Imprimir esta página
Quinta, 02 Agosto 2012 23:06

Exposição “Bem do Brasil, Patrimônio Histórico e Artístico” chega a Aracaju

Foi aberta na noite de hoje, dia 2, e prossegue até 30 de setembro, no Memorial do Judiciário, a exposição itinerante “Bem do Brasil, Patrimônio Histórico e Artístico”, organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A mostra reúne peças de todas as regiões do país e usa tecnologia de grafismo e imagem para mostrar a variedade da cultura brasileira. A noite também foi de homenagem ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS), que no próximo dia 6 completará 100 anos e teve sua primeira sede no prédio do Memorial do Judiciário.

“É uma honra gigantesca presidir uma Instituição no ano em que se celebra seu centenário. Uma instituição que é conhecida, não aleatoriamente, como a ‘Casa de Sergipe’, exatamente por ser um espaço onde a memória sergipana é preservada e pensada, onde refletimos nossa identidade e a divulgamos. Sem sombra de dúvida este é um espaço memorável porque quando o IHGS foi fundado, em 6 de agosto de 1912, este foi o espaço, o antigo Tribunal de Relação, primeira sede do Poder Judiciário, que acolheu o ventre do Instituto”, lembrou Samuel Albuquerque, Presidente do IHGS. Na ocasião, foi descerrada uma placa no Memorial do Judiciário em homenagem ao IHGS.

Em seu discurso, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, falou da importância do IHGS. “O Tribunal de Justiça de Sergipe associa-se às comemorações do centenário do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, pois temos uma ligação institucional e afetiva. Foi aqui que o Instituto começou a realizar seus trabalhos em benefício da cultura de Sergipe e essa exposição vem premiar também essa relação mantida entre as duas instituições, tudo isso beneficiando a cultura de Sergipe, que tem destaque em nível nacional”, comentou o Presidente do TJSE.

Segundo a Superintendente do Iphan em Sergipe, Terezinha Oliva, a exposição é uma mostra sobre o patrimônio cultura do Brasil, abordando toda pluralidade e riqueza do país. “Por isso o nome ‘Bem do Brasil’. A sociedade sergipana terá oportunidade de travar um contato com uma exposição de grande relevância, que abriu o Palácio do Planalto depois da sua restauração, passou dois meses no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e que faz essa comunicação com o patrimônio local, uma vez que os bens dos nossos museus estão representados”, explicou Terezinha.

“Essa exposição tem um significado todo especial para Sergipe. Foi elaborada pelo Ministério da Cultura, através do Iphan, para retratar a identidade cultural brasileira. Por cada lugar onde passa, absorve um pouco da nossa diversidade. Aqui temos peças das unidades culturais da Secretaria de Estado da Cultura dentro de um espaço que é o Memorial do Judiciário”, ressaltou Eloísa Galdino, secretária de Estado da Cultura.

No andar superior do Memorial do Judiciário estão expostas apenas peças de museus sergipanos, a exemplo do quadro ‘Mural do arroz’, de autoria de Florival Santos e cedida pelo Museu Histórico de Sergipe, localizado em São Cristóvão; e uma escultura do Orixá Omullulu, do Museu Afro Brasileiro de Sergipe, de Laranjeiras. No primeiro piso o visitante poderá ver duas relíquias do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, ambas do século XVIII: uma imagem de Santo Antônio e outra de Nossa Senhora da Conceição.

Quem esteve na abertura da exposição elogiou a iniciativa. “Foi uma iniciativa muito interessante do Iphan de trazer essa exposição para Aracaju. É importante conhecer o patrimônio de outros Estados, bem com se aprofundar no que temos de melhor, que deve ser revelado”, opinou Moisés Siqueira, professor universitário.

A diretora do Memorial do Judiciário, Mônica Porto, lembrou que o local foi classificado pelo Iphan como o melhor estruturado para receber as obras. “Isso ajuda a divulgar essa casa de cultura”, completou Mônica. A abertura da exposição ‘Bem do Brasil’ também contou com a apresentação do grupo folclórico Cacumbi, de Laranjeiras, e com o quarteto de violões Tettra Cord.

A primeira mostra da exposição foi inaugurada em novembro de 2011, em Missões (RS). Depois partiu para Recife (PE), em fevereiro de 2012; Belém (PA) em abril e São Luís (MA) em junho. Colaboraram com peças as Superintendências Regionais do Iphan, museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e alguns colecionadores particulares. A exposição foi produzida pela equipe do Paço Imperial, Centro Cultural do Iphan em colaboração com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Tem como curador Lauro Cavalcanti, design de Victor Burton e patrocínio do BNDES.

Visitação

A exposição ficará em Aracaju até o dia 30 de setembro. Está aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas. Sábados e domingos, nos períodos vespertino e noturno, com agendamento através do telefone (79) 3213 0219 / 0771. O Memorial do Judiciário - Palácio Sílvio Romero, está localizado, Praça Olímpio Campos, 417, Centro de Aracaju.

Galeria de Imagens