A Vara de Assistência de São Cristóvão acaba de implantar o projeto piloto "Mediação Interdisciplinar: um caminho viável para a autocomposição dos conflitos familiares".
O programa, que é um projeto científico de autoria da Profa. Dra. Luciana Gonçalves da Silva, da Universidade Federal de Sergipe, com o aval da CNPq, é pioneiro no Estado de Sergipe e é uma importante contribuição para a resolução pacífica das disputas familiares. Ela surge como uma outra alternativa, substituindo o modelo conflitual apresentado pelo Poder Judiciário.
A implantação da mediação na UFS, contou com a presença do mediador e presidente da Associação Brasileira de Árbitros e Mediadores ? ABRAME, Dr. Áureo Simões Júnior, que também atuou nas audiências e fez questão de explicitar as diferenças entre mediação e conciliação. "São atividades semelhantes, mas de diferente abordagem. Na mediação, o agente (mediador) apenas assume o encargo de aproximar, de auxiliar e incentivar o diálogo, enquanto as próprias partes vão procurando um entendimento. Já na conciliação, as partes deixam a cargo do conciliador que, observando os fatos, chega a uma solução a ser aceita ou não pelas partes. Mas as duas práticas podem convergir", explicita.
A Juíza Titular da Vara, Adelaide Martins, ressaltou que a assimilação de projetos da UFS no Judiciário é uma das razões da sua localização no campus. "A vara tem esse aspecto diferenciado, de assistência, sem o caráter cível ou criminal. A integração com a comunidade e com a própria comunidade acadêmica são essenciais".
A autora do projeto, Luciana Gonçalves, apontou que o projeto surgiu ainda na sua turma de doutorado na Universidade de São Paulo. "Víamos a mediação como um instrumento muito importante e eficaz na resolução de conflitos nas famílias. O projeto foi aceito pelo CNPq e tivemos uma grande receptividade da Dra. Adelaide na Vara de Assistência".
As audiências de mediação continuam amanhã, dia 25 e na quinta, dia 26.