Foi a primeira vez que o Tribunal de Justiça de Sergipe, através da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), realizou uma confraternização de Natal para cerca de 250 crianças e adolescentes que vivem em 12 entidades de acolhimento institucional espalhadas por Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Boquim. A noite do dia 17, foi de muita música, brincadeira, encontros emocionados e, claro, a tradicional ceia de Natal.
No Abrigo Sorriso, localizado no bairro Aeroporto, os convidados foram recebidos por um coral bem afinado. Lá vivem 39 crianças de
"Essa troca de informações e acesso facilita nosso trabalho", destacou Margarida, que ficou orgulhosa ao ver que as crianças sabiam todas as músicas. ?Eles vão todos os sábados para a igreja. Os maiores já fazem catecismo e os pequenos participam da missa?, completou. Os alunos do Colégio Saint Louis mais uma vez abraçaram a causa e participaram das ceias. "É gratificante ver o sorriso no rosto das crianças. Convido a todos para serem voluntários porque a sensação é maravilhosa", destacou Rebeca Meira, de 16 anos.
Algumas juízas prestigiaram a festa, a exemplo de Heloísa Castro Alves, que passou a ser voluntária do Abrigo Sorriso após um processo. "Depois que conheci o abrigo vi o quanto é importante participar do processo de reabilitação dessas crianças e se sentir responsável por elas", enfatizou. Para a coordenadora do Núcleo de Apoio à Infância e Adolescência (NAIA), Alessandra Pedral, a noite diferente propiciada às crianças acabou sendo um momento especial para todos.
A coordenadora da CIJ, a Juíza Vânia Barros, disse que uma das propostas da festa de ontem foi justamente promover a integração das crianças e adolescentes abrigados com magistrados, servidores do TJSE e também com a sociedade civil. "É a primeira vez que o Tribunal de Justiça de Sergipe realiza uma confraternização natalina deste porte para crianças e adolescentes institucionalizados", ressaltou a magistrada. Ainda estiveram presentes à festa a juíza da 16ª Vara Privativa do Juizado da Infância e da Juventude, Rosa Geane do Nascimento, e a promotora de Justiça da mesma Vara, Lilian de Carvalho.
Apresentação
As 18 meninas que moram na sede do Projeto Esperança, no bairro Farolândia, prepararam para os convidados um auto de Natal. Elas contaram, com teatro e música, a história da menina Aninha, filha de um rico empresário, que viajou por todo o mundo em busca do presente maior de Natal. Só no final a garota descobriu que o precioso presente era Jesus. "Deixei o CD com as músicas e distribui as letras. Só tivemos quatro ensaios. Muitas têm vozes bonitas, que só precisam ser mais trabalhadas", elogiou Jane Saldanha, voluntária do projeto que realiza trabalhos com crianças e adolescentes na 2ª Igreja Batista de Aracaju.
A coordenadora administrativa do Projeto Esperança, Ana Luzia Ferreira, disse que o Programa de Apadrinhamento Ser Humano, idealizado pela CIJ, tem mudado a vida das garotas. "A iniciativa é muito boa porque elas começaram a ser mais aceitas. Isso tem levantado a autoestima delas. Além disso, elas vêem nos padrinhos um referencial", analisou. Prova disso foi o que garota que interpretou Aninha, no auto de Natal, falou sobre essa nova etapa de sua vida: "eu não era nada quando estava com minha mãe, mas agora aqui no projeto sou tudo de bom".
Além do Abrigo Sorriso e Projeto Esperança, a ceia de Natal foi realizada ontem em mais dez entidades de acolhimento institucional: Abrigo Maria Isabel Santana de Abreu (conjunto Médici I), Centro de Estudos e Observação (Centro), Lar Infantil Cristo Redentor (Santos Dumont), Oratório Festivo São João Bosco (Cirurgia), Casa Santa Zita (Getúlio Vargas), Lar Meninos de Santo Antônio (São José), Sociedade Protetora da Casa Maternal Amélia Leite (Suíssa), Abrigo Drª Maria Lílian Mendes Carvalho (João Alves Filho, N. S. do Socorro), Abrigo Dr. Gilton Feitosa da Conceição (Fernando Collor, N. S. do Socorro) e Lar Nossa Senhora das Graças (Boquim).




