Segunda, 26 Setembro 2011 13:28

Psicólogos e assistentes sociais participam de palestra no TJSE

"Investigando as Políticas de Assistência e Proteção à Infância e Adolescência com ênfase nas ações do Estado" foi o tema da palestra realizada da tarde da última sexta-feira, dia 23, no auditório da Escola de Administração Judiciária (ESAJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe. O evento foi uma iniciativa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia Social, e do TJSE, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Coordenadoria de Perícias Judiciais e ESAJ.

A palestra foi ministrada pela professora Irene Bulcão, da Universidade Federal Fluminense, doutora em Psicologia Social. Ela fez um relato histórico das políticas de assistência e proteção voltadas para crianças e adolescentes. "Foquei, principalmente, no período até a Era Vargas, que eu considero importante para subsidiar algumas questões sobre a atuação dos profissionais técnicos. Isso porque é justamente nesse período que se implanta uma política voltada para o social, constituindo-se um certo grupo de profissionais formado, majoritariamente, por psicólogos, assistentes sociais e educadores", esclareceu.

Segundo a professora, as políticas que são implantadas hoje foram geradas a partir das políticas produzidas ao longo da história. "Assim, percebemos algumas diferenças e rupturas que foram produzidas. Entender isso possibilita uma ação mais consistente e relacionada com as novas propostas", sugeriu Irene, lembrando que o primeiro Juizado específico para a infância e adolescência da América do Sul foi criado no Rio de Janeiro, em 1923.

O professor da Universidade Federal de Sergipe e também doutor em Psicologia Social, Marcelo Ferreri, participou da palestra como debatedor. "Essas políticas precisam sempre estar sendo repensadas, avaliadas e passadas por um crivo crítico em termos das práticas, dos valores e ações dos Poderes que as operam. E, pensando nisso, acho que uma boa maneira de fazermos essa análise é começar pelo seu próprio passado. Este é o motivo de estarmos aqui, refletindo sobre o que as políticas fazem, levando em consideração sua história", opinou o professor.