender à política interna voltada a uma melhor prestação jurisdicional. Dispomos de metas em relação à capacitação tradicional, junto à Escola Judicial, e também nos deslocamos para os pólos regionais, onde existem núcleos da Coordenadoria de Perícias, para que possamos levar a sensibilidade em relação ao tema, junto aos operadores do sistema jurisdicional”, explicou a Juíza Adelaide Moura, Coordenadora da Mulher do TJSE.

Ela lembrou, ainda, que a capacitação busca ser prática. “Uma das ferramentas para isso é através do lúdico, ministrando oficinas com filmes e com teatro, um momento de interação com os servidores”, acrescentou a Juíza, que acompanhou a apresentação do grupo teatral. Os atores mostraram situações vividas no dia a dia dos fóruns e o que os servidores não devem fazer ao atender as partes envolvidas em casos de violência doméstica contra a mulher. As próximas capacitações serão em Propriá (29/08), Aracaju (05/09) e Itabaiana (12/09).

A capacitação de hoje, que é realizada em parceria com a Escola Judicial de Sergipe - Ejuse, também contou com uma oficina ministrada pela professora doutora Claudiene Santos, da Universidade Federal de Sergipe, parceira da Coordenadoria da Mulher. “Trouxemos alguns aspectos psicossociais da violência como cultura, que precisam ser conhecidos para que haja uma intervenção. Mostramos como funcionam essas famílias em situação de violência e que estratégias elas adotam para que então possamos entender e tentar fechar esse ciclo de violência”, informou a professora.

Quem participou da capacitação aprovou a iniciativa. “Precisamos ter essa reflexão para que possamos construir uma intervenção mais efetiva, ampliando o direito à cidadania da mulher e da família. Essa capacitação também ajuda a romper preconceitos. A partir do momento que a pessoa é bem acolhida, o trabalho vai fluir e teremos um resultado muito favorável”, analisou a assistente social Leila de Oliveira, do Núcleo de Perícias do Fórum de Estância.

Participaram da capacitação não só servidores de Estância, mas também de Riachão do Dantas, Poço Verde, Umbaúba, Indiaroba, Lagarto e Boquim, além de pessoas da rede de atendimento socioassistencial. “Trabalho no Centro de Referência da Mulher de Tobias Barreto e fizemos uma parceria interessante junto ao Poder Judiciário. Tudo funciona através de rede. Uma vitima precisa de vários atendimentos e a interação é fundamental para que a gente possa recebê-la bem, tentando diminuir a questão da violência doméstica, que hoje tem destruído muitas famílias”, analisou Elenilza Carvalho.

Informações adicionais

  • Fotografias: Bruno Cu00e9sar - Dircom TJSE