O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, Desembargador José Alves Neto, mostrou-se surpreso com a decisão dos servidores, após Assembléia Geral convocada pelo Sindiserj, de promoverem manifestações nesta quinta-feira, 10, em frente ao Fórum Gumersindo Bessa, e no dia seguinte, 11, em frente aos Fóruns Integrados III. A decisão foi tomada, conforme noticiado no site do Sindiserj, após avaliação da proposta apresentada pela Presidência do TJSE, na reunião da última segunda-feira, de 9% para o reajuste salarial.
O Sindiserj também anuncia Ato Público na segunda-feira, dia 14, no centro da cidade e a possível paralisação das atividades no dias 21 e durante a Semana Nacional de Conciliação.
O Desembargador José Alves entende que, ao interromper as conversações com a Presidência do TJSE, o Sindiserj demonstra intransigência, criando um clima de hostilidade desnecessária, dando a entender que o Orçamento do Tribunal de Justiça para o próximo ano comporta reajuste salarial além do índice de 9% anunciado anteriormente. "Sempre recebi pessoalmente a diretoria do Sindiserj, a quem tenho tratado bem e com respeito, juntos discutimos exaustivamente essa questão salarial", afirmou o Presidente José Alves, lembrando que o percentual oferecido está no limite suportado pelo orçamento e que, embora os servidores mereçam o reajuste proposto pelo Sindiserj, não há condições de chegar a tanto, por uma razão: o índice de 16% representa um impacto orçamentário suplementar de R$ 8.700.000,00 - valor que extrapola todos os limites.
O Desembargador José Alves Neto conta com o bom senso de todos os servidores no sentido de continuarem em seus postos de trabalho, evitando manifestações e paralisações desnecessárias. Ele deixa claro que continua aberto ao diálogo com o Sindiserj, manifestando carinho por todos os servidores e lamentando que o Tribunal de Justiça não possa assumir compromisso de elevar o percentual anunciado de 9% que estará na pauta da próxima reunião do Pleno, para discussão.
Lembra o Presidente do TJSE que as paralisações, sobretudo sem amparo legal, causam enorme prejuízo para a sociedade que não pode assumir tal ônus, inclusive com o pagamento dos dias de paralisações, a exemplo da que ocorreu em 26 de outubro.
Nesta quarta-feira, 9, o Sindiserj publicou no seu site na internet, a paralisação de servidores no dia 21 de novembro e, posteriormente, durante a Semana Nacional de Conciliação, marcada para o período de 28 de novembro a 2 de dezembro.




