A Escola de Administração Judiciária - ESAJ encerrou hoje, 03 de junho, o ciclo de palestras dirigido a novos servidores que recentemente foram nomeados para o exercício das suas funções no Poder Judiciário sergipano. Durante a manhã, 35 servidores participaram das palestras "Os desafios da convivência no mundo contemporâneo" e "Aspectos psíquicos da comunicação".
A coordenadora da ESAJ, Waleska Prado, ressaltou a importância da ambientação. "O servidor que é recentemente nomeado, em regra, encontra-se muito ansioso para iniciar as suas funções. Esta ansiedade é amenizada com as palestras de ambientação, que buscam, em tese, demonstrar ao servidor o caminho que ele tem a percorrer. Trabalham-se o lado técnico e a questão psicológica. A Escola contratou excelentes profissionais para cumprir a missão", afirmou a coordenadora.
O palestrante Rogério Proença, doutor em Sociologia e professor da Universidade Federal de Sergipe, abordou como a comunicação contemporânea é baseada em diferentes reivindicações de caráter étnico, cultural, linguístico, religioso, entre outros, de modo que o Direito contemporâneo está sendo desafiado. "Por outro lado, o técnico jurídico deve abrir uma reflexão para compreender tais mudanças e entender a partir disso a importância do Direito para a convivência num mundo plural", explicou.
Para Proença, o técnico do Poder Judiciário precisa desenvolver uma percepção mais ampla das diferentes feições da sociedade que usa o serviço jurídico. "Faz parte da formação desse técnico, até para que ele tenha outra percepção da importância de sua função".
Com a palestra "Aspectos psíquicos da comunicação", o mestre em Psicologia Delman Barboza pretendeu trabalhar o entendimento da comunicação, através da importância de se desenvolver a comunicação intrapessoal antes da interpessoal. "Abordei a questão do "interdito", aquilo que está entre o que foi e não foi dito. Nosso objetivo é melhorar a comunicação entre os servidores, abordando a questão da linguagem e resolução de conflitos, comunicação do trabalho e relações afetivas?, explicou Delman, que também é coordenador de Evolução Humana do Ministério Público Estadual.
A técnica judiciária Luciana Nobre Silva, lotada em Nossa Senhora da Glória e empossada há uma semana, elogiou a palestra. "Acho que nos faz bem pensar sobre as relações humanas, inclusive refletir sobre as diferenças e saber como lidar com as pessoas". Luciana destaca ainda o cuidado da ESAJ ao promover ações que situem os servidores sobre as funções que serão exercidas. "O trabalho da ESAJ é excelente. É muito bom ter esse acolhimento, me sinto tranquila e com uma noção maior sobre a estrutura do Tribunal e do que me espera".
As palestras tiveram início em 31 de maio, percorrendo temas como Sociologia Jurídica, Comunicação e Psicologia, Deontologia Jurídica, Gestão de Pessoas, Sistema Judiciário e Gestão de Informação.




