É com satisfação que abro a mostra Escravidão - Marcas e Memórias, contribuindo, desta forma para refletir sobre o passado de opressões a que foram submetidos os nossos irmãos africanos e fruir da marca importante na formação da identidade brasileira deixada por eles. Foi dessa forma que a presidente do TJSE, desa. Marilza Maynard Salgado de Carvalho iniciou, nesta segunda-feira, 15, seu discurso de abertura da mais nova exposição do Memorial do Poder Judiciário.
Entre as autoridades que compareceram à abertura, estava a presidente do TRE, desa. Josefa Paixão de Santana, o vice-presidente do TJSE, des. José Alves Neto, além do juiz de Direito, dr. Aldo Albuquerque Melo, representando a Associação de Magistrados de Sergipe, e a juíza de Direito, dra. Madeleine Alves Gouveia.
A abertura teve a presença do ex-governador Celso de Carvalho e de intelectuais como a profª. Maria Lígia Pina, da Academia Sergipana de Letras. Também a OAB-Sergipe foi representada pelo secretário geral adjunto, dr. Thenisson Santana Dória. A exposição foi, ainda, prestigiada por Márcia Vieira, representante da Organização de Mulheres Negras Maria do Egito.
O governador do Estado foi representado pelo secretário de Cultura, José Carlos Teixeira, que proporcionou a apresentação do Recital Encanto Negro, da cidade de Curitiba-PR. O recital durou cerca de uma hora. As 22 músicas do repertório foram intermediadas por muitos aplausos a mezzo-soprano Fátima Castilho, ao baixo Juarês de Mira e ao pianista Fábio Cardoso. Eles cantaram algumas das mais consagradas canções do estilo Negro Spirituals e também algumas como Bachianas Brasileiras, de Vila Lobos.
Na seqüência da abertura, o artista plástico Leonardo Alencar e o ator César Macieira declamaram poesias de Tobias Barreto, Jorge de Lima e José Sampaio. Em homenagem ao tema da mostra, Alencar também leu o texto Lenda dos Orixás e cedeu para a exposição seu acervo de xilogravuras sobre a obra Navio Negreiro, de Castro Alves.
Já hoje, 16, o Memorial abriu às 8h para receber os primeiros visitantes. Alunos da escola Jesus Gonçalves, de Nossa Senhora do Socorro, puderam conhecer documentos como cartas de alforria, extraídas do Arquivo do Poder Judiciário, além de textos e fotos de instrumentos de tortura e também objetos do folclore e da culinária afro-brasileira.
Segundo a gerente do Memorial, a pesquisadora Ana Medina, a expectativa é superar a marca de mil visitantes até o dia 30 de maio, quando será encerrada a exposição. O Memorial fica aberto das 8h às 12h e das 14 às 18h, com entrada gratuita. Mais informações através do número 3211-1030.