Foi aberta hoje, 17, a mostra do Memorial Judiciário sobre Sergipanos no Supremo. Essa é uma das primeiras atividades da nova gerente do Memorial, a pesquisadora Ana Maria Fonseca Medina.
De início, o evento vai retratar a vida e obra do ministro José Luiz Coelho e Campos. A mostra vai se estender por um mês quando dará lugar a outros quatro ilustres ministros sergipanos que já integraram o Supremo: Annibal Freire da Fonseca, Heitor de Sousa, Pedro Antônio de Oliveira Ribeiro e Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto. O objetivo da pesquisadora é concluir a abordagem do tema com uma publicação.
Setenta e cinco estudantes do ensino médio do colégio Vetor visitaram a exposição em seu primeiro dia. Eles tiveram uma aula de educação patrimonial e importância da preservação daquele monumento. Eles conheceram todas as dependências do Memorial, que foi construído final do século XIX para ser a sede do então Tribunal de Relação.
Nesse contexto, a pesquisadora Ana Medina lembrou que o prédio do Memorial sempre teve a vocação para acolher a memória: Na sala do Tribunal de Relação, nasceu o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, e lá também foram realizadas as primeiras reuniões do Instituto. Ela lembrou também que o primeiro presidente do Instituto foi o então presidente do Tribunal, des. João da Silva Mello.
O Memorial do Judiciário é aberto ao público de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Visitas de grupos podem ser agendadas pelo telefone (79) 3211-1030.
Leia a biografia de Coelho e Campos:
JOSÉ LUIZ COELHO E CAMPOS, filho do Capitão de igual nome e D. Carlota Joaquina de Campos, nasceu em 4 de fevereiro de 1843, no município de Divina Pastora, província de Sergipe.
Completou no Recife os estudos secundários e, matriculando-se na Faculdade de Direito da mesma cidade, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, recebendo o grau de Bacharel em 1862.
Iniciou sua vida pública no cargo de Promotor Público do termo da Capela, em decreto de 19 de março de 1863, aí servindo durante quatro anos, nove meses e dezoito dias.
Muito cedo dedicou-se à advocacia e à política, filiando-se ao Partido Conservador, que o elegeu Deputado à Assembléia Provincial de Sergipe em três biênios e à Assembléia-Geral Legislativa nas 16ª, 18ª e 20ª legislaturas. Aderindo à República, serviu como membro da Intendência Municipal de Capela, nomeado pela Junta Provisória do Estado, que, desde então, começou a representá-lo no Senado Federal, a começar pelo Congresso Constituinte até 1913.
Renunciou ao mandato em 1º de novembro desse ano, por ter sido nomeado, em decreto de 30 de setembro anterior, Ministro do Supremo Tribunal Federal, quando empossado na vaga ocorrida com a aposentadoria de Antônio Augusto Ribeiro de Almeida.
No Senado, deixou honrosa tradição de orador e jurista de vasta cultura científica, revelada no estudo das mais importantes questões agitadas naquela corporação e nos pareceres apresentados como membro da Comissão de Legislação e Justiça.
Fez parte da Comissão Especial do Código Civil no Senado; representou essa Câmara no Congresso Jurídico Americano reunido no Rio de Janeiro e, por delegação do seu Estado, compareceu às sessões do Congresso Jurídico Brasileiro, perante o qual discorreu sobre várias teses de Direito Constitucional.
Em portaria de 31 de dezembro de 1879, do Ministro do Império, foi nomeado Auxiliar do Diretor do Arquivo Público na província de Sergipe.
José Luiz Coelho e Campos faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1919.
Fonte: www.stf.gov.br




