Durante o período da tarde, o IV Seminário Comunicação e Justiça teve início com a palestra da Coordenadora de TV do Superior Tribunal de Justiça, Marí-Angela Heredia da Costa, que trouxe a temática Televisão na Justiça.
Com uma experiência de mais de 30 anos na área de comunicação, a palestrante mostrou como é fazer televisão dentro da Justiça. Destacou a criação do TV Justiça, em 2002, como um marco na disseminação das atividades do Judiciário e na sua aproximação com a sociedade.
“A TV dentro da Justiça hoje é irreversível, inclusive o Brasil é o único país do mundo que transmite as sessões de julgamentos ao vivo. Com a Constituição Federal de 1988, que completa amanhã 25 anos, o acesso a justiça se tornou mais amplo, contudo, hoje, o grande desafio é comunicar as decisões do Judiciário, já que a palavra de ordem é a transparência, mas através de uma linguagem mais popular e acessível à população, expondo aos juízes as ferramentas para que a comunicação se faça da melhor forma possível”.
A coordenadora Marí-Angela trouxe para os participantes uma pequena mostra da grade de programação pelo STJ TV, que foi criada juntamente com a TV Justiça, e explicou como funciona a estrutura. “Hoje a TV é toda digital, possui quase 50 profissionais de comunicação para a produção de uma programação diária que acompanha a própria demanda do Tribunal, e cujas abordagens vão desde julgamentos, os quais são transmitidos ao vivo, ações do STJ, dos servidores, temas culturais, socioambientais, entre outros. É um trabalho que a gente vem construindo e que esperamos contar com a contribuição de todos os tribunais de Justiça”.
O segundo momento da tarde foi reservado para uma mesa redonda sobre o papel do Judiciário, Ministério Público e Polícia. A Juíza Coordenadora da Mulher Adelaide Moura, abriu os debates destacando o papel da comunicação no Tribunais. “Hoje o que a gente vislumbra de necessidade humana é o conhecimento e a rapidez deste conhecimento. Não adianta para nenhum Poder ficar inserido dentro do seu castelo, intramuros. É importante divulgar, esclarecer, educar porque quando isso é feito se distribui conhecimento com relação aos direitos e deveres”.
A Promotora Euza Missano, responsável pela Promotoria da Saúde, parabenizou o TJSE pela iniciativa com a promoção do evento, destacando o papel do profissional da comunicação para o Ministério Público. “É imprescindivel hoje a simbiose que existe entre o labor do MP e o trabalho da imprensa, para que as informações e esclarecimentos sejam melhor processados pela sociedade, inclusive, dismistificando o que a gente chama de juridiquês, ou seja, os termos mais complexos do ramo do Direito”.
A Delegada de Polícia, Viviane Pessoa, coordenadora das Delegacias da Capital, demonstrou satisfação em falar para profissionais do Direito e da Justiça, mas em especial para estudantes sobre o papel da Polícia e dos delegados. “São momentos em que a gente pode passar um pouco da nossa experiência, dizer a importância da Polícia Civil no trabalho de investigação e colheita de provas, que deve ser feito de forma imparcial e isenta. Temos uma instituição qualificada com delegados de carreira que passam por uma seleção rigorosa e que têm conhecimento do Direito”.
Certificados
Os participantes do IV Seminário Comunicação e Justiça que não receberam seus certificados hoje devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação do TJSE, através do telefone 3226-3125.




