Obras de Di Cavalcanti, Djanira, Tarsila do Amaral e muitos outros importantes nomes das artes plásticas do Brasil estão em exposição até o dia 28 de novembro, no Memorial do Judiciário de Sergipe. A mostra faz parte do projeto Galeria Caixa Brasil, que promove exposições simultâneas em todas as capitais brasileiras, como parte das comemorações pelos 150 anos da Caixa Econômica Federal.
A abertura da exposição aconteceu na noite da última sexta feira, dia 05, data em que se comemora o Dia Nacional da Cultura. Aqui no estado de Sergipe, a Galeria Caixa Brasil encantou autoridades, artistas e diversos segmentos da sociedade.
A Diretora do Memorial do Judiciário, Renata Mascarenhas, ressaltou a importância da CAIXA ter escolhido o espaço para sediar a exposição no estado. "É importante a responsabilidade que nos foi dada. Isso reflete a confiança que a CAIXA tem no nosso trabalho. É preciso destacar que o Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Roberto Porto, tem dado um grande incentivo à cultura. O memorial é um aliado da sociedade nesse processo de preservação da cultura".
De acordo com o Diretor Regional da CAIXA , Marco Antonio Queiróz, o acervo reflete um pouco da historia da centenária instituição: "Trouxemos um pouco da CAIXA, esse órgão criado no segundo império e desde então serve à população brasileira".
O vice-presidente do Tribunal, Desembargador Cezário Siqueira Neto, lembrou a simbologia daquele dia destinado a cultura. "É uma noite especial com uma exposição fantástica materializando a arte no Dia Nacional da Cultura. (...) Um orgulho para nosso tribunal ser uma instituição parceira cedendo o espaço para que a comunidade possa desfrutar dessas belas obras".
Acervo rico - O Acervo da Caixa abrange um longo período das artes plásticas no Brasil, estando representadas pelo acervo quatro gerações de artistas brasileiros, formando um amplo quadro da diversidade de escolas e tendências que marcam a produção dos últimos cem anos. O banco possui quase 2 mil obras entre pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias e gravuras, obtidas por meio de aquisições de coleções temáticas. O marco inicial é o ano de 1968, quando o banco começou a encomendar obras de artistas brasileiros. Em 1986, incorporou 246 obras do acervo do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH) e, no ano seguinte, a Coleção Brasília. A coleção do V Centenário foi adquirida em 1998/9, e contou também com doações de artistas expositores.
A primeira coleção é composta por obras de artistas consagrados, adquiridas para ilustração de bilhetes da Loteria Federal em datas comemorativas como Natal, São João, Independência, Carnaval e Inconfidência Mineira. Nessas ocasiões a Caixa promovia as chamadas extrações especiais que, além de oferecer ao mercado o atrativo dos prêmios, passaram a ter, já em 1968, a ilustração dos bilhetes correspondentes por renomados artistas brasileiros. Djanira foi a primeira artista contratada, seguida por Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Newton Cavalcanti, Carlos Scliar, Wellington Virgolino e Aldemir Martins, totalizando 37 artistas.
A segunda coleção veio com a incorporação do BNH. Trata-se de um conjunto de obras que inclui artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe, Vicente do Rego Monteiro, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, dentre outros. Parte dessa coleção encontra-se no acervo do Rio de Janeiro.
A terceira coleção foi adquirida em 1987, ano em que Brasília foi elevada à condição de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. É formada por 60 obras de artistas como Carlos Bracher, Glênio Bianchetti, Eduardo Zimmermann, Cláudio Tozzi e Athos Bulcão, entre outros. A do V Centenário do Descobrimento do Brasil conta com cinco obras de autoria dos artistas Carmela Gross, João Câmara, Siron Franco, Roberto Aguilar e Daniel Senise. Em 1999, continuando a executar o projeto de formação da Coleção V Centenário do Descobrimento, foram analisados vários projetos de artes plásticas e escolhido o artista goiano Antônio Poteiro, com aquisição de três obras.
Serviço:
Espaço expositivo: Memorial do Judiciário
Endereço: Praça Olímpio Campos, nº 417, Centro, Aracaju
Dias de funcionamento: de segunda a sexta-feira
Horário: das 8 às 14 horas




