Implantado pelo TJ em 2001, no módulo da 7ª Vara de Execuções Criminais e Corregedoria de Estabelecimentos Penais, do Fórum Gumersindo Bessa, a Central de Penas Alternativas - CEPA, que já beneficiou cerca de 750 apenados em Aracaju e serve de modelo em outras regiões do Estado, terá seu Programa de Penas Alternativas ampliado na capital, podendo beneficiar mais de três mil pessoas através dos projetos de ressocialização, que inclui até cursos profissionalizantes, visando a inserção destes no mercado de trabalho.
A boa notícia surgiu após os primeiros entendimentos ocorridos no último dia 21 de janeiro do corrente, entre a Juíza Maria Conceição Silva Santos e a gerente da Central Nacional de Penas Alternativas, Heloísa Pires Adário, que demonstrou interesse na possibilidade da liberação de recursos para ampliação do atendimento às famílias de mil apenados.
De acordo com Maria da Conceição, deverão ser assinados dois convênios entre o Ministério da Justiça e a Vara de Execuções Criminais para que os trabalhos já desenvolvidos por toda a equipe da CEPA, a qual vem se dedicando voluntariamente para contribuir com a adaptação dos apenados ao convívio social, sejam ampliados ainda neste semestre. "O objetivo da CEPA é valorizar e despertar nos apenados o desejo de participar positivamente da sociedade, e para isso, foram desenvolvidas uma série de atividades, nas quais se buscou resgatar a auto - estima desses indivíduos, para que mais tarde eles possam se inserir no mercado de trabalho. Quer dizer, a Central leva à sociedade sergipana, através dessas penas e medidas alternativas, não só estímulo do senso de responsabilidade do infrator ao realizar o processo ressocializador fora da prisão, como também evita o encarceramento do delinqüente, e por conseqüência, o nefasto contato deles com o presídio".




