“Consegui resolver o problema de forma mais rápida e foi bom para ambas as partes. Espero que ele cumpra o acordo”. Foi com esta frase que a costureira Maria Ferreira de Jesus definiu a resolução do seu conflito numa execução de alimentos no Mutirão de Conciliação realizado na Comarca de Tobias Barreto, nesta segunda-feira, 25.06. O mutirão foi solicitado ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) pelo Juiz da 1ª Vara Glauber Dantas Rebouças e terá cerca de 230 audiências de conciliação até o dia 28.06.
De acordo com o juiz, o volume de processos na Comarca de Tobias Barreto é muito grande. “A 1ª Vara tem hoje cerca de 2300 processos e a ideia da realização do mutirão da conciliação é fazer com que sejam reduzidos os números de processos através da melhor forma de resolução de conflitos que, para mim, é a conciliação”, explicou.
Ainda segundo o magistrado, a participação e o apoio dos conciliadores do Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania no mutirão, através da sua coordenadora a Juíza Dauquíria Ferreira, é de fundamental importância para o seu sucesso. “Conheci o trabalho deles no mutirão que participamos na Comarca de Carira. São especialistas, treinados e capacitados para isso. A resolução dos processos pela conciliação nos dará uma grande ajuda”, completou.
O advogado Antônio Nery Júnior, que somente no dia 25.06 tinha 14 audiências de conciliação marcadas, acredita que os mutirões representam uma presença firme e decidida do Judiciário junto à sociedade. “As conciliações dão oportunidade de que pequenos e, até mesmo, grandes conflitos sejam resolvidos de forma rápida, equânime, ouvindo as partes, sem a necessidade dos longos períodos para as instruções processuais”.
Segundo a conciliadora Ilda Melo, o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania, apesar de estar localizado no Fórum Gumersindo Bessa, foi criado para atender todo o Estado. “Nosso foco é contribuir para a redução dos volumes de processos, possibilitando que as próprias partes componham os seus litígios, onde todos ganham”.




