Um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, em 2011, 49,45% dos Tribunais brasileiros podem ser considerados com nível "satisfatório" na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC), ao passo que 37,36% apresentam nível "médio" e 13,19% receberam o status de "aprimorados". O Tribunal de Justiça de Sergipe ocupa a sétima posição, com avaliação global de 77,35% (satisfatória). Na pesquisa, os Tribunais poderiam alcançar os níveis crítico, baixo, médio, satisfatório, aprimorado e de excelência.
"Com relação ao resultado desta pesquisa, prevíamos que não conseguiríamos bater a meta "força de trabalho", visto que o CNJ alterou a sua fórmula, considerando para o cálculo somente os servidores efetivos, diferentemente dos anos anteriores. Neste ano, foram criadas mais seis vagas para o cargo analista de sistemas, número este ainda insuficiente de acordo com a atual orientação do CNJ", explicou Anízio Torres, Secretário de Tecnologia do TJSE.
Segundo Anízio, foram identificados os seguintes benefícios com a instituição do Grupo de Governança, projeto do PETIC-Planejamento Estratégico de TIC: Escritório de Governança; Escritório de Projetos; Coleta, Preparação e Acompanhamento de Indicadores; Controle Orçamentário; Programa Bem-Vindo; Plano de Comunicação; Normas e processos de gerenciamento de projetos; realização de pesquisas e entrevistas.
Aliadas a todas essas ações, no decorrer deste ano, também foram implantadas as seguintes boas práticas do ITIL - gerenciamento de serviços: Catálogo de Serviços; Gestão de Mudanças; Gestão de Incidentes; Gestão de Problemas; Gestão de Requisições.
Pesquisa nacional
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro liderou os Tribunais estaduais que tiveram classificação ?aprimorada?, com 85,83%, seguido dos TJs do Distrito Federal e Territórios, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco. O Tribunal de Justiça do Acre foi um dos cinco que tiveram classificação "satisfatória", com 77,7%, seguido dos TJs de Sergipe, Amazonas, Goiás e Alagoas (70,6%).
Conforme o CNJ, houve uma melhora significativa em todos os Tribunais, mas os pontos fracos são a capacitação e a força de trabalho. "A capacitação está em processo de melhoria em decorrência das ações do Programa Nacional de Capacitação em TIC do CNJ, mas o problema com a força de trabalho só pode ser resolvido pelos Tribunais com planejamento na área de recursos humanos e abertura de novas vagas, que apenas poderão ser criadas por lei", avaliou Marivaldo Dantas, juiz auxiliar da presidência do CNJ.
Realizado desde 2009, o estudo foi consolidado a partir da resposta de 91 Tribunais do país, inclusive os Superiores, a um questionário com mais de 500 perguntas divididas em cinco áreas: porte em relação à tecnologia; força de trabalho; automação; governança de TI e capacitação. No item de tecnologia, por exemplo, foram avaliadas questões como servidores, storage, renovação do parque de microcomputadores e velocidade de conexão à Internet.
A partir da análise da pesquisa, o CNJ, por meio do seu projeto de modernização dos Tribunais, planeja a quantidade de equipamentos de informática ou ações de infraestrutura que serão necessários para suprir as necessidades dos Tribunais - como a compra de desktops, servidores e storage para garantir alta disponibilidade e aumentar a capacidade de armazenamento de dados.




