A Esmese encerrou seu ano letivo ontem, 14 de dezembro de 2010, promovendo educação, cultura e lazer para todos os que fazem parte da escola e/ou participaram da programação da noite passada. Logo após a palestra do magistrado baiano Pablo Stolze Gagliano sobre "O Novo Divórcio", o momento foi de confraternização entre servidores, magistrados, alunos e desembargadores do Poder Judiciário sergipano. O evento ocorreu no Auditório do Espaço Sociocultural "Desembargadora Clara Leite de Rezende", localizado no 8º andar do Anexo Administrativo Desembargador José Antonio de Andrade Góes.
A noite foi também de duplo lançamento: o Diretor da Esmese, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, apresentou à comunidade jurídica sergipana a 14ª edição da Revista da Esmese, e o Juiz de Direito José Anselmo de Oliveira e o Advogado Arnaldo Machado Júnior a obra Densificação Constitucional. Além disso, o encerramento do ano letivo da escola contou com a exposição de telas do artista plástico Archimedes Marques e com a apresentação do músico Reginaldo Marinho, no hall do Espaço Sociocultural.
Ao abrir a solenidade, o Diretor da Esmese, Desembargador Osório Ramos, lembrou seu trabalho realizado nos últimos seis meses à frente da Escola Superior e os resultados positivos alcançados. Dizendo-se satisfeito e muito feliz com sua administração, o diretor espera que a Esmese realize um bom trabalho também no próximo ano. Segundo ele, o sentimento é de missão cumprida.
"O saldo foi altamente produtivo. Demos continuidade à missão que a Desembargadora Clara Leite de Rezende desenvolveu, e muito bem! Fizemos algumas modificações pontuais no desenvolvimento dos trabalhos, realizamos cursos importantes e interessantes para os magistrados de Sergipe, alcançamos a meta preconizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já que mais de 50% dos magistrados sergipanos concluíram o curso de Gestão Judicial e estamos hoje, nesta noite magnífica, encerrando o ano com esta palestra extraordinária de Dr. Pablo Stolze", resumiu o desembargador.
Para o palestrante da noite, participar do encerramento das atividades da Esmese foi uma grande honra, pois "a Esmese é sempre um exemplo de organização e de competência". Durante sua fala, o magistrado cuidou de fazer uma interpretação da nova emenda do divórcio, uma interpretação sobretudo social, uma hermenêutica que permitisse a aplicação da emenda em favor dos anseios da sociedade.
"Nessa linha de raciocínio, a supressão da separação judicial, para mim, é algo muito claro. Eu já disse para meus alunos em mais de uma oportunidade que este instituto já teve sua época e hoje não tem mais razão de ser. Ele traz mais problemas do que vantagens, a exemplo da persistente discussão da culpa. Então, de certa forma, a sociedade brasileira ganhou muito com a emenda e se torna hoje, em termos normativos, um dos sistemas mais avançados do mundo, sem dúvida nenhuma", comentou Pablo Stolze.




