Quinta, 10 Outubro 2013 18:13

Dia da criança é comemorado no TJSE com encontro entre padrinhos e afilhados

A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou, na tarde de hoje, 10/10, no Palácio da Justiça, o V Encontro Interativo do Programa de Apadrinhamento Ser Humano. A Juíza Vânia Barros, da CIJ, aproveitou o momento e fez um balanço do programa: foram 600 padrinhos e madrinhas inscritos ao longo dos últimos anos, a maioria nas modalidades provedor e afetivo, e que proporcionaram a crianças e adolescentes que vivem em abrigos de Aracaju e do interior mais atenção e carinho.

“O Programa de Apadrinhamento Ser Humano existe desde 2009 e tem em seu âmbito alguns projetos. Um deles é o Encontro Interativo, realizado anualmente para celebrar o Dia das Crianças”, explicou a Juíza. Ainda durante a apresentação, ela disse que, no último ano, seis entidades de acolhimento fecharam as portas em Sergipe, sendo quatro em Aracaju e duas no interior, Boquim e Umbaúba. “O que estamos fazendo, junto com o Ministério Público, é uma caminhada pelo interior para que cada município ofereça o serviço de acolhimento”, ressaltou.

O evento – que reuniu crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento, padrinhos e madrinhas do programa, magistrados e órgãos que integram a rede de proteção – teve início com a apresentação da Orquestra de Câmara do Vale do Cotinguiba, fundada em 2009 a partir de uma parceria da Universidade Federal de Sergipe e a empresa Escurial. “É um projeto muito bonito, que proporciona aos jovens a inclusão social por meio da música. Quem trilha por esse caminho dificilmente vai olhar para o lado feio da vida”, garantiu a Juíza Vânia Barros.

Ela lembrou, ainda, que muitos dos jovens presentes hoje ao evento nunca tinham visto a apresentação de uma Orquestra. Foi o caso de um dos meninos acolhidos no Abrigo Caçula Barreto, de Aracaju. “Achei a apresentação muito bonita e foi legal porque a gente sai um pouco do abrigo”, opinou o garoto de 11 anos, revelando que tem o sonho de ser bombeiro. “Se tiver um incêndio em uma casa eu vou salvar primeiro a criança porque ela não sabe se defender”, argumentou.

Muitos padrinhos também fizeram questão de participar do encontro, a exemplo do estudante de Direito Tiago Pinheiro. Ele já fazia um trabalho voluntário no abrigo Caçula Barreto e foi lá mesmo que conheceu o ‘Ser Humano’. “Eu queria ajudar de maneira mais efetiva e me falaram sobre o programa. Está sendo maravilhoso ser padrinho. Passo os finais de semana com meu afilhado, a gente vai ao cinema, faz coisas que ele gosta e isso tem melhorado até o rendimento dele na escola. E me ajuda também. Como ele é muito reservado tenho que usar mais minha sensibilidade para lidar com ele”, contou Tiago.

Ainda na programação, a assessora do TJSE/CIJ Josevanda Franco falou sobre as “Alternativas de Convivência Familiar e Comunitária: modalidades para a manutenção de vínculos”. “Uma dessas alternativas é justamente o Programa de Apadrinhamento, um mecanismo de estratégia no qual a criança e o adolescente têm oportunidade de conviver na comunidade para que volte ao seio familiar ou vá para uma família substituta sem perder esses vínculos”, esclareceu a assessora.

“O programa é um grande benefício porque percebemos que essas crianças precisam de amor e contato com a comunidade. Esse vínculo só restabelecido através do apadrinhamento”, confirmou Aglaé Menezes, coordenadora do Abrigo Girassol, de Lagarto. Muitos Juízes participaram do encontro, a exemplo do Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Gustavo Plech, e do Juiz Auxiliar Marcelo Campos. “Nesta Casa, todos trabalham no propósito de melhorar a vida lá fora, buscar harmonia na sociedade. Por isso, temos a crença que o mundo amanhã será melhor para as crianças que hoje estão aqui”,

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