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Sexta, 20 Julho 2012 16:00

Servidora do TJSE aposenta-se depois de 52 anos prestados ao serviço público

Depois de 52 anos dedicados ao serviço público, sendo mais de 30 deles no Tribunal de Justiça de Sergipe, a servidora Maria Eliza de Almeida despediu-se dos colegas para começar uma nova vida. O requerimento da aposentadoria foi protocolado no dia 10 de julho, mas o último dia de trabalho dela no gabinete da Desembargadora Geni Schuster aconteceu hoje, 20 de julho.

No dia 17 de outubro de 1960, Maria Eliza de Almeida tomou posse como servidora pública no Estado de Sergipe, no cartório de registro civil de Propriá. Depois, trabalhou em delegacia de polícia, no Tribunal Regional Eleitoral e por mais de 30 anos exerceu a função de técnica judiciária no Tribunal de Justiça de Sergipe. Para Eliza, o segredo do sucesso e da felicidade no serviço público é a ética, humildade e companheirismo.

“Esse tripé é o alicerce fundamental para ser um bom funcionário. Além disso, deve respeitar para ser respeitado, sempre se colocar do outro lado e nunca desanimar frente aos altos e baixos da carreira”, comentou Eliza, em uma entrevista concedida à Diretoria de Comunicação do TJSE e publicada na primeira edição da revista eletrônica Servidor.Info.

Em uma homenagem recente feita à Eliza pelos colegas, a Desembargadora Geni Schuster lembrou que ambas trabalharam juntas no interior, há muitos anos, e que as duas são “amigas de longas datas”.

Homenagem dos colegas do gabinete da Desembargadora Geni Schuster à Eliza:

Raros são aqueles que com tanto desvelo e dedicação às atividades que executam, chegam a esta marca de cerca de meio século devotados ao serviço público, cheios de saúde, disposição e comprometimento, que muitas vezes se suplantam aos problemas e adversidades da vida pessoal.

Seu profissionalismo é exemplo não só para seus colegas de trabalho (que não são poucos), como para todos os servidores públicos desse Estado. Sua alegria contagia a todos no ambiente de trabalho. Difícil ficar triste diante de suas brincadeiras. Como não rir quando cometemos verdadeiros atentados à Língua Portuguesa e a senhora, prontamente, com zelo e primor, corrige e não nos faz passar vergonha! A falta e saudade serão imensuráveis! Mas não fiquemos tristes porque a senhora plantou o mais importante no coração de todos que a conhecem: a amizade. E para isso não há aposentadoria!

Como todas as coisas boas da vida, é chegado o momento em que é preciso despir-se de algumas coisas e seguir adiante, preenchendo a vida com outras atividades. Chegou o fim de seu trabalho aqui no Tribunal de Justiça. Não haverá mais “ponto” para bater, tampouco as brincadeiras pelos minutos a mais ou a menos do nosso horário de trabalho (seu corregedor oficial sentirá falta)!

Como passaremos nossas manhãs sem ouvir suas histórias? Quem nos informará quando a cidade “x” ou “y” passou a ser Comarca? Como saberemos quando serão os feriados? E a contagem dos prazos? Ah, dona Eliza, a senhora sabe coisas desse Tribunal que ninguém mais sabe, não é?

Mas hoje não é dia para ficarmos tristes porque é dia de comemorarmos o fim de um ciclo e início de outro. Sabemos que a senhora não nos deixará. Sabemos que virá sempre aqui para alegrar nossos dias com a sua presença e nos proteger. Que Deus a abençoe e lhe dê muita saúde e paz para desfrutar de sua aposentadoria. Será marajá, hein? Aproveite bastante e nos convide sempre para comemorarmos juntos a alegria de viver!

Parabéns e obrigado por tudo!

Seus amigos e colegas de Tribunal!

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