A Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministra Eliana Calmon, abriu na manhã de hoje, dia 26, em Brasília, os trabalhos do segundo dia do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário. Em entrevista à equipe do STJ e da Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Sergipe, ela reafirmou a excelência do Judiciário sergipano e disse que comprovou o fato enquanto esteve à frente da Corregedoria Nacional de Justiça.
Em entrevista à Folha, no ano passado, a Ministra afirmou que o TJSE é o melhor do país e que “tudo funciona muito bem lá”. Hoje, Eliana Calmon explicou como chegou a essa conclusão. “À frente da Corregedoria Nacional de Justiça eu trabalhei com todos os índices de produtividade, de otimização e pude comprovar isto em relação ao Tribunal de Justiça de Sergipe”, ressaltou.
Ela continuou dizendo que, várias vezes, disseram que isso acontecia pelo fato de Sergipe ser o menor Estado do país. “Mas eu fiz a avaliação que não é somente isso. Temos outros Tribunais menores – como o de Tocantins, por exemplo – que não têm a mesma performance. Por que isso? Fui eu avaliar. E eu verifiquei o seguinte: Sergipe saiu primeiro na informatização e isso deu um ganho de qualidade ao trabalho do Tribunal muito grande”, explicou, acrescentando ao final da entrevista, de maneira bem humorada, ao explicar que sua análise foi meramente técnica, que “isso não foi uma declaração de amor”.
Confira aqui o áudio da entrevista.
Encontro
Durante sua palestra no Encontro, a Ministra Eliana Calmon falou sobre os desafios da Comunicação no Poder Judiciário e disse que “é imprescindível o apoio da imprensa, desde que seja uma relação de transparência e profissionalidade”. Para ela, é importante que a magistratura entenda o papel dos profissionais de Comunicação dentro do Judiciário.
Ainda durante a palestra, a Ministra falou sobre redes sociais – tema principal de hoje no Encontro – e disse que elas provocaram mudanças expressivas até em países mais fechados. “Neste século, a mídia passa a ser o espaço onde se gera opinião”, completou. Em vários momentos, ela também ressaltou a importância do assessor de imprensa, dizendo que “ele não faz propaganda, mas sim leva ao Judiciário a voz do povo”.




