Os alunos dos 6º, 7º e 8º anos da Escola Estadual Jackson de Figueiredo foram recepcionados nesta terça-feira, dia 23, na exposição "No Rastro do Cangaço" que aborda o cangaço em Sergipe através da mostra de adornos, fotos, objetos, publicações de jornais de época e da participação da Justiça na história do Cangaço através de documentos deste período.
Através do monitores do Memorial do Judiciário, instituição que organizou e sedia a exposição, cerca de 150 estudantes conheceram a história do cangaço em suas peculiaridades, como por exemplo, a presença marcante da mulher, curiosidades sobre as ações e hábitos dos canganceiros e atuação da Volante. Após percorrer todos os ambientes da exposição, os visitantes assistiram a um filme datado de 1936, de Benjamin Abrahão, que retrata o cangaço com a participação de Lampião e Maria Bonita e, em seguida, a um documentário obre o tema.
Para a professora Iara Azevedo, que leciona as disciplinas de Geografia e de Sociedade e Cultura, a exposição vem resgatar nos jovens acontecimentos que fazem parte da narrativa do Nordeste brasileiro, já que o cangaço ocorreu entre os estados do Rio Grande do Norte e Bahia. "Além de colaborar com o conhecimento de fatos históricos, esta exposição resgata da cultura nordestina, uma vez que o cangaço fez parte da história desta região do Brasil. Sergipe foi palco do cangaço", disse.
A docente ainda destacou que o momento da exposição e a proximidade do Memorial com a escola foram determinantes. "Nas aulas, os alunos comentam bastante sobre a novela que aborda o cangaço e que foi gravada aqui no estado de Sergipe. Soubemos que o Memorial, que é nosso vizinho, tinha esta exposição em aberto e solicitamos a nossa vinda, para que nossos alunos materializem as informações repassadas em sala de aula de forma mais concreta", completou Iara Azevedo.
O estudante Alan Alves, aluno do 6º ano, comentou que a visita a exposição trouxe-lhe um conhecimento mais vasto acerca do tema cangaço. "Cada informação, fotografia, objeto, arma que foi dos canganceiros me fez conhecer melhor uma história que eu só via na televisão".
Segundo o curador da exposição, Rafael Cerqueira, uma média de 800 pessoas já visitaram o espaço desta mostra desde a sua abertura, no mês de julho. Ele destacou como o Cangaço deixou um forte legado para os nordestinos. "O cordel, a música, as vestimentas, o jeito de falar", comentou Rafael, lembrando que Lampião e alguns homens do bando foram processados em Sergipe por diversos crimes, como demostra os documentos cedidos pelo Arquivo Judiciário os quais estão expostos. "Inclusive, um Juiz sergipano daquela época proferiu uma sentença contra Lampião sem ele ter comparecido ao julgamento", contou.
"No Rastro do Cangaço" ficará em exposição até o dia 02 de setembro, no Memorial do Poder Judiciário de Sergipe, que funciona no Palácio Sílvio Romero, localizado à Praça Olímpio Campos, 417, Centro de Aracaju. O acesso é gratuito e as visitas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas. Escolas podem agendar uma visita monitorada através dos telefones (79) 3213-0219 ou 3213-0771. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones ou do site www.tjse.jus.br/memorial.




