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Quinta, 31 Outubro 2013 12:52

16ª Vara encerra 7º ciclo de reavaliação de medidas de acolhimento

A 16ª Vara Cível da Comarca de Aracaju – Juizado da Infância de Juventude – encerrou nesta quinta-feira, 31/10, o ciclo de reavaliações das medidas de acolhimento de crianças e adolescentes referente ao segundo semestre de 2013. Esse é o 7º ciclo realizado pela unidade e reavaliou 60 processos, que envolviam 85 acolhidos, com a reintegração imediata de 07 crianças e paulatina (com acompanhamento) de outras 9.

De acordo com a juíza titular da unidade, Rosa Geane Nascimento, inicialmente as audiências concentradas para reavaliação das medidas eram realizadas nas instituições. “Hoje estamos fazendo as audiências na sede da Vara, com a possibilidade de gravação, fato que dá maior celeridade aos processos. Além disso, os órgãos e instituições já estão sensibilizados, contribuindo com a metodologia, entendendo que o acolhimento é uma medida excepcional. Isso tudo faz com que as crianças sejam reintegradas às famílias de forma célere e responsável”, explicou a magistrada.

As audiências de reavaliação são acompanhadas pelo Ministério Público e Defensoria, que além de contar com as integrantes titulares, a Promotora Mirian Tereza Mendes Carvalho e a Defensora Maria do Socorro Ribeiro, tem a participação de psicólogas e assistentes sociais. “Nesse ciclo conseguimos reavaliar todos os processos de acolhimento da Comarca de Aracaju e foram efetuadas reinserções familiares, sempre com muito critério e responsabilidade”, comentou a representante do Parquet.

A coordenadora do Abrigo Sorriso, Magna Mendonça, afirmou que a metodologia das audiências concentradas garante uma dinâmica eficiente no processo de reavaliação das medidas. “Às vezes, em uma única manhã, o Juízo consegue verificar a situação de diversas crianças. É fantástico”.

Metodologia

A reavaliação periódica da medida de acolhimento institucional vem sendo promovida em Sergipe desde 2010, no âmbito do Projeto Familiarizar e nos termos da Resolução nº 06/2010 do TJSE, com o suporte e gerenciamento da Coordenadoria da Infância e da Juventude - CIJ. A atividade é desenvolvida semestralmente, em cumprimento ao prazo estabelecido no art. 19, §1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

No último mês de junho, a Corregedoria Nacional de Justiça publicou o Provimento nº 32/2013, que dispõe sobre as audiências concentradas de forma similar ao que já tinha sido estabelecido na Resolução do TJSE. O provimento determina a realização de audiências concentradas, indicando os meses de abril e outubro como preferenciais para a reavaliação e traça roteiro para os trabalhos. Além disso, estabelece que os Juízos competentes devem promover a inclusão dos dados das audiências no Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas – CNCA.

“As audiências concentradas, agora disciplinadas por esse provimento para todo o país, foram introduzidas no âmbito do TJSE em 2010 e, desde então, essa metodologia foi incorporada às rotinas de trabalho para a reavaliação periódica da medida de acolhimento. Isso reflete o compromisso dos magistrados com jurisdição na matéria e confirma o destaque do TJSE no cenário nacional, com a adoção de práticas inovadoras”, afirmou a Juíza Vânia Barros, Coordenadora da Infância e da Juventude.

Cronograma das audiências marcadas/realizadas até o momento:

 

CALENDÁRIO DAS AUDIÊNCIAS CONCENTRADAS

2º SEMESTRE DE 2013

COMARCA/VARA

ENTIDADE DE ACOLHIMENTO

Nº DE ACOLHIDOS

DATA

Comarca de Lagarto - 2ª Vara Cível

Projeto Girassol

12

04/09

 

Comarca de Gararu

Acolhidos em Umbaúba no Abrigo Acolhedor Marcelo Gusmão Magalhães

1

01/10

 

Comarca de Laranjeiras – Sede e Distrito Judiciário de Areia Branca

Abrigo Sagrado Coração de Jesus, Dona Dadaça e acolhidos em Aracaju no Centro de Estudos e Observação – CEO

12

02 e 10/10

 

 

Comarca de Aracaju - 16ª Vara Cível

Abrigo Nova Vida

 

8

03/10

Lar Meninos de Santo Antônio

 

13

04/10

Abrigo Feminino Maria Izabel Santana de Abreu

32

08/10

Abrigo Caçula Barreto

 

14

09 e 10/10

Abrigo Feminino Marinete Alves do Nascimento

17

15 e 16/10

Casa Abrigo Sorriso

 

58

22, 29, 30 e 31/10

Comarca de Nossa Senhora do Socorro - 2ª Vara Cível

Entidade de Acolhimento Mista Dr. Gilton Feitosa da Conceição

48

10/10

Comarca de Umbaúba

Acolhidos em Aracaju no Abrigo Feminino Maria Izabel Santana de Abreu e no Centro de Estudos e Observação – CEO

2

 

11/10

 

Comarca de São Cristóvão - Vara Cível

Casa da Criança Nossa Senhora Vitória e acolhidos em Aracaju no Abrigo Feminino Marinete Alves do Nascimento, no Lar Meninos de Santo Antônio, no Abrigo Feminino Maria Izabel Santana de Abreu e no Centro de Estudos e Observação – CEO

16

22/10

 

 

Comarca de Estância - 2ª Vara Cível

Casa Acolhedora Estância Solidária Zilda Arns

6

23/10

 

Comarca de Propriá - 2ª Vara Cível e Criminal

Casa Lar Reconstruindo uma História e acolhidos em Aracaju no Centro de Estudos e Observação – CEO

5

02, 15 e 23/10

 

Comarca de Poço Verde

Acolhidos em Aracaju no Abrigo Feminino Maria Izabel Santana de Abreu e na Casa Abrigo Sorriso

2

23/10

 

Comarca de Itabaiana - 2ª Vara Cível

Acolhidos em Aracaju no Abrigo Feminino Maria Izabel Santana de Abreu e Centro de Estudos e Observação – CEO

2

24/10

 

Comarca de Tobias Barreto - 2ª Vara Cível e Criminal

Abrigo Acolhedor Dona Raimundinha Felipe

 

12/11

 

Campanha: criança prioridade absoluta

Aproveitando o encerramento do 7º ciclo de reavaliações das medidas de acolhimento, a Juíza Rosa Geane Nascimento deu continuidade à campanha de sensibilização para o comando constitucional do art. 227, que determina que a criança e o adolescente são prioridades absolutas.

Dessa vez quem vestiu a Camisa Criança: prioridade absoluta foi o Procurador-Geral do Município de Aracaju (PGM), Carlos Pinna Júnior. Para o procurador, além dele pessoalmente, os integrantes da PGM também irão aderir à campanha. “Viemos vestir a camisa, com senso de responsabilidade, para dentro das nossas atribuições, contribuir com o TJSE na defesa da causa das crianças e adolescentes”, informou o advogado-chefe da Procuradoria do Município.

Na oportunidade, a Juíza Rosa Geane Nascimento solicitou ao procurador uma reunião para tratar de processos sobre as medidas de acolhimento que estão em grau de recurso no Tribunal.

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