A Exposição intitulada "Resistência, do cativeiro às ruas: a luta dos escravos em prol da liberdade", promovida pelo Memorial do Judiciário está de portas abertas para visitações até o dia 09 de julho. A exposição faz uma reflexão sobre a escravidão no Brasil, mas traz a resistência como foco, além de elucidar a participação da Justiça no processo de abolição e mostrar como a imprensa se comportava diante do fato.
Desde a abertura no dia 13 de maio, dia em que se comemora a abolição da escravatura, a instituição recebeu visitas e excursões de alunos do ensino fundamental de todo o Estado. No geral, segundo informou a Diretora do Memorial, Renata Mascarenhas, mais de 2 mil estudantes tiveram acesso aos itens expostos, como instrumentos de tortura utilizados, painéis contendo informações sobre o assunto, anúncios de venda e fuga de escravos, cartas e documentos escritos pelo governador da província, palestras e documentários que retratam a escravidão e a luta pela liberdade.
Na manhã desta sexta-feira, dia 11, três escolas conheceram a exposição. A Escola Municipal Papa João Paulo II, do bairro Santa Maria, levou 90 alunos do 5º ano do ensino fundamental, os quais, segundo o professor Adir Freire Freitas, "associarão o conteúdo teórico aprendido em sala de aula à prática, já que eles podem visualizar no Memorial verdadeiros itens que compuseram a luta contra a escravidão".
Outros 75 alunos do ensino médio, vindo do município de Lagarto, das escolas municipais Aníbal Freire e Alberto Santos Dumont também tiveram uma aula prática sobre a resistência à escravidão no Brasil. De acordo com a representante da Secretaria Municipal de Educação, Mariana Emanuele de Góis, a prefeitura possui um convênio com o Memorial, o qual possibilitou a vivência da história fora da sala de aula para mais de 600 alunos. "Nossos alunos ficam encantados com o que veem, porque para eles esta é uma nova forma de aprendizado e, além disso há entre eles aqueles que nunca vieram à capital do Estado", comemora.
Para a estudante Ellen Nascimento, de 10 anos, disse que gosta dos museus porque mostra a história não apenas através dos livros. "Sempre li que a escravidão foi uma época muito triste da história, mas é bom conhecer tudo, e aqui a gente aprendeu que os escravos foram bravos e, para mim, eles são heróis".




